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24 fevereiro 2016

Oração Pessoal e Lectio Divinae


Irmãos, segue abaixo este vídeo que nos relata dicas essenciais para viver uma vida de oração frutuosa.

A Oração Pessoal com a Lectio Divinae feita de forma simples e profunda, como relatada neste vídeo, segundo o método simples do pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, nos mostra como ter um relacionamento com Deus e levar na vida prática a Palavra de Deus.

A Leitura orante (Lectio Divinae) é o método de oração e estudo dos santos e recomendado constantemente pelos Papas.

O vídeo ensina todo o passo a passo e dá orientações valiosas.

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Deus te abençoe!

26 novembro 2010

Download do Santo Terço em Áudio


Caríssimo Irmão, Caríssima Irmã,
Nesta página disponibilizamos abaixo os acessos para fazer o download do Santo Rosário completo gravado pelos Freis do Seminário Santa Monica, em São Paulo, mantido pela Ordem dos Agostinianos Recoletos. Este terço contém o Ângelus, o Terço do dia completo e termina com a benção do Frei Fábio Nocal, Pároco de nossa Igreja de Nossa Senhora de Lourdes.
Você poderá gravar o terço em seu celular, aparelhos de MP3 e até em CDs, e assim poderá rezar onde e quando desejar.
Reze o terço todos os dias e acostume-se a buscar no amor de Maria o consolo para as vicissitudes do dia a dia. Encontre sua força na oração e mantenha-se firme na fé, transformando sua vida na vida feliz e dedicada ao amor pelo próximo, levando a paz onde você estiver!
Desejamos que sua vida seja a vida de um verdadeiro seguidor de Cristo e um evangelizador, não só por palavras, mas principalmente por exemplo de vida! Conte esta novidade para todos os seus amigos e amigas! Vamos propagar e divulgar este ato de fé!
Que Deus te abençoe e te guarde! Que o Amor de Jesus e a Ternura de Maria estejam sempre com você!
Clique nos links abaixo para baixar o terço completo a ser rezado em cada dia da semana, de acordo com a indicação própria (se tiver dúvidas qual mistério rezar no dia, olhe no nome do arquivo).


22 junho 2010

Confissão frequente


Dizia Santo Afonso Maria de Ligório:
“Não falamos aqui das confissões das pessoas incursas em pecados mortais. Entretanto não deixaremos de dar muitos avisos concernentes às ocasiões próximas e às confissões sacrílegas.Mas queremos falar principalmente das confissões das almas timoratas, que amam a perfeição e procuram purificar-se cada vez mais das manchas dos pecados veniais.
UTILIDADE DA CONFISSÃO FREQÜENTE
Refere Cesário que um santo sacerdote mandou da parte de Deus a um demônio que lhe tinha aparecido, lhe dissesse o que mais o maltratava; e o inimigo lhe respondeu que nada o contrariava nem o desgostava tanto, como a confissão freqüente. – Mas ouçamos o que Jesus Cristo disse a Sta. Brígida: “Aquele que quer conservar o fervor, deve purificar-se freqüentemente com a confissão na qual se acuse de todos os seus defeitos e negligências em servir-me.” – Cassiano ensina que a alma que aspira à perfeição, deve cuidar de ter uma grande pureza de consciência, porque assim é que se adquire o perfeito amor de Deus, que não se dá senão às almas puras; de sorte que o divino amor corresponde à pureza do coração.
- É preciso, porém entender que nos homens, segundo o estado presente, esta pureza não consiste em uma isenção absoluta de toda a falta; porque, exceto nosso divino Salvador e sua divina Mãe, não houve nem haverá no mundo nenhuma alma sem suas manchas. Todos nós nascemos em pecado e caímos em muitas faltas, diz S. Tiago.
- Consiste em duas coisas, que são velar atentamente para que não entre no coração nenhuma falta deliberada, por leve que seja, e ter cuidado de purificar-se imediatamente de qualquer falta que nele possa ter entrado.
- Estes são justamente os dois bons efeitos que produz a confissão freqüente.
Primeiramente, pela confissão freqüente, uma pessoa se purifica das manchas contraídas. – A este propósito, narra S. João Clímaco que um jovem, desejando corrigir-se da má vida, que levava no século, foi-se fazer religioso em certo mosteiro. Antes de recebê-lo, o abade quis prová-lo; e lhe disse que, se queria ser admitido, fosse confessar em público todos os seus pecados. Deveras resolvido a se entregar inteiramente a Deus, o jovem obedeceu; mas, enquanto expunha suas faltas diante da comunidade, um santo religioso que fazia parte desta, viu um homem de aspecto venerando, que a medida que o moço ia declarando seus pecados, os apagava de um papel que tinha na mão, onde estavam escritos; de sorte que, acabada a confissão, todos estavam apagados.
O que, neste caso, aconteceu visivelmente, sucede invisivelmente toda a vez que um se confessa com as devidas disposições.
A confissão, porém, além de purificar a alma de suas máculas, dá-lhe também força para não recair. - Segundo o doutor angélico, a virtude da penitência faz que a falta cometida seja destruída e também que não volte mais.
- A tal propósito S.Bernardo refere um fato da vida de S. Malaquias.Uma mulher tinha o hábito de se impacientar e de se irritar a tal ponto que se tornara insuportávelS. Malaquias, ouvindo dela mesma que nunca se houvera confessado de tais impaciênciasexcitou-a a fazer uma confissão exata dessas faltasDepois disto, tornou-se tão paciente e tão branda, que parecia incapaz de se enfadar por qualquer trabalho ou mau trato que a importunasse.É por isso que muitos santos, para adquirirem a pureza de consciência, costumavam confessar-se todos os dias. Assim praticavam Sta. Catarina de Senna, Sta. Brígida, a Beata Collecta, e também S.Carlos Borromeo, Sto. Inácio de Loiola e muitos outros. S. Francisco de Borgianão se contentava com uma só vez, confessava-se duas vezes por dia.
Se os homens do mundo tem horror de aparecer com uma mancha no rosto diante de seus amigosque se há de estranhar que as almas amigas de Deus procurem purificar-se cada vez mais, para se tornarem cada vez mais agradáveis aos olhos de Nosso Senhor.- De resto, não pretendemos aqui obrigar as religiosas que freqüentam a comunhão, a confessar-se toda a vez que comungam. Entretanto é conveniente que se confessem duas vezes ou ao menos uma vez por semana, e além disso quando houverem cometido alguma culpa com advertência.
DO EXAME, DA DOR OU CONTRIÇÃO E DO BOM PROPÓSITO
- Sabe-se que, para fazer uma boa confissão, três coisas se requeremO exame de consciência,a dor de ter pecado, e o propósito de se corrigir.
1. Quanto ao exame, aos que freqüentam os sacramentos, não é necessário que quebrem a cabeça em indagar todos os pormenores das faltas veniais. É preferível que se apliquem mais a descobrir as causas e raízes de seus apegos e de suas negligências.Digo isto para as religiosas que vão se confessar, com a cabeça cheia de coisas ouvidas na grade, e não fazem outra coisa que repetir, de cada vez, a recitação das mesmas faltas, como uma cantilena, sem arrependimento e sem propósito de emenda.Para as almas espirituais, que se confessam amiúde e tem cuidado de evitar os pecados veniais deliberados, o exame não exige muito tempo; pois não têm necessidade de indagar sobre as faltas graves, porque se a sua consciência estivesse sobrecarregada de um só pecado mortal, este se daria logo a conhecer por si mesmo. Quanto aos pecados veniais, se fosse plenamente voluntários, se manifestariam também de um modo sensível de pena que causariam; aliás não há obrigação de confessar todas as faltas leves que se tem na consciência, e por conseguinte também não há obrigação de fazer um exame exato e menos ainda de escrutar o número e circunstâncias, ou se recordar como e porque se cometeram.Basta declarar as faltas leves que pesam mais e são mais opostas a perfeição, e acusar as outras em termos gerais.
Quando não há matéria certa depois da confissão última, diga-se algum pecado da vida passada, de que se tenha mais dor, por exemplo: Eu me acuso especialmente de todas as culpas cometidas no passado contra a caridade, a pureza ou a obediência.
- É bastante consolador o que sobre este ponto escreve S. Francisco de Sales: “Não vos inquieteis, se não vos lembrardes de todas as vossas faltinhas para confessá-las; porque assim como muitas vezes cais sem advertência, assim também muitas vezes vos levantareis sem percebê-lo; a saber, pelos atos de amor ou outros atos bons que as almas devotas soem fazer“.
2. É necessária, em segundo lugar, a dor ou contrição, e é o que se requer principalmente para obter a remissão dos pecados. As confissões mais longas não são as melhores, mas as em que há mais dor. O sinal de uma boa confissão, diz S. Gregório, não se acha no grande número de palavras do penitente, mas no arrependimento que demonstra.
- De resto, as religiosas que se confessam amiúde e tem horror até as culpas veniais, desfazem as dúvidas se tem ou não verdadeira contrição. Quereriam, cada vez que se confessam, ter lágrimas de enternecimento; e como apesar dos seus esforços e de toda a violência que fazem, não podem tê-las, estão sempre inquietas sobre suas confissões. É preciso que se persuadam que a verdadeira dor não está em senti-la mas em querê-la. Todo o mérito das virtudes está na vontade. É por isso que Gerson, falando da fé, assegura que aquele que quer crer, algumas vezes tem mais mérito do que aquele que crê.
- Mas S. Tomás ensinou a mesma coisa antes dele, falando precisamente da contrição. Diz ele que a dor essencial, necessária para a confissão, é a detestação do pecado cometido, e que esta dor não está na parte sensitiva, mas na vontade; visto que a dor sensível é um efeito do desprazer da vontade o que nem sempre está em nosso poder, porque a parte inferior nem sempre segue a parte superior.
Assim, pois, toda a vez que, na vontade, a displicência da culpa cometida é acima de todos os males, a confissão é boa.
Abstende-vos, portanto, de fazer esforços para sentir a dor. – Falando dos atos internos, sabei que os melhores são os que se fazem com menor violência e maior suavidade, visto que o Espírito Santo ordena tudo com doçura e tranqüilidade.
Pelo que, o santo rei Ezequias, falando do arrependimento que tinha de seus pecados, diziasentir deles dor muito amarga mas em paz.
Quando quiserdes receber a absolvição, fazei assim: No aparelhar-vos para a confissão, começai por pedir a Jesus Cristo e a Virgem das Dores uma verdadeira dor de vossos pecados; em seguida fazei brevemente o exame, como acima dissemos; e depois, para a contrição, basta que façais um ato como este: “Meu Deus, eu vos amo acima de todas as coisas; espero, pelos merecimentos do sangue de Jesus Cristo, o perdão de todos os meus pecados, dos quais me arrependo de todo o coração, por ter ofendido e desgostado a vossa infinita bondade, e os aborreço mais do que todos os males; e uno este meu aborrecimento ao aborrecimento que deles teve o meu Jesus no horto de Getsêmani. Proponho não vos ofender mais, com a vossa graça“.Uma vez que tenhais querido pronunciar este ato com sinceridade, ide tranqüilamente receber a absolvição, sem temor e sem escrúpulo. - Sta. Teresa para tirar as angústias a este respeito, dava um outro bom sinal de contrição: “Vede, dizia ela, se tendes um verdadeiro propósito de não cometer mais os pecados que ides confessar. Se tendes este propósito, não duvideis de ter também a verdadeira dor“.
3. É necessário enfim o bom propósito. O propósito exigido para a confissão, para ser bom, deve ser firme, universal e eficaz.Primeiramente, deve ser firme. Há alguns que dizem: eu não quereria cometer mais este pecado; eu não quereria mais ofender a Deus. – Mas ai! este eu quereria denota que o propósito não é firme. Para que o seja, é necessário dizer com vontade resoluta: Não quero mais ofender a Deus deliberadamente.Em segundo lugar, deve ser universal, isto é, deve o penitente propor-se a evitar todos os pecados sem exceção. Isto, porém, só se entende dos pecados mortais.
Quanto aos pecados veniais, basta, para o valor do sacramento, que o arrependimento e o propósito recaiam sobre uma só espécie de pecado; mas as pessoas mais espirituais devem propor se evitar todos os pecados veniais deliberados; e quanto aos indeliberados, visto que é impossível evitá-los todos, basta que se proponham fazê-lo quanto for possível.Em terceiro lugar, deve ser eficaz, isto é, capaz de determinar o penitente a empregar os meios necessários para não cometer mais as faltas de que se acusa, e especialmente a fugir das ocasiões próximas de recair. Por ocasião próxima se entende aquela em que a pessoa caiu muitas vezes em pecados graves, ou, sem justa causa, induziu outros a caírem.Neste caso não basta propor-se somente evitar o pecado, mas é necessário também propor tirar a ocasião, aliás as suas confissões serão todas nulas, embora receba mil absolviçõespois não querer remover a ocasião próxima de pecado grave já é por si culpa grave. E assim como temos demonstrado na nossa obra de teologia moral, quem recebe a absolvição sem o propósito de tirar a ocasião próxima, comete um novo pecado mortal de sacrilégio.”
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Fonte: Volta para casa

10 junho 2010

Comunhão frequente...


Disse Santo Afonso Maria de Ligório:
“Com que ardor deseja Jesus Cristo vir a nós pela santa Comunhão!”Desejei ardentemente comer esta páscoa convosco antes de sofrer“.Desejei ardentemente, falou ele naquela noite em que instituiu este sacramento de amor.Diz São Lourenço JustinianoO amor que nos tinha o forçou a falar assim.
Para que facilmente cada um pudesse recebê-lo, quis ficar sob as aparências de pão.Se ele tivesse ficado sob a aparência de algum alimento raro, ou de preço elevado, os pobres ficariam privados dele.Mas não, Jesus quis ficar sob as aparências de pão: custa pouco, em toda parte se encontra, todos poderão achá-lo e recebê-lo em qualquer lugar do mundo.
Para que nos animemos a recebê-lo na Sagrada Comunhão ele nos exorta com muitos convites: “Vinde comer o pão e beber o vinho que vos preparei.Comei, amigos e bebei“, referindo-se à eucaristia.Impõe-nos ainda como preceito: “Tomai e comei: isto é o meu corpo“.Atrai-nos ainda com a promessa do paraíso para que o recebamos: “Quem come a minha carne, tem a vida eterna.Quem come este pão viverá para sempre“.Ameaça-nos com o inferno, com a exclusão do céu, se nos recusarmos a comungar: “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós“.Estes convites, promessas e ameaças, nascem todos do grande desejo que ele tem de vir a nós neste Sacramento.
Mas por que Jesus Cristo deseja tanto que o recebamos na Sagrada Comunhão?Eis a razão.DizSão Dionísio que o amor sempre aspira e tende à união.
Os amigos, que se amam de coração, querem estar unidos de tal modo que formem uma só pessoa, diz Santo Tomás.Ora, isto fez o imenso amor de Deus para com os homens.Deus não só se dá a eles no reino eterno, mas já neste mundo se deixa possuir pelos homens na união mais íntima possível.Dá-se todo sob as aparências de pão no sacramento da Eucaristia.Ali está como atrás de um muro e dali nos olha como através de apertadas grades: “Ei-lo atrás de nossas paredes, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades“.Ainda que nós não o vejamos, ele de lá nos observa e lá está realmente presente.Está presente para deixar-se possuir por nós mas se esconde para que o desejemos.Enquanto não chegamos até o paraíso, Jesus Cristo quer dar-se todo a nós e estar intimamente unido conosco.
Ele não pode contentar o seu amor apenas dando-se todo ao gênero humano pela encarnação e paixão, morrendo por todos os homens.Quis ainda encontrar o meio de dar-se todo a cada um.Instituiu, por isso, o sacramento do altar a fim de unir-se todo com cada um de nós.”Quem come a minha carne permanece em mim e eu nele“.Na Comunhão, Jesus une-se à pessoa e a pessoa a Jesus.Esta união não é apenas de simples afeto, mas real e verdadeira.Por isso diz São Francisco de Sales: “Em nenhuma outra ação se pode considerar o Salvador mais carinhoso, mais amoroso que nesta.Aniquila-se, por assim dizer, e se reduz a alimentação para penetrar nossas almas e se unir ao coração de seus fiéis“.Diz São João CrisóstomoJesus Cristo quer de tal modo unir-se conosco, pelo amor ardente que nos tem, que nos tornemos uma só coisa com ele.
São Lourenço Justiniano diz: Ó Deus, que tanto nos amais, com este sacramento quisestes fazer com que o nosso coração se tornasse um só com o vosso, inseparavelmente unido.AcrescentaSão Bernardinho de SenaO dar-se Jesus Cristo a nós como alimento foi o último grau de amor.Deu-se a nós para unir-se totalmente conosco como se une o alimento diário com quem o toma.Oh!quanto Jesus Cristo se alegra em estar unido conosco!
Certa vez, depois da comunhão, a serva Margarida de Ipres sentia como se Jesus lhe dissesse: “Vê, minha filha, a bela união entre mim e ti.Ama-me e estejamos sempre unidos no amor e não nos separemos mais“.
Portanto, devemos estar certos de que uma pessoa não pode fazer nem pensar fazer coisa mais agradável a Jesus Cristo, do que comungar com as disposições convenientesa tão grande hóspede.Assim se une a Cristo, pois esta é a intenção deste Senhor.Mas vejam bem o que eu disse: com as disposições convenientesnão disse “dignas”porque se estas fossem exigidas, quem poderia comungar?Só um outro Deus seria digno de receber um Deus.
Entendo como “Convenientes” aquelas disposições que convêm a uma miserável criatura vestida da pecadora carne de Adão.Basta, ordinariamente falando, comungar em estado de graça e com vivo desejo de crescer no amor a Jesus Cristo.Dizia São Francisco de Sales: “Só por amor se deve receber Jesus Cristo na comunhão já que só por amor ele se dá a nós“.
Entendamos, pois, que não existe coisa tão proveitosa a nós como a comunhão.O Pai Eterno pôs nas mãos de Jesus Cristo todas as suas riquezas divinas: “O Pai tudo lhe colocou nas mãos“.Por isso, quando Cristo vem até uma pessoa pela comunhão traz consigo imensos tesouros de graças.Uma pessoa que recebeu bem a comunhão, pode dizer: “Com ela me vieram todos os bens“.São Dionísio diz que o sacramento da Eucaristia tem poder de santificar as pessoas mais do que todos os outros meios espirituais.E São Vicente Ferrer escreveu que maior proveito se tira da comunhão, do que uma semana de jejum a pão e água.
Primeiramente, como ensina o Concílio de Trentoa comunhão é o remédio que nos livra dos pecados veniais, e nos preserva dos mortais: “Remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais“.
Diz-se que somos livres das falhas cotidianas porque segundo São Tomáspor meio deste sacramento, o homem é estimulado a fazer atos de amor e por eles se apagam os pecados veniais.Somos preservados dos pecados mortais, porque a comunhão confere o aumento da graça que nos preserva das culpas graves.Por isso escreveu Inocêncio III: “Jesus Cristo com sua Paixão nos livrou do poder do pecado, mas com a Eucaristia nos livra do poder de pecar“.
Além disso, este sacramento inflama de modo especial as pessoas no amor de Deus: “Deus é amor“.É fogo que consome todos os afetos terrenos em nossos corações: “É fogo devorador“.O Filho do Homem veio precisamente acender este fogo de amor na terra.Não tinha outro desejo senão ver aceso este santo fogo em cada um de nós.”Vim trazer fogo à terra, e que desejo, senão que ele se acenda?“.Que chamas de amor acende Jesus Cristo em todo aquele que devotamente o recebe neste sacramento!
Santa Catarina de Sena imaginava Jesus Sacramentado nas mãos do sacerdote como se fosse um globo de fogo e a santa admirava-se de não ficarem abrasados e consumidos todos os corações dos homens.Santa Rosa de Limadepois da comunhão, impressionava a todos que dela se aproximavam por sua grande piedade e recolhimento.Conta-se também que São Venceslau,ao visitar as igrejas onde estava o Santíssimo Sacramento, transformava-se exteriormente a ponto de chamar a atenção de quem o seguia.Por isso, diz São João CrisóstomoO Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-nos do altar espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.
Dizia a Esposa no Livro dos Cânticos: “Ele me introduziu numa adega“.Escreveu São Gregório de Nissa que a comunhão é exatamente essa adega de vinho em que a pessoa fica inebriada do amor de Deus, de tal como que esquece e perde de vista todas as coisas criadas.É aquele morrer de amor mencionado pelo Livro dos Cânticos: “Estou enferma de amor“.
-Não comungo com freqüência, dirá alguém, por que me vejo frio no amor de Deus.
Responde Gerson: Então, porque você se sente frio quer se afastar do fogo?Porque você se sente frio, tanto mais você deve se achegar a este Sacramento, se é que tem verdadeiro desejo de amar a Jesus Cristo!São Boaventuraescreve: ainda que friamente, aproxime-se confiando na misericórida de Deus.Tanto mais uma pessoa precisa do médico, quanto mais se sente doente.Também dizia São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com freqüênciaos perfeitos, para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos, para chegarem à perfeição.Mas, para comungar freqüentemente é preciso, ao menos, ter um grande desejo de fazer-se santo e crescer no amor a Jesus Cristo.”Quando você for comungar, deseje todo aquele amor que jamais um coração teve para comigo, e eu receberei seu amor como você gostaria que fosse“, é o que nos diz o Senhor.” (Santo Afonso Maria de Ligório - A Prática do Amor a Jesus Cristo)
Dizia São João Maria Batista Vianney:
“MINHAS CRIANÇAS, todos os seres em criação requerem ser alimentados, para que eles possam viver; para este propósito Deus fez árvores e plantas crescerem; é uma mesa bem-servida para a qual todos os animais vêm e levam a comida que serve para cada um. Mas a alma também deve ser alimentada. Onde, então, está a sua comida?
Meus irmãos, a comida da alma é Deus. Ah! que um pensamento bonito! A alma não se alimenta de nada, exceto de Deus. Só Deus é suficiente para ela; só Deus pode enchê-la; só Deus pode saciar sua fome; requer seu Deus absolutamente! Há em todas as casas um lugar onde são mantidas as providências da família; é a dispensa.
A Igreja é a casa das almas; é a casa que pertence a nós. Bem, nesta casa há uma dispensa. Você vê o tabernáculo? Se fossem perguntadas as almas dos cristãos, “o que é isso?” suas almas responderiam, ‘Isto é a dispensa‘.
Não há nada tão grande, minhas crianças, como a Eucaristia! Ponha todos os trabalhos bons no mundo contra uma Comunhão boa; eles estarão como um grão de pó ao lado de uma montanha. Faça uma oração quando você tiver o Deus bom em seu coração; o Deus bom não poderá o recusar qualquer coisa, se você Lhe oferecer o Seu Filho, e os méritos de Sua Santa morte e Paixão.
Minhas crianças, se nós entendêssemos o valor da Santa Comunhão, nós evitaríamos as menores faltas, que nós poderíamos ter a felicidade de fazê-las freqüentemente. Nós sempre devemos manter nossas almas puras aos olhos de Deus. Minhas crianças, eu suponho que vocês foram à confissão hoje, e vocês vigiaram; vocês estarão contente em pensar que amanhã terão a alegria de receber o bom Deus em seu coração. Tampouco vocês podem ofender o bom Deus amanhã; suas almas serão todas embalsamadas com o Sangue precioso de Nosso Deus. Oh, vida bonita!
Ó minhas crianças, como é bonito uma alma que está na eternidade, que tenha meritoriamente e freqüentemente recebido o bom Deus! O Corpo de Nosso Deus lustrará por nosso corpo, o Sangue adorável Dele por nosso sangue; nossa alma será unida à Alma de Nosso Deus durante toda a eternidade. Lá desfrutará pura e perfeita felicidade.
Minhas crianças, quando a alma que recebeu Nosso Deus entra no paraíso, aumenta a alegria de CéuOs Anjos e a Rainha dos Anjos vêm conhecê-la, porque eles reconhecem o Filho de Deus naquela alma. Então aquela alma será recompensada pelas dores e sacrifícios que suportou em sua vida na terra. Minhas crianças, nós sabemos quando uma alma recebe o Sacramento da Eucaristia meritoriamente, ela está tão apaixonada, tão penetrada e mudada, que ninguém pode reconhecer suas palavras e suas ações. . . . É humilde, é suave, é mortificada, caridosa, e modesta; está a paz com todo o mundo. É uma alma capaz dos maiores sacrifícios; em resumo, você não a conheceria novamente.
Vá, então, para Comunhão, minhas crianças; vá com carinho para Jesus e confiança; vá e viva nele para viver para Ele! Não diga que você tem muito para fazer. O Divino Salvador não disse, “Venham a mim, todos vocês que labutam e são carregados, e eu os aliviarei?“ vocês podem resistir a um convite tão cheio de amor e ternura? Não digam que vocês não são merecedores. É verdade, vocês não são merecedores; mas vocês precisam. Se Nosso Deus tivesse considerado nosso mérito, Ele nunca teria instituído Seu Santíssimo Sacramento de Amor: Pois ninguém no mundo é merecedor Dele, nem os santos, nem os anjos, nem os arcanjos, nem a Virgem Santíssima; mas Ele teve nossas necessidades à vista, e nós somos tudo em falta Dele. Não digam que vocês são pecadores, que vocês são tão miseráveis, e por isso não ousam aproximar-se Dele.
Todas as orações da Missa são uma preparação para Comunhão; e toda a vida de um Cristão deveria ser uma preparação para aquela grande ação. Nós deveríamos trabalhar para merecer receber Nosso Deus diariamente.Como humilhados nós deveríamos sentir quando vendo os outros indo para a mesa santa, e nós permanecendo imóveis em nosso lugar! Como feliz é um anjo da guarda que conduz uma alma bonita à mesa santa!” (São João Maria Batista Vianney - Catecismo)
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Fonte: Volta para casa

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.