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18 junho 2018

10 conselhos do Cardeal Burke para sobreviver à crise de confusão na Igreja




O Cardeal Raymond Leo Burke diz que a desorientação e erro entraram na Igreja "de forma diabólica", mas encoraja os católicos a permanecerem firmes na Fé, bem como corajosos e serenos, sabendo que a vitória de Cristo está já garantida.

Sublinhando que os ensinamentos de Cristo não podem mudar, o Cardeal sugeriu estas 10 ideias para ultrapassar a crise na Igreja:

1 - Estudar o Catecismo com mais atenção e estar preparado para defender os ensinamentos da Igreja;

2 - Lembrar-se dos muitos sinais edificantes de fidelidade a Cristo por parte de muitos e bons fiéis, sacerdotes e bispos;

3 - Recorrer à Santíssima Virgem Maria, imitando a união do seu coração com Jesus;

4 - Invocar com frequência, ao longo do dia, a intercessão de São Miguel Arcanjo, porque existe um envolvimento diabólico na disseminação da confusão, divisão e erro dentro da Igreja;

5 - Rezar a São José diariamente para que proteja a Igreja da "confusão e divisão que são sempre obra de Satanás;

6 - Rezar aos grandes Papas santos que guiaram a Igreja em tempos difíceis;

7 - Rezar pelos Cardeais da Igreja para que tenham grande clareza e coragem;

8 - Estar sereno, sabendo que a nossa confiança está em Cristo, que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e evitar um desespero mundano que se expressa em maneiras agressivas e não caridosas.

9 - Estar pronto para aceitar ser considerado ridículo, a incompreensão, a perseguição, o exílio e até a morte para permanecer unido com Cristo na Igreja, seguindo o exemplo de Santo Atanásio e outros grandes santos.

10 - Preservar o amor ao Papa Francisco, rezando fervorosamente por ele e pedindo a intercessão de São Pedro em seu nome.



Fonte:
Edward Pentin in National Catholic Register

01 abril 2018

Livros para compreender a História da Igreja




Quero trazer aqui uma lista de livros básicos para compreender a História da Igreja:


  • KIT - História da Igreja (O Kit é composto por 3 livros do Prof. Felipe Aquino: História da Igreja - Idade Antiga; História da Igreja - Idade Média; História da Igreja - Idade Moderna e Contemporânea)


Ou você pode obtê-los separadamente:




Outros em específicos momentos e enfoques:




25 novembro 2016

O que é o Purgatório?

Nós, Católicos,  acreditamos na existência do Purgatório. Mas, muita gente não sabe o que ele realmente significa. Então compartilho aqui o ensinamento de três Papas sobre esse assunto. Antes, porém, vejamos o que o Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz sobre o assunto:
"§1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.


§1031 A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados.
A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador.
§1032 Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: "Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado" (2Mc 12,46).
Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos:
Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.
§1472 As Penas do Pecado - Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem uma dupla conseqüência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos toma incapazes da vida eterna; esta privação se chama "pena eterna" do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado "purgatório". Esta purificação liberta da chamada "pena temporal" do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como uma conseqüência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena."1.
Assim, vejamos os ensinamentos dos Papas João Paulo II, Bento XVI e  Paulo VI.

São João Paulo II deixou-nos uma profunda explicação sobre o tema na audiência "O purgatório: necessária purificação para o encontro com Deus"2. Vejamo-na:
"2. Na Sagrada Escritura podem-se captar alguns elementos que ajudam a compreender o sentido desta doutrina, embora ela não seja enunciada de modo formal. Eles exprimem a convicção de que não se pode aceder a Deus sem passar através de alguma purificação.
Segundo a legislação religiosa do Antigo Testamento, aquilo que é destinado a Deus deve ser perfeito. Por conseguinte, a integridade também física é particularmente necessária para as realidades que entram em contacto com Deus no plano sacrifical, como por exemplo os animais a serem imolados (cf. Lv 22, 22), ou institucional, como no caso dos sacerdotes, ministros do culto (cf. Lv 21, 17-23). A esta integridade física deve corresponder uma dedicação total, dos indivíduos e da colectividade (cf. 1 Rs 8, 61) ao Deus da aliança, segundo os grandes ensinamentos do Deuteronômio (cf. 6, 5). Trata-se de amar a Deus com todo o próprio ser, com pureza de coração e testemunho de obras (cf. ibid., 10, 12 s.).

A exigência de integridade impõe-se evidentemente depois da morte, para o ingresso na comunhão perfeita e definitiva com Deus. Quem não tem esta integridade deve passar pela purificação. É um texto de São Paulo que o sugere. O Apóstolo fala do valor da obra de cada um, que será revelada no dia do juízo, e diz: «Se a obra construída subsistir, o construtor receberá a paga. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá a perda. Ele, porém, será salvo, como que através do fogo» (1 Cor 3, 14-15).

3. Para alcançar um estado de perfeita integridade, às vezes é necessária a intercessão ou a mediação de uma pessoa. Por exemplo, Moisés obtém o perdão do povo com uma oração, na qual evoca a obra salvífica realizada por Deus no passado e invoca a sua fidelidade ao juramento feito aos antepassados (cf. Êx 32, 30 e vv. 11-13). A figura do Servo do Senhor, delineada pelo Livro de Isaías, caracteriza-se também pela função de interceder e de expiar a favor de muitos; no final dos seus sofrimentos ele «verá a luz» e «justificará muitos», tomando sobre si as suas iniquidades (cf. Is 52, 13-53, v. 12, especialmente 53, 11).

Segundo a perspectiva do Antigo Testamento, o Salmo 51 pode ser considerado uma síntese do processo de reintegração: o pecador confessa e reconhece a própria culpa (cf. v. 6), pede insistentemente que seja purificado ou «lavado» (cf. vv. 4.9.12 e 16) para poder proclamar o louvor divino (cf. v. 17).

4. No Novo Testamento Cristo é apresentado como o intercessor, que assume as funções do sumo sacerdote no dia da expiação (cf. Hb 5, 7; 7, 25). Mas n'Ele o sacerdócio apresenta uma configuração nova e definitiva. Ele entra uma só vez no santuário celeste, com a finalidade de interceder diante de Deus em nosso favor (cf. Hb 9, 23-26, especialmente v. 24). Ele é Sacerdote e ao mesmo tempo «vítima de expiação» pelos pecados de todo o mundo (cf. 1 Jo 2, 2).

Jesus, como o grande intercessor que nos expia, revelar-Se-à plenamente no final da nossa vida, quando Se expressar com a oferta da misericórdia mas também com o inevitável juízo sobre aquele que rejeita o amor e o perdão do Pai.

A oferta da misericórdia não exclui o dever de nos apresentarmos puros e íntegros diante de Deus, ricos daquela caridade, que por Paulo é chamada «vínculo de perfeição» (Cl 3, 14).

5. Durante a nossa vida terrena, seguindo a exortação evangélica a sermos perfeitos como o Pai celeste (cf. Mt 5, 48), somos chamados a crescer no amor para nos encontrarmos firmes e irrepreensíveis diante de Deus Pai, «por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos» (1 Ts 3, 12 s.).
Por outro lado, somos convidados a «purificar-nos de toda a imundície da carne e do espírito» (2 Cor 7, 1; cf. 1 Jo 3, 3), porque o encontro com Deus requer uma pureza absoluta.

Todo o vestígio de apego ao mal deve ser eliminado; toda a deformidade da alma há-de ser corrigida. A purificação deve ser completa, e é precisamente assim que a doutrina da Igreja entende o purgatório. "2.

O Papa Bento XVI fala do purgatório, segundo Santa Catarina de Gênova: 
"O pensamento de Catarina sobre o purgatório, pelo qual ela é particularmente conhecida, está condensado nas últimas duas partes do livro citado no início: o Tratado sobre o purgatório e o Diálogo entre a alma e o corpo. É importante observar que, na sua experiência mística, Catarina jamais tem revelações específicas sobre o purgatório ou sobre as almas que ali estão a purificar-se. Todavia, nos escritos inspirados pela nossa santa, é um elemento central, e o modo de o descrever tem características originais em relação à sua época.
O primeiro traço original diz respeito ao «lugar» da purificação das almas. No seu tempo, ele era representado principalmente com o recurso a imagens ligadas ao espaço: pensava-se num certo espaço, onde se encontraria o purgatório. Em Catarina, ao contrário, o purgatório não é apresentado como um elemento da paisagem das vísceras da terra: é um fogo não exterior, mas interior. Este é o purgatório, um fogo interior. A santa fala do caminho de purificação da alma, rumo à plena comunhão com Deus, a partir da própria experiência de profunda dor pelos pecados cometidos, em relação ao amor infinito de Deus (cf. Vida admirável, 171v). Ouvimos sobre o momento da conversão, quando Catarina sente repentinamente a bondade de Deus, a distância infinita da própria vida desta bondade e um fogo ardente no interior de si mesma. E este é o fogo que purifica, é o fogo interior do purgatório.
Também aqui há um traço original em relação ao pensamento do tempo. Com efeito, não se começa a partir do além para narrar os tormentos do purgatório — como era habitual naquela época e talvez ainda hoje — e depois indicar o caminho para a purificação ou a conversão, mas a nossa santa começa a partir da própria experiência interior da sua vida a caminho da eternidade.
A alma — diz Catarina — apresenta-se a Deus ainda vinculada aos desejos e à pena que derivam do pecado, e isto torna-lhe impossível regozijar com a visão beatífica de Deus.
Catarina afirma que Deus é tão puro e santo que a alma com as manchas do pecado não pode encontrar-se na presença da majestade divina (cf. Vida admirável, 177r). E também nós sentimos como estamos distantes, como estamos repletos de tantas coisas, a ponto de não podermos ver Deus. A alma está consciente do imenso amor e da justiça perfeita de Deus e, por conseguinte, sofre por não ter correspondido de modo correto e perfeito a tal amor, e precisamente o amor a Deus torna-se chama, é o próprio amor que a purifica das suas escórias de pecado.
Em Catarina entrevê-se a presença de fontes teológicas e místicas das quais era normal haurir na sua época. Em particular, encontra-se uma imagem típica de Dionísio, o Areopagita, ou seja, aquela do fio de ouro que liga o coração humano ao próprio Deus. Quando Deus purifica o homem, liga-o com um fio de ouro extremamente fino, que é o seu amor, e atrai-o a si com um afeto tão forte, que o homem permanece como que «superado, vencido e totalmente fora de si». Assim, o coração do homem é invadido pelo amor de Deus, que se torna o único guia, o único motor da sua existência (cf. Vida admirável, 246rv). Esta situação de elevação a Deus e de abandono à sua vontade, expressa na imagem do fio, é utilizada por Catarina para manifestar a obra da luz divina nas almas do purgatório, luz que as purifica e eleva aos esplendores dos raios fúlgidos de Deus (cf. Vida admirável,179r).

Queridos amigos, na sua experiência de união com Deus os santos alcançam um «saber» tão profundo dos mistérios divinos, no qual o amor e o conhecimento se compenetram, a ponto de ajudarem os próprios teólogos no seu compromisso de estudo, de intelligentia fidei, de intelligentia dos mistérios da fé, de aprofundamento real dos mistérios, por exemplo daquilo que é o purgatório.
Com a sua vida, santa Catarina ensina-nos que quanto mais amamos a Deus e entramos em intimidade com Ele na oração, tanto mais Ele se faz conhecer e acende o nosso coração com o seu amor. Escrevendo acerca do purgatório, a santa recorda-nos uma verdade fundamental da fé, que se torna para nós um convite a rezar pelos defuntos, a fim de que eles possam chegar à visão beatífica de Deus na comunhão dos santos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1032)."3.
Para Santa Catarina de Gênova:
"A alma que não deseja ser purificada na vida terrena e não encontra prazer na purificação, deverá sofrer uma purificação mais forte no Purgatório. Porque aqui na terra encontra complacência e consolação no Senhor.
As chamas com as quais a alma é purificada aqui na terra, são as chamas do amor divino, no Purgatório as chamas que queimam e purificam todos os nossos pecados não são chamas do amor divino por isto causam dor, angústia: não existe compaixão. E mesmo que o nosso amor pelo Senhor cresce, não tira nem diminui o tormento que se sente, mesmo quando se percebe os raios do Amor de Deus."4.
Por fim, encerro esta postagem contextualizando o purgatório em nosso Credo,com as palavras de Papa Paulo VI:
"28.Cremos na vida eterna. Cremos que as almas de todos aqueles que morrem na graça de Cristo - quer as que se devem ainda purificar no fogo do Purgatório, quer as que são recebidas por Jesus no Paraíso, logo que se separam do corpo, como sucedeu com o Bom Ladrão -, formam o Povo de Deus para além da morte, a qual será definitivamente vencida no dia da Ressurreição, em que estas almas se reunirão a seus corpos.

29.Cremos que a multidão das almas, que já estão reunidas com Jesus e Maria no Paraíso, constituem a Igreja do céu, onde gozando da felicidade eterna, vêem Deus como Ele é (cf. 1Jo 3,2) (33), e participam com os santos Anjos, naturalmente em grau e modo diverso, do governo divino exercido por Cristo glorioso, uma vez que intercedem por nós e ajudam muito a nossa fraqueza, com a sua solicitude fraterna
30.Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, a saber: dos que peregrinam sobre a terra, dos defuntos que ainda se purificam e dos que gozam da bem-aventurança do céu, formando todos juntos uma só Igreja. E cremos igualmente que nesta comunhão dispomos do amor misericordioso de Deus e dos seus Santos, que estão sempre atentos para ouvir as nossas orações, como Jesus nos garantiu: "Pedi e recebereis" (cf. Lc 11,9-10; Jo 16,24). Professando está fé e apoiados nesta esperança, nós aguardamos a ressurreição dos mortos e a vida do século futuro.
Bendito seja Deus: Santo, Santo, Santo! Amém."5.

Notas
1. Catecismo da Igreja Católica, índice analítico, P.98 Purgatório. Disponível em: http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/p/p.html
2. Papa João Paulo II, Audiência: (4 de agosto de 1999). Disponível em: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/audiences/1999/documents/hf_jp-ii_aud_04081999.html
3. Papa Bento XVI, Audiência: Santa Catarina de Génova (12 de janeiro de 2011). Disponível em: https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110112.html 
4. Santa Catarina de GênovaArtigo N.º 9078 - Parte 3 - Visões de Santa Catarina de Genova – Jesus revela o Purgatório e o inferno. Disponível em: http://www.espacojames.com.br/?cat=112&id=9078
5. Papa Paulo VI, Homilia (30 de Junho de 1968). Disponível em: http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/motu_proprio/documents/hf_p-vi_motu-proprio_19680630_credo.html


13 novembro 2016

Conheça as Normas na distribuição da Sagrada Comunhão


A Instrução Redemptionis Sacramentum, "sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia", "preparada por mandato do Sumo Pontífice João Paulo II pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em colaboração com a Congregação para a Doutrina da Fé" e aprovada pelo mesmo Pontífice no dia 19 do mês de março de 2004, dispõe que na "distribuição da Sagrada Comunhão",

"[88.] Os fiéis, habitualmente, recebam a Comunhão sacramental da Eucaristia na mesma Missa e no momento prescrito pelo mesmo rito da celebração, isto é, imediatamente depois da Comunhão do sacerdote celebrante.[Cf. Conc. Ecumênico Vaticano II, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 55] É de responsabilidade do sacerdote celebrante distribuir a Comunhão, se é o caso, ajudado pelos outros sacerdotes e diáconos; e este não deve prosseguir a Missa até que haja terminado a Comunhão dos fiéis. Só aonde a necessidade o requeira, os ministros extraordinários podem ajudar ao sacerdote celebrante, de acordo com as normas do direito.[Cf. S. Congr. Ritos, Instr., Eucharisticum mysterium, n. 31: AAS 59 (1967) p. 558; Pont. Comis. para a Interpr. Aut. do Código de Direito Canônico, Respuesta ad propositum dubium, 1 de junho de 1988: AAS 80 (1988) p. 1373].


[89.] Para que também, «pelos sinais, apareça melhor que a Comunhão é participação no Sacrifício que se está celebrando»,[Missale Romanum, Institutio Generalis, n. 85] é desejável que os fiéis possam receber as hóstias consagradas na mesma Missa.[Cf. Conc. Ecumênico Vaticano II, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 55; S Congr. Ritos, Instr., Eucharisticum mysterium, n. 31: AAS 59 (1967) p. 558; Missale Romanum, Institutio Generalis, nn. 85, 157, 243].

[90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».[Cf. Missale Romanum, Institutio Generalis, n. 160].
[91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber».[Código de Direito Canônico, c. 843 § 1; cf. c. 915]. Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.
[92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[Cf. Missale Romanum, Institutio Generalis, n. 161] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.[Congr. para o Culto Divino e a Disc. dos Sacramentos, Dubium: Notitiae 35 (1999) pp. 160-161].
[93.] A bandeja para a Comunhão dos fiéis se deve manter, para evitar o perigo de que caia a hóstia sagrada ou algum fragmento.[Cf. Missale Romanum, Institutio Generalis, n. 118].
[94.] Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão».[Ibidem, n. 160]. Nesta matéria, Além disso, deve-se suprimir o abuso de que os esposos, na Missa nupcial, administrem-se de modo recíproco a sagrada Comunhão.
[95.] O fiel leigo «que já tendo recebido a Santíssima Eucaristia, pode receber outra vez no mesmo dia somente dentro da celebração eucarística na qual participe, quando a salvo o que prescreve o cânon 921 § 2».[Código de Direito Canônico, c. 917; cf. Pont. Comis. para a Interpr. Aut. do Código de Direito Canônico, Responsio ad propositum dubium,   11 de julio de 1984: AAS 76 (1984) p. 746]."

Fonte: 
Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, INSTRUÇÃO REDEMPTIONIS SACRAMENTUM: Sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia (25 de março do 2004). Disponível emhttp://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20040423_redemptionis-sacramentum_po.html

18 janeiro 2016

CARTA ENCÍCLICA DIVINUM ILLUD MUNUS



1ª Encíclica ao Espírito Santo:

CARTA ENCÍCLICA

DIVINUM ILLUD MUNUS

DO SUMO PONTÍFICE LEÃO XIII

SOBRE A PRESENÇA E

VIRTUDE ADMIRÁVEL DO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO
1. Aquela divina missão que, recebida do Pai em benefício do gênero humano, tão santamente desempenhou Jesus Cristo, tem como último fim fazer que os homens cheguem a participar de uma vida bem-aventurada na glória eterna; e, como fim imediato, que durante a vida mortal vivam a vida da graça divina, que ao final se abre florida na vida celestial.

Por isso, o Redentor mesmo não cessa de convidar com suma doçura a todos os homens de toda nação e língua para que venham ao seio de sua Igreja: Venham todos a mim; Eu sou a vida; Eu sou o bom pastor. Mas, segundo seus altíssimos decretos, não quis Ele completar por si só incessantemente na terra tal missão, mas que, como Ele mesmo a tinha recebido do Pai, assim a entregou ao Espírito Santo para que a levasse a perfeito término. Apraz, com efeito, recordar as consoladoras frases que Cristo, pouco antes de abandonar o mundo, pronunciou diante dos Apóstolos:

“Convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei”. (1)

E ao dizer assim, deu como razão principal de sua separação e de sua volta ao Pai o proveito que seus discípulos haveriam de receber com a vinda do Espírito Santo; ao mesmo tempo que mostrava com este era igualmente enviado por Ele e, portanto, que dEle procedia como do Pai; e que com advogado, como consolador e como mestre concluiria a obra por Ele iniciada durante sua vida mortal.

A perfeição de sua obra redentora estava providencialmente reservada à múltipla virtude desse Espírito, que na criação adornou os céus (2) e encheu a terra (3).

2. E Nós, que constantemente temos procurado, com o auxílio de Cristo Salvador, príncipe dos pastores e bispo de nossas almas, imitar seus exemplos, temos continuado religiosamente sua mesma missão, encomendada aos Apóstolos, principalmente a Pedro, cuja dignidade também se transmite a um herdeiro menos digno (4). Guiados por esta intenção, em todos os atos de nosso pontificado a duas coisas principalmente temos atendido e sem cessar atendemos. Primeiro, a restaurar a vida cristã tanto na sociedade pública como na familiar, tanto nos governantes como nos povos; porque somente de Cristo pode se derivar a vida para todos. Segundo, a fomentar a reconciliação com a Igreja daqueles que, por causa da fé ou por obediência, estão separados dela; pois a verdadeira vontade do mesmo Cristo é que haja só um rebanho sob um só Pastor. E agora, quando nos sentimos próximos do fim de nossa carreira mortal, apraz consagrar toda nossa obra, qualquer que tenha sido, ao Espírito Santo, que é vida e amor, para que a fecunde e a madure. Para cumprir melhor e mais eficazmente nosso desejo, em vésperas da solenidade de Pentecostes, queremos lhes falar da admirável presença e poder do mesmo Espírito; ou seja, sobre a ação que Ele exerce na Igreja e nas almas graças ao dom de suas graças e carismas celestiais. Resulte disso, como é nosso desejo ardente, que nas almas se reavive e se vigore a fé no augusto mistério da Trindade, e especialmente cresça a devoção ao divino Espírito, a quem de muito são devedores todos quanto seguem o caminho da verdade e da justiça; pois, como assinalou São Basílio, toda a economia divina ao redor do homem, se foi realizada por nosso Salvador e Deus, Jesus Cristo, tem sido levada a cumprimento pela graça do Espírito Santo (5).

O MISTÉRIO DA TRINDADE

13 janeiro 2016

Livros para ler História




Estou fazendo uma coletânea de livros para ler a história desde o início até os dias atuais.
Se você deseja ler a história de tudo, segue abaixo uma lista selecionada.
Se quiser recomendar outros deixe seu comentário no link abaixo no final da postagem.

LIVROS - Lista geral selecionada
  1. O primeiro livro que recomendo é um que vai nos levar desde a criação do universo até os dias atuais com olhar científico mas sempre descobrindo como há rastros de Deus na criação. É o livro do cientista Francis Collins "A Linguagem de Deus". Baixar aqui.
  2. Breve História de Quase Tudo – Bill Bryson (ver aqui)
  3. O segundo livro é o "As primeiras civilizações" de Jaime Pinsky que retrata as origens e como vivia o ser humano em sua organização inicial.  Baixar aqui.
  4. Sapiens: Uma Breve História da Humanidade – Yuval Noah Harari (ver aqui)
  5. O terceiro livro é o "Uma Breve História do Mundo - Geoffrey Blainey" onde ele percorre toda a história. Baixar aqui.
  6. A História da Educação na Antiguidade - Henri Marrou
  7. A Cidade Antiga - Fustel de Coulanges
  8. Declínio e queda do Império Romano - Edward Gibbon
  9. A História da Civilização - Volume 1 a 11 - Will Durant
  10. História da Educação na Antigüidade Cristã - Ruy Afonso da Costa Nunes
  11. História da Educação na Idade Média - Ruy Afonso da Costa Nunes
  12. História da Educação no Renascimento - Ruy Afonso da Costa Nunes
  13. A Civilização do Ocidente Medieval - Jacques Le Goff
  14. Os Intelectuais na Idade Média - Jacques Le Goff
  15. O Outono da Idade Média - Johan Huizinga
  16. O declínio da Idade Média - Johan Huizinga
  17. Reflexões Sobre A Revolução Na França - Edmund Burke (em França)
  18. Guia Politicamente incorreto - História do mundo
  19. Guia Politicamente incorreto - História da filosofia
  20. História do Povo de Deus - Euclides Martins Balancin
  21. Vida de Jesus - FRANCISCO FERNÁNDEZ-CARVAJAL - Ver aqui.
  22. Vida de Cristo - J. Perez de Urbel
  23. Paulo, apóstolo dos gentios - Rinaldo Fabris - Ver aqui.
  24. História da Igreja Católica - Pierre Pierrard
  25. Church History - Andrew Miller - (Tradução)
  26. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental - Ver aqui.
  27. Para ler a História da Igreja recomendo a coleção do Daniel Rops que pode ser comprada clicando aqui.
  28. Recomendo 4 livros de Christopher Dawson: A Formação da Cristandade, A Divisão da Cristandade, Criação do Ocidente e Progresso & Religião.
  29. Coleção Ordem e História - Volumes 1 a 5 - Eric Voegelin
  30. Coleção História das Idéias Políticas - Volumes 1 a 5 - Eric Voegelin
  31. Sugiro aqui "O tempo da história" onde Philippe Ariès analisa as versões de história na história de acordo com os olhares ideológicos. Baixar aqui.
  32. Sugiro "A conquista da América" de Tzvetan Todorov onde aborda a descoberta da américa e um século posterior.  Baixar aqui.
  33. Os dois corpos do rei - Ernest H. Kantorowicz
  34. Heróis e Maravilhas da Idade Média - Jacques Le Goff
  35. Uma Breve História do Século XX - Geoffrey Blainey
  36. Uma Breve História dos Estados Unidos - James West Davidson
  37. Camaradas - Robert Service
  38. Hidra Vermelha
  39. Guia Politicamente incorreto - História do marxismo
  40. Guia Politicamente incorreto - História da américa latina
  41. Eixo do mal latino-americano e a nova ordem mundial
  42. História do Brasil - Boris Fausto
  43. 1565 - Enquanto o Brasil nascia - Pedro Doria
  44. Pare de acreditar no governo - Bruno
  45. Guia Politicamente incorreto - História do brasil
  46. Nem céu, nem inferno - Jorge Caldeira
  47. História do Brasil - Frei Vicente do Salvador
  48. Os donos do Poder - Raimundo Faoro
  49. Dom João VI no Brasil - Oliveira Lima
  50. Minha Formação - Joaquim Nabuco
  51. Casa Grande e Senzala - Gilberto Freyre
  52. Por último indico um livro que analisa o panorama da globalização política e possível ordem mundial. O "Ordem mundial”, de Henry Kissinger. Baixar aqui.


CURSOS




LIVROS - Lista compacta
  1. O primeiro livro que recomendo é um que vai nos levar desde a criação do universo até os dias atuais com olhar científico mas sempre descobrindo como há rastros de Deus na criação. É o livro do cientista Francis Collins "A Linguagem de Deus". Baixar aqui.
  2. O segundo livro é o "As primeiras civilizações" de Jaime Pinsky que retrata as origens e como vivia o ser humano em sua organização inicial.  Baixar aqui.
  3. AT: Projeto do Pai - Dirlei Abercio da Rosa
  4. AT: História do Povo de Deus - Euclides Martins Balancin
  5. NT: Vida de Cristo - J. Perez de Urbel ou "Jesus Mestre de Nazaré" - Aleksandr Mien
  6. NT: Paulo, apóstolo dos gentios - Rinaldo Fabris - Ver aqui.
  7. História da Igreja: Coleção Daniel Rops e "Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental" - Ver aqui.
  8. História do Comunismo: Camaradas - Robert Service
  9. História da América Latina: Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial - Heitor de Paola e "Foro de São Paulo" - Graça Salgueiro
  10. História do Brasil

24 novembro 2015

O terrorismo islâmico e a profecia do Papa Bento XVI


Retirado do site padrepauloricardo.org

Alguns anos atrás, em Ratisbona, o Papa Bento XVI levantava a sua voz contra a violência no mundo muçulmano. Embora a mídia reprovasse o seu discurso, o tempo tratou de dar-lhe razão. Suas palavras nunca foram tão atuais. O Papa foi um profeta.
No dia 12 de setembro de 2006, durante uma Aula Magna na Universidade de Ratisbona, na Alemanha, o Papa emérito Bento XVI fazia um dos mais importantes discursos de todo o seu pontificado. Diante de representantes das ciências, ele convidava as diferentes culturas e religiões do mundo a um diálogo entre a fé e a razão, bem como à superação da violência e da coação em matéria religiosa. "Deus não se compraz com o sangue", dizia o Santo Padre, na ocasião, citando um imperador da Idade Média. "Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus."
Os eventos que vieram em seguida, no entanto, pareciam indicar um desastre. As palavras de Bento XVI foram mal interpretadas no mundo islâmico e, como consequência, extremistas atacaram igrejas na Palestina, uma religiosa italiana foi assassinada na Somália e um padre foi cruelmente decapitado no Iraque: o caos.
Para alguns jornalistas e "especialistas" em religião, não restava dúvidas de que o Papa tinha cometido uma "gafe" – e, até agora, foi mais ou menos essa a imagem que ficou para o mundo. O Papa emérito tinha trocado os pés pelas mãos, causa finita.
Nesta semana, depois de um atentado de radicais muçulmanos à cidade de Paris – que já contabiliza mais de 130 mortos –, foi impossível não lembrar de Ratisbona.
Na verdade, desde o ano passado, com a ascensão do chamado Estado Islâmico, o discurso de Bento XVI começou a ganhar uma atualidade fora do comum, quase profética. Cristãos cruelmente decapitados e crucificados – simplesmente por serem cristãos –, mulheres sequestradas e violentadas sexualmente várias vezes ao dia, crianças mortas sem nenhum sinal de piedade constituem apenas alguns dos itens desse "quadro de horrores" pintado (com sangue) pelos guerreiros do ISIS – um quadro que põe a humanidade em sobressalto e faz de Ratisbona uma mensagem absolutamente obrigatória para os dias de hoje.
Em sua mensagem, o Papa Ratzinger chama o mundo das ciências e das religiões a uma reconciliação. "Fé e razão", diz ele, não são contrárias entre si, mas devem andar juntas. Para provar o seu ponto, Bento cita o início do prólogo do Evangelho de São João, que diz: "No princípio, era o Verbo". Falando da contribuição da filosofia grega para o desenvolvimento do pensamento cristão, ele explica que a palavra "λόγος" ( logos), aqui utilizada pelo Evangelista, significa, literalmente, "razão". Assim, na fé cristã, Deus aparece como a própria Razão, um ente dotado de razoabilidade.
As conclusões desse pensamento, traçadas por um imperador bizantino medieval, Manuel II Paleólogo, são evidentes:
"Não agir segundo a razão ('σὺν λόγω') é contrário à natureza de Deus. A fé é fruto da alma, não do corpo. Por conseguinte, quem desejar conduzir alguém à fé tem necessidade da capacidade de falar bem e de raciocinar corretamente, e não da violência nem da ameaça... Para convencer uma alma racional não é necessário dispor do próprio braço, nem de instrumentos para ferir ou de qualquer outro meio com que se possa ameaçar de morte uma pessoa."
Nisso consiste a essência da fala de Bento XVI, a "afirmação decisiva" de toda a sua argumentação. Para ele e para Manuel II, assim como para todos os cristãos, está bem claro: a fé, separada da razão, conduz ao fundamentalismo e à violência. A pergunta a ser feita é se isso está igualmente claro para os muçulmanos, ou se, ao contrário, a sua visão "absolutamente transcendente" de Deus o destaca de todas e quaisquer categorias humanas, incluindo a própria razoabilidade.
Hoje, com as ameaças do Estado Islâmico tomando proporções mundiais, está mais do que evidente a urgência e a importância de questões como essa serem respondidas. Pessoas no mundo inteiro, intrigadas com o que aconteceu em Paris, estão se perguntando o mesmo. Será o Islã capaz de converter as pessoas pelo simples uso da razão, sem recorrer à força bruta ou à agressão? Será capaz de pregar a sua religião sem "dispor do próprio braço" ou "ameaçar de morte uma pessoa"?
No fundo, dar uma resposta efetiva a tudo isso é uma tarefa que só os muçulmanos podem realmente levar a cabo.
Um mês depois de Ratisbona, de fato, algumas vozes do mundo islâmico chegaram a aceitar o convite do Santo Padre a um diálogo. Cem intelectuais, de diversas partes do mundo, endereçaram-lhe uma carta aberta, na qual respondiam respeitosamente algumas das questões levantadas em seu discurso.
Em 2008, foi a vez do Rei Abdullah, da Arábia Saudita, dar uma resposta às indagações de Bento XVI. "Tragédias que aconteceram na história – disse o monarca árabe, durante um encontro inter-religioso – não foram causadas pela religião, mas pelo extremismo adotado por alguns dos seguidores de cada uma das religiões."
Enquanto isso, todavia, o sangue dos mártires cristãos continua a correr e a clamar por justiça no Oriente Médio. Para resolver a situação e dar um basta à impiedade, não bastam elucubrações teológicas de uns ou um mea culpa de outros. É preciso deter efetivamente a violência perpetrada pelo fundamentalismo islâmico, começando de cima, de onde vêm as ordens para a jihad. Até o momento, porém, não há sequer a mais remota esperança de que isso aconteça.
Às famílias francesas, sofrendo pela perda de seus entes queridos, as nossas mais profundas condolências e orações. Possa a França voltar, depressa, à sua vocação de "filha mais velha da Igreja". Possa a Europa recuperar, o quanto antes, a sua identidade cristã. Antes que seja muito tarde.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere


08 outubro 2015

Um mundo sem Deus é um mundo sem amor. Mas, o amor também é lei

Ouvimos a leitura do livro de Malaquias, ele que era um profeta e não é tão conhecido por nós. A Igreja nos apresenta uma situação bem peculiar que o povo vivia: “Vossas palavras são duras contra mim, diz o Senhor, e ainda perguntais: ‘Que dissemos contra ti?’ Vós estais dizendo: ‘É coisa inútil servir a Deus; que vantagem tivemos em observar seus preceitos e em levar uma vida severa na presença do Senhor dos exércitos?” (Ml 3, 13)

Era inútil servir a Deus, diziam eles, só que aquele tempo chega até nós. O que seria o mundo se não tivéssemos Deus? E o que é o mundo para aqueles que têm Deus?

Percebemos que a mesma pergunta que faço a vocês, podemos fazer ao povo lá atrás. Em várias ditaduras que vemos por aí, várias ideologias, são claras as ideias de que é muito mais fácil tirar Deus de cena. Mas, se O tiro de cena, vamos colocar tantas outras coisas em Seu lugar e aí corremos o risco de dizer: ‘Frente a tantas outras propostas que nos fazem, é inútil servir a Deus!’

Acredito, muito mais, na força da oração de uma ‘senhorinha’ que não tem instrução nenhuma do que de pessoas que estudam, mas têm uma fé morta. São estas mulheres e homens, de uma simplicidade tamanha, que sustentam a nossa fé.

Virou moda surgir ditadura, ideologia, não existe Deus nessas ditaduras. É muito mais fácil tirar Deus de cena, porque poderemos fazer tudo, não vamos ter lei, nem caridade e vamos cultuar a morte. Um mundo sem Deus, não tem lei.

“Vieram, entretanto, a falar uns com os outros, os tementes a Deus. O Senhor prestou atenção e ouviu-os; em sua presença foi escrito um livro de feitos notáveis, aberto aos que temem o Senhor e têm seu nome no pensamento.” (Ml 3, 16)

Este livro é a Palavra de Deus que só é aberto para aqueles que temem o Senhor. Num mundo sem Deus, a primeira coisa a ser tirada é a lei. É muito mais fácil viver na anarquia. Quando tiro Deus de cena, a primeira coisa que tiro é a lei Dele e eu é quem passo a ser o soberano. Tirando a lei de Deus, não existe a verdade que é Deus, aí entra a ditadura do relativismo, onde cada um tem a sua verdade. Quando a lei de Deus é tirada, aparecem várias outras verdades. É muito mais fácil viver de conveniência, no ‘bem bom’. Deus não é ditador, ditadores são aqueles que querem colocar verdades em nossos ouvidos que não é a verdade Dele.

O relativismo faz com que criemos tribos. Estamos deixando que entre em nossos ouvidos, em nossas casas, a mesma notícia, só que cada um colocando o enfoque de acordo com o seu interesse, cada emissora colocando o que quer. Querem formar o nosso mundo em um mundo sem Deus.

Um mundo com Deus, segue a lei de Deus, segue os valores

Cristão autêntico não se deixa enganar por qualquer coisa! A Palavra de Deus não é impossível de ser seguida, ela cabe em nosso coração. É possível e é muito bom ser de Deus, mas eu preciso ter coragem para isso. Uma pessoa que tem uma fé autêntica, segue, busca, luta. Os que se deixam levar pela rebeldia, se deixam levar por um mundo sem Deus.

Um mundo com Deus segue a lei que é este livro que foi escrito na nossa presença e foi aberto àqueles que temem o Senhor, que O colocam em Seu devido lugar. Temer não é ter medo, é você se colocar em seu lugar de necessitado Dele, Ele é o Senhor que me ama. É seguir a vontade de Deus que nos foi deixada pela Sagrada Escritura, pelo Sagrado Magistério.

Um mundo sem Deus é um mundo sem amor. Mas, o amor também é lei. No Evangelho de hoje, ouvimos uma parábola, onde Jesus diz: ‘Levante, vá ao encontro do seu irmão!’. Em um mundo sem Deus, o outro nunca é o mais importante, eu uso o outro, vou abusar dele e fazer o que eu quero. Um mundo sem Deus tem a cultura do descartável, um mundo com Deus tem a cultura do encontro. O mundo que vive a cultura do descartável é colocar o outro em contato comigo somente quando eu preciso dele, para que o outro me sirva.

Quantas famílias se destroem, porque joga-se o outro fora por ele não servir mais. Não descarte seu marido, você se casou na saúde, na doença, na alegria e na tristeza. Uma família sem Deus é uma família que vive o descartável. Esse que está sendo gerado em sua barriga já é o outro, não é você e você não tem direito de abortá-lo. Num mundo com Deus o outro é sempre mais importante.

Uma família com Deus não cultua o descartável, mas vive a cultura do encontro. Saia do seu mundinho e vá ao encontro do outro. A maior viagem é quando você sai do mundo do seu coração e vai ao encontro do outro. Quantos de nós temos medo de andar nas ruas da nossa cidade e andamos com os vidros do carro fechado. Quantos de nós estamos em apartamentos e nem sabemos o que está acontecendo no apartamento vizinho. O verdadeiro mundo criado por Deus é o mundo que tem a cultura do encontro, percebamos a nossa vida. Estamos tendo a cultura do encontro, saindo do nosso ‘mundinho’ e indo ao encontro do outro?

A cultura do encontro não é aquela que espera violência, mas é aquela que surpreende inclusive o ladrão. É aquela que pergunta: ‘Do que você está precisando?’ Um mundo com Deus tem amor, um mundo sem Deus tem descarte.

Um mundo com Deus tem lei, tem amor e tem vida. Jesus vai dizer: “Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!” (Lc 11, 13). Um mundo sem Deus valoriza muito mais a morte do que a vida, valoriza muito mais o aborto do que uma gravidez responsável, valoriza muito mais a eutanásia do que aprender com aquele que está sofrendo. E não tem coragem de pedir Àquele que dá o Espírito Santo. Um mundo com Deus tem leis que nascem de um coração que ama.

Se você quer seguir um mundo com Deus, lembre-se que o outro é sempre mais importante e peça o Espírito Santo! A escolha é sua, o mundo que você vai criar, depende de você!

Fonte: http://eventos.cancaonova.com/quinta---feira-de-adoracao/pregacoes/um-mundo-sem-deus-e-um-mundo-sem-amor/

16 setembro 2015

Círio de Nazaré

DAQUI A ALGUNS DIAS AQUI EM BELÉM DO PARÁ VAI ACONTECER O CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ.
ENTÃO A PARTIR DE HOJE VOU COMEÇAR A CONTAR A HISTÓRIA DESSA DEVOÇÃO.

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu no ano de 2004, no mais longo Círio de toda a história.

Na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do Estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à Santa. Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.

Além da procissão de domingo, o Círio agrega várias outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial e diversas outras peregrinações e romarias que ocorrem na quadra Nazarena.
O domingo do Círio começa com a celebração de uma missa em frente à Catedral metropolitana de Belém, a Sé, às 5h30. Ao término da missa, às 6h30, é iniciada a procissão que percorre as ruas de Belém até a Praça Santuário de Nazaré, em um percurso de 3,6 quilômetros. Em 2004, o trajeto foi cumprido em 9 horas e 15 minutos, sendo registrado como o Círio mais longo de toda a história.

A cada ano, o Círio de Nazaré atrai um número maior de romeiros, reunindo, além dos fiéis de Belém e do interior do Estado, devotos de várias regiões do país e até mesmo visitantes estrangeiros. Durante todo o trajeto feito pela imagem de Nossa Senhora, os devotos fazem diversas manifestações de fé, além de enfeitar as ruas e casas em homenagem à Santa.

Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural de natureza imaterial. Mérito conquistado não só pela Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mas também pelo simbolismo da corda do Círio, que todos os anos é disputada pelos promesseiros que enchem as ruas de Belém de fé e emoção; dos carros de promessas, que carregam as graças atendidas pela Virgem; dos mantos de Nossa Senhora, que a deixam ainda mais linda; da Berlinda, que se destaca na multidão carregando a pequena imagem tão singela e do hino “Vós sois o Lírio Mimoso”, canção que embala os milhares de corações que acompanham o Círio em uma só voz.

Após a grande procissão, a imagem da Virgem fica exposta no altar da Praça Santuário para visita dos fiéis durante 15 dias, período chamado de quadra nazarena.

IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ NO ALTAR

Curiosidade:

O termo “Círio” tem origem na palavra lati

na “cereus” (de cera), que significa vela grande de cera. Por ser a principal oferta dos fiéis nas procissões em Portugal, com o tempo passou a ser sinônimo da procissão de Nazaré aqui Belém e de muitas outras pelas cidades do interior do Pará.

História da devoção à N. S. de Nazaré

A devoção a Nossa Senhora de Nazaré teve início em Portugal. A imagem original da Virgem pertencia ao Mosteiro de Caulina, na Espanha, e teria saído da cidade de Nazaré, em Israel, no ano de 361, tendo sido esculpida por São José. Em decorrência de uma batalha, a imagem foi levada para Portugal, onde, por muito tempo, ficou escondida no Pico de São Bartolomeu. Só em 1119, a imagem foi encontrada. A notícia se espalhou e muita gente começou a venerar a Santa. Desde então, muitos milagres foram atribuídos a ela.

No Pará, foi o caboclo Plácido José de Souza quem encontrou, em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), uma pequena imagem da Senhora de Nazaré. Após o achado, Plácido teria levado a imagem para a sua choupana e, no outro dia, ela não estaria mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a “Santinha”. O fato teria se repetido várias vezes até a imagem ser enviada ao Palácio do Governo. No local do achado, Plácido construiu uma pequena capela.

Em 1792, o Vaticano autorizou a realização de uma procissão em homenagem à Virgem de Nazaré, em Belém do Pará. Organizado pelo presidente da Província do Pará, capitão-mor Dom Francisco de Souza Coutinho, o primeiro Círio foi realizado no dia 8 de setembro de 1793. No início, não havia data fixa para o Círio, que poderia ocorrer nos meses de setembro, outubro ou novembro. Mas, a partir de 1901, por determinação do bispo Dom Francisco do Rêgo Maia, a procissão passou a ser realizada sempre no segundo domingo de outubro.

Tradicionalmente, a imagem é levada da Catedral de Belém à Basílica Santuário. Ao longo dos anos, houve adaptações. Uma delas ocorreu em 1853, quando, por conta de uma chuva torrencial, a procissão – que ocorria à tarde – passou a ser realizada pela manhã.

FRENTE DA BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ EM BELÉM/PA


Virgem de Nazaré: Patrona do Pará

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA – ASSESSORIA TÉCNICA
LEI N° 4.371, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1971.
Proclama Nossa Senhora de Nazaré Patrona do Estado do Pará e dá outras providências.
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ promulga e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° – Fica proclamada PATRONA DO ESTADO DO PARÁ NOSSA SENHORA DE NAZARÉ.
Parágrafo Único – O Governo do Estado do Pará prestará, anualmente, as honras de Estado à padroeira dos paraenses.
Art. 2° – A presente Lei poderá ser regulamentada pelo Governador do Estado.
Art. 3° – Esta Lei tem sua vigência a partir do dia 10 de outubro do corrente ano.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 15 de dezembro de 1971.
FERNANDO JOSÉ DE LEÃO GUILHON

Governador do Estado
Georgenor de Souza Franco
Secretário de Estado de Governo

Círio: Fonte de Solidariedade

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré é experiência de fé, mas é também fonte de solidariedade. Boa parte da arrecadação da Festa é investida nas Obras Sociais da Paróquia de Nazaré (Ospan), desenvolvidas nas sete comunidades que compõem a sua área territorial. Milhares de pessoas são beneficiadas anualmente em seus projetos de atendimento laboratorial, distribuição de sopa e creches infantis.
A implantação do Serviço Social na Ospan se deu em 2002, na gestão do Padre Francisco Silva, na época pároco da Paróquia de Nazaré. O Padre solicitou, ao departamento de Serviço Social da Universidade da Amazônia (Unama), uma consultoria a respeito das necessidades da Paróquia de Nazaré. Hoje, com o serviço implantado, a responsabilidade do trabalho desenvolvido fica a cargo das técnicas Mônica Demachki (Coordenadora) e Hilda Muller (Assistente Social).

Os atendimentos médicos e odontológicos acontecem nas comunidades de São José e Santo Antônio Maria Zaccaria. Profissionais de saúde voluntários atendem mais de 3 mil pessoas por ano. A população carente recebe atendimento e orientações de higiene e saúde que fazem toda a diferença no seu dia-a-dia.

O pão é também repartido. Voluntários nas diversas comunidades preparam a sopa, que toda semana é fartamente distribuída aos que comparecem, o que ajuda a saciar a fome dos filhos de Nossa Senhora. As obras sociais têm vários projetos com a comunidade, entre eles, o programa inserção no mercado de trabalho, o programa adolescente trabalhador, o atendimento social e outros.
Cuidando também dos pequenos, as Obras atendem a mais de 500 crianças por meio das creches Sorena, Casulo (Santo Antônio Maria Zaccaria) e Cantinho São Rafael (Casa de Nazaré). Elas permanecem sob os cuidados de educadores das 7 às 17 horas, recebendo educação escolar básica, alimentação e muito carinho. São meninos e meninas entre dois e seis anos tendo a chance de crescer física, mental e espiritualmente, e participando ainda de atividades esportivas e culturais como danças e artes plásticas.

As Obras Sociais da Paróquia de Nazaré trabalham com valores que dignificam a vida do ser humano: ética, cidadania, universalidade, espírito de equipe, participação, respeito e confiança, espiritualidade, satisfação dos funcionários, humanização, qualidade de vida e compromisso institucional.

Memória de Nazaré

Criado pela a Diretoria da Festa de 2012 em homenagem à Rainha da Amazônia, o espaço está instalado ao lado da Casa de Plácido e abriga uma exposição permanente que conta a história da fé e da devoção mariana, que tem seu maior momento o Círio. São fotos das romarias, mantos utilizados pela Imagem Peregrina, cartazes de edições passadas do Círio de Nazaré, pedidos e promessas de romeiros, com as tradicionais casas e barcos, carregados pelos devotos durante a procissão.

Em 2013, após uma breve reforma, o Memória novos elementos, entre eles seis mantos, que foram revitalizados, pela equipe da historiadora Rosa Arraes, curadora da exposição; fotos da visita da Imagem Peregrina a Portugal e também a imagem de Nossa Senhora Aparecida, um presente do cantor Daniel para a Diretoria da Festa.

Para visitações neste e outros espaços ao arredor da Basílica que contam um pouco da história do Círio, a Pastoral do Turismo (Pastur) implantou recentemente um trabalho com jovens voluntários que recebem formação técnica para monitorar visitas em grupos a espaços como: Memória de Nazaré, Casa de Plácido, Capela Bom Pastor e Basílica Santuário de Nazaré.

Serviço:

Memorial de Nazaré Local: Praça Justo Chermont, S/N, (ao lado da Casa de Plácido)

Horário de funcionamento: De segunda à sexta 9h às 12h e 14h às 18h Sábado: de 8h às 12h

Entrada: R$2,00 e meia-entrada a R$1,00.

Agendamento de visitas: pasturbasilicadenazare@gmail.com

Fonte: http://www.ciriodenazare.com.br/portal/historia.php

19 maio 2013

Na Festa de Pentecostes, Papa explica ação do Espírito Santo e fala sobre unidade e abertura ao 'novo'



Só o Espírito Santo “pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade”, disse Francisco
Kelen Galvan
Da Redação da Canção Nova
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Fiéis lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano, para a Missa de Pentecostes neste domingo, 19 (Foto: L’Osservatore Romano)
Na Festa de Pentecostes, celebrada neste domingo, 19, o Papa Francisco presidiu uma Missa na Praça de São Pedro, no Vaticano, na presença de representantes de movimentos e novas comunidades.
O Santo Padre destacou que a liturgia de hoje é uma grande súplica, que a Igreja juntamente com Jesus eleva ao Pai, para que se renove a efusão do Espírito Santo.
E ressaltou três palavras relacionadas à ação do Espírito: novidade, harmonia e missão.
Francisco comentou que a novidade sempre nos causa um pouco de receio, porque nos sentimos mais seguros com aquilo que já conhecemos, que é possível programar e controlar. Segundo ele, muitas vezes, também agimos assim quando se trata de Deus. “Seguimo-Lo e acolhemo-Lo, mas até um certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança”, disse.
Entretanto, explicou o Papa, em toda a história da salvação, quando Deus se revela, Ele sempre traz novidade, e pede que confiemos totalmente Nele. “Estamos abertos às ‘surpresas de Deus’?”, questionou Francisco, ou estamos fechados, com medo, à novidade do Espirito Santo?
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“O Espírito Santo é a alma da missão”, é Ele que impulsiona a Igreja, que faz os fiéis entrarem no “mistério do Deus vivo, disse o Papa (Foto: L’Osservatore Romano)
O Papa afirmou que “a novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem”.
A segunda palavra é a “harmonia”. Francisco explicou que, a primeira vista, o Espírito Santo parece criar desordem na Igreja, por trazer a diversidade de dons e carismas, mas isso não é verdade. “Sob a sua ação, tudo isso é uma grande riqueza, porque o Espírito Santo é o Espírito de unidade, que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia”, afirmou.
O Santo Padre falou ainda que se tentarmos fazer a diversidade ou a unidade sem o Espírito Santo, acabamos trazendo a divisão ou a homogeinização. “Se, pelo contrário, nos deixamos guiar pelo Espírito, a riqueza, a variedade, a diversidade nunca dão origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja”.
“Só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade”, afirmou o Pontífice.
Por fim, o Papa refletiu sobre a terceira palavra: “missão”.
Francisco explicou que “o Espírito Santo é a alma da missão”, é Ele que impulsiona a Igreja, que faz os fiéis entrarem no “mistério do Deus vivo” e os impele a abrir as portas e sair para anunciar e testemunhar a “vida boa do Evangelho”, comunicar a “alegria da fé, do encontro com Cristo”.
O Santo Padre disse ainda que o Pentecostes ocorrido no Cenáculo em Jerusalém, há quase dois mil anos, não é um fato distante, mas um acontecimento que “nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós”.
“O Espírito Santo é o dom por excelência de Cristo ressuscitado aos seus Apóstolos, mas Ele quer que chegue a todos”, enfatizou Francisco.
E concluiu afirmando que, também hoje, a Igreja o invoca juntamente com Maria: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”!

Fonte:
http://papa.cancaonova.com/na-festa-de-pentecostes-papa-explica-acao-do-espirito-santo/


"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.