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12 janeiro 2016

SEXÓLICOS ANÔNIMOS



Mais um Grupo de Ajuda Mútua:

SEXÓLICOS ANÔNIMOS

Em síntese: Sexólico é alguém viciado em prática sexual; não consegue, a sós, deixar de pensar em sexo ou de o praticar. Os Sexólicos Anônimos (S.A.) constituem Fraternidades, compostas por homens e mulheres que compartilham suas experiências e esperanças, procurando assim ajudar-se mutuamente a resolver os problemas comuns na área sexual. Seguem, como outros grupos de ajuda mútua. Doze Passos e Doze Tradições, procurando em Deus (como cada qual O conhece) a força para resolver suas dificuldades. A fim de entrar num grupo S.A.. basta que a pessoa se reconheça carente; nada paga nem há exigência de crença religiosa dos participantes. Requer-se, porém, a guarda do anonimato para que não se quebre a privacidade das pessoas do grupo. - A seguir, são explanadas a filosofia e a metodologia dos SA na base de um depoimento escrito por quem tem bom conhecimento do assunto.

1. PERGUNTANDO...

1) Que é um sexólico?
- É alguém dependente (adicto) do sexo, alguém viciado em sexo, que não consegue, a sós, deixar de pensar em sexo ou de praticá-lo. O importante é que cada membro se considere um sexólico, mediante participação nas reuniões e o conhecimento de nossa literatura. Fazendo isto, a pessoa se identificará como membro de um grupo nosso ou não.

2) Que são os Sexólicos Anônimos?
- Constituem uma Irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças entre si e que podem resolver seus problemas comuns desta maneira e, além disto, ajudar outros a se curar na área sexual.

3) Se o sexo faz parte da natureza humana, por que um sexólico precisa de curar-se?
-Porque existe uma diferença entre o sexo, que é dom de Deus, e a conduta obsessiva, que é o que chamamos luxúria. O sexólico busca, através de um Programa de Doze Passos, encontrar a recuperação, abandonando seu comportamento vicioso. Busca libertar-se da luxúria, não do sexo. Não pretendemos que nossos membros se tornem assexuados ou celibatários, embora algumas vezes certos sexólicos optem pelo celibato; isto, porém, não é preconizado pelo nosso Programa.

4) Porque muitas pessoas vão a uma reunião e não continuam ou não freqüentam assiduamente?
- Por diversos motivos. Para muitas pessoas, o sexo está intimamente ligado a atos violentos, como estupro, abusos sexuais na infância, etc. Daí a dificuldade de colocarem sua problemática. No caso das mulheres, muitas se sentem envergonhadas, já que a criação delas é muito reprimida nesta área.

Para outras pessoas, um Programa deste tipo é um convite à reflexão, a uma vida de moderação e equilíbrio; ora elas, por sua natureza mesma, não conseguem adaptar-se ou não o querem, preferindo prolongar seu comportamento distorcido.

5) Como pode uma pessoa saber se é sexólica? Existem alguns sinais da compulsão?
- Sim. Existem vários sinais da compulsão sexual, dentre os quais destacamos: 1) um padrão de comportamento descontrolado; 2) Incapacidade de autocontrole, apesar das conseqüências negativas que daí provenham; 3) Busca persistente de autodestruição ou comportamento de alto risco; 4) Ânsia constante ou esforço para conter o comportamento sexual; 5) Obsessão sexual e fantasia como estratégia básica de satisfação; 6) Aumento gradual das experiências sexuais, porque o nível de atividade sexual existente no momento passa a ser insuficiente; 7) Mudanças violentas de temperamento na atividade sexual; 8) Perda desordenada de tempo, procurando, praticando ou se refazendo de uma experiência sexual; 9) Negligência de importantes atividades sociais e ocupacionais causada pelo desordenado comportamento sexual; 10) Severas conseqüências ligadas ao comportamento sexual.

6) Existem formas variadas de compulsão sexual?
- Sim; existem muitas formas de compulsão, dentre as quais destacamos: 1) o sexo fantasioso; 2) o sexo com sedução; 3) o sexo anônimo (feito com parceiros estranhos em parques, saunas, banheiros públicos, etc); 4) o sexo pago (com prostitutas ou "massagistas"); 5) sexo comercializado (praticado para filmes de sexo explícito); 6) sexo voyeurístico ([1])7) sexo exibicionista; 8) sexo intrusivo (praticado sem a permissão do outro em ônibus, trens, etc);
9) sexo com objetos; 10) sexo com crianças; 11) sexo com dor.

7) Quais as conseqüências mais comuns, para o compulsivo, desta desorganização do seu comportamento sexual?
- As conseqüências podem ser desastrosas. Destacamos as mais comuns: 1) perda da auto-estima; 2) perda da integridade; 3) perda da produtividade; 4) perda de amigos importantes; 5) perdas financeiras; 6) perda de carreira profissional; 7) culpa intensa por ter ferido alguém.

8) Por que um dependente de sexo, apesar de todas estas conseqüências negativas, continua com este comportamento compulsivo?
- Porque ele é impotente diante da sua compulsão. Apesar das conseqüências adversas, o estado desejado é tão atraente que o compulsivo distorce, ignora ou perde o contato com a realidade à sua volta. A dependência passa a regular a vida emocional do indivíduo. A vergonha cria os ciclos de autodestruição, em que ele se esforça para parar e isto apenas intensifica os fracassos.

9) Que é que leva alguém a se tornar um viciado em sexo (ou um sexólico)?
- A resposta a esta pergunta pode ser encontrada, na maioria das vezes, na infância da pessoa. Muitos sexólicos sofreram abusos de diversos tipos, trazendo-lhes sérios problemas na vida adulta. Destacamos três tipos de abusos: 1) abusos físicos (criança censurada e até castigada por falar de sexo ou tocar na sua genitália); 2) abusos emocionais (criança negligenciada pelos pais); 3) abusos sexuais (carícias forçadas, sexo oral, ato sexual forçado, etc);

Um destes abusos ou o conjunto deles tem demonstrado ser uma das causas principais que levam alguém a se tornar um sexólico quando adulto.

10) Como pode um sexólico encontrar a recuperação?
- Ele pode encontrar a recuperação através da ajuda de um psicólogo, psiquiatra e através do Programa dos Doze Passos oferecido pela Irmandade dos Sexólicos Anônimos.

11) Que é que os Sexólicos Anônimos oferecem?
- S. A. oferece um programa de Doze Passos e Doze Tradições para ajudar as pessoas dependentes a encontrar a sobriedade sexual e se manter sóbrias. Esta Irmandade é baseada nos princípios de Alcoólicos Anônimos e recebe permissão de A. A. desde 1979 para usar seus Doze Passos e suas Doze Tradições.

É importante ressaltar que S. A. não é lugar para obtenção de companheiros ou parceiros sexuais nem para aprendizado de gozo da luxúria. Não faz terapia sexual ou grupal e tampouco é uma sociedade de indivíduos sexualmente hiperativos.

12) Qualquer pessoa que se considerar viciada em sexo, poderá freqüentar as reuniões de S.A.?
- Sim. O único requisito para alguém tornar-se membro é o desejo de parar com o comportamento distorcido e tornar-se sexualmente sóbrio.

13) Se a pessoa freqüentar o grupo e gostar, mas vier a recair, poderá retornar à Irmandade?
- Sim; as pessoas serão sempre bem-vindas às reuniões de S.A., desde que conheçam nossos propósitos primordiais. As recaídas fazem parte da recuperação. Elas podem atrasar o processo ou forçar o dependente a voltar ao estágio inicial de recuperação, mas não o impedem de se manter no Programa oferecido por S.A.

14) Como funcionam as reuniões de S.A.?
- Funcionam como as dos outros grupos anônimos. É feita a leitura de um capítulo de um dos livros básicos da Irmandade; depois cada membro fala a respeito do que foi lido ou de sua experiência dentro do grupo, ou ainda como tem usado os instrumentos para a sua recuperação.

S.A. já oferece aos seus membros quatro livros: 1) "O Grande Livro"; 2) "Prossegue a Recuperação"; 3) "Livro de Depoimentos"; 4) "Coletâneas".

Utilizamos a literatura e a troca de experiências nas reuniões como base para a nossa recuperação.

15) Como pode S.A. ser conhecido pelas pessoas?
- De diversas maneiras. Como está escrito em nossa Quinta Tradição, "cada grupo é animado de um único propósito primordial: o de transmitir sua mensagem ao sexólico que ainda sofre".

Entendemos que levamos a mensagem aos outros da melhor maneira quando falamos da nossa própria experiência. E não há lugar melhor para fazê-lo do que nossas próprias reuniões.

É preciso ressaltar sempre a importância do anonimato (11a e 12a. Tradições), embora a Irmandade não precise de ficar no anonimato.

Temos de resguardar o nosso anonimato pessoal, não dando nomes verdadeiros em entrevistas nem aparecendo de frente diante de câmaras de TV ou em fotografias. A Irmandade, no entanto, precisa de ser divulgada na imprensa em geral. Estamos sempre enviando nossos folhetos a médicos, padres, professores, psicólogos, terapeutas, etc. Aprendemos que os princípios devem ser sempre colocados acima das personalidades. Aqui talvez resida a chave dos efeitos benéficos colhidos neste Programa.

Uma vez apresentada a Irmandade de Sexólicos Anônimos, publicamos, a seguir, o depoimento muito vivo propagado pela própria Irmandade num de seus folhetos de divulgação.


2. DEPOIMENTO

2.1. O Problema

"Muitos de nós nos sentíamos inadequados, sem valor, sozinhos e com medo. O nosso interior nunca combinava com o que víamos no exterior dos outros. Cedo começamos a nos sentir separados - dos nossos pais, de nossos iguais e de nós mesmos. Sintonizamo-nos com a fantasia e a masturbação. Nós nos ligávamos através de fotos, imagens e na busca dos objetos de nossas fantasias.

Nós desejávamos ardentemente e queríamos ser desejados.

Tornamo-nos viciados reais: sexo conosco mesmos, promiscuidade, adultério, relacionamentos de dependência e mais fantasia.

Obtínhamos com os olhos, comprando, comercializando, dando. Éramos viciados em intrigas, provocações e coisas proibidas. A única forma de liberdade que conhecíamos era fazê-lo. Isso causou ódio a nós mesmos, culpa, remorso, vazio e dor; fomos levados cada vez mais para dentro, para longe da realidade, do amor, perdidos em nós mesmos.

Nosso hábito impossibilitava a intimidade verdadeira. Nunca podíamos conhecera união real com o outro porque estávamos presos ao irreal. Procurávamos a 'química', a ligação mágica porque ela nos desviava da intimidade e da união verdadeira; a fantasia corrompeu a realidade; a luxúria matou o amor.

Primeiro viciados, depois incapacitados para o amor, tirávamos dos outros o que estava faltando para nos completar.

Enganando a nós mesmos, acreditávamos que o próximo viria nos salvar, estávamos na verdade perdendo nossas vidas.

2.2. A Solução

Vimos que nosso problema possui três aspectos: físico, emocional (ou mental) e espiritual: A recuperação deverá abranger os três. A mudança crucial de atitude começou ao admitirmos nossa impotência, ao admitirmos que nosso hábito nos havia derrotado.

Comparecemos regularmente às reuniões e progressivamente paramos com o hábito. Para alguns isso significou ausência de sexo (consigo mesmo e com os outros), incluindo novos relacionamentos.

Para outros significou não ter relações com o cônjuge por um determinado tempo a fim de se recuperar da luxúria.

Descobrimos que podíamos parar, que não alimentar a fome não nos levaria à morte, que sexo era, sem dúvida, algo opcional! Havia esperança em conseguir liberdade e começamos a nos sentir vivos. Encorajados a continuar, nos afastamos cada vez mais da nossa obsessão por sexo e por nós mesmos e nos voltamos para Deus e para os outros.

Isso era assustador. Não podíamos ver o caminho à nossa frente, só sabíamos que outros já o tinham trilhado anteriormente.

Em vez de nos matar, a entrega estava matando a obsessão! Caminhamos em direção à Luz, a um modo de vida completamente novo.

A Irmandade nos deu apoio, tornando-se um porto seguro onde pudemos nos enfrentar. Em vez de esconder nossos sentimentos com sexo compulsivo, começamos a expor os fundamentos do nosso vazio espiritual e de nossa fome. E a recuperação começou.

Ao encararmos nossos defeitos, tivemos vontade de mudar. A entrega tirou o poder que eles tinham sobre nós. Pela primeira vez, começamos a nos sentir melhor conosco sem a 'droga'.

Tentamos consertar nossos erros, ao não prejudicar os outros e perdoar àqueles que nos haviam prejudicado. A cada reparação, sentíamos menos culpa em nossos ombros, até que conseguimos levantar nossas cabeças, olhar o mundo de frente e nos sentir livres.

Começamos a praticar uma sobriedade positiva, agindo com amor para melhorar nossas relações com os outros. Estávamos aprendendo a dar e começamos a receber na mesma proporção. Começamos a encontrar o que nenhum dos substitutos nos havia fornecido. Estávamos fazendo a conexão verdadeira. Estávamos em casa".

3. S.A.-ENDEREÇOS

Grupo Riachuelo-R. do Riachuelo, 367 Centro Igreja Nossa Senhora de Fátima 3a feira das 18h às 20h, Rio (RJ).
Grupo Caxias - R. Prof. José Eudes 25 de agosto - Igreja Nossa Senhora de Fátima sábado das 15h às 17h, Caxias (RJ).
Grupo Flamengo - R. Barão do Flamengo, 22-sala 1004 63feira das 18h 30 min às 20h 30 min. Rio (RJ).
CAIXA POSTAL 3766 - Rio (RJ)
Site:



ORAÇÃO DA SERENIDADE

Concedei-nos, Senhor, serenidade para aceitaras coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras.

Ver ainda:
Alcoólicos Anônimos, em PR 183/1975, pp. 116-135; Narcóticos Anônimos, em PR 392/1995. pp. 36-48.


Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


[1] Voyeurismo vem de voyeur, que em francês significa vidente, aquele que vê. É a excitação sexual ao ver alguém a cópula sexual de dois parceiros ou ao ver os órgãos genitais de outrem.

Fonte:
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?num=974


26 setembro 2013

Pornografia é uma das maiores ameaças ao Cristianismo


Shane Morris
21 de novembro de 2012 (Breakpoint.org) — A pornografia está em toda parte por aí, e não vai desaparecer logo. Por isso, para ajudar seus filhos a se guardarem contra ela, você precisa prepará-los. De acordo com Josh McDowell, autor de livros que incluem “Evidência que Exige um Veredicto” e “Mais que um Carpinteiro”, que voltou sua atenção ultimamente para a devastação da pornografia na nossa cultura e na Igreja, considerando-a entre as maiores ameaças ao Cristianismo que já vimos.
Josh McDowell
Explicando o motivo por que ele decidiu tratar da questão da pornografia, Josh disse numa entrevista para John Stonestreet de Breakpoint como ele sentiu uma barreira para seu trabalho apologético que nada tinha a ver com a defesa da fé em si.
“Sou um apologeta”, diz Josh. “Apresento razões positivas por que acreditar, a fim de ver jovens virem a Cristo. Mas cerca de cinco ou seis anos atrás, fiquei sentindo que há um problema em toda parte. Quando eu tinha interação com jovens, algo havia se tornado uma barreira. Percebi que era imoralidade sexual e pornografia intrusiva e generalizada na internet. Como apologeta, a única coisa que pode minar tudo o que ensino não está na área da apologética, mas na área da moralidade. Se você não lida com essa questão, você não cumprirá seu papel como um apologeta bíblico”.
Sean McDowell, filho de Josh, é diretor do departamento bíblico da Faculdade Cristã do Vale de Capistrano. Ele também é autor, palestrante e apologeta em seu próprio mérito, e ele trabalha com jovens em tempo integral. Nesse processo, Sean coletou uma lista interminável de casos tristes de rapazes e moças cristãos que na aparência eram modelos, mas que caíram na armadilha armada contra eles por uma cultura saturada de sexo e lascívia.
E esse é exatamente o problema. Os primeiros pontos que Josh e Sean McDowell esperam comunicar aos pais, pastores e professores é que no mundo de hoje, a maioria das crianças e estudantes não está atrás da pornografia. “A pornografia está atrás deles”, diz Josh. “Dos adolescentes que viram pornografia, entre 75% e 91% não estavam em momento algum atrás dela. Pesquisadores mostram que 38% deles ficarão viciados”.
“Esse problema é muito grande para o corpo de Cristo agora?” pergunta John Stonestreet.
“Veja, as estatísticas que documentei”, explica Josh, “mostram que o problema está aumentando sem parar. Cinquenta por cento dos pastores estão lutando para largar do vício da pornografia. Sessenta e dois por cento dos homens que frequentam igrejas evangélicas regularmente estão lutando para largar da pornografia, e entre 65% e 68% dos adolescentes estão nessa situação. Essa é provavelmente a maior ameaça à causa de Cristo em dois mil anos de história da igreja, pois mina sua vida, sua caminhada com Cristo e suas convicções. Meu temor é que muitos pastores não estejam lidando com esse problema pelo simples fato de que eles mesmos estão envolvidos nele. De certo modo, precisamos fazer com que a liderança no corpo de Cristo trate disso”.
“Dê-nos alguns detalhes”, diz John. “Como é que a pornografia mina os cristãos? Como é que ela mina o crescimento cristão? Como é que ela mina os casamentos?”
“Mesmo deixando de fora a vergonha e a solidão”, explica Josh, “a pornografia produz um questionamento sobre a autoridade das Escrituras, de Cristo, da Ressurreição, da Igreja e dos pais. A pornografia começa a entenebrecer a porta do cérebro para considerar as verdades da fé cristã. Logo que você se envolve na pornografia, ela assume o controle dos seus pensamentos, de seus padrões morais e de sua vida. Você precisa entender: a pornografia simplesmente assume o controle da sua vida. A pornografia assume o controle dos seus relacionamentos — o modo como você vê as pessoas, as mulheres e as crianças. E como consequência, a pornografia não deixa espaço para sua caminhada com Cristo. Não dá para você se envolver com a pornografia e ter uma caminhada saudável com Cristo”.
É por isso, diz Josh, que ele lançou “Just 1 Click Away”, um site dedicado à troca de informações, recursos e ajuda entre velhos e jovens. Sean McDowell dá uma palestra nos Ministérios Summit que ecoa a mensagem de “Just 1 Click Away”. Nele, ele se baseia no trabalho do Dr. Joe McIlhaney Jr. e da Dra. Freeda McKissic Bush em seu livro pioneiro “Hooked” (Viciado), em que eles descrevem como a pornografia e a promiscuidade sexual realmente mudam a estrutura física e a química de nossos cérebros, tornando-os mais difíceis de amar, unir e ter relacionamentos sexuais com nossos cônjuges.
Outra questão crítica que os McDowells buscam tratar com essa nova campanha contra a pornografia é a temida tarefa que os pais têm de educar e preparar seus filhos. Tanto Josh quanto Sean desestimulam qualquer esperança de que nossos filhos estarão entre os poucos sortudos que nunca vão se deparar com a pornografia. Falando em termos estatísticos, dizem os McDowells, esse é um grupo que não existe.
“Seus filhos vão se deparar com a pornografia”, diz Josh. “É muito triste, mas é verdade”. Podemos tirar a internet, a televisão e os smartphones de nossos filhos e estudantes, mas essas medidas mal estancarão a maré de imagens e temas pornográficos que os bombardeiam de outras fontes que não podemos controlar, tais como amigos e colegas de classe. Ainda que isolássemos nossos filhos pequenos e adolescentes do mundo lá fora, eles ainda se tornarão adultos e terão de confrontar de repente a cultura sexual que tentamos sufocar. Nossa tarefa como pais e mentores, acredita Josh, deve agora focar em preparar nossos filhos para responder de forma temente a Deus ao se depararem com a pornografia.
É por isso que no site “Just 1 Click Away” os McDowells buscam não somente expor o problema, mas também fornecer recursos e treinamento para pais e adultos sobre como abrir canais de conversação com seus filhos cedo, como armá-los de antemão para enfrentar as batalhas a frente, e como no final das contas e de forma sistemática dizer “não” à influência desumanizadora e degradante do pior vício de nossa cultura.
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Porn one of the greatest threats to Christianity: Christian apologist
Leitura recomendada:

27 abril 2013

A destruição da infância


Como a educação sexual é um meio para perverter o ensino na escolas do país
Imagine que você tenha uma filha pré-adolescente e precise matriculá-la na escola para iniciar os estudos do Ensino Fundamental. Agora imagine que a professora de sua filha precise dar aulas de Educação Sexual e, para isso, conte com o auxílio de uma cartilha do governo com imagens de pessoas fazendo sexo. Não bastasse isso, imagine também a mesma professora incentivando danças nas quais sua filha tenha de simular relações sexuais com um menino. Ficou espantado? Justo! Mas, apesar das cenas acimas parecerem irreais, na prática, já se tornaram parte do currículo escolar de uma porção de alunos Brasil afora.
A Educação Sexual para jovens, ao contrário do que se costuma dizer no círculo das classes falantes, não é um método para discutir tabus, sequer informar a juventude sobre riscos de DSTs ou gravidezes indesejadas. O foco principal desse trabalho é estimular um novo padrão de comportamento baseado no perfil desejado por ONGs e fundações internacionais. O Conselho de Informação e Educação Sexual dos Estados Unidos (Siecus), grande colaborador no que tange à produção de material para esses assuntos, faz uma clara apologia em seu site de práticas como "masturbação", "aborto" e "materiais pornográficos". Coisas do gênero são vistas como direitos sexuais.
Por outro lado, a mesma instituição defende o fim do financiamento do Estado para programas que promovam a abstinência e a castidade por, segundo eles, não produzirem um resultado efetivo, satisfatório. O que é uma mentira deslavada! Para pôr fim ao embuste, basta pegar as declarações do diretor do Projeto de Pesquisa e Prevenção da Aids da Escola de Saúde Pública de Harvard, Edward Green, para constatar o quão a Igreja estava e está certa no debate sobre o uso da camisinha. Ou então observar a queda do número de soropositivos na Uganda, após o governo adotar uma política de incentivo à castidade e à fidelidade conjugal.
Ao contrário do que dizem os promotores desse tipo de educação, o ensinamento da Igreja quanto à sexualidade não está radicado em "crenças religiosas ultrapassadas", mas na própria razão humana. Uma árvore é reconhecida pelos seus frutos e os frutos da educação sexual são jovens iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. De acordo com uma pesquisa do próprio IBGE, 30% dos adolescentes de 15 anos já tiveram sua primeira relação. Número assustador e que revela o quão perniciosa é a famigerada educação sexual.
A família é a primeira escola de valores da criança e é por isso que o Magistério da Igreja insiste tanto no assunto. A aprovação do divórcio, os métodos contraceptivos e os novos padrões de família inocularam no pensamento das pessoas a ideia de que o casamento seja uma instituição falida. Um mero arranjo contratual no qual as partes contratantes prestam serviços sexuais uns aos outros até um deles enjoar. Isso representa uma verdadeira prostituição do matrimônio. É dessa mentalidade maluca que se abre espaço para uma educação cada vez mais apelativa e promotora de comportamentos sexuais absurdos.
É de responsabilidade dos pais educarem seus filhos e promoverem uma reta compreensão da dignidade humana. Não é à toa que São Pio X afirmou que os familiares que descuidam de tal obrigação são "culpados diante de Deus". Jesus advertiu categoricamente para o zelo com as crianças. Escandalizá-las é um crime terrível que clama aos céu, e ai daquele que o fizer, "mais lhe valeria que encaixasse no pescoço uma pedra de moinho e se jogasse ao mar" (Mt 18, 6).
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere


07 julho 2012

São João Maria Vianney sobre os "bailes"


Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate renhido.

Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. 

Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.  
O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.

  A vitória do Pe.Vianey neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.

 Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!).

    As moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja jamais tolerou decotes ou braços nus.

 “Se crês, meu irmão, que hás de morrer, que existe eternidade, que se morre só uma vez, e que, dado este passo em falso, o erro é irreparável para sempre e sem esperança de remédio: por que não te decides, desde o momento em que isto lês, a praticar quanto puderes para te assegurar uma boa morte?” (Santo Afonso Maria de Ligório).

Fonte:


  

26 março 2012

Masturbação: Considerações Pastorais e Psicológicas na superação do vício




Por John F. Harvey, OSFS

Muito já se escreveu sobre masturbação, e alguém pode perguntar porque a necessidade de escrever mais sobre o assunto. Mas há novas maneiras de pensar o problema, bem como a minha própria experiência no contato e ajuda a pessoas que procuram deixar a masturbação, o que me deu vários “insights” sobre a psicologia da masturbação, a partir do estudo do vício em sexo, do qual a masturbação é um grande exemplo.

Fiquei também impressionado com grupos de suporte que levam a sério a questão da masturbação, tais como o “Sexaholics Anonymous (S.A.), Sex and Love Addicts Anonymous (S.L.A.A.), e Courage.

Outra razão para que eu escreva é que muitas pessoas que lutam contra essa fraqueza não recebem o adequado aconselhamento espiritual e moral. Em alguns casos eles são orientados de forma errada, dizem-lhes que a masturbação melhora a “performance” do ato conjugal, ou que faz parte do processo de recuperação de dificuldades sexuais. É bem sabido que o hábito da masturbação atinge pessoas de todas as idades, sendo encontrado entre crianças, adolescentes, adultos, casados, idosos..
Por favor observe que digo “tendência” (mais precisamente, tendência desordenada). Muitas pessoas têm encontrado, de diversas formas, controle sobre essa tendência com um programa espiritual. Outros, entretanto, lutam no escuro, e é para esse grupo que escrevo.
Considerações psicológicas sobre o hábito da masturbação
A masturbação é algumas vezes chamada de “auto-abuso”, ou onanismo, ou ainda em livros seculares, “auto-estimulação”. Quando a estimulação psíquica acontece durante o sono, é conhecida como polução noturna.
O Pe. Benedict Groeschel usa o termo masturbação para referir-se a ações que acontecem no estado de sono ou quase sono, ou a ações de crianças e comportamento sexual pré-adolescentes, reservando o termo “auto-erotismo” para a atividade de adolescentes mais velhos e adultos “que por uma variedade de razões voltam-se a si mesmos e encontram aí um substituto para a vivência real nesse comportamento simbólico e intensamente frustrante”.
No clássico artigo, o Pe. Jos. Farraher, S.J. descreve a masturbação como “a estimulação dos órgãos sexuais externos até um ponto de clímax ou orgasmo pela própria pessoa, através de movimentos com a mão ou outros contatos físicos ou através de estímulos como figuras ou imaginações (masturbação psíquica), ou através de uma combinação de estimulação física e psíquica”. Em um sentido mais amplo, isso inclui a masturbação mútua, na qual as pessoas tocam os genitais um do outro.

Mas talvez a descrição mais incisiva do hábito da masturbação esteja em uma carta de C.S. Lewis, citada por Leanne Payne em “The Broken Image”:
“Para mim o verdadeiro mau da masturbação consiste no fato de que ele pega um apetite que, no uso correto, levaria o indivíduo para fora de si a fim de completar (e corrigir) a própria personalidade na personalidade de outra pessoa (e finalmente nos filhos e até nos netos) e a inverte, fazendo-a voltar-se para a prisão do “si mesmo”, a fim de manter um harém de esposas imaginárias. E esse harém, uma vez admitido, trabalha contra a chance da pessoa um dia sair dele e realmente se unir a uma mulher real. Isso porque esse harém está lá, sempre acessível, sempre subserviente, não exige sacrifícios ou ajustes, e pode ser acompanhado de atrações eróticas e psicológicas que nenhuma mulher real pode trazer”. Essa citação pode ser aplicada também às mulheres. Ela expressa o significado da masturbação como uma fuga pessoal da realidade em direção à prisão da luxúria.

Fatores que contribuem ao hábito da masturbação
A masturbação é um fenômeno complexo. Não iremos compreender porque uma pessoa cai nesse hábito enquanto não conhecermos algo sobre sua história, sobre as causas do problema. Escutando as pessoas logo se vê que a solidão é a principal causa, levando o indivíduo ao isolamento, fantasia, e masturbação. A solidão geralmente vem acompanhada de sentimentos de profunda auto-depreciação e ressentimento. Quando o mundo real é duro e proibitivo, a pessoa se volta para a fantasia, e quando a pessoa perde muito tempo em um mundo de fantasia, torna-se escravo de objetos sexuais (pois essa é a maneira com que ele vê as pessoas, como objetos sexuais).
Daí a pessoa entra no mundo irreal, mas prazeroso, da própria imaginação. Esse é o princípio do vício sexual, tão bem descrito por Patrick Carnes.
O hábito da masturbação se transforma muito frequentemente em vício, ou seja, a pessoa não consegue mais controlar a atividade masturbatória, apesar de grandes esforços nesse sentido. Normalmente falta a essa pessoa um “insight”, ela precisa de terapia em conjunto com uma direção espiritual.
Entretanto, às vezes o hábito da masturbação é temporário e circunstancial.
Lidando com a masturbação a partir do ponto de vista religioso
Ao nível pastoral não tem sentido nem serve para nada especular o quão responsável foi o viciado em masturbação pelo seu passado. É melhor ajudá-lo a preparar um programa espiritual.
A maneira mais errada de lidar com a questão é pensar que os adolescentes vão parar de se masturbar quando crescerem. Muitos não deixam.
Outro mito é dizer que quem pratica a masturbação tem menor chance de ter relações reais com outra pessoa de outro sexo ou do mesmo sexo. Isso pode ser verdade em algumas circunstâncias, mas a masturbação pode levar a agir com outras pessoas. Em alguns casos a masturbação já foi até recomendada como meio de aliviar as tensões do corpo, como uma forma de “terapia sexual”. Outros terapeutas usam a masturbação como um modo (alegam) terapêutico de reviver experiências sexuais traumáticas da infância (esse tipo de tratamento não é mais usado por terapeutas de prestígio). A masturbação mútua tem sido usada por homossexuais como forma de “sexo seguro”.
Outros conselheiros minimizam o problema, não dão conselho algum, a não ser “não se preocupe com isso”. De fato muitos consideram a masturbação um “não-assunto”, ou talvez um problema puramente psicológico. E por aí vai.

Parece, entretanto, que a atitude correta é tratar a masturbação habitual e compulsiva como um problema aberto à soluções, desde que a pessoa siga um projeto espiritual. Ele deve assumir a responsabilidade pelo seu futuro. À medida que vai se tornando mais livre da desordem, ele também se torna mais responsável. Isso vai se tornando mais claro, e posso mostrar algumas situações típicas.
Adolescentes.
É fato que adolescentes têm sido bombardeados com estímulos sexuais pela mídia, e os pais muitas vezes falham em dar orientações morais. Por isso não é surpresa alguma que os adolescentes não saibam nada sobre a moralidade da masturbação. Muitos já se envolvem e se tornam viciados na prática antes mesmo de se conscientizarem plenamente que ela é moralmente errada. Eu uso o termo “plenamente” porque, apesar de toda a lavagem cerebral de nossa cultura, muitos jovens sentem que a masturbação é errada.

Ao mesmo tempo eles se sentem incapazes de controlar um hábito já existente, e em sua vergonha e culpa escondem-se e fogem de discutir o assunto com conselheiros. Incertos sobre si mesmos, confusos acerca dos valores propostos pela cultura, e algumas vezes pela própria família, esses jovens facilmente se refugiam no mundo da fantasia do prazer sexual.
Muitas vezes temerosos de relacionamentos reais com pessoas do outro sexo, eles mergulham no mundo da fantasia da masturbação. Adicione-se a isso o caos moral e os conselhos errados sobre masturbação em aulas e “especialistas” e você pode compreender porque nossos jovens sequer mencionam no confessionário a masturbação como um problema moral.
Precisamos fornecer direcionamento espiritual adequado aos jovens, reconhecendo seu desejo de ser casto, e dando-lhes conselhos específicos no assunto.
Talvez falhemos em perceber a quantidade de culpa presente em jovens com o hábito da masturbação. Eles percebem que há algo errado no que fazem, apesar de lhes falarem para “não se preocupar com isso”, ou “você não pode fazer nada”, ou “quando você crescer isso passa”. Eles precisam de orientação, mas não a receberão enquanto não forem informados sobre a moralidade da masturbação, e os fatores psicológicos que muitas vezes os impedem de exercer o livre-arbítrio. A minha opinião (e a de outros confessores) é que muitos adolescentes não comparecem à Santa Comunhão aos domingos por sentirem que não conseguem superar o hábito.
Já com relação aos jovens adultos, o mito diria que esse hábito é para passar nessa idade. Mas com o casamento acontecendo cada vez mais tarde (depois dos 25 anos), com noivados durando anos a fio, e com o constante estímulo da mídia e da propaganda, não é surpresa que muitos homens e mulheres da masturbação, algumas vezes masturbação mútua.
Outras pessoas solteiras vivem na fantasia quando não estão trabalhando. Sem namorar com ninguém por uma variedade de razões, incertos sobre o que fazer da vida, e sem compromisso com esposa e filhos, frequentemente eles buscam refúgio em várias formas de fantasia, como revistas eróticas, etc. Estão muito ocupados com vários compromissos, e muito solitários. Sua tendência a se masturbar muitas vezes extrapola para um intercurso genital quando surge a oportunidade. Em outras palavras, seu ídolo é o sexo.
É muito difícil chegar a esse grupo, que muitas vezes só vem à Igreja na Páscoa e no Natal, para agradar a família. Talvez quando chegarem aos 30 anos e perceberem que há mais na vida do que só sexo, aí então venham buscar auxílio espiritual. Aqui a atividade sexual não é tanto o problema, mas um sintoma de uma profunda fuga do que é espiritual.
Quanto aos adultos mais maduros, é minha experiência que quando cristãos atingem os 30 anos sem ter escolhido uma vocação na vida, tal como casamento, vida religiosa, sacerdotal, ou uma vida de solteiro servindo a Cristo no mundo, eles começam a se perguntar pelo sentido da vida pessoal. Ainda assim, os desejos sexuais permanecem fortes como antes, e talvez mais intensos, e a pessoa pode gastar mais tempo da fantasia, levando à masturbação freqüente.
Isso, por sua vez, produz fortes sentimentos de vergonha e culpa. Se a pessoa não procura orientação espiritual para o problema, ou se quando procura não encontra nenhuma ajuda, ela vai continuar levando esse peso para a terceira idade.
Algumas diretivas espirituais
Acredito que as seguintes diretivas são úteis:
(1) Ajude a pessoa a refletir sobre o sentido da vida, suas esperanças, suas conquistas, seus desapontamentos, suas frustrações, sua solidão. Tente descobrir o que consome a pessoa, já que a masturbação geralmente é um sintoma da inquietude da alma, e precisamos atacar as causas do problema primeiro.
(2) Se possível, procure construir com a pessoa um projeto espiritual de vida.
(3) Conscientize a pessoa que a maioria dos seres humanos têm a tendência de fugir para mundos prazerosos de fantasia quando a realidade se torna dura e difícil, e a masturbação geralmente surge a partir da fantasia sexual. A estratégia espiritual é aprender como trazer a pessoa de volta da fantasia para a realidade tão cedo quanto possível, assim que se percebe que a fantasia sexual está envolvendo a pessoa.
A oração ajuda muito, assim como começar a fazer algo de externo e físico, como por exemplo caminhar, fazer algum trabalho doméstico, e daí por diante. Já aconteceu de você se encontrar em uma fantasia de raiva, de inveja ou sexual, e o telefone tocar, e quando você vai atender a fantasia desvanece? A questão é se manter na realidade.

(4) Além de compartilhar o problema com um diretor espiritual, tente encontrar um grupo de suporte com o “Sexaholics Anonymous (S.A.)”. Cultivar amizades reais com pessoas reais reduz significativamente o poder da fantasia sexual, e dá à pessoa um sentido de valor pessoal.
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Trecho do artigo “The Pastoral Problem of Masturbation”, de John F. Harvey, OSFS. Disponível no site Courage.net

Fonte: carmadélio

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.