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06 outubro 2017

Brevíssima história do Rosário




Dia 7 de Outubro é o dia de Nossa Senhora do Rosário. Por isso fiz um levantamento para quem desejar conhecer a história desta santa devoção. Abaixo trago um texto com um brevíssimo resumo da história e no final indico alguns links e livros para quem deseja aprofundar. O Rosário foi construído ao longo de anos de tradição mística, não nasceu completo como o conhecemos hoje num dia só, por uma única pessoa. Conhecer sua história é valorizar a riqueza da nossa Santa Tradição.




Por João César das Neves (Professor UCP):

"O Nascimento do Rosário O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense. Parece não haver muitas dúvidas de que o Rosário nasceu para resolver um problema importante dos novos frades mendicantes. De facto, os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos. Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, com 150 Avé-Marias.

Mas é preciso dizer que, nessa altura, não havia ainda a Ave Maria. Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório. No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar. Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave Maria. Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no espírito do concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja. Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja a Avé-Maria.

A Batalha de Lepanto e a festa de Nossa Senhora do Rosário O contributo de S. Pio V, um antigo dominicano, para a história do Rosário não se fica por aqui. O grande reformador criou também o último grande momento da antiga Cristandade, a unidade dos reinos cristãos à volta do Papa. Os turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade Média, e das conquistas de Suleiman, o Magnífico (1494-1566, sultão desde 1520), estavam às portas da Europa. Dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes, a velha Europa não estava em condições de resistir. O perigo era enorme. Além de apelar às nações católicas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Em resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa. Finalmente, a 7 de Outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha naval de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que ele acabou de dar ao exército cristão”. A ameaça fora vencida. Este foi o último grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem tinha ganho a batalha. Para louvar a Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de acção de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de Outubro. Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia de 7 de Outubro.

A partir de então, o Rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja. Já no fresco do Juízo Final, pintado por Miguel Ângelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de 1536 a 1541, estão representadas duas almas a serem puxada para o céu por um Terço. São as almas de um africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração".

A Imaculada Conceição rezou o Terço com Bernadette Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858. O Papa Leão XIII, “Papa do Rosário”, (como lhe chama a recente Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do Papa São João Paulo II, n.º 8) dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.

O Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a recente Carta Apostólica (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompeia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade dos habitantes dos pântanos. Entregou-se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo de artifício. Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.

Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima. “Rezar o Terço todos os dias” é a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Na carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre Fátima, afirma-se “Como te disse examinei ou antes interroguei os três em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi é «que a aparição quer que se espalhe a devoção do Terço»”

A história do Rosário não pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolução. A escolha do Papa João Paulo II de celebrar as suas bodas de prata pontifícias com o Rosário, acrescentando-lhe os cinco mistérios luminosos, é um marco importante na devoção. Mas a ligação do Papa a esta oração não é de hoje, como ele mesmo diz na Carta: “Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: «O Rosário é a minha oração predilecta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade.»”(n.º 2)"


(Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/dossier/uma-breve-historia-do-rosario-da-virgem-maria/)



Para um maior aprofundamento recomendo:

O Rosário - A sua origem e a sua intenção primordial - Site dos monges Cartuxos

Livro "A História do Rosário" - Anne Vail - Edições Loyola

Livro "História do Rosário" - Emanuele Giulietti - Editora Paulus

Capítulo sobre uma breve história do Rosário do livro "O Rosário de Nossa Senhora" do Padre João Medeiros Filho

Carta Apostólica Rosrium Virginis Mariae





12 novembro 2016

A Eucaristia e o Rosário segundo Pe. Antônio Vieira

Padre Antônio Vieira (1608 - 1697), em seu "Sermão de Nossa Senhora do Rosário", feito em 1654, mostra o proveito que nossas almas podem alcançar ao unir a meditação dos mistérios do Rosário com  o Comungar o Corpo e Sangue de Cristo. E para que você possa apreender este belo ensinamento, transcrevo aqui trechos desse Sermão:
"Naquele misterioso Livro (...) Cantares, descreve Salomão, em alto e metafórico estilo o corpo místico da Igreja Católica. E discorrendo particularmente por todos os membros e partes de que se compõem, com louvor da formosura, e declaração do ofício de cada um, chega finalmente àquela oficina universal, onde se recebe o alimento, e convertido em sangue se reparte por todo o corpo, e diz que o ventre da Igreja é semelhante a um monte de trigo, cercado ou valado de rosas.
(...) ninguém duvida que o trigo no ventre da Igreja é o Diviníssimo Sacramento do Altar, (...)Nem também se pode duvidar, que as rosas que cercam o trigo sejam as do Rosário.
(...) Sendo pois o Trigo do nosso texto o Santíssimo Sacramento, e as rosas que o cercam o Santíssimo Rosário, muita razão terá a devoção de todos os que com tanta piedade se ajuntam aqui nesta hora ao rezar, ou cantar a coros: muita razão, digo, terá de querer ouvir e saber que conveniência ou proporção tem o Rosário com o Sacramento; e que utilidades poderão conseguir os que unirem entre si estas duas grandes devoções, a de frequentar o Sacramento, e a de rezar o Rosário. Para eu o poder declarar com proveito de nossas Almas, que desejo e espero, no Diviníssimo Sacramento temos a fonte da Graça, e na Senhora do Rosário a melhor intercessora: Ave Maria.
Maravilhosa foi a visão que teve em sonhos Faraó Rei do Egito, quando viu aquelas catorze vacas, sete das quais eram fortes, corpulentas e pingues, e as outras sete vacas, secas e macilentas. E o que muito acrescentava a razão da maravilha, e ainda o temor que concebeu o Rei, foi que todas pastavam nos mesmos campos e ribeiras do Rio Nilo, e essas não secas mas verdes: Et pascebantur in ipsa amnis ripa in locis virentibus. O Nilo da Igreja Católica é a graça divina. Esta graça, como o mesmo Nilo, se divide em sete canais, que são os sete Sacramentos, por meio dos quais, como por sete bocas, se comunica a nossas Almas. O Sacramento porém entre os demais que particularmente as sustenta, é o santíssimo Sacramento do Altar, verdadeiro Corpo e verdadeiro Sangue de Cristo que temos presente. E que grande admiração, Fiéis, que grande admiração, que grande confusão, e que grande temor nos deve causar olhar para a Almas que se sustentam daquele pasto divino, e ver a notável diferença delas? Não falo das que chegassem à Comunhão em constância de pecado porque não quero supor tão horrendo e atroz sacrilégio; falo só das Almas cristãs(que as outras não merecem este nome), e das que a seu parecer comungam cristãmente. Quantos leigos comungam muitas vezes, quantos Sacerdotes celebramos todos os dias. E onde estão aqueles efeitos de Cristo se transformar em nós, e nós em Cristo: In me manet, et ego in illo? Grande bem do mundo seria, e grande glória da Igreja, se cada catorze Almas que chegam ao Sacramento, fossem sete as que se aproveitassem do pasto, e se luzisse nelas; mas todas pela maior parte cheias de imperfeições e misérias, todas fracas, todas secas, todas macilentas, e ainda, e como diz o Texto, tais que faz asco olhar para elas: Foedae, confectaeque macie.
Ora eu buscando a causa desta diferença tão notável, e qual possa ser o defeito ou impedimento porque se não logram, e luzem em nós os efeitos dese soberano manjar; acho que sem consciência do pecado, a causa não pode ser outra senão a falta de digestão. Comemos a Cristo no Sacramento, mas não o digerimos. Cristo Senhor nosso disse que o seu Santíssimo Corpo no Sacramento é verdadeira comida: Caro mea vere est cibus [Jo 6,55 "Porque a minha carne verdadeiramente é comida e o meu sangue verdadeiramente é bebida.]; E por quê? Não só porque foi instituído para alimento de nossas Almas, senão também porque no modo de alimentar tem as mesmas propriedades do mantimento corporal; E o mantimento corporal que se come, e não se digere, por mais substancial e esquisito que seja, não faz nutrição, nem se converte em substância. Lá diz o aforismo vulgar da medicina: Non quod ingeritur, sed quod digeritur, que o que alimenta, nutre, aumenta, e dá forças e vigor ao vivente, não é o comer que ele toma na boca, e recebe dentro de si, senão o que digere. 
(...) A nutrição é aquela que reparte por todas as veias e membros do corpo a substância e virtude do que se come: e o mesmo faz aquele soberano manjar (diz São Pedro Damião) quando se recebe não só no peito do corpo, senão no estômago da Alma, e nele se digere (...) Este soberano manjar, e néctar do Céu (diz o Santo) não só se recebe com grande suavidade no estômago da Alma, mas dali se difunde por todas as veia do corpo e membros, e reparte e comunica a todos os membros do nosso corpo a virtude e virtudes do corpo e membros de Cristo, que na substância e realidade do que comemos se encerra. Nos olhos do que assim comunga, aparece logo a modéstia dos olhos de Cristo; na língua o silêncio e moderação das palavras de Cristo; no coração os afetos e desejos do coração de Cristo; nos pés a compostura e madureza dos passos de Cristo; nas mãos a inocência, a mansidão, e a caridade das ações de Cristo; e finalmente, em todo o homem que comeu a Cristo. E qual a razão, Cristãos, porque em muitos de nós depois de comungarmos uma e muitas vezes, se não veem os mesmos efeitos, senão outros tão diversos, e totalmente contrários? A razão é,(...), porque comemos no Sacramento de Cristo, mas não o digerimos: Ingeritur, sed non digeritur.
 (...) Bendita seja, e para sempre bendita, a gloriosíssima Mãe de Deus, que assim como deu a seu Filho a carne e o sangue, de que compôs esta soberana iguaria, assim também compadecida de nossa fraqueza, nos proveu de um remédio tão fácil como eficaz para a inteira e perfeita digestão dela. (...) Sabeis que faz a devoção do Rosário junta com a comunhão do Sacramento? Faz que se digira em uma tudo o que se come na outra; porque o mesmo Cristo que no Sacramento se come, no Rosário se digere. Isto é o que vos quero provar, e persuadir hoje.
Digo pois, primeiramente, que o Sacramento é o Rosário indigesto, e o Rosário é o Sacramento digerido. O Sacramento é o Rosário indigesto porque  no Sacramento estão todos os mistérios da Redenção reduzidos a um só mistério;  E o Rosário é o Sacramento digerido, porque no Rosário está o mesmo mistério da Redenção dividido e estendido em quinze mistérios. No Sacramento, está o Rosário indigesto , porque o Corpo de Cristo que ali está realmente, está vivo, está morto, está ressuscitado sem distinção; E, no Rosário está o Sacramento digerido, porque enquanto Cristo vivo, está a sua vida distinta em cinco mistérios, que são os gozosos; enquanto morto, está a sua morte distinta em outros cinco mistérios, que são os dolorosos e enquanto ressuscitado, está a sua ressurreição distinta em outros cinco, que são os gloriosos. E essa é a razão porque o mesmo Sacramento, quando se consagra e oferece a Deus no sacrossanto Sacrifício do Altar, umas vezes se chama mistério, e outras mistérios. Mistério, porque indigesto e sem distinção é um só mistério; mistérios, porque digesto e distintamente considerado, é e encerra em si muitos mistérios.
(...) Cristo no Sacramento está indigesto porque os mistérios de sua vida, morte e ressurreição, que ali se contêm, não estão repartidos e digestos, senão juntos indistintamente (...) digerir essas coisas indigestas e por cada uma em seu próprio lugar com notas ou nomes certos , que as demonstrem, é obra de ânimo divino: Sed manifesta notis certa disponere sede singula, divini est animi. E isto é o que faz a Virgem Senhora nossa na  maravilhosa arquitetura do Rosário, dispondo e ordenando os mistérios da mesma vida, morte e ressurreição de seu Filho, e distinguindo a diferença deles com as notas e nomes  diversos de gozosos, dolorosos e gloriosos, e pondo uns no primeiro, outros no segundo, outros no terceiro lugar, assim como sucederam e se foram continuando, e todos em número e correspondência igual, para maior harmonia de toda a fábrica.
Agora, vede como digerir deste modo o indigesto é obra verdadeiramente de ânimo divino: Divini est animi. (...)
(...) se Deus se digeriu a Si mesmo, distinguindo a sua divindade, e multiplicando a sua unidade em três Pessoas; porque não faria a Mãe de Deus outra obra semelhante em Cristo sacramentado, digerindo os mistérios de sua humanidade na ordem e divisão de outras três partes distintas? Santo Ambrósio, comentando o nosso Texto, diz que o trigo e as rosas ambos foram partes da Virgem Santíssima (...) Ao trigo, deu a Senhora como Mãe e matéria; e às rosas, também como Mãe, a forma. Ao trigo deu a matéria: porque deu a Cristo a carne e o sangue de que instituiu o Sacramento; e às rosas deu a forma: porque dos mistérios da vida, morte e ressurreição do mesmo Cristo formou e distinguiu o Rosário. (...)
Temos visto em comum como o Sacramento é o Rosário indigesto e o Rosário o Sacramento digerido; e que assim como por meio do Sacramento comemos a Cristo, por meio do Rosário o digerimos. Resta agora ver como se faz essa soberana digestão e como nós havemos de juntar o Rosário ao Sacramento, para que por meio dela recebam nossas almas a nutrição e o alimento espiritual, para que o mesmo Sacramento e o mesmo Rosário foram instituídos (...)
(...)Assim como o comer corporal por mais bem feito e bem preparado que esteja, não basta que o homem o coma, se as potências interiores do mesmo homem, que são os instrumentos de nutrição, não obrarem; da mesma maneira para as Almas se nutrirem e cobrarem forças, não basta que comunguem a Cristo no Sacramento, se os mesmos mistérios que o Senhor tem obrado, elas os não tornarem a obrar com todas as suas potências. E isto é o que se faz no Rosário.
Aristóteles e Galeno, descrevendo a fábrica da nutrição, para a qual formou a natureza várias oficinas e instrumentos, reduzem toda a operação delas a três potências principais: uma que recebendo retém, outra que alterando assemelha, outra que unindo converte. E tudo isto obra o Rosário por meio das três potências de nossa Alma nos mistérios da vida, morte e paixão de Cristo, de que ele se compõe, e não só em todos, senão em cada um. Com a potência da memória recebe e retém o mistério por meio da apreensão; com a potência do entendimento altera-o e assemelha-o a si (ou a si a ele) por meio da meditação; e com a potência da vontade converteu e uniu em si mesma por meio da imitação. (...) Não instituiu a Senhora o Rosário para o rezarmos só com a boca, e com tanta pressa, como se passam as contas; mas para ter na memória os mistérios, para os meditar e cuidar neles com grande consideração, e para os tomar como exemplo, e os aplicarmos em nossas vidas.
Quanto à memória, esta foi a primeira que Cristo Senhor nosso nos encomendou, quando instituiu o Santíssimo Sacramento (...) a memória é aquela em que se faz a primeira decocção deste soberano manjar (...) Santo Agostinho, excelente filósofo da memória no-lo ensinou, e já antes dele tinha definido Platão (...). O estômago da Alma é a memória porque assim como no estômago do corpo se recebe e retém o comer corporal, e ali se faz a primeira decocção, assim esta potência é a primeira que há de receber e recolher dentro de si o Divino sacramento, lembrando-se não de passagem senão muito devagar (como se faz no corpo) e representando à Alma quem é o que está presente naquele mistério e os mistérios altíssimos que nele se encerram (...) a memória cuja propriedade é fazer presentes as coias ausentes, no-lo há de fazer presente.
(...) E o entendimento que faz? Olha para eles [os mistérios] com grande consideração, meditando-os, e por meio desta vista considerada e atenta se assemelha ao que vê, que é o efeito da segunda decocção. (...) No Céu, diz São João que havemos de ser semelhantes a Deus porque o havemos de ver assim como é (...) De sorte que Deus visto no Céu é como um espelho às avessas: porque não é ele o que se há de fazer semelhante a nós, senão nós os que havemos de ser semelhantes a ele.  E isto que então há de ser por meio da visão beatífica, e vista clara de Deus, isso mesmo é o que agora fazemos por meio da meditação e vista escura do sacramento. Oh se viramos e considerávamos atentamente o que debaixo daquele Divino Pão se encerra, quão aumentadas e bem nutridas haviam de andar as nossas Almas, que hoje se veem tão desmedradas e desfalecidas! Comemos com os olhos do entendimento e da consideração fechados, e por isso se não luz, nem logra o que comemos. Ouvi a Salomão (...): Abri os olhos, e comei de tal modo o pão, que fiqueis abastado e satisfeito. E que Pão é este, que não farta, nem satisfaz, nem se logra, se se não come com os olhos abertos? Daqui infere São Jerônimo, que este Pão é o do Santíssimo Sacramento, e não o Pão comum, de que nos sustentamos(...).Mas por esta mesma razão parece que nos havia de mandar Deus, que fechássemos os olhos, e não que os abríssemos; porque o sacramento do Altar é por antonomásia o mistério da Fé, e a Fé há de ser cega, e crer a olhos fechados. Assim é. Mas por isso mesmo nos manda Deus, que abramos os olhos; porque se não há de contentar o nosso entendimento só com crer o que não se vê naquele mistério com os olhos fechados; mas com ver e considerar muito atentamente os mistérios que nele se encerram, com os olhos abertos(...).
Assim vê com os olhos interiores a Alma, e assim contempla e considera os profundíssimos mistérios da Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, que naquele compêndio de maravilhas, não tanto de Onipotência, quanto de Bondade Divina estão pelos Sacramentos ocultos, e pelo Rosário manifestos.
(...) com a meditação atenta de seus mistérios, e estando já semelhante pela operação do entendimento, entra a terceira e última, que é a vontade, na qual se aperfeiçoa e consuma a nutrição, unindo-se o que se comunga e medita, ao mesmo Cristo comido e meditado e incorporando-se nele. Diga-nos isto compendiosamente S. Bernadino de Sena; porque do que fica declarado na primeira e segunda decocção se entende sem nova repetição esta última (...) Como a meditação do entendimento cresce, diz ele [São Bernadino de Sena], o amor na vontade (...) e com este calor sobrenatural que é instrumento imediato de todas as três digestões, se une o que comunga por caridade a Cristo, e quanto mais se assemelha pelo entendimento a ele, tanto mais se incorpora pela vontade com ele: Eique magis ac magis assimilatur, et incorporatur.
(...)Todas as vezes que chego ao santíssimo sacramento, diz o devotíssimo Bernardo, ali me mudo, ali me assemelho, ali me transformo. E, por que modo se mudava; por que modo se assemelhava; por que modo  se transformava aquela Alma pura? Por digestão, por concocção, e por união, que são as três operações com que se aperfeiçoa a nutrição da alma (...) E para que ninguém duvide, que tudo se consegue por virtude do Rosário, e meditação dele; tudo isto disse S. Bernardo, comentando aquele lugar dos cantares, em que se diz que o Senhor Sacramentado se apascenta entre rosas: qui pascitur inter lilia.
(...) o que por conclusão vos peço em nome do mesmo Cristo sacramentado, e da mesma Virgem do Rosário, é que para conseguir os efeitos daquele Divino manjar, vós não contenteis só com vozes do que rezais, senão com uma meditação mui atenta de seus soberanos mistérios (...) assim nós depois de comungar havemos de meditar e considerar com muita atenção, de quem é o Corpo e sangue, e quais são os mistérios de nossa Redenção, que com ele e por ele foram obrados (...) meditando e considerando não só de passagem, e de corrida, senão muito devagar, e com grande atenção os mistérios do mesmo Sangue, preço de nossa Redenção, que são todos os do Rosário; porque na Encarnação tomou o Filho de Deus a nossa carne e sangue; na Paixão, padeceu na carne, e derramou o sangue; e na Ressurreição tornou a unir o sangue à carne, que é tudo o que contém no Sacramento o Corpo e Sangue de cristo, e tudo o que nós no Rosário digesta e distintamente consideramos.
E se me perguntares quando se há de fazer esta meditação, e qual é o tempo em que se hão de ruminar estes mistérios (que é o ponto muito essencial nesta matéria) (...) eu digo que há de ser depois de comungar, e antes de comungar, e sempre e todos os dias (...) Pois assim como o Rosário se reza todos os dias, assim o Sacramento se digere todos os dias (...) Os que comungam de oito em oito dias, hão de ruminar aqueles mistérios todos os dias da semana; os que comungam de mês em mês, todos os dias do mês; e isto sem mudar ou acrescentar outro exercício, senão meditando e ruminando atentamente o mesmo Rosário que rezam. Dos que só comungam de ano em ano, não falo porque estes não são devotos do Rosário nem do Sacramento, e se pode duvidar se são Cristãos. (...)
Seja pois a conclusão de tudo, que unindo a meditação do Rosário com o Santíssimo sacramento, e a comunhão do santíssimo sacramento com o Rosário, digiram as nossas almas em um, o que comem no outro; de tal sorte que aquele Divino Pão cresça em nós a grandeza de um monte: Sicut acrevus tritici. E das rosas, com que a Virgem do Rosário o cerca nesta vida: Vallatus lilis; nos teça na outra, como faz a seus devotos, uma Coroa de Glória etc."

Fonte: Padre Antônio Vieira, Sermão Nossa Senhora do Rosário com o Santíssimo Sacramento. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&co_obra=16413&co_midia=2

 
 

23 julho 2016

Terço das Sete Dores de Nossa Senhora


Irmãos, trago aqui o terço de Nossa Senhora das Dores muito recomendada por Nossa Senhora em Kibeho e outras aparições.
O texto é retirado do livro "Nossa Senhora de Kibeho" de Immaculée Ilibagiza que recomendo muitíssimo.
Para saber mais sobre estas aparições e algumas mensagens de Nossa Senhora recomendo este artigo: Aparições de Nossa Senhora de Kibeho.

São 7 mistérios que contemplamos as Dores da Virgem Maria e cada mistério tem 1 Pai Nosso e 7 Ave-Marias cada.

Oremos...





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Oração Introdutória: “Ó Deus e Senhor meu, eu vos ofereço este Terço para a Vossa glória, para que sirva para honrar a Vossa Santa Mãe, a Virgem Maria, e para que eu a possa compartilhar e meditar os seus sofrimentos. Humildemente eu vos peço: concedei-me o arrependimento verdadeiro de meus pecados e dai-me a sabedoria e a humildade necessárias para que eu receba todas as indulgências concedidas por essas orações.

Ato de Contrição: Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia”. Reza-se três Ave-Marias.


Mistério da 1ª Dor de Maria: a profecia de Simeão:

“Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de vosso filho, Jesus Cristo”.
Meditação: “A Santa Virgem Maria levou Jesus ao Templo de Jerusalém, como mandava a tradição que dizia que todos os recém-nascidos deveriam ser abençoados no Templo perante Deus. Lá, o velho sacerdote Simeão segurou o menino Jesus em seus braços e o Espírito Santo encheu o seu coração. Simeão então reconheceu Jesus como o Salvador prometido e elevou a criança na direção do Céu, dando graças e louvor a Deus por ter cumprido a promessa que Ele havia feito a Simeão – a de que ele viveria o suficiente para ver o Messias. ‘Eis que agora Vosso servo pode deixar em paz esta vida, meu Senhor’, disse ele. Então, ele olhou para Maria e disse: ‘E tu, mulher, uma espada de dor irá transpassar teu coração por conta do sofrimento que deve recair sobre o teu filho’. A Santíssima Virgem sabia que havia dado à luz o Salvador da humanidade, então ela compreendeu e aceitou imediatamente a profecia de Simeão. Por mais que seu coração tivesse sido tocado profundamente pela graça de ser portadora do menino Jesus, ele permanecia pesado e atormentado, afinal ela sabia o que havia sido escrito a respeito das provações e subsequente morte do Salvador. Sempre que via seu filho, ela era constantemente relembrada dos sofrimentos aos quais ele seria submetido, até que esse sofrimento tornou-se inerente ao dela.

Oração: Querida Mãe Maria, cujo coração padeceu além da conta por nós, ensinai-nos a sofrer como vós sofrestes e, através do amor, a aceitar todo sofrimento pelo qual Deus considerar necessário que passemos. Que nós soframos, e que nosso sofrimento possa ser reconhecido por Deus somente, como o foi o vosso e o de vosso filho, Jesus. Não deixai que demonstremos o nosso sofrimento ao mundo, para que assim ele valha mais e possa ser usado para reparar os pecados de todos. A vós, ó Mãe, que sofrestes com o Salvador, nós oferecemos nosso sofrimento e o do mundo, por sermos todos filhos vossos. Uni nossas dores às vossas e às de Nosso Senhor Jesus Cristo e então oferecei-as a Deus nosso pai, para que Ele as reconheça – vós que sois a Mãe maior de tudo o que há. De vós me compadeço, ó Mãe Dolorosa, pela dor que o vosso terno coração sentiu com a profecia do velho santo Simeão. Ó Mãe querida, pelo vosso tão aflito coração, concedei-me a virtude da humildade e o dom salutar do temor de Deus. Amém”.


Mistério da 2ª Dor de Maria: a fuga para o Egito:

“Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de vosso filho, Jesus Cristo.”
Meditação: “O coração de Maria se partiu e suas perturbações só aumentaram quando José lhe contou as palavras do anjo: eles deveriam levantar imediatamente e partir para o Egito, porque o rei Herodes estava à procura de Jesus para matá-lo. A Santa Virgem não teve nem tempo para decidir o que levar e o que deixar; ela pegou seu filho e deixou todo o resto, saindo às pressas, à frente de José, para que fossem rápidos conforme Deus havia pedido. Ela, então, disse: ‘Ainda que Deus tenha poder sobre tudo, Ele quer que fujamos com Jesus, Seu filho. Deus nos mostrará o caminho e nós chegaremos lá sem que o inimigo nos acompanhe’. Por ser a mãe de Jesus, a Virgem Santíssima o amava mais do que qualquer outra pessoa. Seu coração se perturbava profundamente só de pensar no incômodo de seu filho e, portanto, ela sofreu muito por ele ter passado frio e temor. Enquanto ela e seu marido estavam cansados, com sono e com fome durante a viagem de fuga, o pensamento de Maria sempre se focava na segurança e no conforto de seu filho. Ela temia se encontrar cara a cara com os soldados ordenados para matar Jesus, afinal ela sabia que o inimigo ainda estava em Belém. Seu coração permaneceu angustiado durante toda a fuga. Ela também sabia que, no lugar para o qual estavam indo, eles não encontrariam rostos amigáveis que os dessem boas-vindas.

Oração: Querida Mãe Maria, que tanto sofrestes, dai-nos o vosso coração tão valente. Dai-nos força para que sejamos também corajosos e aceitemos com amor os sofrimentos que Deus colocar em nosso caminho. Ajudai-nos também a aceitar todo sofrimento que a nós mesmos sujeitamos e que nos são infligidos por outros. Ó Mãe do Céu, vós somente purifiqueis o nosso sofrimento, para que sejamos gratos a Deus e tenhamos salvas as nossas almas. De vós me compadeço, ó Mãe Dolorosa, pela angústia que o vosso sensibilíssimo coração experimentou com a fuga para o Egito e a permanência naquela terra estranha. Mãe querida, pelo vosso coração tão angustiado, alcançai-me a virtude da liberalidade, especialmente com os pobres, e o dom da piedade. Amém”.


Mistério da 3ª Dor de Maria: a perda de Jesus no Templo:

“Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de vosso filho, Jesus Cristo.”
Meditação: “Jesus é o único filho gerado por Deus, mas ele foi também filho de Maria. A Virgem Santíssima amou Jesus mais do que ela mesma, porque ele era Deus. Comparado a outras crianças, ele era único justamente porque já vivia como Deus. Quando Maria perdeu Jesus, na volta de Jerusalém, o mundo fez-se tão vasto e fez dela tão solitária que ela sentiu que não poderia continuar vivendo sem ele, tão grande era seu sofrimento (ela sentiu a mesma dor que seu filho sentiu mais tarde, quando seus discípulos o abandonaram durante sua Paixão). Enquanto procurava ansiosamente por seu filho amado, uma dor profunda atravessava o coração da Santa Mãe. Ela se culpava, se perguntava como tinha sido possível que não tivesse tido mais cuidado com ele. Mas não era culpa dela; Jesus não mais precisava de sua proteção, como até então havia precisado. O que doía mesmo em Maria era o fato de que seu filho havia decidido ficar sem o consentimento dela. Jesus havia agradado a ela em tudo: nunca a havia irritado de forma alguma e nem tinha feito desfeita alguma para com os seus pais. No entanto, ela sabia que ele sempre fazia aquilo que era necessário e, portanto, nunca suspeitou de sua obediência.

Oração: Querida Mãe Maria, ensinai-nos a aceitar todos os nossos sofrimentos por conta de nossos pecados e também para que sirvam de reparação pelos pecados do mundo. De vós me compadeço, ó Mãe Dolorosa, pela tristeza e inquietação que o vosso coração sofreu com a perda do vosso amado Jesus. Mãe querida, pelo vosso coração tão vivamente agitado, alcançai-me a virtude da castidade e o dom da ciência. Amém”.


Mistério da 4ª Dor de Maria: o encontro com Jesus a caminho do Calvário:

“Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de vosso filho, Jesus Cristo.”
Meditação: “Maria viu Jesus carregar a pesada cruz sozinho – a mesma na qual ele seria crucificado. Isso não surpreendeu a Virgem Santa porque ela já sabia da morte iminente de Nosso Senhor. Vendo que seu filho já estava quase abatido pelos inúmeros e duros golpes dos soldados, ela se enchia de angústia com a sua dor. Os soldados continuavam a puxá-lo e a apressá-lo, ainda que ele não tivesse forças sobrando. Ele caiu, exausto, incapaz de se reerguer. Naquele momento, os olhos de Maria, que tanto já haviam se enchido de amor e compaixão, encontraram os dele, cheios de dor e cobertos de sangue. Seus corações, parecia, dividiam o fardo: toda dor que ele sentia, ela sentia também. Eles sabiam que não podiam fazer nada, a não ser esperar e acreditar em Deus e dedicar seus sofrimentos a Ele. Tudo que podiam fazer era colocar tudo nas mãos de Deus.

Oração: Querida Mãe Maria, tão arrasada pela dor, ajudai-nos a suportar nossos sofrimentos com amor e coragem, para que possamos aliviar o vosso coração pesaroso e também o de Jesus, vosso filho. Ao fazê-lo, que possamos glorificar Deus por ter nos dado Jesus, Seu filho amado, e também vós, ó Santa Mãe. Ensinai-nos a sofrer paciente e silenciosamente, como vós sofrestes. Concedei a graça de amar Deus em tudo. Ó Mãe Dolorosa, a mais aflita dentre todas as mães, tende piedade de nós, pecadores do mundo inteiro. De vós me compadeço, ó Mãe Dolorosa, pela consternação que do vosso maternal coração se apoderou quando encontrastes Jesus com a pesada cruz a caminho do Calvário. Mãe querida, pelo vosso coração tão duramente provado, alcançai-me a virtude da paciência e o dom da fortaleza. Amém”.


Mistério da 5ª Dor de Maria: aos pés da cruz.

“Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de vosso filho, Jesus Cristo.”
Meditação: “A Santíssima Virgem Maria continua a subir o monte do Calvário, seguindo de perto a Jesus, dolorosa e tristemente, embora sofresse em silêncio. Ela pôde vê-lo cambaleando e caindo com a cruz mais algumas vezes, e testemunhou seu filho sendo golpeado impiedosamente pelos soldados, que o puxavam pelo cabelo para que ficasse novamente em pé. Além de ser inocente, Jesus, quando chegou ao topo do Calvário, foi ordenado a se manifestar perante a multidão, para que pudessem rir dele. Maria sentiu profundamente a dor e a humilhação de seu filho, particularmente quando seus opressores forçaram-no a despir o que havia sobrado de sua roupa. A Santa Mãe teve dores no coração ao ver aqueles tiranos crucificarem seu filho praticamente nu, envergonhando-o terrivelmente apenas para agradar a multidão zombeteira (ele e Maria sentiam mais vergonha do que as pessoas normais, porque eram santos e não conheciam o pecado). A abençoada Virgem Maria sentiu uma dor insuportável quando Jesus foi estirado na cruz. Seus assassinos cantavam alegremente enquanto se aproximavam dele com martelos e pregos. Sentaram-se em cima dele, para que não pudesse se mover, enquanto o fincavam na cruz. Ao martelarem em suas mãos e pés, Maria sentiu os golpes em seu coração; os pregos perfuraram também a sua carne enquanto rasgavam o corpo de seu filho. Ela sentia a própria vida se desvanecendo. Quando os soldados ergueram a cruz para encaixá-la no buraco que haviam cavado, eles empurraram-na para que caísse deliberadamente e, assim, fizesse com que o peso do corpo de Jesus rasgasse ainda mais suas mãos e expusesse seus ossos. A dor trespassou seu corpo como fogo líquido. Ele suportou três excruciantes horas pregado à cruz, mas a dor física que sentia não era nada comparada à dor agonizante que sentia no coração por ser obrigado a ver que sua mãe assistia ao seu sofrimento de perto. Misericordiosamente, ele então morre.

Oração: Querida Mãe Maria, Rainha dos Mártires, dai-nos a coragem que tivestes durante todo seu sofrimento para que possamos unir os nossos sofrimentos com os vossos e glorificar a Deus. Ajudai-nos a seguir os mandamentos que ele nos deixou, e também os da Igreja, para que o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo não seja em vão e todos os pecadores do mundo sejam salvos. De vós me compadeço, ó Mãe Dolorosa, pelo martírio que o vosso generosíssimo coração padeceu, assistindo à agonia de Jesus. Mãe querida, pelo vosso tão martirizado coração, alcançai-me a virtude da temperança e o dom do conselho. Amém”.


Mistério da 6ª Dor de Maria: a Virgem Dolorosa recebe o corpo de Jesus em seus braços.

“Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de vosso filho, Jesus Cristo.”
Meditação: “Os amigos de Jesus, José de Arimateia e Nicodemos, desceram da cruz seu corpo morto e o colocaram nos braços abertos de sua Mãe Santíssima. Maria, então, lavou-o com profundo respeito e amor, pois era sua mãe e sabia melhor do que ninguém que ele era Deus incarnado, que tinha tomado um corpo de homem para ser o Salvador de todos os homens. Maria podia ver as feridas da flagelação pela qual Jesus havia passado por ordens de Pilatos. Sua carne havia sido despedaçada, grandes tiras haviam sido arrancadas de suas costas. Seu corpo todo havia sido tão dilacerado que algumas feridas entrecruzavam-se, escancarando-o da cabeça aos pés. Maria descobriu que as feridas causadas pelos pregos eram menos cruéis que as causadas pela flagelação e pelo carregamento da cruz. Ela ficou horrorizada ao notar que seu filho havia sido capaz de carregar aquela cruz tão pesada e lascada até o Calvário. Ela viu a poça de sangue que havia se formado em sua testa por causa da coroa de espinhos e, para seu horror completo, ela percebeu que muitos dos espinhos farpados haviam penetrado tão fundo em sua cabeça que chegaram até a perfurar seu cérebro. Olhando para seu filho inteiramente [… ferido], a Santíssima Mãe sabia que sua morte havia sido muito pior do que a tortura reservada ao mais perverso dos criminosos. Enquanto limpava seu corpo, ela se recordava dele em cada etapa de sua curta vida, rememorava o primeiro olhar que deu ao seu rosto de recém-nascido enquanto estavam ainda deitados na manjedoura, e se lembrou também de cada dia que se sucedeu a esse, até o fatídico e dilacerante momento em que ela banhava gentilmente o seu corpo sem vida. Sua angústia era implacável no momento em que preparava seu filho e Senhor para o sepultamento, mas ela permanecia valente e forte, tornando-se assim a verdadeira Rainha dos Mártires. Enquanto lavava seu filho, ela rezou por todos, para que conhecêssemos as riquezas do Paraíso e entrássemos pelos portões do Céu. Ela rezou por cada uma das almas do mundo, para que abraçassem a fé em Deus e, assim, fizessem com que a morte dolorosa de seu filho não fosse em vão e beneficiasse toda a humanidade. Maria rezou pelo mundo; ela rezou por todos nós.

Oração: Querida Mãe Maria, nós vos agradecemos pela vossa valentia ao suportar a dor de assistir o vosso filho padecer na cruz até o fim, para confortá-lo. No momento em que o nosso Salvador deu seu último suspiro, vós vos tornastes uma grande mãe de todos nós; vós vos tornastes a Santa Mãe do mundo. Bem sabemos que tendes mais amor por nós do que os nossos próprios pais, e nós vos imploramos: sede a nossa advogada perante o trono da graça e da misericórdia divinas, para que possamos realmente nos tornar vossos filhos. Nós vos agradecemos por Jesus, nosso Salvador e Redentor, e agradecemos a Jesus por ter vos dado a nós. Rogai por nós, ó Santa Mãe de Deus. De vós me compadeço, ó Mãe Dolorosa, pela ferida que abriu no vosso piedosíssimo coração a lança que rasgou o lado de Jesus e feriu o seu amabilíssimo coração. Mãe querida, pelo vosso coração assim trespassado, alcançai-me a virtude da caridade fraterna e o dom do entendimento. Amém”.


Mistério da 7ª Dor de Maria: Jesus é sepultado.

“Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de vosso filho, Jesus Cristo.”
Meditação: “A vida da Santíssima Virgem Maria foi tão proximamente ligada à de Jesus que ela achou que não havia mais motivo para continuar vivendo após a morte de seu filho. O único consolo que ela tinha era o de saber que a morte do filho havia dado fim àquele seu sofrimento inenarrável. Nossa Mãe Dolorosa, com a ajuda de João e da outra santa mulher, colocou cuidadosamente o corpo de Jesus no sepulcro e o deixou lá, como se fazia com todos os outros mortos. Ela foi para casa com uma dor terrível e uma tristeza aguda; pela primeira vez, ela estava sem ele e essa solidão era um novo tipo de dor, mais amargo. Seu coração vinha morrendo desde que o coração de seu filho havia parado de bater, mas ela ainda assim estava certa de que o nosso Salvador logo ressuscitaria.

Oração: Querida Mãe Maria, cuja beleza supera a de todas as mães; ó Mãe de Misericórdia, Mãe de Jesus e de todos nós, nós somos os vossos filhos e colocamos toda a nossa confiança em vós. Ensinai-nos a ver Deus em todas as coisas e situações, até mesmo em nossos sofrimentos. Ajudai-nos a entender a importância de sofrer e também o sentido que tem o nosso sofrimento, de acordo com a vontade de Deus. Vós fostes concebida sem pecados e preservada do pecado, a ainda sim sofrestes mais do que qualquer um de nós. Vós aceitastes o sofrimento e a dor com amor e insuperável coragem. Vós ficastes ao lado de vosso filho desde que ele foi preso até que morresse. Vós sofrestes com ele, sentistes todas as dores e tormentos que ele teve. Vós cumpristes a vontade de Deus nosso Pai, e, de acordo com a Sua vontade, vos tornastes nossa salvadora junto de Jesus. Nós vos suplicamos, ó Mãe, que nos ensineis a fazer como fez Jesus: ensinai-nos a aceitar nossa cruz com coragem. Nós confiamos em vós, ó misericordiosa mãe, então ensinai-nos a nos sacrificar por todos os pecadores do mundo. Ajudai-nos a seguir os passos de vosso filho e a sermos capazes até de dar a nossa vida pelo outro. De vós me compadeço, ó Mãe Dolorosa, pela dor intensa que amargurou o vosso amantíssimo coração na sepultura de Jesus. Mãe querida, pelo vosso imaculado coração, amargurado ao extremo, alcançai-me a virtude da diligência e o dom da sabedoria. Amém”.

Oração Final: “Ó Rainha do Mártires, vosso coração muito sofreu. Eu vos imploro pelo mérito das lágrimas que chorastes durante esses períodos tristes e terríveis, que concedeis a mim e a todos os pecadores do mundo a graça de nos arrependermos sincera e verdadeiramente. Amém”.
3x: “Ó Maria, que foi concebida sem pecado e sofreu por todos nós, rogai por nós!”



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11 julho 2016

Sobrevivi para contar



Irmãos, acho que este é um dos melhores livros que já li este ano e recomendo a todos a leitura dele. Por ser uma história real, por sinal muito bem escrita, o livro já vale à pena. Mas não para por aí. A autora, Immaculée Ilibagiza, conta a história da sua vida e de sua família diante do genocídio ocorrido em Ruanda, África, em 1994. Uma história maravilhosa, que no meio de tanto sofrimento, ensina-nos o poder da fé, da oração e do perdão em meio a tanto sofrimento, ódio e violência.

Trago abaixo a sinopse do livro no site da Editora Fontanar:

Três meses confinada num banheiro minúsculo com mais sete mulheres famintas e aterrorizadas, sem condições mínimas de higiene, saúde e alimentação, lutando contra o desespero e ouvindo as vozes dos assassinos que queriam matá-la cruelmente. O período de tortura física e psicológica é só uma parte do que a jovem Immaculée Ilibagiza teve que suportar, aos 22 anos, para escapar dos soldados que exterminaram sua família e seu povo durante o genocídio que destruiu Ruanda em 1994. Naquele ano, em apenas cem dias, mais de um milhão de ruandeses foram barbaramente assassinados num holocausto provocado por conflitos étnicos ancestrais entre tútsis e hútus, principais etnias do país africano.
Da noite para o dia, a vida da tútsi Immaculée, filha de um respeitado casal de professores líderes de sua aldeia, mudou de forma radical. Os jovens hútus, que antes eram seus vizinhos, colegas de turma e até amigos, tomaram o poder e se transformaram em caçadores, treinados para matar os inimigos "como baratas", violar mulheres, esquartejar crianças e torturar todos os rivais que encontrassem pela frente. Única mulher de quatro irmãos, Immaculée conseguiu asilo na casa de um pastor hútu. Armados com facões, os extremistas hútus do movimento juvenil Interahamwe (aqueles que atacam em conjunto) revistaram a casa do religioso várias vezes, mas nada descobriram, segundo conta a autora, por puro milagre.
Antes de 1994, Immaculée era uma jovem feliz e esperançosa. Adorava seu país, tinha uma família unida e respeitada e gostava de estudar. Não conhecia a diferença que segregava os tútsis e os hútus quando a morte do presidente hútu de Ruanda, Juvenal Habyarimana, desencadeou o massacre frenético que destruiu sua vida idílica e obrigou sua família a se separar para sempre em plena comemoração de Páscoa.
Em Sobrevivi para Contar, escrito em forma de depoimento ao jornalista Steve Erwin, Immaculée conta, sobretudo, como conseguiu sobreviver emocionalmente ao massacre de sua família, cujos detalhes inacreditáveis ela também revela em sua narrativa de surpreendente final feliz.
Salva pelas forças da ONU com a ajuda de soldados tútsi da FPR (Força Patriótica de Ruanda), Immaculée emigrou para os Estados Unidos, onde passou a trabalhar para as Nações Unidas, em Nova York, casou-se e reconstruiu a vida. Atualmente, direciona seus esforços à organização que criou para amparar sobreviventes de guerras e genocídios.

O que gostaria de destacar é que a história é contata por essa mulher, que ouso chamar de uma mulher de aço. Uma incrível lição de perdão, de amor, em meio a tanto ódio. A nação sofreu uma revolução cheia de manipulações político-ideológicas que desembocou numa onda demoníaca de mortes, assassinatos e ódio irracional entre membros de família, vizinhos e amigos.

Nossa sociedade atual tem alguns sintomas dos sinais que precederam o genocídio em Ruanda. Acredito que tal livro é atualíssimo para refletirmos sobre os problemas de convivência humana que temos presenciado. Sinais nas redes sociais e em conversas informais de um ódio que tem crescido a cada dia amparado por idéias absurdas e irracionais, mas com grande carga ideológica. Uma verdadeira neurose psicopática que vemos nascer em alguns pensamentos e tem influenciado o pano de fundo da construção de conhecimento e julgamento de muitos jovens atuais, devido a uma educação torta, mentirosa e manipuladora.

Uma alienação da verdade concreta que tem distorcido a vida e o julgamento de cada um no seu posicionamento político, nos seus estudos, na sua convivência com familiares e amigos, nos seus julgamentos profissionais e, pior, no jeito de crer e viver a sua fé entre irmãos dentro da Igreja.

O politicamente correto, entre outras coisas, tem influenciado a todos, quer queiramos ou não, e produzido um pensamento coletivo de cerceamento da liberdade e do verdadeiro amor, trazendo uma falsa caricatura de igualdade e caridade.

O mais incrível é ver o poder da oração e da fé. Como que Immaculée vive Deus em cada momento e no meio do "inferno" em que passa, ela tem profundas experiências místicas com Deus de forma simples. Um grande exemplo do poder da oração, especialmente do Santo Rosário.

Recomendo especialmente a todas as mulheres a leitura deste livro. É um tesouro de exemplo concreto, um testemunho, de alguém que, como nós, venceu as forças do inferno pelo poder da Graça de Deus.

Ela possui mais três livros publicados no Brasil pela Vide Editorial que estão na minha lista de leitura futura e que, sem dúvida, também recomendo:



Immaculée escreve de modo magnífico, com verdade e amor, sobre as aparições da Virgem Maria na cidade de Kibeho, que começaram em 1981, onde Maria alerta sobre o perigo do genocídio a acontecer no futuro próximo... e aconteceu...



Esta é a mais surpreendente história jamais contada: a de um menino que conheceu Jesus e ousou fazer-lhe perguntas que têm consumido a humanidade por mais de 2 mil anos. 



"O poder do rosário trará às nossas vidas um número incontável de bênçãos. Ele é capaz de desfazer as nossas confusões mentais, pôr fim às tormentas do nosso coração, resolver os problemas que nos afligem, restaurar-nos a saúde e encher-nos de alegria e esperança..."


30 junho 2016

Terço poderoso das Santas Chagas de Jesus


No Antigo testamento, está escrito em Isaías 53, 4-5(2):
Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.
Esta graça profetizada, associada à Palavra de Jesus Cristo, em todos os Evangelhos (Mt 21,22(3); Mc 11,24(4); Lc 11,9(5) Jo 14,14(6)), de que Ele dará o que Lhe for pedido em oração, nos dá a certeza de que seremos ouvidos e atendidos por Deus neste terço.


Jesus realçou, no Evangelho de Mateus(3) e Marcos(4), que é preciso orar com fé, crendo que se receberá o que está sendo pedido. Sendo assim: devemos rezar este terço confiantes de que Jesus levará ao Pai as nossas preces, através das suas Santas Chagas.


Este terço tem aprovação da Igreja Católica. A veneração da paixão de Cristo, através do Terço das Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, foi concedida, por decreto da Congregação para a Doutrina da fé, em 23 de março de 1999, às religiosas dos mosteiros da Visitação de Santa Maria(7), com a oração seguinte:
Terço das Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo

Começa-se com o Sinal-da-cruz
Reza-se o Credo:(8)
Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra; E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; e na vida eterna. Amém.
E, as orações seguintes:
I - Oh! Jesus, Divino Redentor, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
R./ Amém.
II - Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
R./ Amém.
III - Oh! Pai Eterno, tende misericórdia de nós, pelo sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho Unigênito; tende misericórdia de nós, Vos suplicamos.
R./ Amém.
Em lugar do Pai-Nosso (nas contas grandes), reza-se:
Pai Eterno, eu Vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. R./ Para curar as de nossas almas. (1)
Em lugar de cada Ave-Maria (nas contas pequenas)
Meu Jesus, perdão e misericórdia. R./ Pelos méritos de vossas Santas Chagas.(1)
Ao terminar o Terço, rezar 3 vezes:
Pai Eterno, eu Vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. R./ Para curar as de nossas almas. Amém. (1)
Lembre-se, por fim, de agradecer a Deus pela graça que vai receber. E divulgue esta devoção. Jesus, ao se manifestar à irmã Maria Marta Chambon(9), revelou que:
"Concederei tudo quanto me pedirem com a invocação de minhas Chagas. Obtereis tudo, porque o mérito de meu Sangue é de um preço infinito. Com meu Coração e minhas Chagas podeis conseguir tudo.Este Rosário de Misericórdia faz contrapeso à Minha justiça. A cada palavra Eu deixo cair uma gota de Meu Sangue, sobre a alma de um pecador. É necessário propagar esta devoção. "
Notas
  1. Jesus, autor das jaculatórias recitadas no terço
  2. Bíblia Católica, Is 53, 4-5. Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/isaias/53/
  3. Bíblia Católica Mt 21,22 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/21/
  4. Bíblia Católica, Mc 11,24 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-marcos/11/
  5. Bíblia Católica, Lc 11,9 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-lucas/11/
  6. Bíblia Católica, Jo 14,14. Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-joao/14/
  7. Ordem da Visitação de Santa Maria, Ir Marie-Marthe:Terço das Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo Chambonhttp http://www.monjasvisitandinas.com.br/mosteiro/ir-martha-chambon/ Acesso em 30/06/2016.
  8. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, primeira parte, primeira secção, capítulo terceiro, segunda secção. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.htmAcesso em 30/06/2016.
  9. Gloria TV, Aparições de Jesus à irmã Marta Chambom (artigo). Disponível em: https://gloria.tv/article/tNBm7LxzYcg21S6RvKNhwKXeh/language/cjiDuzewkqYN2P7CWc7BXyXs4 Acesso em 30/06/2016.
  10. Desconheço a autoria da Imagem

Autoria: Betania Tavares.



16 maio 2012

A coroa do agradecimento - O Santo Rosário!



O fundador dos Franciscanos da Imaculada explica a força da recitação do Terço
Por padre Stefano Maria Manelli, Frade franciscano da Imaculada
ROMA, sexta-feira, 11 de maio de 2012 (ZENIT.org) - "Oh, Santa coroa do Rosario!” Esta invocação à coroa do Rosario nasce espontânea quando vemos a coroa nas mãos da Rainha do Rosário em Pompéia, nas mãos da Imaculada em Lourdes, nas mãos do Imaculado Coração em Fátima.
O quanto deve ser importante esta coroa do Rosario se a a mesma Nossa Senhora a tem nas suas mãos de Rainha do céu e da terra, se dela mesma, em pessoa, nos foi presenteada em Lourdes, e nos foi recomendado com insistência materna em Fátima!
A partir de São Domingos, a coroa do Rosario esteve nas mãos de exércitos de Santos e de Papas, de místicos e de missionários, de estadistas e de artistas, de cientistas e de heróis, de homens e de mulheres, de pessoas idosas e de crianças, em todo momento e em todas as partes da terra.
Lembremos, por exemplo, São Francisco de Sales, Santa Margarida Maria Alacoque, Santo Afonso de Ligório, Santa Bernadette Soubirous, São Pio X, Santa Maria Goretti, São Pio de Pietralcina, a beata Teresa de Calcutá ... Podemos também lembrar os cientistas Galileo Galilei, Ampere, Pasteur, Marconi; os músicos Vivaldi, Gluck; os pintores Miquelângelo e beato Angelico; os pensadores e escritores, Rosmini e Manzoni ...
"Oh, Santa Coroa do Rosário”
A coroa do Rosário é "santa" porque produz coisas santas, recebe graças, atrai muitas bênçãos, não somente sobre os que rezam a coroa, mas também sobre a casa, sobre a família e sobre o trabalho de quem recita. A coroa do terço é “santa” porque abre as janelas de vinte mistérios da vida de Jesus e de Maria, com o exercício da contemplação e do amor que conduzem a alma para as alturas da santidade.
O Rosário também foi chamado e definido de diversos modos: coroa de graças, rosa de graças, tesouro de graças, corrente de graças, fonte de graças...
São Pio de Pietrelcina, em particular, gostava de dizer que o Rosário é também a arma para toda batalha espiritual e temporal, a arma de triunfo contra todo inimigo, a arma de todas as vitórias (como nos lembra Lepanto), de onde Nossa Senhora do Rosário também foi chamada de “Nossa Senhora das vitórias”, muito querida por Santa Teresinha.
O beato Bartolo Longo, finalmente, deseja que todos morram com a coroa do terço nas mãos, dando-lhe o “último beijo da vida que se apaga", para apresentar-nos ao juízo de Deus com a alma coberta pela “Santa Coroa do Rosario”.
*
Para maior aprofundamento:
Padre Stefano Maria Manelli, "O Rosario benedetto di Maria!" (Casa Mariana Editrice)

18 abril 2012

O Santo Terço - Carta da Irmã Lúcia (vidente de Fátima) a respeito da poderosa oração do Terço





Carta da Irmã Lúcia a MadreMartins, que foi sua companheira no noviciado em Tuy. Ao que parece ela respondia sobre uma possível “abolição” ou falta de importância do Santo Terço. Leia e veia a sabedoria e a inspiração do Espírito Santo nesta bem aventurada que se doou por inteiro a Deus, desde sua infância.
(Negritos nosso)

                                                 ***
             J.M.J.T. – Coimbra, 16-9-70
Querida Madre Martins
Pax Christi
       Quanto ao que me diz da reza do Terço, é uma grande pena, porque a oração do Rosário ou Terço é, depois da Sagrada Liturgia Eucarística, a que mais nos une com Deus pela riqueza das orações de que se compõe, todas elas vindas do Céu, ditadas pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.
            A glória que rezamos em todos os mistérios foi ditada pelo Pai aos anjos, quando os enviou a cantá-la junto do Seu Verbo recém-nascido, e é um hino à Trindade.
            O Pai-Nosso foi-nos ditado pelo Filho, e é uma oração dirigida ao Pai.
            A Ave-Maria é toda ela impregnada de sentido trinitário e eucarístico: As primeiras palavras foram ditadas pelo Pai ao Anjo, quando o enviou a anunciar o mistério da Encarnação do Verbo: “AVE-MARIA CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR É CONVOSCO”. Sois cheia de graça porque em Ti reside a fonte da mesma graça, é pela tua união com a Santíssima Trindade que Tu és cheia de graça.
            Movida pelo Espírito Santo, disse Santa Isabel: “BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES, E BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE JESUS”. Se sois bendita, é porque é bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.
            A Igreja também movida pelo Espírito Santo, acrescentou: “SANTA MARIA MÃE DE DEUS, ROGAI POR NÓS PECADORES, AGORA E NA HORA DA NOSSA MORTE”. Isso é também uma oração dirigida a Deus através de Maria. PORQUE SOIS MÃE DE DEUS, ROGAI POR NÓS. É oração trinitária, sim, porque Maria foi o primeiro Templo vivo da Santíssima Trindade: “O ESPÍRITO SANTO DESCERÁ SOBRE TI. O PAI TE COBRIRÁ COM A SUA SOMBRA. E O FILHO, QUE DE TI NASCER, SERÁ CHAMADO O FILHO DO ALTÍSSIMO”.
            Maria é o primeiro Sacrário vivo, onde o Pai encerrou o Seu Verbo. O seu Coração Imaculado é a primeira Custódia que O guardou, o seu regaço e os seus braços foram o primeiro altar e o primeiro trono sobre o qual o Filho de Deus feito Homem foi adorado; aí o adoraram os Anjos, os pastores e os sábios da terra. Maria é o primeiro Sacerdote que tomou nas mãos puras e imaculadas o Filho de Deus, O conduziu ao Templo para oferecê-Lo ao Pai como vítima pela salvação do Mundo.
            Assim a oração do Terço é, depois da Sagrada Liturgia Eucarística a que mais nos traz ao espírito os mistérios da Fé, da Esperança e Caridade. Ela é o pão espiritual das almas; quem não ora definha e morre. É na oração que nos encontramos com Deus, e é nesse encontro que Ele nos comunica a Fé, a Esperança e a Caridade, virtudes estas sem as quais não nos salvaremos.
            O Terço é a oração dos pobres e dos ricos, dos sábios e dos ignorantes; tirar as almas esta devoção, é tirar-lhes o pão espiritual de cada dia. Ela é a que sustenta a pequenina chama da fé que ainda todo se não apagou em muitas consciências. Mesmo para aquelas almas que rezam sem meditar, o simples ato de tomar o Terço para rezar é já um lembrarem-se de Deus, do sobrenatural. A simples recordação dos mistérios em cada dezena é mais um raio de luz a sustentar nas almas a mecha que ainda fumega.
            Por isso o demônio lhe tem feito tanta guerra! E o pior é que tem conseguido iludir e enganar almas cheias de responsabilidades pelo lugar que ocupam... São cegos a guiar outros cegos... E querem apoiar-se no Concílio, e não vêem que o Sagrado Concílio ordenou que se conservem todas as práticas que no decorrer dos anos se vêm praticando em honra da Imaculada Virgem Mãe de Deus, e que a oração do Santo Rosário ou Terço é uma das principais a que, em face do ordenado pelo Sagrado Concílio e pelo Sumo Pontífice, estamos obrigados, isto é, devemos conservar.
            Eu tenho uma grande esperança de que não virá longe o dia em que a oração do Santo Rosário e Terço seja declarado oração litúrgica, sim porque toda ela faz parte da Sagrada Liturgia Eucarística. Oremos, trabalhemos, sacrifiquemo-nos e confiemos que “POR FIM, O MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ!”
                                                                                                                      Lúcia, i.c.d.

Ps: ùltima frase remete ao que Nossa Senhora disse nas aparições aos três pastorinhos.
                                                                        
                                                                     ***



Os Mistérios do Rosário


MISTÉRIOS DA ALEGRIA (gozosos)
(Segundas e Sábados)

1.º Mistério
A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. (Lc 1, 26-38)
2º Mistério
A Visitação de Nossa Senhpra a santa Isabel. (Lc 1, 39-56)
3º Mistério
O Nascimento de Jesus no presépio de Belém. (Lc 2, 1-20)
4º Mistério
A Apresentação do Menino Jesus no Templo. (Lc 2, 22-38)
5º Mistério
O Encontro do Menino Jesus no Templo, entre os Doutores. (Lc 2, 41-50)






MISTÉRIOS DA DOR (dolorosos)
(Terças e Sextas)

1.º Mistério
Oração e Agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras. (Mt 26, 36-46)
2º Mistério
A Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Mt 27, 24-26)
3º Mistério
O Coroação de espinhos. (Mt 27, 27-31)
4º Mistério
Jesus a caminho do Cálvário e o encontro com Sua Mãe. (Lc 23, 26-32)
5º Mistério
A Cruxificação e Morte de Jesus . (Jo 19, 17-30)




MISTÉRIOS DA GLÓRIA (gloriosos)
(Quartas e Domingos)


1.º Mistério
A Ressurreição de Jesus Cristo. (Mt 28, 1-10)
2º Mistério
A Ascensão de Jesus ao Céu. (Act 1, 6-11)
3º Mistério
A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo. (Act 1, 12-14 e 2, 1-4)
4º Mistério
A Assunção de Nossa Senhora ao Céu em corpo e alma. (1Cor 15, 12-23)
5º Mistério
A Coroação de Nossa Senhora, como Rainha do Céu e da Terra. (Ap 12, 1-17)




MISTÉRIOS DA LUZ (luminosos)


(Quinta-feira)


1.º Mistério
O Baptismo de Jesus no Rio Jordão. (Mt 3, 13-17)
2º Mistério
A Revelação de Jesus nas Bodas de Caná. (Jo 2, 1-11)
3º Mistério
O Anúncio do Reino de Deus. Um convite à conversão (Mt 4, 12-17-23)
4º Mistério
A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor. (Lc 9, 28-36)
5º Mistério
A Última Ceia de Jesus com os Apóstolos e a Instituição da Eucarístia. (Lc 22, 14-20)

Fonte: 
http://catolicoargrade.blogspot.com.br/2012/01/o-santo-terco-carta-da-irma-lucia.html
 

26 novembro 2010

Download do Santo Terço em Áudio


Caríssimo Irmão, Caríssima Irmã,
Nesta página disponibilizamos abaixo os acessos para fazer o download do Santo Rosário completo gravado pelos Freis do Seminário Santa Monica, em São Paulo, mantido pela Ordem dos Agostinianos Recoletos. Este terço contém o Ângelus, o Terço do dia completo e termina com a benção do Frei Fábio Nocal, Pároco de nossa Igreja de Nossa Senhora de Lourdes.
Você poderá gravar o terço em seu celular, aparelhos de MP3 e até em CDs, e assim poderá rezar onde e quando desejar.
Reze o terço todos os dias e acostume-se a buscar no amor de Maria o consolo para as vicissitudes do dia a dia. Encontre sua força na oração e mantenha-se firme na fé, transformando sua vida na vida feliz e dedicada ao amor pelo próximo, levando a paz onde você estiver!
Desejamos que sua vida seja a vida de um verdadeiro seguidor de Cristo e um evangelizador, não só por palavras, mas principalmente por exemplo de vida! Conte esta novidade para todos os seus amigos e amigas! Vamos propagar e divulgar este ato de fé!
Que Deus te abençoe e te guarde! Que o Amor de Jesus e a Ternura de Maria estejam sempre com você!
Clique nos links abaixo para baixar o terço completo a ser rezado em cada dia da semana, de acordo com a indicação própria (se tiver dúvidas qual mistério rezar no dia, olhe no nome do arquivo).


20 novembro 2009

Profecias do Dia

Irmãos, convido vocês a visitarem diariamente o Blog Profecias do dia!
http://profeciasdodia.blogspot.com/
Onde você encontrará a leitura do dia, comentário da Sagrada Tradição sobre a liturgia do dia, Algumas homilias de sacerdotes sobre as leituras do dia, etc.
Lá você encontrará também o santo do dia e outras mensagens proféticas diárias.
Você também poderá baixar diariamente em MP3 para ouvir no seu PC, Celular, etc, o Evangelho do dia, o Santo do dia e uma homilia do dia.
Você baixará também o Rosário e outras orações que vou estar colocando.
Tá ficando muito bom o Blog!
Visitem e orem bastante!
Shalom!
Alessandro Silva

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.