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29 junho 2016

Paulo, o apóstolo do Amor

"A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!"(1)

Hoje, a Igreja Católica celebra a festa solene do apóstolo Paulo. 

Segundo Bento XVI, Paulo "brilha como estrela de primeira grandeza na história da Igreja, e não só da primitiva. São João Crisóstomo exalta-o como personagem superior até a muitos anjos e arcanjos (...). Dante Alighieri, na Divina Comédia, inspirando-se na narração de Lucas feita nos Actos (cf. 9, 15), define-o simplesmente "vaso de eleição" (...), que significa: instrumento pré-escolhido por Deus. Outros chamaram-no o "décimo terceiro Apóstolo" e realmente ele insiste muito para ser um verdadeiro Apóstolo, tendo sido chamado pelo Ressuscitado ou até "o primeiro depois do Único"."(2)

"Sem dúvida, depois de Jesus, ele é o personagem das origens sobre a qual estamos mais informados. De facto, possuímos não só a narração que dele faz Lucas nos Atos dos Apóstolos, mas também um grupo de Cartas que provêm diretamente da sua mão e sem intermediários nos revelam a sua personalidade e o seu pensamento.
"(2) E foi em uma destas cartas, precisamente na primeira carta aos Coríntios, no capitulo 13, que São Paulo deixou para a posteridade o mais belo hino sobre o amor:


"Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,

se não tiver amor, de nada me aproveita. 

O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta. 


O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.

Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.

Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.

Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor."
(3)


Essa mensagem paulina toca o coração e nos dá a certeza de que São Paulo tinha o coração repleto de amor, repleto de Deus. Paulo se abriu à ação de Deus e foi por Ele transformado, a ponto de dizer: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim."(4) 

Sejamos como Paulo e vivamos a nossa vida em comunhão com o Altíssimo, vivendo plenamente o Seu Mandamento do Amor.

Que "a graça do Senhor Jesus Cristo, o Amor de Deus e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!"(3) 



Notas


1.Bíblia Sagrada, 1Cor 1,3 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/i-corintios/1/

2.Papa Bento XVIAudiência Geral (25/10/2006): Paulo, perfil do homem e do apóstolo. Disponível em:  https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2006/documents/hf_ben-xvi_aud_20061025.html Acesso em 29/06/2016.
3.Bíblia Sagrada, 1Cor 13, 1-13 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/i-corintios/13/ Acesso em 29/06/2016.
4.Bíblia Sagrada, Gal 2,20. Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/galatas/2/ Acesso em 29/06/2016.
5. Imagem, autor desconhecido.

Autoria: Betania Tavares


22 junho 2016

Prosseguindo decididamente


As olimpíadas estão chegando e elas nos fazem pensar sobre a importância da preparação visando a conquista do prêmio final. Assim é no esporte. Assim é na vida cristã. A busca da perfeição pelo corpo e pela alma tem processos assemelhados: Começa com a convocação; depois vem o treinamento diário, com renúncias e sofrimentos, regido por normas e com punições aos que não as cumprem; e por fim a recompensa aos que perseverarem até o fim.

Os atletas que participarão da Rio 2016 foram escolhidos. E, para isso, a confederação de cada esporte definiu critérios para selecionar os esportistas de altíssimo rendimento e/ou as melhores equipes. Quanto aos cristãos, eles disseram sim ao convite feito por Jesus, aceitando as seguntes condições: renuncie a si mesmo e tome sua cruz cada dia.”(1).

Começa então o treinamento. Os atletas buscam a perfeição do seu desempenho físico. Os cristãos buscam a “plenitude da vida cristã e a perfeição da caridade”(12), pois são chamados pelo Senhor “à perfeição do Pai”(12).

Como nenhum prêmio é conquistado sem esforço e dedicação, é necessário treino diário. Dia-a-dia, os atletas praticam seu esporte intensamente, seja sozinhos, seja em equipe, enquanto que os cristãos empregam “as forças recebidas, segundo a medida em que as dá Cristo, (...), seguindo as Suas pisadas e conformados à Sua imagem, obedecendo em tudo à vontade de Deus.”(12)

Nesse treino, é importante que tanto atletas quanto cristãos cumpram corretamente o papel que lhes foi confiado, sem perder de vista sua importância dentro do contexto de nacionalidade e/ou de Povo de Deus. E é desejável que, tanto no esporte coletivo como na vida em comunidade, se faça o melhor para que o companheiro também consiga obter o máximo resultado.

A renúncia é constante. Os atletas renunciam às coisas que prejudicam o desempenho máximo de seus corpos. Evitam beber álcool e dormir pouco, bem como restringem o consumo de certos alimentos e de certas diversões. Os seguidores de Cristo renunciam a si mesmos(1), isto é, imitam Jesus, que não veio “para ser servido, mas para servir”(7). Quem segue Cristo “ não avalia as coisas tendo como base a sua própria vantagem. Considera a vida vivida em termos de dom e gratuidade, e não de conquista e de posse.”(5)

Nesse processo, a dor é inevitável. O sofrimento acontece como consequência da superação dos próprios limites, do enfrentamento de adversidades, e é necessário enfrentá-lo. Os atletas fazem tratamento médico, fisioterápico, psicológico, na tentativa de estimular o corpo a restabelecer a performance. Os cristãos praticam jejum, oração e esmola. “Essas três formas de penitência são um remédio para o combate das doenças espirituais, sendo que o jejum auxilia no combate à gula, a oração no combate ao orgulho e à soberba, e a esmola no combate à avareza.“, diz Padre Paulo Ricardo.(2)

Procura-se limitar o sofrimento e lutar contra ele, mas não se pode eliminá-lo. É necessário encarar episódios dolorosos, “carregar a cruz”(1). Bento XVI nos diz que “a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade”(3). “Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor.“(3)

Então, para suportar esse sofrimento e ser capaz de cumprir a missão que lhes é confiado, é necessária a fortaleza. A dos atletas, vem da preparação física e psicológica. A dos cristãos, vem da ação do Espírito Santo. São João Paulo II nos ensina que é o Espírito Santo que, “do sofrimento, faz emergir o eterno amor salvífico”, “que sabe sofrer”(4). E Papa Francisco nos diz que é o Espírito Santo que liberta o terreno do coração “da tibieza, de incertezas e medos”(6) e cuja ação é “ uma verdadeira ajuda”(6) pois dá “confiança mesmo nas circunstâncias mais difíceis” da vida.”.(6)

Como os atletas estão inseridos num evento esportivo e os cristãos, numa comunidade de fé, é necessário haver normas, com suas ordenações e suas proibições, para manter a paz e haver justiça. E, consequentemente, é preciso existir obediência às autoridades e humildade no agir. Não há esporte sem regras nem Amor sem Mandamentos. “A “desobediência” significa precisamente “passar além” daquele “limite”“(4), transgredir uma proibição, e isso gera punições. A penalidade é como uma cicatriz, seja no currículo dos atletas, seja na alma dos cristãos. Os atletas não têm como apagá-la. Já os Cristãos têm. Eles podem chegar à total purificação da pena através de “Uma conversão que procede de uma ardente caridade (…) de tal modo que não haja mais nenhuma pena”.(9)

As semelhanças  dos processos de busca da perfeição, pelo corpo e pela alma, no esporte e na vida cristã, nos fazem perceber que o caminho trilhado é desafiador desde o momento da convocação, o treinamento é difícil, mas, a vitória final sempre permitirá a constatação de que todo o esforço vai ter valido a pena.


E, para que esta mensagem possa produzir frutos em sua vida, eu deixo aqui o pensamento de dois vencedores:

Michael Phelps, nadador norte-americano, maior medalhista olímpico da História, 22 medalhas no total, incluindo 18 ouros:
Não me lembro o último dia em que eu que não treinei.”(10)

São Paulo, maior propagador do cristianismo depois de Cristo. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade:
Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte, com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos. Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo. Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente.”(11)


Notas
  1. Bíblia Sagrada: Lc 9,23
  2. Padre Paulo Ricardo, Programa Christo Nihil Praeponere
    Resposta Católica 71. Formas de penitência e suas razões. In:
  3. Papa João Paulo II, Carta Encíclica DOMINUM ET VIVIFICANTEM, 36,40. In: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_18051986_dominum-et-vivificantem.html
  4. Papa João Paulo II, MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II PARA O XVI DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2001, 3, 4, 5. In: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/messages/youth/documents/hf_jp-ii_mes_20010215_xvi-world-youth-day.html
  5. Bíblia Sagrada: Mateus 10,45. In: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/10/
  6. Bíblia Sagrada: Marcos 9,35. In: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-marcos/9/
  7. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1472. In: http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/p/pecado.html
  8. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, 11, 40. In: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html
  9. Imagem: autoria desconhecida.
Autoria do texto: Betania Tavares

25 fevereiro 2016

Deus!


O medo nos consome, nos afligi e claro nos tira o sono, mas Deus se faz, se fez e sempre se fara presente, seja na dor, na alegria e no sofrimento, ele nos chama a ser fortes, e a nunca esquecer que ele sempre está conosco, não é preciso medo, não é preciso desesperto, pois ele mesmo nos diz:
Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa. (Isaías 41, 10)
 Mesmo nos dias mais dificeis, quando tudo parecer sem solução, não devemos esquecer de onde realmente vêem nossa força, Deus não nos quer assustados mas sim firmes e fortes na luta do dia a dia, e é ele mesmo quem nos diz:
Isto é uma ordem: sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores. (Josué, 1, 9)
   bastando crer que Deus é por nós, nossa proteção maia firme, ele nos chama a alegria da certeza de Sua presença, pelas lutas de cada dia, não precisamos nada temer pois Deus é conosco, nosso escudo mais forte, nossa rocha mais firme, nosso alicerçe sempre estável, nos liberta da tristeza para a alegria e nos ensina que o amar, é a resposta para a solidão de nossos dias!
O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio, meu escudo, força de minha salvação e minha cidadela. (Salmos 18, 3)

07 março 2013

História do 8 de março - Atual "Dia da Mulher"

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.


A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm

A última criatura que Deus fez foi a mulher; “tirada” do homem e com a mesma dignidade dele para lhe ser “companheira adequada” (Gen 2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade. A mulher foi moldada por Deus para ser, sobretudo, mãe e esposa: delicada, meiga, compassiva, generosa e paciente.

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=4972

28 dezembro 2012

Você acha que o Natal já acabou???


A demonstração de sentimento pelo seu semelhante, não pode ocorrer apenas uma vez por ano. Mas em todos os momentos da vida, sempre quando houver uma oportunidade para essa demonstração de amor.

Amar o próximo é respeitar seus direitos, é ajudá-lo quando tiver necessidade, não só dando assistência material, como ocorre nessa época do ano. Muitos esperam essa data para dar uma cesta básica. No entanto durante todo o ano, não procuram a família para saber se está tudo bem, como se aquela ajuda se estendesse pelo ano todo.

Com isso, sai comentando seu feito, como se tivesse seus pecados revogados, perdoado... As pessoas não necessitam apenas de bens materiais, mas de atenção, carinho e, principalmente respeito.
Nessa oportunidade, vale mais uma palavra amiga, que tem um efeito mais duradouro que uma cesta básica.
  
Uma palavra amiga alimenta o ego e fortalece a parte espiritual, enquanto o bem material alimenta apenas o corpo, mas que em pouco tempo se acaba e ai? Só no próximo Natal de Cristo!

Atualmente o ser denominado humano, não consegue refletir e chegar a uma atitude racional. Assim sendo, a conclusão lógica seria de pensar um pouco mais no Ser e não no Ter.

Com isso a conclusão: É fácil dar do seu, o difícil é dar de si! As pessoas humildes não precisam de caridade, mas de oportunidades que lhes dão condições para que possam mudar de vida.

Vamos refletir no Natal de Cristo! Vamos mudar nossos conceitos sobre a humanidade, pois o tempo passa tão rápido, e muitas vezes pode ser tarde.
Reflita, pense e mude seus conceitos, para um mundo melhor e mais humano. É esse o ensinamento que Jesus Cristo nos deixou. Que o verdadeiro Natal, esteja sempre presente entre nós!

Texto: Teixeira                                      

Fonte:http://www.espacocidadao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=130:natal-de-jesus-cristo&catid=49:contacao-de-historias-e-leituras-de-livros&Itemid=94

27 dezembro 2012

A Lenda das Três Árvores



Natal



A lenda das três árvores - Natal

Havia no alto de uma montanha três árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse: “Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros”. A segunda, olhando o riacho, suspirou: “Eu quero ser um navio grande para transportar reis e rainhas”. A terceira olhou para o vale e disse: “Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus”.
Muitos anos se passaram e certo dia três lenhadores cortaram as árvores que estavam ansiosas em ser transformadas naquilo que sonhavam. Mas os lenhadores não costumavam ouvir ou entender de sonhos… Que pena!
A primeira árvore acabou sendo transformada em um cocho de animais coberto de feno. A segunda virou um simples barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. A terceira foi cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.
Então, desiludidas e tristes, as três perguntaram: Por que isso?
Entretanto, uma bela noite, cheia de luz e estrelas, uma jovem mulher colocou seu bebê recém-nascido naquele cocho de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.
A segunda árvore estava transportando um homem que acabou por dormir no barco em que se transformara. E quando uma tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse: “Paz!”
E num relance, a segunda árvore entendeu que estava transportando o rei do céu e da terra!
Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível e cruel. Mas, no domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria. E a terceira árvore percebeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho ao olharem para ela.
As árvores haviam tido sonhos e desejos. Mas sua realização foi mil vezes maior do que haviam imaginado.
Todos nós temos nossos sonhos, nossos planos e por vezes, eles não coincidem com os planos que Deus tem para nós. E quase sempre somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia. Por isso, é importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele, como um Pai amoroso, sabe o que é melhor, para cada um de nós.
Que sua vontade seja sempre feita.



12 agosto 2012

Papai


Em nome da Paróquia São José, Comunidade Santa Rita de Cássia, Grupo de Oração Nova Jerusalém e Missão CEFAS parabenizamos a todos os papais que fazem parte desta graça que é ser a extensão dos braços do Deus Pai todo Poderoso!

Pai, meu velho, você é o cara que sempre me surpreende e mesmo quando não me entende você é meu pai!

Você é o homem que Deus concedeu braços fortes para me amparar, mão firme para me corrigir e levantar! 

Pai, meu pai, saiba que eu gosto muito de pronunciar essa palavra e mais do que pronunciar eu gosto ter você aqui e mesmo quando não lhe vejo todos os dias posso senti-lo em mim!

Obrigada papaizinho por todo o seu ensinamento, disciplina, dedicação e trabalho! Deus o abençoe, o guarde e o permita pela misericórdia estar em bom lugar!

Parabéns especialmente aos papais do Grupo de Oração Nova Jerusalém Alessandro, Silvano, Edgar, Denis Lopes, Renato Cardoso, Renato de Gabriel, Pieter, Zeca, Edinho, Cícero, Artur, Helinho, Francisley, Luciano, Paulo Jorge, ...! Parabéns também ao seu pai e é claro ao meu, meu pai herói!!! 

Com carinho, desta filha eternamente apaixonada,
Andréia Amada

10 agosto 2012

Edesio Lorenzoni


Driblar a morte é fácil o difícil é ressuscitar com Cristo a cada novo dia e quanto a este milagre da ressurreição nós temos certeza de que você já o experimenta pela ardor da fé!

Edesio, ao olhar para você hoje é impossível lhe ver como um homem comum mas como um verdadeiro combatente, um homem que sabe o valor da vida e deseja estar vivo não só para contemplar mais um dia, mas, para testemunhar o quão maravilhoso é o Deus que lhe faz sobrevivente e ressuscitado!

Nós, Paróquia São José, Comunidade Santa Rita de Cássia, Grupo de Oração Nova Jerusalém e Missão CEFAS lhe acolhemos neste dia para lhe dizer o quão precioso és para nós, o quão valoroso é o seu testemunho, o quão importante é para nós lhe ver sorrindo e ao lado da sua amada família!

Queremos ser cristãos autênticos na fé, queremos aprender com você a viver e caminhar pela fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e na Igreja Católica Apostólica Romana!

Deus continue o abençoando e o usando como instrumento para levantar os que estão desacreditados, desamimados e desesperançados seja pelas enfermidades ou pelos problemas cotidianos! 

Parabéns e Feliz aniversário!

04 agosto 2012

4 de agosto - Dia do Padre



Hoje, dia do Padre, queremos dar os parabéns e nosso Muito Obrigado aos nossos queridos Sacerdotes!

O Padre: um homem que foi feito sacerdote

No dia 4 de agosto a Igreja celebra a memória de São João Maria Vianney, presbítero, o patrono dos presbíteros. Ele disse que “a mais bela profissão do homem é amar e rezar”. Viveu intensamente seu sacerdócio e buscou na oração, na palavra e na eucaristia forças para servir a Deus nos irmãos e irmãs que o procuravam. Um homem, um sacerdote, um santo.

Neste dia, também comemoramos o dia do padre. E por isso não irei ater-me em apenas desejar um "Feliz dia do Padre", mas levar você a entender este homem, este sacerdote, este padre, este presbítero.

Padre: que quer dizer pai; que aconselha, corrige, dá esperança aos filhos e filhas quando é preciso.

Sacerdote: que quer dizer dote sagrado; é aquele que oferece a Deus o sacrifício de louvor, que consagra, que abençoa, que dirige a Deus preces em favor do povo.

Presbítero: que quer dizer ancião. O mais velho, aquele que tem a sabedoria da última palavra, aquele que ensina.

Poderíamos dizer mais, no entanto não se faz necessário. O que importa agora é tomarmos conhecimento da nossa vida de cristãos, de pessoas batizadas e chamadas á santidade.

Quando crianças fomos levados às águas batismais e toda pessoa, homem e mulher, pelo batismo se torna filho e filha de Deus. E “pelo batismo homem e mulher são incorporados à Igreja de Cristo”. Diz mais: “Entre todos os fiéis vigora uma verdadeira igualdade para a construção do Corpo de Cristo”.

Para melhor compreendermos o relato e onde queremos chegar continuaremos nossa homenagem ao padre fazendo a seguinte distinção: Pelo batismo temos uma missão única na Igreja, a missão de pregar o Evangelho. Este é o princípio de Igualdade Fundamental.

Mas dentre os batizados há uma diferenciação funcional. E esta diferença se conecta ao princípio hierárquico ou institucional.

Muito bem, chegamos a um ponto importante nesta homenagem. Este padre, sacerdote, presbítero, é o homem batizado como você. Mas que respondeu a um chamado para ser consagrado ao serviço do Reino. É este padre que te dá os sacramentos, que te abençoa, que te orienta, que te corrige, que te olha com compaixão e carinho. Mas é também este padre que é homem. Que sofre, se angustia e chora, que tem vontades e desejos, que precisa do calor humano da família e dos amigos, que sorri, que brinca, que busca a amizade dos adultos e crianças.

Não se pode enxergar somente o homem uma vez consagrado; não se pode enxergar somente o padre pois este é um homem.

Por isso este padre está sempre sujeito a erros e pecados. No entanto ele tem muito mais acertos e virtudes.

Você que é batizado, olhe agora para este homem batizado que foi consagrado. Você pode não amá-lo, mas tem a obrigação de respeitá-lo; de rezar por ele, de defendê-lo, de mostrar aos incrédulos a sua santidade.

Neste dia, leve sua homenagem a ele.

E a todos os padres digo o que os fiéis leigos gostariam de dizer: “busquem a santidade, trabalhem juntos na construção do Corpo de Cristo, estejam sempre unidos pela fraternidade e pela oração e se ajudem, pois vocês são dispensadores dos mistérios de Deus a serviço do seu povo”.

Querido e amado padre: que Deus te abençoe, te proteja, e que como Maria, Mãe de todos os sacerdotes te ajude a dizer todo dia um sim generoso a Deus por tão grande dádiva em sua vida.

Parabéns.

13 julho 2012

SEXTA-FEIRA


Eis que é chegada a sexta-feira, vésperas de reunir a família Nova Jerusalém! E vós, quantos já chamastes p/estar amanhã na presença do Senhor! Já convidou ao menos a sua família p/experimentar do Deus que é o Teu Senhor, Salvador e Mestre?

Então é sexta-feira, e o que você fez nesta semana p/garantir a sua salvação e a salvação da sua casa? Quantos irmãos e irmãs você alimentou nesta semana? Quantas crianças você vestiu? Quantas viúvas e mães solteiras você visitou e levou a sua solidariedade?

Sexta-feira, dia de penitência, dia de jejum, dia de oblação! A quem tu levarás a comida que por causa do jejum tu não comerás? Por quem jejuarás? A quem doaras o que te excede a mesa, o vestir, o calçar?

Comunicar Deus vai além de falar de Deus! Comunicar Deus é agir com misericórdia, é calar quando a irá lhe impele a rebater a ofensa! Comunicar Deus é chorar quando não se consegue orar pelos que padecem as desgraças da humanidade! Comunicar Deus é transformar a oração em fruto e ação!

Não podemos garantir o amanhã, é preciso fazer a diferença hoje, por isso, hoje faça o que for possível para ser sinal de Deus na vida dos que estão ao seu redor! Que Deus tenha prazer em lhe usar como instrumento de salvação da sua família, dos seus amigos, colegas e de maneira extraordinária que Ele através de você e do seu servir resgate ao caminho da salvação pessoas que lhe verão pela primeira vez, mas, que ao lhe ver sintam imediatamente a presença maternal de Deus!

Deus o abençoe!

Participe desta família: Grupo de Oração Nova Jerusalém. Reuniões todos os Sábados às 19h, Comunidade Santa Rita de Cássia - Rua Polivalente - Bairro Itapebussu - Vila da Samarco - Guarapari/ES.

Fonte: Grupo de Oração Nova Jerusalém - Andréia Amada

03 julho 2012

Maria Clara Rocha Pereira



Família em Cristo, louvamos a Deus por todas as orações em favor da Maria Clara Rocha Pereira, 11 meses de idade, que está internada no hospital Infantil de Vitória-ES, continuamos a pedir que orem c/fervor para que ela saia do CTI e comemore em família seu 1º aninho de vida!!!

Estamos convocando a todos p/uma intensa corrente de 24hs de oração continua que se iniciará agora as 22h!!! Em nome de Jesus Cristo, ore conosco!!! 

Em nome de seus pais, Artur Pereira e Caroline Pereira, desde já, agradecemos!!!

12 abril 2012

A oração do coração


Todos possuem a capacidade de orar. Trata-se de uma infelicidade que quase o mundo todo tenha concebido a ideia de não terem sido chamados à oração. Todos somos chamados à oração, do mesmo modo como somos todos chamados à salvação.

A oração nada mais é do que a utilização do coração de Deus e um exercício interno de amor. São Paulo nos convidou a “orar sem cessar” (Ts 5,17) e o Senhor ordena a vigiar e orar (Mc 13,33,37). Portanto, todos podem e todos devem praticar a oração. Garanto que a meditação é obtida por poucos, pois poucos são capazes de alcançá-la; portanto queridos irmãos, que têm sede de salvação, a oração meditativa não é a oração que Deus pede de vocês, nem a que nós recomendamos.

Permita toda oração: é preciso viver pela oração, assim como é preciso viver pelo amor: “Aconselho-te a comprar de mim ouro purificado no fogo para que enriqueças” (Ap. 3,18). Isso é muito fácil de obter, mais fácil do que se possa imaginar.

Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7,37); “Porque meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a fonte de água viva, para cavar para si cisternas, cisternas furadas, que não podem conter água”. (Jo. 2,13). Venham vós, almas famintas, que não encontram nada que vos satisfaçam; Venham e serão saciadas. Venham os aflitos, ponham abaixo a carga de fraquezas e dores e serão consolados! Venham os doentes ao seu terapeuta e não tenham medo de se aproximarem, pois vós estais repletos de doenças; mostre-as e elas serão curadas!

Filhos, aproximem-se do Pai; Ele irá envolvê-los nos braços do amor! Venham os pobres, os extraviados, as ovelhas perdidas, retornem ao seu Pastor! Venham pecadores, ao seu Salvador! Venham os fracos, ignorantes e analfabetos, os que se julgam os mais incapazes de orar! Vós sois especialmente chamados e encaixados aqui. Que venham todos, sem exceção, pois Jesus Cristo chamou a TODOS.

Mas que não venham aqueles sem coração; esses estão dispensados, pois é preciso haver um coração antes de haver amor. Mas, e aqueles sem coração? Venham, então, entreguem esse coração a Deus, e aprendam aqui como fazer esta doação.

Todos os desejosos de oração podem orar com facilidade, capacitados por aquelas graças e dons pertencentes ao Espírito Santo, comuns a todos os homens.

A ORAÇÃO é a chave da perfeição, o bem soberano; é o meio de nos libertar de todo vício e de obter todas as virtudes, pois o melhor meio de se tornar perfeito, é caminhar na presença de Deus. Ele próprio disse: “Anda na minha presença, e sê perfeito” (Gn 17,1). É somente pela oração que somos trazidos a esta presença e nela nos mantemos sem interrupção.



Autora: Jeanne Marie Bouvier de la Motte Guyon
Livro: Um Método Muito Curto e Fácil de Orar

20 janeiro 2012

Ninguém nasce catequista

Aqueles que são chamados a esse serviço tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão, da formação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé. O catequista exerce um verdadeiro ministério, isto é, um serviço. Segundo o documento Catechesi Tradendae (A Catequese Hoje) a "atividade catequética é uma tarefa verdadeiramente primordial na missão da Igreja". O catequista não age sozinho, mas em comunhão com a Igreja, com o grupo de catequistas. O grupo de catequistas expressa o caráter comunitário da tarefa catequética. E com o grupo que ele revê suas ações, planeja, aprofunda os conteúdos, reza e reflete. O catequista necessita das seguintes qualidades: Ser uma pessoa com equilíbrio psicológico; Ter capacidade de diálogo, criatividade e iniciativa, saber trabalhar em equipe; Ser perseverante, pontual e responsável; Ser participativo, engajado nas atividades da paróquia, da comunidade e ter espírito de serviço; Ter vida de oração, leitura e meditação diária da Palavra de Deus; Ter espírito crítico e discernimento diante da realidade; Ser capaz de respeitar a individualidade de cada pessoa. Isso não significa que exista uma pessoa que tenha todas essas qualidades, mas que devemos procurar desenvolvê-las no nosso dia-a-dia.

19 janeiro 2012

Ser comunidade orante e "encarnada"

O diálogo da fé não acontece sem um clima de oração. Falamos da evangelização como primeira condição de uma pastoral vocacional e, essa imensa tarefa, assumida pelas comunidades, grupos e organizações de Igreja, não será verdadeira sem a vida em oração.

Uma Igreja orante é uma Igreja em constante diálogo com Deus, condição para captar a presença do Espírito de Deus na Igreja e no mundo. Aliás o próprio Jesus nos mandou que rezássemos pedindo operários para a messe.

"Vendo as multidões, Jesus teve compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então Jesus disse aos seus discípulos: A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos/ Por isso, peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita." (Mt 9, 36-38)

Por isso uma Igreja orante é ao mesmo tempo uma Igreja encarnada, que, sem reclamar privilégios, vive no mundo e na sociedade a sua missão profética, denunciando as injustiças e anunciando a utopia evangélica.

A Igreja, onde as vocações podem brotar, é aquela que escuta o clamor do povo, que vive em processo permanente de renovação e que reza pelas vocações.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/

18 janeiro 2012

Ser COMUNIDADE (de comunhão e participação, co-responsável)

O Concilio fala de uma Igreja-comunidade convocada pela Trindade, "povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (LG 4)

Somente esta visão de Igreja contribui para que todos os seus membros vivam em estado de vocação e de missão, sentindo-se escolhidos pelo Pai, chamados pelo Filho e enviados pelo Espírito pata o serviço ao Reino. 


Só uma Igreja imagem da Trindade, "unidade dos fiéis que constituem um só corpo em Cristo" (LG 3) na igual dignidade e na variedade de funções (LG 32) que abre espaço para a comunhão e participação, pode tornar-se o espaço adequado para o surgimento e desenvolvimento das vocações e seu engajamento na missão evangelizadora.

Os primeiros cristãos entenderam muito bem o que Jesus queria da sua Igreja. No livro dos Atos dos Apóstolos, vamos encontrar o primeiro retrato da Igreja:

"Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir o pão e nas orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas, vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um., e cada dia o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação" (At 2, 42-47).

Uma Igreja que queira animar sua Pastoral Vocacional deve colocar como meta constante a intensificação da vida comunitária, da participação e da co-responsabilidade:

- na base (grupos de reflexão e ação),
- nas estruturas (conselhos, equipes de coordenação),
- na coordenação (planos pastorais, prioridades).

Fonte: http://www.catequisar.com.br/

17 janeiro 2012

Vocação da Igreja

Para falar da vocação da Igreja precisamos, em primeiro lugar, entender o que é Igreja e qual é a sua missão.

A Igreja é mistério de comunhão trinitária. O supremo modelo e princípio deste mistério é a unidade na Trindade das pessoas de um só Deus Pai e Filho no Espírito Santo.

O Vaticano II apresenta a Igreja como "Povo de Deus", assembléia dos chamados, dos convocados. A ideia Povo de Deus recorda que a Igreja é uma realidade histórica, fruto da livre iniciativa de Deus e da livre resposta dos seres humanos. Essa expressão indica a Igreja em sua totalidade, ou seja, naquilo que é comum a todos os seus membros. Pela graça do Batismo nos tornamos filhos e filhas de Deus, membros da comunidade de fé- Igreja. O Batismo é, portanto, uma verdadeira vocação: a vocação de ser cristão, Isto é, ser cristão é ser seguidor de Jesus Cristo.

"Não há, pois, em Cristo e na Igreja, nenhuma desigualdade em vista de raça ou nação, condição social ou sexo (...) porque todos vós sois um em Cristo Jesus". (Gl 3,28). Faz parte desta condição comum - dado pela fé, esperança e caridade e pelos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia - a participação de todo o Povo de Deus nas funções profética, sacerdotal e real de Cristo (cf. n° 71).

A noção de Povo de Deus exprime então a profunda unidade, a comum dignidade e a fundamental habilitação de todos os membros da Igreja à participação carismática e ministerial. Esta é a condição cristã que é comum a todos os membros da Igreja.

Um exemplo ajuda. Não basta ter um carro, último modelo, com as funções mais sofisticadas, se suas peças não estão colocadas no lugar certo, instaladas e ajustadas devidamente. Com certeza não funcionará. Pode ser um simples fusível, uma válvula, um distribuidor elétrico, um ejetor de combustível... cada peça é importante, imprescindível na sua função. Nenhum deles pode substituir o outro. O carro é as peças no seu lugar. Cada peça em seu lugar é o carro.

A Vocação da Igreja acontece na medida que cada membro dela assume sua vocação na Igreja. Cada vocação na Igreja transfigura o rosto vocacional da Igreja.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/vocacao/09.htm 

16 janeiro 2012

Ser comunidade para ser Igreja

O que é ser Igreja? Nós ouvimos essa palavra em quase todos os nossos ambientes. Muitos usam esse nome para descrever um belo edifício construído em um determinado lugar. Outros usam o termo para falar de uma organização religiosa. É de fundamental importância saber o que significa o termo Igreja. Origina-se do grego e do latim, e significa assembleia.

Não é apenas uma construção com blocos e cimento, mas um edifício construído com pedras vivas: “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo". (1 Pedro 2:5)

Esse edifício é chamado a atingir uma finalidade, isto é, ser santo, viver em comunhão e oferecer sacrifícios agradáveis a Deus. "Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; na qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito". (Efésios 2:19-22)

Portanto, a Igreja é um corpo, nela não há separação, se existe divisão é porque ainda não aprendemos a ser Igreja. O corpo é formado por vários membros, a Igreja é formada e representada por muitas pessoas e a esse conjunto de pessoas chamamos de comunidade. Seremos Igreja quando formos comunidade chamada a sair e anunciar a Palavra. Isso se faz com humildade e com a intenção de agradar a Deus.

O Papa Bento XVI tem insistido em uma nova evangelização cujo foco central é a pessoa de Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. É isso que a Igreja deseja realizar com a ajuda de seus batizados. Os desafios de hoje são imensos no campo da evangelização, mas a nossa esperança é maior ainda e, por isso, podemos sonhar com uma sociedade que expressa uma fé madura, levando-a a um comprometimento com Igreja. Mas tudo depende de nossas ações. A Igreja é o nosso próprio retrato.

Sejamos uma grande comunidade, para sermos a Igreja de Jesus Cristo.

Pe. Toninho

30 novembro 2011

São Paulo na encruzilhada de nossas angústias existenciais

Não sem muitas dificuldades, podemos reconhecer e aceitar, conforme a concepção de Flores, que Paulo de Tarso é uma das personalidades que caracterizam o ser humano de todos os tempos e de todas as culturas, porque nele convergem os fatores mais variados que constituem o homem. A trama de sua vida está constituída pelos mesmos fios de cada vida; sucessos e fracassos, solidão e vida em comunidade; esses eventos se inscrevem no eixo do tempo e do espaço. Isso significa dizer que a existência de São Paulo se cruza com a nossa vida no âmbito da tangente mais íntima e reveladora da consciência de nosso próprio “eu” (ego), aflorando à superfície de nós mesmos. De fato, as categorias supracitadas de “tempo” e “espaço” colocam-nos dentro de um mundo que não é pura fantasia ou imaginação de nossa peleja de autoafirmação diante das incongruências do existir. Ou seja: embora os traços psicológicos e espirituais sobrevivam além do que somos, quanto à temporalidade inexorável de circunstâncias passadas, eles são frutos do momento específico em que fazemos nossa história concreta ao lado de outros nossos iguais. E com São Paulo não poderia ter sido diferente.

Segundo Pietro Rossano, renomado escritor e exegeta italiano, para conhecer São Paulo, temos à disposição dois tipos de fontes. Primeiramente, temos as cartas, através das quais ele mesmo dá, a respeito de si, notícia fragmentada: sua origem, sua conversão, fadigas apostólicas, colaboradores e adversários, itinerários de sua missão. Segundo esse autor, pelo menos sete cartas são de sua autoria, isto é, escritas pessoalmente por ele: Primeira aos Tessalonicenses, Primeira e Segunda aos Coríntios, Carta aos Gálatas, aos Romanos, aos Filipenses, e a Filemon. De outras cartas, como a Segunda aos Tessalonicenses, aos Efésios, aos Colossenses, as duas a Timóteo e a carta a Tito, levantam dúvidas se elas foram escritas diretamente por São Paulo ou por um de seus próximos colaboradores. Ao lado das cartas, encontra-se como fonte de investigação o livro dos Atos dos Apóstolos, no qual Paulo sucede a Pedro do capítulo 13 em diante. Mesmo assim, convém lembrar que “a figura de Paulo esboçada em Atos só corresponde parcialmente ao conteúdo de suas cartas. Há acontecimentos mencionados por Paulo que faltam em Atos ou são apresentados de maneira diferente e, com frequência, o contrário também ocorre” (HEYER).

Fabris nos informa que a primeira notícia que temos de Saulo no horizonte do Cristianismo encontra-se em Atos 7,58, na qual ele é apresentado como perseguidor dos cristãos, no contexto do martírio de Estevão: “E arrastando-o para fora da cidade, começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo”. Evidentemente, a figura do jovem Saulo ganhará projeção e importância dentro do Cristianismo depois de sua conversão, tornando-se, por conseguinte, o grande apóstolo missionário de Cristo. Segundo Fabris, a primeira “biografia” de Paulo está inserida nos Atos dos Apóstolos, um livro considerado sacro e canônico pelas Igrejas cristãs. Na tradição cristã, o livro é atribuído a Lucas, autor do terceiro evangelho. Neste livro escrito em grego, Lucas reconstrói a história das origens e da expansão do movimento cristão nos primeiros trinta anos. A segunda e a terceira partes dos Atos dos Apóstolos estão inteiramente ocupadas pela narração da atividade missionária de Paulo a partir de Jerusalém até a sua chegada na capital do Império, Roma. Brevemente, pode-se dizer que em vinte e oito capítulos, em que se subdivide atualmente o livro dos Atos dos Apóstolos, pelo menos dezesseis são dedicados a Paulo. Outras informações sobre os primeiros contatos de Paulo com o movimento cristão em Jerusalém, em Damasco e na cidade de Antioquia da Síria, encontram-se esparsas nos capítulos 8-9; 12 e 13-15 do livro de Lucas.

Saulo nasceu em Tarso no início da era cristã. É ele mesmo quem se apresenta em Jerusalém dizendo: “Eu sou judeu de Tarso, na Cilícia [Turquia meridional], cidadão de uma cidade insigne” (At 21,39), ou ainda: “Eu sou judeu. Nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, educado aos pés de Gamaliel, na observância exata da Lei de nossos pais, cheio de zelo por Deus, como vós todos no dia de hoje” (At 22,3). A data de seu nascimento se deduz aproximativamente do quanto escreveu o autor dos Atos dos Apóstolos, ao apresentar Saulo pela primeira vez no momento da morte de Estevão por volta do ano 30 d.C. Essa é a concepção de Fabris, de modo que, o apelativo grego neanías, ‘jovem’, nos escritores gregos e helenistas da época, está reservado a uma pessoa de idade que vai dos vinte e quatro até os quarenta anos. Assim, conclui Fabris, numa breve carta escrita ao seu amigo Filemon na metade dos anos 50 d.C., Paulo apresenta-se com presbýtes, “velho”, (Fm 9). E na visão de Hipocrates, um presbýtes pode ter dos cinquenta aos sessenta anos. Ou seja, se Paulo, nos anos 30 d.C. tem 25/30 anos – 55/60 por volta da metade dos anos cinquenta d.C. – pode-se fazer a hipótese de que tenha nascido na primeira década da era cristã, entre os anos 5 e 10. São Paulo era cidadão romano (At 22,25-29), de pais judeus e descendentes da tribo de Benjamin (Fl 3,5). Em muitas ocasiões, ele é constrangido a se apresentar, sobretudo, diante de autoridades. É um homem de saber bastante refinado e seu espírito penetrado por amplo universo cultural. Pelos menos três culturas se sobressaem na manifestação de seu patrimônio intelectual. Foi considerado um verdadeiro “cosmopolita”. Hebreu por nascimento e pela religião, exprime-se na língua e nas formas do helenismo – o mundo cultural grego – e é um cidadão romano que se enquadra lealmente na conjuntura política e administrativa do Império. Ele é “judeu da diáspora, integrado ao Império, cujos valores de ordem e de justiça ele admira” (COTHENET).

Enquanto mais a figura de São Paulo cresce no horizonte de nosso conhecimento, mais temos a certeza de que Deus tem caminhos misteriosos para chamar os seus escolhidos. Todavia, é preciso espírito de abandono, sensibilidade e abertura interior para intuir as moções do chamado do Senhor.

Autor do Texto: Padre Gilvan Rodrigues

Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior pela FSLF, Mestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Sagrada Escritura, Chanceler do Arcebispado de Aracaju, membro da ASI (Associação Sergipana de Imprensa) e escritor.

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.