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03 novembro 2021

Trabalhar Bem, Trabalhar por Amor

 



Trazemos no final dessa matéria 17 links com textos de Pe. Javier López Díaz* sobre a Santificação do Trabalho.

Texto extraído do site da Opus Dei:

A santificação do trabalho está no núclo da mensagem de S. Josemaria. Mas, o que é "santificar o trabalho"? Como se faz?

«Milhões de pessoas dirigem-se a cada dia para o seu trabalho. Algumas vão a contragosto, como que obrigadas, a uma tarefa que não lhes interessa nem lhes agrada. Outras importam-se apenas com o salário que receberão, e só isso lhes dá alento para trabalhar. Outras ainda encarnam o que Hannah Arendt chama «animal laborans»: o trabalhador sem outro fim nem horizonte que o próprio trabalho ao qual a vida o destinou e que realiza por inclinação natural ou por costume.


Por cima de todas estas propostas encontra-se a figura do «homo faber», o que trabalha com perspectivas mais amplas, com a preocupação de desenvolver uma empresa ou projeto, algumas vezes procurando a afirmação pessoal, mas outras muitas com a aspiração nobre de servir os outros e de contribuir para o progresso da sociedade.


Entre estes últimos deveriam encontrar-se os cristãos, e não apenas em primeiro lugar, mas sim num nível superior até. Porque se são cristãos de verdade, não se sentirão escravos nem assalariados, mas sim filhos de Deus para quem o trabalho é uma vocação e uma missão divina que se deve cumprir por amor e com amor.


No seu famoso discurso no Collège des Bernardins em Paris em 2008, Bento XVI mostrou que o cristianismo possui a chave para entender o significado do trabalho, afirmando que o homem é chamado a prolongar o trabalho criativo de Deus com o seu trabalho, e que deve aperfeiçoar a criação trabalhando livremente, guiado pela sabedoria e pelo amor. Jesus, o Filho de Deus feito homem, trabalhou por muitos anos em Nazaré, e "assim santificou o trabalho, atribuindo-lhe um valor peculiar para o nosso amadurecimento" (Papa Francisco, Laudato si’, 98).


Tudo isso mostra que o trabalho é a "vocação" do homem, "lugar" para o seu crescimento como filho de Deus, mais ainda: "matéria" para a sua santificação e realização da missão apostólica. É por isso que o cristão não deve ter medo do esforço ou do cansaço, mas abraçá-los com alegria: uma alegria que tem as suas raízes na forma de uma cruz.


A última frase é de São Josemaria Escrivá, o santo que ensinou a "santificar o trabalho", transformando-o em nada menos do que "trabalho de Deus". As páginas deste livro estão inspiradas na sua mensagem. Mais ainda: inspiram-se no Evangelho, já que o que São Josemaria fez foi mostrar as palavras e a vida de Jesus, especialmente os anos que passou em Nazaré com José, de quem aprendeu a trabalhar como artesão e com Maria, que o serviu com o seu trabalho em casa.


Jesus, Maria e José também trabalharam. Pode até imaginar-se como mais um elemento da família Nazaré, porque também é filho de Deus, e essa casa é a escola onde aprenderá a converter o trabalho em oração: numa "Missa" que dá glória a Deus e redime e melhora o mundo.


* Pe. Javier López Díaz (Madrid, 1949) é um sacerdote da Prelatura do Opus Dei desde 1977. É professor de Teologia Espiritual na Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma).


Os 17 artigos com seus links são:

1. Um motivo sobrenatural

2. Trabalhar com consciência

3. Trabalho e contemplação (1)

4. Trabalho e contemplação (2)

5. Trabalho de Deus

6. Santificar o descanso

7. O eixo da nossa santificação

8. Trabalhar por amor

9. Cruz e Ressurreição no trabalho

10. Santificar com o trabalho

11. Unidade de vida na profissão

12. Santificação do trabalho e cristianização da sociedade

13. Prestígio profissional

14. Trabalho e família

15. A força do fermento

16. Trabalho em todo o tempo

17. Jesus Cristo no cume de todas as atividades humanas










02 julho 2012

Jovem Aprendiz nos Correios


Irmãos, saiu o concurso para Jovem Aprendiz para os Correios.
Para quem interessar, acesse o link abaixo e leia o edital e arquivos do concurso.

http://www.correios.com.br/institucional/concursos/correios/lst_concurso.cfm?con_nu=487

Segue os pré-requisitos:

Pré-requisitos para inscrição:
a) ter idade entre 14 e 20 anos completos. A idade máxima prevista para inscrição não se aplica às pessoas com deficiência;
b) estar matriculado e freqüentando a escola, caso não haja concluído o ensino médio;
c) Ter obtido média mínima de 5,0 (cinco) nas disciplinas do último ano cursado.

Pré-requisitos para contratação:
Os candidatos aprovados em todas as etapas dentro do quantitativo de vagas serão convocados para assinatura do contrato especial de aprendizagem.
No ato da assinatura do contrato de aprendizagem o candidato deverá atender e comprovar  cumulativamente:
a) ter sido aprovado em todas as etapas desta seleção; 
b) ter nacionalidade brasileira; 
c) estar matriculado e freqüentando a escola, caso não haja concluído o ensino médio;
d) ter no mínimo 14 anos completos e no máximo 22 anos completos na data da assinatura do contrato. A idade máxima prevista para contratação, não se aplica às pessoas com deficiência;
e) estar matriculado no curso de aprendizagem, que será realizado por instituição conveniada com a ECT;
f) ter Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento; 
g) ter Comprovante de residência; 
h) ter Cartão de Identificação de Contribuinte - CIC/CPF; 
i) ter Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); 

13 abril 2012

Senai oferece diversos cursos a distância grátis


Você sabia que o Senai oferece diversoscursos grátis de EAD  através da RedeSenai de Educação a Distância? Não sabia?


Pois é, as áreas são: Gestão, Tecnologia da Informação (TI), Telecomunicações, Educação, Eletroeletrônica  e outros. Os cursos são na modalidade: Iniciação profissional, Qualificação profissional, Aperfeiçoamento profissional, Habilitação profissional e Pós-graduação lato sensu.  Confira:
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Conceitos de Modalidades de Ensino

Iniciação profissional – Iniciação Profissional é o curso ou programa destinado a jovens e adultos, independentemente de escolaridade, que visa a despertar o interesse pelo trabalho e preparar para o desempenho de funções básicas e de baixa complexidade de uma profissão ou de um conjunto de profissões.
Qualificação profissional – destina-se à preparação do indivíduo para o exercício de uma profissão, de acordo com o perfil requerido no mundo do trabalho. Estão incluídos nesta modalidade os processos de reprofissionalização voltados para trabalhadores que necessitam de uma nova qualificação em virtude de mudanças tecnológicas e organizacionais.

Aperfeiçoamento profissional – destina-se a trabalhadores que buscam a atualização, ampliação ou complementação de competências profissionais adquiridas por meio de formação profissional ou no trabalho. Não caracteriza uma nova profissão e atende, sobretudo, às necessidades decorrentes de inovações tecnológicas e de novos processos de produção e de gestão.

Habilitação profissional – visa à formação de técnico em determinada área profissional e é destinada a alunos matriculados ou egressos do ensino médio ou equivalente. Para a expedição do diploma de técnico, é necessária a conclusão do estágio, quando previsto na organização curricular, e que o interessado apresente o certificado de conclusão do ensino médio.

Pós-graduação lato sensu – destinada a desenvolver e aprofundar a formação adquirida nos cursos de graduação (inclusive os de educação profissional de nível tecnológico). Consiste em programas voltados para objetivos técnico-profissionais específicos, sem abranger um campo total do saber em que se insere a especialidade. Sua meta é o domínio científico e técnico de uma certa área do saber, ou da profissão, para formar o profissional especializado.

Fonte: Rede Senais de Educação a Distância
e : http://ogestor.eti.br/ead-senai-oferece-cursos-gratis-de-educacao-a-distancia/

Para maiores informações e inscrição
clique aqui (link externo)



27 fevereiro 2012

Santificados pelo Trabalho


A maior parte da nossa vida transcorre no trabalho de cada dia; seja ele braçal ou mental, doméstico ou empresarial, profissional ou particular. E o trabalho foi colocado em nossa vida, por Deus, como um meio de santificação. O Servo de Deus, Monsenhor José Maria Escrivá, fundou uma grande obra da Igreja, a ´Opus Dei´, tendo como fundamento básico a ´santificação no mundo do trabalho´. Depois que o homem pecou no paraíso, e perdeu o estado de justiça e santidade originais, Deus fez do trabalho um meio de redenção para o homem. ´Porque escutaste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te proibira de comer, maldito é o solo por causa de ti. Com sofrimentos dele te nutrirás todos os dias de tua vida. Ele produzirá para ti espinhos e cardos e comerás a erva dos campos. Com suor do teu rosto comerás teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado´ (Gen 3,17´19).

Mais do que um castigo para o homem, o trabalho foi inserido na sua vida para a sua redenção. Por causa do pecado ele agora é acompanhado do ´suor´, mas este sofrimento Deus o fez matéria prima de salvação. Infelizmente a maioria dos homens, mesmo muitos católicos, têm uma visão distorcida do trabalho, e, por isso, fazem de tudo para se verem livres dele. É um engano. Para nos mostrar a importância fundamental do trabalho em nossa vida, Jesus trabalhou até os trinta anos naquela carpintaria humilde e santa de Nazaré. E para nos mostrar que todo trabalho é santo, qualquer que seja, do lixeiro ou do Papa, do pedreiro ou do médico, Ele assumiu o trabalho mais humilde, o de carpinteiro, que era desprezado no seu tempo. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de Santo Afonso de Ligório era: ´Nunca perder tempo´. E São Bento, de Nurcia, tomou como lema da vida dos mosteiros:´Ora et Labora!´ (Reza e Trabalha!).Ao criar o homem e a mulher Deus os colocou no seu jardim; era o sinal da familiaridade com Deus. E lá os colocou ´para o cultivar e guardar´ (Gen 2,15); logo, ´o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível´ (CIC, nº 378). Falando da vida oculta de Jesus, na família de Nazaré, o Papa Paulo VI dizia: ´... Uma lição de trabalho. Nazaré, ó casa do ´Filho do Carpiteiro´, é aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei severa e redentora do trabalho humano...´ (05/01/1964).

Deus ao criar o homem e a mulher lhes ordenou: ´Sede fecundos, multiplicai´vos, enchei a terra e submetei´a´ (Gen 1,28). Este mandamento de Deus, de ´submeter´ a terra, o homem cumpre pelo trabalho de suas mãos e de sua inteligência. Ensina o Catecismo que: ´O trabalho é, pois, um dever: ´Quem não quer trabalhar, também não há de comer´ (2Ts 3,10). O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Suportando a pena do trabalho unido a Jesus, o artesão de Nazaré e o crucificado do Calvário, o homem colabora de certa maneira com o Filho de Deus na sua obra redentora. Mostra´se discípulo de Cristo carregando a cruz cada dia, na atividade que está chamado a realizar. O Trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrestres no Espírito de Cristo´ (CIC nº 2427).O homem é, ao mesmo tempo, o autor e o destinatário do trabalho. É dele que tira o seu sustento e presta serviço à comunidade humana. Portanto, a primeira maneira de vivermos bem o ´mandamento do amor´, é trabalhando bem para servir bem àqueles que se beneficiam do nosso trabalho. Jesus nos deixou como modelo a sua vida de serviço. Disse muito claramente: ´O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos´ (Mt 20,28). Esta é a expressão prática do amor, servir, servir até com a própria vida. E, para todos nós, a primeira maneira de servir é trabalhando bem, já que é pelo trabalho que servimos aos outros. Não podemos dividir a nossa vida em duas dimensões, uma religiosa que se desenvolve na igreja, nas horas de oração e de Encontros, e outra, que é a vida do trabalho, como se uma fosse sagrada e a outra profana. Não. Isso é um grave engano. Toda a nossa vida é sagrada, tanto a espiritual quanto a profissional. Nada é profano em nossa vida. Santo Inácio de Loyola fez a bela síntese do trabalho e da oração dizendo: ´Rezai como se tudo dependesse de Deus e trabalhai como se tudo dependesse de vós´. Sem o trabalho do homem não existem o pão e o vinho que, na mesa eucarística, se transformam no Corpo e no Sangue de Cristo. Sem o trabalho do homem não teríamos o pão de cada dia na mesa, a roupa, a casa, o transporte, o remédio, a cultura, etc. Tudo que chega a nós é fruto do trabalho de alguém; é por isso que o labor é santo e nos santifica quando realizado com fé, conforme a vontade de Deus. São Domingos Sávio, aquele belo santo salesiano de 14 anos, dizia que: ´Ser santo é cumprir bem os deveres e ser alegre´. É uma bela síntese: ´trabalhar com alegria´ para ser santo. Sem dúvida esta é uma maneira simples e bela de dar glória a Deus continuamente, e chegar à santidade. O Fundador do ´Opus Dei´ dizia: ´enquanto houver homens sobre a terra; por muito que se alterem as técnicas de produção, haverá sempre um trabalho humano que os homens poderão oferecer a Deus, que poderão santificar´. E repetia aos seus que ´as realidades temporais são santificáveis e santificantes´; isto é, o homem santifica o trabalho ( a oficina, a escola, a fábrica, etc). e o trabalho santifica o homem. Se isso não fosse verdade, nossa vida seria absurda, pois passamos a maior parte dela trabalhando. Nós leigos, sobretudo, somos chamados a santificar o mundo, e isso deve ser feito sobretudo no mundo do trabalho.

O Concilio Vaticano II disse que: ´É específico dos leigos, pela sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo as funções temporais e ordenando´as segundo Deus... A eles, portanto, cabe de maneira especial iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo e contribuam para louvor do Criador e Redentor´( LG, 31).Pelo Trabalho, justo, honesto e bem realizado, temos a missão de santificar o mundo, a família, a fábrica, a política, a universidade, a econômia, a música, a arte, a pesquisa, etc. Tudo isso é o ´mundo do trabalho´ que devemos santificar e ser santificados por ele. Para nós leigos, portanto, o caminho normal, ordinário, de santificação e de apostolado é o trabalho. Os primeiros cristãos não se afastaram do mundo para viverem o Evangelho; mas continuavam a viver no meio da sociedade. Como dizia Mons. Escrivá, é preciso ´santificar o trabalho, santificar´se no trabalho e santificar pelo trabalho´. Aos olhos de Deus todos os trabalhos têm o mesmo valor, são todos da mais alta importância, o que vale é o amor com que ele é realizado. Não importa se alguém é ministro ou faxineiro, o que importa é que cada um se santifique pelo trabalho que está apto a fazer. Santificar o trabalho é dar glória a Deus por meio dele. São Paulo disse aos coríntios: ´Quer comais ou bebais ou façais qualquer outra coisa, façais tudo para a glória de Deus´ (1Cor 10,31). Se até o simples comer e beber devem dar glória a Deus, quanto mais o trabalho!Aos colossenses São Paulo explica mais claro ainda: ´Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei´o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai´ (Col 3,17).É preciso notar bem esse ´tudo quanto fizerdes´, nada fica de fora, nada é profano na nossa vida. Tudo deve ser feito ´em nome do Senhor´, isto e’,´Nele´ e ´por Ele´, para dar graças ao Pai. Um pouco adiante o Apóstolo insiste novamenete: ´Tudo o que fizerdes, fazei´o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens. Sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor. Servi ao Senhor Jesus Cristo´ (Col 3,13).Essas palavras são muito importantes e merecem uma profunda meditação. Mais uma vez o Apóstolo repete: ´tudo o que fizerdes´, nada pode ficar de fora. ´Fazei´o de bom coração´, quer dizer, fazer com amor e não por interesse; e ´como para o Senhor não para os homens´. Aqui está o ponto mais importante. Tudo o que fazemos deve ser feito ´para o Senhor´. Não importa o que seja, se é grande ou pequeno, deve ser feito tendo o Senhor como o ´Patrão´. Se você é lavadeira, então lave cada camisa ou cada calça, como se o próprio Jesus fosse vesti´las. Se você, cosinha, faça a comida como se o Senhor fosse sentar´se à mesa daqui a pouco, para comer essa comida. Se você é professor, dê a sua aula como se Jesus fosse um aluno que quer aprender. Se você é um médico, atenda cada paciente como se o próprio Jesus fosse o doente. É isso que São Paulo quer nos ensinar quando diz que ´tudo deve ser feito de bom coração, como para o Senhor, e não para os homens´. É claro que com essa ´nova ótica´, faremos o trabalho da melhor maneira possível, com todo o talento, cuidado, esmero, dedicação, competência, honestidade, pontualidade... perfeição, porque eu o faço para o ´meu Senhor´. Isto santifica.Quando trabalhamos assim, em casa ou na rua, toda a vida muda de sentido, e toda ela se torna perfeitamente sagrada, pois é vivida plenamente para Deus.

É importante também notar o que São Paulo diz a seguir: ´Sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor´. Que ´herança´ é essa que o próprio Senhor nos entregará? É a vida eterna, o céu, o premio da bem´aventurança eterna, por termos sido ´fiéis no pouco´. Isto mostra que cada minuto do nosso labor aqui na terra, vivido por amor a Deus, com ´reta intenção´ de agradá´lo, se transforma em semente de eternidade. É a recompensa que o próprio Senhor dará a cada servo bom e fiel que assim tiver vivido a sua vida. Daí a importância de não se perder tempo, não jogar a vida fora sem nada fazer. Portanto, o trabalho só será maravilhoso aos nossos olhos quando adquirirmos essa nova concepção da sua grandeza. Então não trabalharemos apenas por causa do salário a receber no final do mês, ou porque o chefe está vigiando, ou porque ele me dará uma posição social de destaque, ou ainda porque eu sou obrigado a fazê´lo. Não. Trabalharemos para servir a Jesus, servindo os irmãos. O Apóstolo conclui dizendo: ´Servi a Jesus Cristo´. Somente quando entendermos que tudo o que fazemos ´ principalmente as atividades penosas ´ devem ser feitas ´para o Senhor´, é que estaremos trabalhando bem e fazendo dele algo santo e que nos santifica. Somente assim poderemos ´pôr Cristo no cume de todas as atividade humanas´, como deve ser. O mundo é bom, porque foi todo ele feito por Deus. Foi o pecado que o desfigurou. Mas, pelo trabalho de cada um, conscientemente realizado, como explicado acima, podemos restituir ao mundo a beleza, a bondade e a ordem, com que Deus o criou. Assim, o trabalho fica sendo ´a marca do homem na criação´, tornando´se assim um grande colaborador de Deus. Daí a altíssima dignidade do trabalho humano aos olhos de Deus. Por outro lado o trabalho assim vivido, para Deus, nos santifica, pois ele se torna o lugar privilegiado onde todas as nossas virtudes se desenvolvem e todos os vícios são vencidos. É por isso que D.Bosco dizia que mente vazia é oficina do diabo.

Antes de tudo o trabalho faz crescer a caridade, já que, por amor a Deus, empregamo´nos com bondade a serviço dos irmãos. A fé cresce, pois tudo é feito para Deus; e, nesse sentido, o trabalho se transforma em oração. A esperança é desenvolvida, já que esperamos receber das mãos do ´bom Patrão´, a herança que nos tem preparada, como uma recompensa merecida. A fidelidade no trabalho desenvolve as virtudes da paciência, da perseverança, da prudência, da lealdade, da humildade, etc. Se não faltar amor, o fato de termos de realizar todos os dias as mesmas coisas, isto, no entanto, não será para nós algo sem interesse, sem importância ou monótono. Se o amor está presente tudo é novo a cada dia. É pelo trabalho profissional que realizamos a vocação de ´sal da terra´ e ´luz do mundo´ entre os colegas, amigos, empregados, alunos, clientes, etc. O trabalho bem feito é um bom exemplo, por isso o cristão tem que realizá´lo com toda a perfeição possível, empregando todos os talentos. Um mau trabalhador é um mau cristão. Um operário displicente é um mau cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão... Para santificar o trabalho e ser santificado por ele, é preciso fazê´lo com perfeição. Por isso, é de grande importância a busca de um constante aperfeiçoamento profissional. Jesus disse que devemos ´ser perfeitos como o Pai celeste é perfeito´ (Mt 5,48). Isto vale também para a nossa atividade profissional.

Infelizmente muitos cristãos pensam que o mundo do trabalho está dissociado da perfeição e santidade a que Deus nos chama. É exatamente no dia´a´dia do trabalho que a santidade é fabricada em nós, entendida como uma progressiva ´identificação´ com Deus, já que fomos criados à ´sua imagem e semelhança´. ´Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem vosso pai que está nos céus.´(Mt 5,16). É principalmente com o trabalho bem feito, exemplar, que brilhará a luz do nosso testemunho cristão diante dos colegas, e Deus será glorificado. Um mau trabalhador é um mau cristão. Uma dona de casa relaxada e preguiçosa não é uma boa cristã. E assim, poderíamos multiplicar os casos ... Não basta viver a santidade na igreja, no grupo de oração e nos Encontros; acima de tudo é preciso ser santo na rua e no trabalho. O trabalho é uma exigência da essência do ser humano. Podemos dizer que o homem foi feito para trabalhar. Só ele recebeu de Deus a inteligência que projeta, e as mãos que constroem . Nenhum outro ser vivo recebeu de Deus, mãos e inteligência. Pelo trabalho o homem se realiza, se constrói e constrói o mundo e os outros. Através dele torna´se superior aos demais seres criados, e participa gloriosamente da obra do Criador. É importante ressaltar aqui que ´o trabalho é para o homem, e não o homem para o trabalho´, isto é, o homem deve ser engrandecido pelo seu trabalho e não um escravo dele, ou um simples instrumento de produção. A Constituição ´Gaudium et Spes´ do Vaticano II diz belamente que: ´Longe de pensar que as obras do engenho e do poder humano se opõem ao poder de Deus e de considerar a criatura racional como rival do Criador, os cristãos, ao contrário, estão bem persuadidos de que as vitórias do gênero humano são um sinal da grandeza de Deus e são fruto do seu desígnio inefável´ (GS, 34). O trabalho, seja intelectual, seja manual, acarreta sempre o cansaço. Suportando a fadiga do trabalho em união com Cristo ressuscitado, colaboramos com o Senhor na redenção do mundo, conforme diz São Paulo: ´Completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo´, no seu corpo que é a Igreja (Col 1,24).Cada um deve buscar a santidade na sua própria vida. Não é preciso mudar o rumo da existência. São Paulo insistia nisso: ´Irmãos, cada um permaneça diante de Deus na condição que estava quando Deus o chamou´ (1 Cor 7,20´24). O que importa é viver bem, a cada dia, todo dia, sem perder tempo e sem jogar a vida fora, pois ela pertence a Deus e aos outros.

DO Livro: ´SEDE SANTOS!´´ Do Prof. Felipe de Aquino ( www.cleofas.com.br)

13 maio 2010

Entrevista com Daniel Godri Junior


 Entrevista com Daniel Godri Junior
Daniel Godri Junior
Daniel Godri Junior

"Estamos preparando o ser humano para o sucesso, mas nos esquecemos de prepará-lo para o fracasso que faz parte da vida."

Na entrevista desta semana, você confere um bate-papo com o palestrante de motivação e vendas Daniel Godri Junior. Apresentador do programa 'Desenvolvendo Talentos', pela TV Canção Nova, recentemente lançou pela Editora Canção Nova o livro “O Querer é Seu; o Poder é de Deus”

No Podcast abaixo você confere em áudio esta entrevista na íntegra



cancaonova.com: Nós vivemos numa sociedade cujas pessoas interagem de forma rápida e fácil; por outro lado, nós vemos o crescimento alarmante de pessoas com baixa autoestima e doenças de cunho depressivo. A que se deve este fator tão contrastante?


Daniel Godri: Primeiro é porque nós estamos bem conectados pelos meios de comunicação, mas os nossos relacionamentos são cada vez mais superficiais. Nós não conhecemos mais o outro a fundo, temos pouco tempo para o  próximo, pouco tempo para conviver em família. Nós vivemos uma pressão extraordinária em relação ao perfeccionismo, temos que ser cada vez melhores e isso é bom até certo ponto; mas nós esquecemos o nosso lado humano. Estamos preparando o ser humano para o sucesso, mas nos esquecemos de prepará-lo para o fracasso que faz parte da vida. Então, acredito que estas são algumas das coisas em função das quais as pessoas estão cada vez mais deprimidas. Certamente, falta estrutura familiar, porque motivação também está associada à presença do pai e da mãe. Pesquisas mostram que, em uma família bem estruturada, a criança vai ter uma personalidade bem formada. Problemas familiares, pressão e individualismo são coisas que vão minando nossa autoestima.


cancaonova.com: Você acredita que o fracasso de uma pessoa pode estar relacionado à sua infância, quando ela foi rotulada de forma negativa pelos pais ou até pelos amigos?

Daniel Godri: A sua pergunta é algo que a psicologia já responde. É fundamental saber o seguinte: tudo que acontece com a gente nos influencia, mas não determina quem somos. Eu não posso dizer que sou um fracassado, porque vim de família pobre ou sofri algum abuso psicológico ou físico. Em uma pesquisa mundial, 50% dos maiores líderes da humanidade têm ou tiveram graves deficiências físicas ou grandes problemas financeiros. Se os grandes líderes da humanidade tiveram problemas graves, significa que não importa o que acontece com a gente, mas a maneira como reagimos a isso. É claro que uma pessoa que tem uma boa educação, uma boa situação e estrutura, se desenvolve melhor, porém, eu não posso colocar a culpa do meu fracasso no passado; ele me influencia, mas eu tenho as rédeas da minha vida nas mãos.

"O que acontece com a gente nos influencia, mas não determina quem somos"
Foto: Wesley Almeida/CN


cancaonova.com: Qual a importância da fé neste processo motivacional? 

Daniel Godri: Fé é acreditar e acreditar é algo que está diretamente relacionado à motivação. Se você não acredita,  consequentemente não aposta, não se prepara nem se aperfeiçoa. A Bíblia dá um exemplo bacana: “A fé é o fundamento da esperança”. A esperança é o fundamento da motivação. Se você não tem esperança, não tem motivação. Pode acabar tudo à sua volta, menos a esperança. Então, a fé é o fundamento disso; ela nos faz continuar esperando e acreditando.


cancaonova.com: O que o seu livro "O Querer é Seu, o Poder é de Deus", lançado pela Editora Canção Nova, quer trazer para o público?

Daniel Godri: Eu tive muita participação em grupos de oração e uma das velhas discussões, depois do grupo, era: "Reze que Deus vai fazer". E outros diziam: "Não, mas nós temos que fazer nossa parte". Eu vi que estes dois extremos estão certos, porque nós fazemos a nossa parte e Deus entra com a parte d'Ele. Assim, as duas coisas são necessárias.

Este é um livro que une a necessidade do esforço humano com a graça de Deus. Para não ficar só no "Deus vai fazer tudo e eu não faço nada" ou no "Eu faço tudo e Deus não precisa me ajudar em nada". O título teve origem em uma camiseta que eu tenho da Canção Nova.


cancaonova.com: Como saber quando Deus quer agir ou quando algo depende de nós mesmos?

Daniel Godri: Nós temos à nossa disposição o Espírito Santo e também a nossa inteligência [razão]. Essas duas fontes vêm de Deus. O Espírito Santo é Deus que nos auxilia e a razão também vem d'Ele. Mesmo quando eu ajo só com a razão, estou agindo com o auxílio de Deus, porque a razão também vem do Senhor. Há um santo que disse assim: "Em pequenas coisas não perca tempo" – as coisas importantes você coloca em oração. Jesus, quando foi escolher Seus discípulos, levou a noite inteira em oração. O que é importante, peça auxílio do Espírito Santo e o que não for tão importante, use a sua inteligência e faça. Os santos dizem que a reta intenção é quando, mesmo errando, tivemos a intenção de acertar. Isso é o que conta para Deus. Ele olha a intenção do seu coração. 

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*Daniel Godri Junior também é administrador de empresas. Pós-graduado em marketing pela Unifae, teologia moral pela Facsul e possui MBA em gestão empresarial pela UFPR. É coordenador e cofundador da Comunidade Efetá. Autor dos livros "100 Motivos para Amar a Mãe de Deus", "Sou Campeão por Natureza", entre outros.

11 dezembro 2008

Profissionais em contínuo aperfeiçoamento

Formações Canção Nova

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Profissionais em contínuo aperfeiçoamento

Procure descobrir e valorizar suas habilidades e aptidões positivas

O nosso pai fundador, monsenhor Jonas Abib, nos ensina que na Canção Nova precisamos ser profissionais de Deus. E ele nos explica que ser profissional de Deus é antes de tudo uma atitude interior: assumir-se como profissional, empenhar-se como profissional. Ou seja, somos todos profissionais em contínuo aperfeiçoamento, porque a missão nos impulsiona a sermos cada vez mais profissionais e cada vez mais competentes. Seja qual for o lugar que ocupamos, seja qual for o trabalho que exercemos, ele faz parte da missão e a missão requer competência.

Ele nos fala isso desde os inícios da comunidade e é muito interessante perceber que as grandes empresas da atualidade falam dessa atitude de aprendizagem e busca de melhoria contínua e de competência. Portanto, posso partilhar um pouco com você sobre isso, porque você, como cristão, como filho de Deus, na sua profissão, no seu trabalho, precisa também assumir essa postura profissional. E posso garantir a você que essa atitude pode servir também como um grande testemunho, a partir do momento em que você oferece a Deus o seu trabalho e busca fazer tudo com Ele, mesmo prestando serviço a empresas seculares.

No mundo atual, o profissional tem de lidar com constantes transformações, e como já falei acima, precisa ter uma atitude de aprendizagem contínua, para, pelo menos, se manter atualizado profissionalmente falando. Mas não é só isso. As grandes empresas atuais falam que o profissional precisa ter uma boa inteligência emocional. Você sabe o que é isso?

Inteligência Emocional está relacionada a habilidades, tais como: motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; motivar pessoas ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns.

O profissional do século XXI precisa também ter a capacidade de criar uma visão de futuro e traçar planos de ação a fim de atingir suas metas e objetivos. Criar uma visão de futuro é sonhar, é criar um desafio que transcenda a sua situação atual. A visão de futuro precisa ser inspiradora, motivadora e precisa de projetos de curto prazo, realistas, que possam ser atingidos.

Estamos chegando ao final de mais um ano. Quero hoje convidar você para repensar a sua vida profissional. Você tem sido um bom (uma boa) profissional? O seu agir como profissional serve de testemunho para as pessoas? Final de ano é sempre uma oportunidade que temos para esse repensar e uma boa oportunidade para recomeçarmos.

Alguns treinamentos executivos levam o participante a escreverem os seus pontos fortes, os seus pontos a melhorar e a sua visão de futuro para 6 meses, 2 anos e 5 anos.

Quero convidar você para fazer essa experiência. Escreva num papel os seus pontos fortes, é uma boa oportunidade para você assumir as qualidades que Deus lhe deu. Procure descobrir e valorizar suas habilidades e aptidões positivas. Ao fazer isso, você poderá determinar o que você necessita fazer para continuar a crescer.

Escreva também os seus pontos a melhorar e procure pensar como você pode trabalhar esses pontos. Procure pensar em alguns passos concretos que sejam possíveis para você. Algumas características atrapalham a nossa vida profissional, e até mesmo pessoal, um exemplo disso é a timidez e o ser explosivo. Alguns passos concretos que você pode dar para vencer a timidez, por exemplo, é o procurar conhecer-se bem e encontrar uma adequação, uma “muleta”. Ela [timidez] atrapalha muito, mas dá para administrar. Procurar criar “zonas de conforto”: por exemplo, falar sobre o que gosta. Se você é explosivo, procure não segurar as coisas dentro de você, pois se isso acontecer, mais cedo ou mais tarde, e às vezes por uma bobagem, você vai explodir. Uma forma de administrar isso é, toda vez que acontecer alguma coisa que incomode você, falar com calma sobre aquele momento. Tenha sempre alguém com quem você possa falar, desabafar, mas não deixe acumular.

Escreva também a sua visão de futuro. Escreva o que você gostaria de fazer daqui a 6 meses, 2 anos e 5 anos. Pode um curso, adquirir um bem material, deixe a sua imaginação fluir, sonhe. E depois procure ver o que você precisaria fazer para que o seu sonho fosse possível. E claro: não deixe de apresentar tudo isso para Deus, pois o nosso maior sonho precisa ser o fazer a vontade d’Ele, pois somente n’Ele teremos a verdadeira garantia de encontrarmos a felicidade e a realização que tanto buscamos.

Esteja atento, porque o Senhor nos fala por meio dos fatos e dos acontecimentos em nossa vida. Precisamos, portanto, sonhar e ao mesmo tempo ter o coração aberto para sonharmos os sonhos d’Ele para nós. Não deixe de sonhar, pois somente quando nos colocamos a caminho é que damos permissão para Deus agir em nossa vida. Santa Teresinha do Menino Jesus falava que "Deus não poderia me inspirar desejos irrealizáveis, portanto, posso, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade".

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Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

05/11/2008 - 08h00

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.