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03 novembro 2021

Trabalhar Bem, Trabalhar por Amor

 



Trazemos no final dessa matéria 17 links com textos de Pe. Javier López Díaz* sobre a Santificação do Trabalho.

Texto extraído do site da Opus Dei:

A santificação do trabalho está no núclo da mensagem de S. Josemaria. Mas, o que é "santificar o trabalho"? Como se faz?

«Milhões de pessoas dirigem-se a cada dia para o seu trabalho. Algumas vão a contragosto, como que obrigadas, a uma tarefa que não lhes interessa nem lhes agrada. Outras importam-se apenas com o salário que receberão, e só isso lhes dá alento para trabalhar. Outras ainda encarnam o que Hannah Arendt chama «animal laborans»: o trabalhador sem outro fim nem horizonte que o próprio trabalho ao qual a vida o destinou e que realiza por inclinação natural ou por costume.


Por cima de todas estas propostas encontra-se a figura do «homo faber», o que trabalha com perspectivas mais amplas, com a preocupação de desenvolver uma empresa ou projeto, algumas vezes procurando a afirmação pessoal, mas outras muitas com a aspiração nobre de servir os outros e de contribuir para o progresso da sociedade.


Entre estes últimos deveriam encontrar-se os cristãos, e não apenas em primeiro lugar, mas sim num nível superior até. Porque se são cristãos de verdade, não se sentirão escravos nem assalariados, mas sim filhos de Deus para quem o trabalho é uma vocação e uma missão divina que se deve cumprir por amor e com amor.


No seu famoso discurso no Collège des Bernardins em Paris em 2008, Bento XVI mostrou que o cristianismo possui a chave para entender o significado do trabalho, afirmando que o homem é chamado a prolongar o trabalho criativo de Deus com o seu trabalho, e que deve aperfeiçoar a criação trabalhando livremente, guiado pela sabedoria e pelo amor. Jesus, o Filho de Deus feito homem, trabalhou por muitos anos em Nazaré, e "assim santificou o trabalho, atribuindo-lhe um valor peculiar para o nosso amadurecimento" (Papa Francisco, Laudato si’, 98).


Tudo isso mostra que o trabalho é a "vocação" do homem, "lugar" para o seu crescimento como filho de Deus, mais ainda: "matéria" para a sua santificação e realização da missão apostólica. É por isso que o cristão não deve ter medo do esforço ou do cansaço, mas abraçá-los com alegria: uma alegria que tem as suas raízes na forma de uma cruz.


A última frase é de São Josemaria Escrivá, o santo que ensinou a "santificar o trabalho", transformando-o em nada menos do que "trabalho de Deus". As páginas deste livro estão inspiradas na sua mensagem. Mais ainda: inspiram-se no Evangelho, já que o que São Josemaria fez foi mostrar as palavras e a vida de Jesus, especialmente os anos que passou em Nazaré com José, de quem aprendeu a trabalhar como artesão e com Maria, que o serviu com o seu trabalho em casa.


Jesus, Maria e José também trabalharam. Pode até imaginar-se como mais um elemento da família Nazaré, porque também é filho de Deus, e essa casa é a escola onde aprenderá a converter o trabalho em oração: numa "Missa" que dá glória a Deus e redime e melhora o mundo.


* Pe. Javier López Díaz (Madrid, 1949) é um sacerdote da Prelatura do Opus Dei desde 1977. É professor de Teologia Espiritual na Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma).


Os 17 artigos com seus links são:

1. Um motivo sobrenatural

2. Trabalhar com consciência

3. Trabalho e contemplação (1)

4. Trabalho e contemplação (2)

5. Trabalho de Deus

6. Santificar o descanso

7. O eixo da nossa santificação

8. Trabalhar por amor

9. Cruz e Ressurreição no trabalho

10. Santificar com o trabalho

11. Unidade de vida na profissão

12. Santificação do trabalho e cristianização da sociedade

13. Prestígio profissional

14. Trabalho e família

15. A força do fermento

16. Trabalho em todo o tempo

17. Jesus Cristo no cume de todas as atividades humanas










01 julho 2018

São José, exemplo para homens Santos





Padre Peter Carota – Traditional Catholic Priest | Tradução: Sensus Fidei

As Escrituras deixam isso muito claro: São José era um homem justo. Ele era virgem, protegeu Jesus e Maria e exercia trabalho manual. Em um mundo onde os homens venderam suas almas ao “demônio do sexo”, somos profundamente gratos por ter São José auxiliando os jovens a preservar sua virgindade e socorrendo homens que são verdadeiros pecados vivos da carne resgatando-os de volta à pureza.

Com o flagelo pandêmico da pornografia, Deus continua a oferecer-nos um auxílio para sairmos desta escravidão terrível em busca de prazer pecaminoso. Deus dispõe pessoas e santos em nossas vidas para nos ajudar a chegar ao Céu. Uma vez que São José é o “Terror dos Demônios”, ele é perfeito para nos socorrer a nos libertar de todas as atividades pecaminosas.

Cada vez que um homem olha para a pornografia, ele está permitindo que legiões de demônios entrem em sua alma, em sua casa e família. São José sabe como satanás opera e está sempre pronto para proteger os homens que supõem proteger suas esposas e filhos. Eles devem, então, protegê-los dos demônios e do mal, ao invés de convidar esses demônios para suas casas assistindo pornografia.

São José é um homem de oração. Ele não era um espetáculo de homem, mas sempre foi fiel às leis de Deus que exigem uma vida de oração e união com Deus. Ele rezou no templo, na sinagoga e em casa. Ele sabia que, sem oração, não seria capaz de cumprir a grande missão que Deus lhe confiara. Basta imaginar essa sua missão: proteger a Deus tornado criança e Sua Santa Mãe Maria.

Como trabalhador, São José era humilde e bem fazia todas as coisas por amor a Deus. Ele confiava que Deus providenciaria o necessário para Jesus, para Maria e para si mesmo. Ele nunca foi preguiçoso. Mas ele também sabia desfrutar sua vida com Maria e Jesus. Isso significa que ele sabia como priorizar as coisas mais importantes. Ele não era materialista.

Peçamos a São José que nos ajude a retomar o humilde caminho da união com Jesus através de Maria. Reserve algum tempo para pensar sobre as mudanças que você pode fazer para ser mais parecido com São José e para ser capaz de, mais tarde, ser glorificado eternamente com ele no céu.

São José é também patrono dos moribundos. Que ele nos ajude a morrer uma morte santa, confessada e em oração.

Para todos nós que presenciamos tantos ataques à Igreja, vindo de dentro e de fora, podemos nos tranquilizar sabendo que São José é o Protetor da Igreja Católica. Quando ficarmos com medo e tristes, vamos, em vez disso, recobrarmos o nosso ânimo e rezar a São José para que auxilie a amada Igreja de Deus.

Publicado originalmente em 19 de março de 2014, Pe. Peter Carota, in memoriam

Fonte: www.sensusfidei.com.br  via  www.rainhamaria.com.br

18 junho 2018

10 conselhos do Cardeal Burke para sobreviver à crise de confusão na Igreja




O Cardeal Raymond Leo Burke diz que a desorientação e erro entraram na Igreja "de forma diabólica", mas encoraja os católicos a permanecerem firmes na Fé, bem como corajosos e serenos, sabendo que a vitória de Cristo está já garantida.

Sublinhando que os ensinamentos de Cristo não podem mudar, o Cardeal sugeriu estas 10 ideias para ultrapassar a crise na Igreja:

1 - Estudar o Catecismo com mais atenção e estar preparado para defender os ensinamentos da Igreja;

2 - Lembrar-se dos muitos sinais edificantes de fidelidade a Cristo por parte de muitos e bons fiéis, sacerdotes e bispos;

3 - Recorrer à Santíssima Virgem Maria, imitando a união do seu coração com Jesus;

4 - Invocar com frequência, ao longo do dia, a intercessão de São Miguel Arcanjo, porque existe um envolvimento diabólico na disseminação da confusão, divisão e erro dentro da Igreja;

5 - Rezar a São José diariamente para que proteja a Igreja da "confusão e divisão que são sempre obra de Satanás;

6 - Rezar aos grandes Papas santos que guiaram a Igreja em tempos difíceis;

7 - Rezar pelos Cardeais da Igreja para que tenham grande clareza e coragem;

8 - Estar sereno, sabendo que a nossa confiança está em Cristo, que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e evitar um desespero mundano que se expressa em maneiras agressivas e não caridosas.

9 - Estar pronto para aceitar ser considerado ridículo, a incompreensão, a perseguição, o exílio e até a morte para permanecer unido com Cristo na Igreja, seguindo o exemplo de Santo Atanásio e outros grandes santos.

10 - Preservar o amor ao Papa Francisco, rezando fervorosamente por ele e pedindo a intercessão de São Pedro em seu nome.



Fonte:
Edward Pentin in National Catholic Register

24 julho 2017

Seleção de vídeos e áudios sobre os Santos




Irmãos, o site do Padre Paulo Ricardo é uma fonte maravilhosa de muitos vídeos e áudios sobre a vida dos santos. Como ele mesmo nos disse, e já publicamos AQUI, a primeira etapa da evangelização do cristão católico deve ser o estudo da vida dos santos conforme é atestado no modo em que ocorriam as catequeses na história da Igreja.

Devido a isso resolvi listar alguns materiais do seu site sobre a vida de vários santos. Trago abaixo uma seleção do 'Programa Ao Vivo Com Padre Paulo Ricardo' com conteúdos relacionados, onde você terá um robusto material para crescer na fé e santidade que Deus nos pede e um instrumento útil para evangelizar os irmãos, levando a eles uma formação sólida, pois a vida dos santos é o melhor meio de formar para a vida em Cristo.


3. A vida de São Pio de Pietrelcina

20. São Felipe Neri: "Prefiro o paraíso"

30. Os Mártires de Hoje

59. A Quaresma de São Miguel e o auxílio dos anjos

70. Maria e o Vaticano II

74. A história de uma alma

84. São José de Anchieta

85. A Divina Misericórdia

86. A Mãe do Salvador e a Nossa Vida Interior

91. A Espiritualidade Carmelitana e a Virgem Maria

93. A vida extraordinária de São Charbel Makhluf

95. O santo sacerdócio de João Maria Vianney

99. A oração da “Ave Maria”

102. Na presença dos anjos!

116. O glorioso São José

117. A vida de Santa Teresa d'Ávila

128. A vida de São Felipe Neri

130. A paixão do Padre Pio de Pietrelcina

131. Santa Teresinha: Doutora de Vida

134. A Medalha Milagrosa

135. Beato Miguel Pro, sacerdote e mártir

136. A vida de São João da Cruz

138. Projeto Segunda Morada

143. A vida de São Luís Gonzaga

144. Santa Zélia Martin

145. São Luís Martin

146. A Oração, de Santo Afonso de Ligório

147. Aprenda a rezar rezando, com Padre Paulo Ricardo

148. Maria e a nossa vida de oração

151. Projeto Terceira Morada

152. Santa Elisabete da Trindade

153. A conversão de Santa Teresa d'Ávila

156. As deploráveis Terceiras Moradas

155. Aprenda a rezar o Terço

159. O Ano da Virgem Maria

169. A Paixão de Cristo e a Compaixão da Virgem

172. As santas crianças de Nossa Senhora de Fátima

173. O milagre dos Pastorinhos

174. O Imaculado Coração triunfará!

176. Maria depois de Pentecostes

180. Nascemos do sangue dos mártires

181. O Segredo do Rosário

182. Santo Inácio: o desentortador de vidas

184. A Quaresma de São Miguel e o Apocalipse

186. As conversões de Santo Agostinho

188. O Santo, o Pecador... e o Mundano

189. Santa Teresinha, Lutero e a Misericórdia

30 novembro 2016

Advento: tempo de purificação

No domingo passado, dia 27 de novembro, começamos o Ano Novo Litúrgico da Igreja Católica, no qual as quatro semanas antes do Natal formam o tempo do Advento. E é nessa época do advento que nos preparamos para comemorar a primeira vinda de Jesus, na expectativa da segunda vinda do Senhor.

E, como em toda comemoração, esse tempo antes do Natal exige preparativos tanto conosco como com o que cerca o evento. E mais do que se preocupar com a ceia, os presentes, as roupas, cabelo, a decoração dos ambientes, devemos pensar primeiro em agradar o Aniversariante (Jesus), em querer estar perto dEle.

Mas, como fazer isso? fazendo penitência.

Sim. É isso mesmo. A penitência é agradável a Deus. "O próprio Jesus não inicia o seu ministério com a imediata revelação das sublimes verdades da fé, e sim com o convite a purificar a mente e o coração de tudo o que pudesse impedir o frutuoso acolhimento da boa-nova"1.

Jesus começou a pregar dizendo: "Fazei penitência, pois o Reino dos céus está próximo."(Mt 4,17)3.

Comecemos também o Advento atendendo a este chamado de Jesus, fazendo a penitência interior com "o arrependimento e a purificação dos próprios pecados, o que especialmente se obtém com uma boa confissão e comunhão (...) Vãs seriam, com efeito, as obras exteriores de penitência se não fossem acompanhadas da limpeza interior da alma e do sincero arrependimento dos próprios pecados."1. 

Pelo Sacramento da Penitencia, ficamos bem próximos a Jesus pois se "obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele"(CIC 1422)2, e se "realiza sacramentalmente o apelo de Jesus à conversão (Cf. Mc 1, 15) e o esforço de regressar à casa do Pai (Cf. Lc 15, 18) da qual o pecador se afastou pelo pecado."(CIC 1423)2.

Mas, além desse aproximar de Jesus pelo Sacramento, podemos agradá-lo também  através dos atos de penitência do jejum, da oração e da esmola, que, segundo o Catecismo da igreja Católica (CIC 1434)2, exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros" respectivamente. 

Vejamos cada um deles separadamente, com o propósito de praticá-lo:

Oração
Recomendação de Jesus: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26,41). "Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á. Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais." (Mt 6, 5-8).
Ações a praticar:
  • Fazer uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento. 
  • Assistir à Missa com atenção.
  • Fazer pequenas orações durante o dia: ao acordar; às refeições; no inicio e no término de cada trabalho ou estudo; ao dormir. 
  • Louvar e agradecer a Deus por tudo.
  • Rezar o Terço Mariano ou o Terço da Misericórdia
  • Ler a Bíblia e meditar sobre o que leu. 
 Jejum
Recomendação de Jesus: "Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á." (Mt 6,16-18).
Ações a praticar: 
  • Retirar da alimentação os alimentos que dão prazer como: sobremesas, frituras, assados, sanduíches, vinho, cerveja, café, etc. 
  • Alimentar-se de frutas, legumes, verduras, cereais, vegetais, hortaliças. 
  • Beber água ao invés de suco ou refrigerante. 
  • Fazer refeições sem exageros.
 Esmolas
Recomendação de Jesus: "Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á. (...)Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração." (Mt 6,1-4 e 19-21).
Ações a praticar
  • Ajudar os pedintes. 
  • Doar roupas, sapatos e objetos que não se usa há mais de um ano. Essa doação pode ser entregue ao grupo dos Vicentinos das paróquias. 
  • Doar alimentos para asilos e creches.
  • Pegar uma cartinha nos Correios e realizar um sonho de uma criança neste Natal.

A prática da penitencia além de ser uma forma de agradar a Deus, contribui para o desenvolvimento de virtudes como temperança (que promove o autocontrole), fortaleza (que faz resistir diante das dificuldades), justiça (que promove a paz e dá a cada um conforme o que lhe é devido), prudência ( que evita erros e perigos), humildade (que permite reconhecer as próprias fraquezas), paciência (que promove autocontrole emocional), perseverança ( que faz ter constância nas ações e não desistir diante das dificuldades), esperança (que faz acreditar que algo vai acontecer) e fé (ter certeza do que se espera), as quais nos tornam pessoas melhores e mais felizes. 

Ao sairmos do egocentrismo para o Cristocentrismo, possibilitamos a existência não somente de um Advento cheio de graças e de um Natal feliz com Jesus mas também de um Ano Todo de bênçãos.

Feliz Advento! Feliz Natal!

Notas
1.Papa João XXIII, Carta encíclica Paenitentiam Agere (1º de julho de 1962). Disponível em: https://w2.vatican.va/content/john-xxiii/pt/encyclicals/documents/hf_j-xxiii_enc_01071962_paenitentiam.html
2. Catecismo da Igreja católica (CIC), parágrafos 1422, 1423 e 1434. Disponível em:  http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap1_1420-1532_po.html
3. Bíblia Sagrada, Evangelho de São Mateus, capítulos 1,4, 6, 22 e 26. Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/









12 novembro 2016

Uma águia, um caçador e um lutador

Compartilho aqui as Palavras de Cristo à Santa Brígida comparando um pecador a três coisas: uma águia, um caçador e um lutador. Esta revelação está no livro As Profecias e Revelações de Santa Brígida da Suécia1 :


"Eu sou Jesus Cristo, que está falando contigo. Sou o que esteve no ventre da Virgem, verdadeiro Deus e homem. Apesar ter estado na Virgem ainda regia tudo com o Pai. O homem, que é um perverso inimigo meu, se parece com três coisas. Primeiro, é como uma águia que voa pelos ares enquanto outras aves voam por baixo; segundo, é como um caçador que entoa doces melodias com uma flauta recoberta de cola, cujos sons deleitam as aves de modo que voam até a flauta e ficam presas na cola. Terceiro, é como um lutador que ganha todos os combates.
É como uma águia porque, em seu orgulho, não pode tolerar que haja ninguém acima dele e fere a qualquer que esteja a seu alcance com as unhas de sua malicia. Cortarei as asas de seu poder e de seu orgulho e eliminarei sua maldade da terra. Colocá-lo-ei em uma inextinguível panela fervente, que é o sofrimento do inferno, onde será eternamente atormentado, se não emendar seu caminho. 
É também como um caçador que atrai todos para si com a doçura de suas palavras e promessas, mas quem se aproxima dele, fica preso na perdição sem poder escapar. Por esta razão, as aves do inferno lhe picarão os olhos para que nunca possam ver minhas glorias, senão somente a escuridão perpetua do inferno. Cortar-lhe-ão as orelhas para que não ouça as palavras de minha boca. Em troca de suas doces palavras lhe darão amargos tormentos desde a planta de seus pés até o alto de sua cabeça e sofrerá tantas torturas quantos foram os homens que conduziu à perdição. 
É também como um lutador briguento, quem gosta de ser o primeiro em maldade, não querendo ceder diante de ninguém, e sempre determinado a derrotar a qualquer um. Como lutador, então, terá o primeiro lugar em cada castigo; seus tormentos se renovarão constantemente e nunca terminarão. Ainda assim, enquanto sua alma esteja unida a seu corpo, minha misericórdia permanece quieta esperando-o."
EXPLICAÇÃO
Este foi um poderosíssimo cavaleiro que odiava muito o clero e costumava lançar-lhe insultos. A precedente revelação é sobre ele, igual a que segue: O Filho de Deus disse: “Oh mundano cavaleiro, pergunta a sabedoria que ocorreu ao soberbo Aman que desprezava minha gente! Não foi a sua uma morte ignominiosa e uma grande degradação? Da mesma forma este homem zomba de mim e de meus amigos. Por isto, o mesmo que Israel não chorou pela morte de Aman, aos meus amigos não doerá a morte deste homem. Terá uma morte muito amarga se não emenda seu caminho”. Eisso foi o que se passou."

Nota
1.  Santa Brígida, As Profecias e Revelações de Santa Brígida da Suécia, Livro I, capítulo 17. Disponível em:http://www.salverainha.com.br/downloads/Santa_Brigida.pdf

26 setembro 2016

SERMÃO SOBRE O CONHECIMENTO E A IGNORÂNCIA


SERMÃO SOBRE O CONHECIMENTO
E A IGNORÂNCIA

(Sermão 36 sobre o Cântico dos Cânticos)

De São Bernardo de Claraval

(trad. Jean Lauand)


O CONHECIMENTO DAS LETRAS É BOM PARA A INSTRUÇÃO, MAS O CONHECIMENTO DA PRÓPRIA FRAQUEZA É MAIS ÚTIL PARA A SALVAÇÃO

I

Aqui estou para cumprir o que vos prometi; aqui estou para satisfazer vosso desejo; aqui estou, também, obrigado pela dívida que tenho para com Deus, a Quem sirvo.

Como vedes, três são as razões que me impelem a pregar: o compromisso assumido, o amor fraterno e o temor a Deus.

Se me abstivesse de falar, pela minha boca condenar-me-ia. Mas o que acontece se eu falar? Também neste caso, corro o mesmo risco, o de ser condenado pela minha própria boca: por pregar e não praticar o que prego. Ajudai-me, pois, com vossas orações, para que eu possa sempre falar o que é necessário e, com minha conduta, praticar o que prego.

Tinha vos anunciado o tema do sermão de hoje: a ignorância, ou melhor, as ignorâncias, porque, como lembrais, há duas ignorâncias: a de nós próprios e a de Deus. E vos aconselhava a evitar uma e outra, pois ambas são perdição.

Hoje, procuraremos esclarecer melhor esse assunto. Antes, porém, discutiremos se toda ignorância é condenável. Parece-me que não, pois nem toda ignorância produz perdição: há muitas e mesmo inúmeras coisas que se podem ignorar sem problema algum para a salvação.

Se alguém, por exemplo, desconhece artes mecânicas, como a carpintaria, a arte de edificação e outras que são exercidas para a utilidade da vida neste mundo, acaso tal ignorância constitui obstáculo para a salvação?

Também muitos são os que se salvaram e agradaram a Deus pela sua conduta e com seus atos sem as artes liberais (e, certamente, são úteis e moralmente bons esses estudos). Quantos não enumera a Epístola aos Hebreus (cap. 11), que se tornaram agradáveis a Deus não com erudição, "mas com consciência pura e fé sincera" (I Tim 1,5). E agradaram a Deus com os méritos de sua vida e não com os de seu saber. Cristo não foi buscar Pedro, André, os filhos de Zebedeu e todos os outros discípulos, entre filósofos; nem em escola de retórica e, no entanto, valeu-se deles para realizar a salvação na terra.

Não é porque fossem mais sábios do que todos os homens - como diz de si mesmo o Eclesiastes (1, 16) -, mas, por causa de sua fé e de sua benignidade, o Senhor os salvou e fez deles santos e mestres. Pois os Apóstolos mostraram ao mundo o caminho da vida, não com sublimidade de discurso, nem com palavras eloquentes de sabedoria humana, mas pelo modo como aprouve a Deus: pela estultícia de sua pregação, aprouve a Deus salvar os que creem, porquanto o mundo com sua sabedoria não O conheceu (I Cor 2, 1; 1, 17-21).

II

Posso estar dando a impressão de querer lançar em descrédito o saber, de repreender os doutos, de proibir o estudo das letras. Longe de mim, tal atitude! Conheço muito bem o inestimável serviço que os homens doutos têm prestado à Igreja: seja refutando os adversários dela, seja na instrução dos simples.

Com efeito, o que li na Sagrada Escritura foi: "Como rejeitaste o saber, também Eu te rejeitarei, para que não exerças Meu sacerdócio" (Os 4, 6). E mais: "Os doutos resplandecerão com o brilho do firmamento, e os que tiverem ensinado a muitos a justiça, brilharão como estrelas em perpétuo resplendor" (Dn 12, 3).

Mas, por outro lado, li também: "O saber incha" (I Cor 8, 1) (Scientia inflat).

E, finalmente: "No acúmulo de saber, acumula-se a dor" (Ecl 1, 18).

Vede que há saberes e saberes: há um saber que produz o inchaço e há um saber que contrista. Quero que sejais capazes de distinguir qual deles é útil e necessário para a salvação: o que incha ou o que dói? E não duvido que prefiras o que aflige ao que incha, porque, se a saúde (salvação) pela inchação é aparentada, pela aflição é procurada (A palavra latina salus significa tanto saúde como salvação).

Ora, quem procura, acaba encontrando, pois "quem pede, recebe" (Lc 11,10). E é certo que Aquele que cura os que têm o coração contrito abomina o inchaço dos orgulhosos, pois a Sabedoria diz: "Deus resiste aos soberbos e dá Sua graça aos humildes" (Tg 4,6) (ver I Pe 5, 5 e Pr 3, 34). E o Apóstolo diz: "Exorto-vos, em virtude do ministério que pela graça me foi dado, a não pretender saber mais do que convém, mas saber com sobriedade" (Rom 12,3).

O Apóstolo não proíbe saber, mas sim saber mais do que convém. E o que é saber com sobriedade? É cuidar de aplicar-se prioritariamente ao que mais interessa saber, pois o tempo é breve (I Cor 7,29). Ora, ainda que todo saber, desde que submetido à verdade, seja bom, tu, que buscas com temor e tremor a salvação e a buscas apressadamente, dada a brevidade do tempo, deves aplicar-te a saber, antes e acima de tudo, o que conduz mais diretamente à salvação (ver 2 Cor 7,15 e Fil 2,12).

Acaso não dizem os médicos do corpo que parte da medicina é precisamente determinar a ordem dos alimentos: qual deve ser ingerido antes, qual depois e o modo de os ingerir? Ora, mesmo sendo bons os alimentos que Deus criou, tu os tornas nocivos se não observas o modo e a ordem ao ingeri-los. Aplica, pois, aos saberes, o que dissemos dos alimentos.

III

Mas o melhor é encaminhar-vos ao Mestre. Não é nossa esta sentença, mas dEle; ou antes, é nossa porque a aprendemos dAquele que é a Verdade. E diz: "Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber" (I Cor 8,2).

Vede como não é aprovado o saber muitas coisas se se ignora o modo de saber. Vede como o fruto e a utilidade do saber consiste no modo de saber.

Mas o que é este modo de saber? O que, senão saber segundo a ordem, o amor e o fim devidos?

Segundo a ordem, isto é, priorizando o que é mais necessário para a salvação; segundo o amor¹, isto é, voltando-nos mais ardentemente para o que mais nos impele a amar; segundo o fim: não por vaidade ou curiosidade ou objetivos semelhantes, mas somente pela tua própria edificação e pela de teu próximo.

Há quem busque o saber por si mesmo, conhecer por conhecer: é uma indigna curiosidade.

Há quem busque o saber só para poder exibir-se: é uma indigna vaidade. Estes não escapam à mordaz sátira que diz: "Teu saber nada é, se não há outro que saiba que sabes" (Persius, Satyra 1, 27).

Há quem busque o saber para vendê-lo por dinheiro ou por honras: é um indigno tráfico.

Mas há quem busque o saber para edificar, e isto é amor. E há quem busque o saber para se edificar, e isto é prudência.

IV

De todos estes que buscam o conhecimento, só os dois últimos não incorrem em abuso do saber, já que o buscam para praticar o bem. Deles é que fala o salmo: "O saber é bom para quem o põe em prática" (Sl 111, 10). Os demais devem ouvir a Escritura: "Quem conhece o bem e não o pratica, comete pecado" (Tg 4, 17).

É como se, numa comparação, disséssemos: tomar alimento e não digeri-lo faz mal. Um alimento indigesto, mal cozinhado, produz maus humores e, em vez de nutrir o corpo, corrompe-o. Assim também pode dar-se o caso de o estômago da alma, que é a memória, ingerir muitos conhecimentos que não foram cozinhados pelo fogo do amor e nem passaram para ser elaborados pelo aparelho digestivo da alma (no caso, os atos e costumes), a fim de que a alma se torne boa pelo bom conhecimento (o que pode ser atestado pela vida e pelos costumes). E acaso um tal saber indigesto não deve ser considerado pecado, tal como um alimento que se transforma em humores maus e nocivos? E os maus humores do corpo não equivalem aos maus costumes da alma? E não virá a sofrer de inchaços e cólicas de consciência quem conhece o bem e não o pratica?

Acaso não se lhe aplicará a sentença de morte e condenação, toda vez que lhe vier à mente a palavra de Deus: "O servo, que conhece a vontade de seu senhor e não a pratica, torna-se digno de muitos açoites" (Lc 12,47) ?

E não será em nome desta alma, o pranto do profeta (Jer 4,19): "Doem-me as entranhas, doem-me as entranhas"? Gemidos geminados que - salvo outra interpretação - apontam para o que dizíamos: o profeta fala de si mesmo, pois estava pleno de saber, inflamado de amor e, desejando intensamente transmitir esse saber, não encontrou quem se interessasse por ouvir e teve de arcar sozinho com o peso de um saber que não pôde comunicar. Chorou, pois, o zeloso doutor da Igreja, tanto por aqueles que menosprezam a busca do saber que dirige o bem viver, como pelos que, embora sabendo, no entanto, vivem mal. E, por isso, o profeta repete seu lamento.

V

Compreendes agora quão verdadeira é a sentença do Apóstolo: "O saber incha"? Por isso, convém que a alma antes se conheça a si mesma, coisa que é requerida pela ordem e pela utilidade.

Pela ordem, porque, para nós, o primeiro conhecimento deve ser o do que somos; pela utilidade, porque tal conhecimento não incha, mas humilha e serve de fundação para a edificação. Pois o edifício espiritual que não tem seu fundamento na humildade, não se aguenta em pé.

E para aprender a humildade, a alma não encontra nada mais convincente do que descobrir-se a si mesma na verdade. Deve-se, portanto, evitar a dissimulação, o auto-engano doloso, deve o homem encarar-se de frente, evitando fugir de si mesmo.

Pois, defrontando-se a alma com a límpida luz da verdade, encontrar-se-á muito diferente do que julgava ser e, suspirando em sua miséria - uma miséria que já não pode esconder porque é verdadeira e manifesta -, clamará com o salmista ao Senhor: "Em Tua verdade me humilhaste" (Sl 119, 75). Como não se humilhará neste verdadeiro conhecimento de si, ao dar-se conta da carga de seus pecados, sob o peso deste corpo mortal, ao ver-se imersa em preocupações terrenas, infectada pelos desejos carnais, cega, curvada, fraca, envolta em mil pavores, angustiada ante mil dificuldades, sufocada ante mil dúvidas, indigente de mil necessidades, inclinada ao vício, impotente para as virtudes?

Onde está agora o olhar arrogante? Onde, a cabeça orgulhosamente erguida? Não será ela ainda mais arremessada em sua desolação, trespassada por espinhos? (Sl 32, 4). Que ela - diz o salmista - derrame lágrimas, que chore e gema, que se volte para o Senhor e clame em sua humildade: "Cura, Senhor, minha alma, pois pequei contra Ti" (Sl 41,5).

Se ela se voltar para o Senhor, encontrará consolo, pois Ele é o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação.

VI

Eu, quando olho para mim mesmo, fico imerso em amargura; logo, porém, que alço a vista para o auxílio da misericórdia divina, suaviza-se meu amargor com a alegria da visão de Deus e Lhe digo: "Minha alma está conturbada interiormente, por isso me lembro de Ti" (Sl 42,7).

Basta um pouco de conhecimento de Deus para experimentar que Ele é piedoso e solícito, pois, na verdade, Ele é um Deus de bondade e misericórdia, que perdoa a maldade (Joel 2,13); Sua natureza é a bondade e é próprio dEle perdoar e ter misericórdia sempre.

Deus se dá a conhecer nesta experiência e desta maneira salutar, a partir do momento em que o homem se reconheça indigente e clame ao Senhor; e Ele o ouvirá e dir-lhe-á: "Eu te libertarei e tu Me glorificarás" (Sl 50,15).

Assim, o conhecimento próprio é um passo para o conhecimento de Deus. Vê-lO-ás em Sua imagem, que em ti se forma, na medida em que tu, desarmado pela humildade, com confiança, irás refletindo a glória do Senhor e, levado pelo Espírito de Deus, de claridade em claridade, irás te transformando nessa imagem.

VII

Reparai, pois, como ambos conhecimentos são necessários para a salvação, de tal modo que não pode faltar nenhum dos dois. Pois, se desconheces a ti mesmo, não terás temor de Deus em ti, nem humildade. Por acaso pensas que podes alcançar a salvação sem temor de Deus e sem humildade?

(Neste momento, o auditório murmura: "Não, não!").

Fizestes bem de indicar-me o "não" absoluto de vosso juízo, ou antes, que não estais desprovidos de juízo... Nem vale a pena continuar falando sobre o óbvio.

Mas, prestai atenção a um outro ponto...

Ou será melhor parar, por causa dos que já estão pestanejando? Eu pretendia, em um só sermão, dar conta do que tinha prometido: falar da dupla ignorância, e fá-lo-ia se não me parecesse que este discurso já está demasiadamente longo para os que o acham cansativo. E vejo alguns bocejando e outros dormitando. E não é de admirar, pois a longuíssima vigília de oração que tivemos hoje os desculpa.

O que direi, porém, daqueles que dormem agora, mas dormiram também enquanto rezávamos os ofícios? Não quero, porém, levar isto adiante e envergonhá-los, baste ter mencionado o fato... Penso que de hoje em diante cuidarão de estar atentos, advertidos que foram pela nossa correção.

Com esta esperança e em atenção a eles, em vez de continuar, partamos, suspendendo por clemência o discurso, e demos-lhe fim, embora não tenha atingido seu fim. Eles, por sua vez, tendo sido objeto de nossa compreensão, associem-se a nós em glorificar o Esposo da Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo, que está acima de todas as coisas, Deus bendito pelos séculos. Amém.


__________

1 - Studio, no original. Como se sabe, a palavra latina studium significa também diligência, amor que move a agir



10 setembro 2016

Diferença entre o temor a Deus e ao demônio


"Não temais aqueles que matam o corpo, 
mas que não podem matar a alma; 
temei antes aquele 
que pode precipitar a alma e o corpo na geena."
 (Mt 10,28)

Segundo o sacerdote espanhol José Antonio Forteo, teólogo especializado em demonologia, este versículo bíblico tem, além do ensinamento de que não devemos nos preocupar "pelos males dessa vida, senão pelos da futura e perpétua", um "sentido bem mais profundo", o qual eu transcrevo abaixo:
"A mensagem mais sutil é a de que ninguém pode levar-nos ao inferno, senão Deus. Nem homens, nem demônios. Só Deus é o juiz, só Ele pode nos enviar àquele lugar.
Daí que o que nos diz o versículo é que se vivemos neste mundo, para a eternidade, não há razão para temer ninguém. Só o juiz eterno. O versículo, portanto, seria uma incitação ao santo temor de Deus.
O temor ao demônio é pelos males que nos possa causar na vida material(enfermidades, desgraças) ou na vida espiritual (nos fazer pecarou nos condenar). Mas tais males não estão em sua mão. As desgraças e doenças só chegarão a nós se assim Deus o permitir. O pecado é condenação somente se nós quisermos. Logo, o temor ao demônio não faz sentido, pois tudo está nas mãos de Deus. O temor ao demônio está, portanto, teologicamente infundado, não faz sentido.  Com Deus não há razão para temer o demônio. Ser crente e temer ao demônio é uma contradição.
O temor do demônio parte do pressuposto de uma verdadeira falta de fé na onipotência de Deus, uma verdadeira desconfiança em Seu cuidado amoroso, e uma verdadeira ofensa a Sua santidade, pois um Deus que permitisse sem razão alguma o sofrimento de Seus filhos seria um Deus injusto. O temor ao demônio, portanto, é negativo. Falo, certamente, do temor consentido, não do sentimento. O sentimento de medo para esse ser é inevitável para algumas pessoas e está acima de suas forças, como para outras é o temor das alturas ou às serpentes.
Se o temor ao demônio é negativo, o santo temor de Deus é dom do Espírito Santo. É o temor de ofendê-Lhe, o temor de perder-Lhe e, sobretudo, o temor que nos produz comparecer ante à santidade de Sua presença, sabendo - como o sabemos - que somos nada e indignos. Chegará um dia em que, no Reino dos Céus, quando já não temeremos nem Lhe perder, nem Lhe ofender, pois será impossível, ainda manteremos, por toda a eternidade, o santo temor de Deus. Nem contemplando-O a cada dia, nem contemplando-O como Pai, perderemos este santo dom.Pelo contrário, seremos ainda mais conscientes da infinita distância entre siua grandeza e nossa pequenez. Esse dom de Deus leva-nos a ser mais agradecidos por permiti-nos estar diante d'Ele sem merecê-lO. É um temor bom que não é contrário ao amor, pois o aperfeiçoa.
Claro que há o temor mau de Deus que leva ao desespero, e desse medo São João fala em sua Epístola. Esse medo o incita ao demônio, enquanto o temor de Deus é um dom do Espírito Santo. 
O maravilhoso e profundo versículo do capítulo 10 de Mateus é como se nos dissesse: não deveríeis temer a nada nem a ninguém, mas se temeis (...), temei aquele que provoca males eternos e não os males deste mundo. Mas as mesmas palavras , exatamente as mesmas, que nos dizem ao mesmo tempo: mas, em verdade, temei só a Deus que é o juiz da eternidade.
Bem se vê, é um versículo com duas peças internas que parecem contraditórias, mas que formam  um quebra-cabeça que se encaixa do modo mais inteligente possível.

Fonte: Summa Daemoníaca. SP: Palavra e Prece, 2010. páginas 94 e 95 (parte V, questão 68)

27 julho 2016

O Conhecimento da Verdade nos leva a tudo que precisamos


Irmãos, poucos se põe a meditar na importância do Conhecimento da Verdade e do conhecimento de Deus. Tal matéria é a essência da Vida Eterna, como o próprio Jesus nos diz e vamos ver abaixo. É a essência do nosso relacionamento com Deus.

A palavra "conhecimento" na bíblia significa uma intimidade profunda, um conhecimento íntimo, uma união de conhecimento mútuo e amor partilhado.

Deus é a verdade. O próprio Jesus insistiu que Ele é a Verdade e que sua missão é dar testemunho dela:

"Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim."
João 14,6

Jesus nos disse sobre sua missão e quais são os que o ouvem:

"Sim, Eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz."
João 18,37





Infelizmente muitos cristãos ignoram ou rejeitam a importância da Verdade nos dias atuais. Falam muito de amor e caridade, mas se esquecem que o fundamento do verdadeiro amor tem que ser construído na verdade. Qualquer amor que for fundamentado na mentira não será mais verdadeiro amor, mas corrupção de toda espécie. Portanto o filtro da verdade é essencial para viver e experimentar a genuína Misericórdia, o genuíno amor. Nesta ditadura do relativismo no qual estamos absorvidos a verdade tem sido cada vez mais "caçada" como algo proibido.




Claríssimo é a conclusão de São Paulo:

"Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade."
1 Timóteo 2,3-4



Buscando a Deus encontraremos a verdade. Mas o contrário também é verdadeiro: buscando a verdade, encontraremos Deus.

Veja o que nos diz a Santa Edith Stein, (Santa Benedita da Cruz), Filosofa e padroeira da Europa:
"Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus"

Conhecer a verdade é conhecer a Deus...

E conhecer a verdade, conhecer a Deus é o nosso fim último, nossa vida eterna...

Isso é tão, tão, tão verdade irmãos, que veja o que mais nos diz o próprio Jesus em oração ao Pai:

"Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade."
João 17,14-17



"Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste."
João 17,3

E o livro de Sabedoria explica numa oração tudo isso de forma simples e clarissimamente:

"Porque conhecer-vos é a perfeita justiça, e conhecer vosso poder é a raiz da imortalidade."
Sabedoria 15,3



O mundo se perde por falta de conhecimento e por esquecimento dos ensinamentos do Senhor:

"Ouvi a palavra do Senhor, filhos de Israel! Porque o Senhor está em litígio com os habitantes da terra. Não há sinceridade nem bondade, nem conhecimento de Deus na terra. Juram falso, assassinam, roubam, cometem adultério, usam de violência e acumulam homicídio sobre homicídio. Por isso, a terra está de luto e todos os seus habitantes perecem; os animais selvagens, as aves do céu, e até mesmo os peixes do mar desaparecem. Entretanto, ninguém poderá acusar (o povo), nem o repreender, mas eu censuro a ti, ó sacerdote. Tu tropeçarás em pleno dia, assim como o profeta durante a noite. Far-te-ei perecer, porque meu povo se perde por falta de conhecimento; por teres rejeitado a instrução, excluir-te-ei de meu sacerdócio; já que esqueceste a lei de teu Deus, também eu me esquecerei dos teus filhos."
Oséias 4,1-6



O mais importante para Deus é o conhecimento Dele:

"...eu quero o amor mais que os sacrifícios, e o conhecimento de Deus mais que os holocaustos."
Oséias 6,6

O Senhor prometeu há centenas de anos antes que, em Jesus, nos prepararia o coração para melhor conhecê-lo:

"Dar-lhes-ei um coração capaz de conhecer-me e de saber que sou eu o Senhor. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus porque de todo o coração se voltarão a mim."
Jeremias 24,7

E quem O conhece não se engana:

"Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai."
João 10,14-15

Para terminar cito aqui este versículo em que fica claramente exposto que a missão de Jesus foi nos colocar predispostos para conhecer a verdade e que nisto se resume a vida eterna e o verdadeiro Deus:


"Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno. Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna."
1 João 5,19-20


Hoje mais do que nunca precisamos de Guerreiros da Verdade neste mundo mal e mentiroso...















24 junho 2016

João Baptista, o último profeta da Antiga Aliança



Hoje é dia de São João. Em muitos lugares do Brasil, há festas, muitas das quais se baseiam mais em lendas do que na verdadeira história narrada pela Bíblia. Diz-se, pela cultura popular, que Isabel, grávida de João, encontrava-se nas montanhas de Judá, na companhia de sua Maria, sua prima e noiva de José. Maria teria combinado com José que, quando o bebê de Isabel nascesse, acenderia uma fogueira para avisá-lo. Por isso, se acende uma fogueira nas festas juninas. Outra estória contada é a de que esse fogo foi a forma de comunicar o parto à sua prima, Maria, que estava em outro ponto do vale. Maria não estava junto pois também estava grávida de Jesus. Estórias à parte, a Igreja Católica celebra, hoje, solenemente o nascimento de João Baptista. Ele e a Virgem Maria são os únicos em que a liturgia lembra o nascimento. E para comemorar a vida deste grande santo, primo de Jesus, vou postar aqui a história da vida dele, como é contada na Bíblia: 

“Nos tempos de Herodes, rei da Judeia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. (...) não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada. Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume. Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do perfume. Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume.”(1)


“Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe:
Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo; ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto.
Zacarias perguntou ao anjo: Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada. O anjo respondeu-lhe:
Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo.
No entanto, o povo estava esperando Zacarias; e admirava-se de ele se demorar tanto tempo no santuário. Ao sair, não lhes podia falar, e compreenderam que tivera no santuário uma visão. Ele lhes explicava isto por acenos; e permaneceu mudo. Decorridos os dias do seu ministério, retirou-se para sua casa. Algum tempo depois Isabel, sua mulher, concebeu; e por cinco meses se ocultava, dizendo: Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens.”(1) 
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, à virgem Maria, e anunciou a ela que ela conceberia, por meio do Espírito Santo, o Filho de Deus. E, nessa mesma ocasião, o anjo Gabriel comunicou a ela que Isabel, sua parenta, tinha concebido um filho na sua velhice; e "já estava no sexto mês aquela que era tida por estéril, “porque a Deus nenhuma coisa é impossível”. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” “(1)

“Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa. Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela. 
No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. Mas sua mãe interveio: Não, disse ela, ele se chamará João. Replicaram-lhe: Não há ninguém na tua família que se chame por este nome. E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse. Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: João é o seu nome. Todos ficaram pasmados.'(1)

“E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia. Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele. Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, nestes termos:
Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo, e suscitou-nos um poderoso Salvador, na casa de Davi, seu servo (como havia anunciado, desde os primeiros tempos, mediante os seus santos profetas), para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam.
Assim exerce a sua misericórdia com nossos pais, e se recorda de sua santa aliança, segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de nos conceder que, sem temor, libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo em santidade e justiça, em sua presença, todos os dias da nossa vida.
E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho, para dar ao seu povo conhecer a salvação, pelo perdão dos pecados.
Graças à ternura e misericórdia de nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente, que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz.
O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito.” (1)

“No ano décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias.”(2) João Batista começou a pregar, então, " um batismo de conversão para a remissão dos pecados. E saíam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Ele pôs-se a proclamar: "Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo."(3) É assim que ele anunciava ao povo a boa nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações. Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi.”(2) 

Um tempo depois, quando Jesus estava chegando perto da porta da cidade de Naim, viu um cortejo onde era levado o corpo do filho único de uma viúva, Ele, então, tocou no esquife, ressuscitou o moço e o entregou a sua mãe. Este acontecimento fez com que a noticia se espalhasse por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança. “Os discípulos de João referiram-lhe todas estas coisas. E João chamou dois dos seus discípulos e enviou-os a Jesus, perguntando: És tu o que há de vir ou devemos esperar por outro?” Pergunta a qual Jesus deu a seguinte resposta:”'Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho;e bem-aventurado é aquele para quem eu não for ocasião de queda!” (4)
Por aquela mesma época, o tetrarca Herodes, mandou prender e acorrentar João, por causa de Herodíades, esposa de seu irmão Filipe. João lhe tinha dito: "Não te é permitido tomá-la por mulher! ”.(5) Herodíades odiava João e queria matá-lo, não o conseguia, pois Herodes o respeitava, sabia que ele era um homem justo e santo. Herodes protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.
"Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia. A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou-lhe: Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino. Ela saiu e perguntou à sua mãe: Que hei de pedir? E a mãe respondeu: A cabeça de João Batista. Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista.O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar. Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere, trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.
 

Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro”.(6)
Essa é a história de João Baptista.  Ele "foi «mais do que um profeta» (cf 4). João termina o ciclo dos profetas inaugurado por Elias. «Cheio do Espírito Santo já desde o seio materno» (Lc 1, 15), pelo próprio Cristo que a Virgem acabava de conceber por obra e graça do Espírito Santo."(8) . Ele viveu uma vida de humildade e obediencia a Deus e, segundo o Papa Bento XVI, está ligado a um “veemente apelo a um novo modo de pensar e de agir, ligado sobretudo ao anúncio do juízo de Deus e à proclamação de alguém maior que há de vir depois de João. O quarto Evangelho nos diz que João Batista "não conhecia" este "maior" cujo caminho queria preparar (Jo 1,30-33). Mas sabe que a sua missão é estar ali como alguém que prepara o caminho a outro totalmente misterioso; que toda a sua missão está orientada para Ele”.(7) “Finalmente, com João Baptista, o Espírito Santo inaugura, em prefiguração, aquilo que vai realizar com e em Cristo: restituir ao homem «a semelhança» divina.” (8) 
Viva São João!! Viva João Baptista!!


Notas
  1. Bíblia Sagrada, Lc 1, 5-80 Disponível em http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-lucas/
  2. Bíblia Sagrada, Lc 3, 1-2; 21-22 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-lucas/3/
  3. Bíblia sagrada, Mc 1, 4-8 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-marcos/1/  
  4. Bíblia Sagrada, Lc 7, 11-30 Disponível em:http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-lucas/7/ 
  5. Bíblia Sagrada Mt 14,3-13 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/14/ 
  6. Bíblia Sagrada, Mc 6, 19-29 Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-marcos/6/
  7. Papa Bento XVI, Jesus de Nazaré: primeira parte : do batismo no Jordão à transfiguração. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007. Página 31.  Disponível em: https://docs.google.com/file/d/0B9Wq_YZySyOWekc4bGN1ZGJqOTQ/edit?pref=2&pli=1 
  8. Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 717, 719, 720. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2cap3_683-1065_po.html
  9. Imagens: autoria desconhecida.
Autoria: Betania Tavares





"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.