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21 maio 2016

A Nova Era


Shalom, irmãos!
Gostaria de comentar mais um livro que li e foi muito significativo para mim.

INTRODUÇÃO
Antes de tudo, gostaria de citar que esta temática tem tudo haver com minha vida. Desde 1995, quando tivemos acesso às conspirações do movimento Nova Era para destruir o cristianismo de forma planejada, cultural e politicamente, montamos um material para divulgação.
Íamos em Igrejas, grupos, escolas, aonde fôssemos chamados, para palestrar sobre o movimento Nova Era, sua história, objetivos e o contraste com a doutrina cristã.
Fomos não só bem recebidos, como fomos convidados para ir em muitos outros lugares, tal a importância do assunto e interesse das pessoas.
Alguns achavam que era teoria da conspiração e que tudo aquilo era um exagero. A maioria não. A grande questão é que não pregávamos teorias, mas fatos históricos comprovados.
E assim é este tema. Apesar de haver muita teoria, tudo é parte de um plano sim muito bem registrado e divulgado pelos que acreditam nisso.

ATUALIDADE
Mas, passados 10 anos, essas teorias malucas ficaram enterradas no passado?
Não.
Olhando agora, uns dez anos depois, tudo se confirmou: as teorias estão incrustadas em nossa sociedade atual: na cultura, na música, nas novelas, nos games, no entretenimento, nos brinquedos das crianças, nos filmes e muito mais. Todos aceitam sem muito esforço as teorias e há até cristãos que aceitam de bom grado a conciliação entre as teorias da Nova Era e seu "pseudo-cristianismo teórico".
Já não eram teorias nos círculos da Nova Era. Mas no nosso meio era...
Mas atualmente não são mais teorias dentro da nossa realidade social e em nossa igrejas, até, infelizmente...
São realidades...

A Nova Era evoluiu e se uniu ao movimento socialista internacional e patrocinadas pelas grandes famílias ricas e a mídia mundial se tornou um movimento de grande força e influência direta na cultura das nações e famílias em todo o mundo.

Hoje a imagem subliminar imposta a todos através da influência da mídia é que todos os adeptos da Nova Era são pessoas da paz e amor, inteligentes, adeptos da natureza, tolerantes da diversidade, da esquerda democrática, etc; enquanto todos os que são opositores são retrógrados, conservadores, burros, cristãos radicais, hipócritas, intolerantes, preconceituosos, de direita fascista e gananciosos.

E, segundo os "novaerinos" ou os de 'aquário', a única forma de conter o avanço de tais 'conservadores' da era de 'peixes' é desmantelar a instituição família que tem uma força invencível de perpetuar a crença/cultura "judaico-cristã opressora".

DOCUMENTO DA IGREJA
Finalmente a Igreja Católica se expressou a respeito através de um importantíssimo documento exclusivo onde se uniram 3 grandes organismos da Igreja no Vaticano denunciando os males da Nova Era.

O Documento foi escrito com grande autoridade e competência por estes três órgãos da Igreja:


APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO
O Documento nos diz que a motivação pela busca das pessoas para a espiritualidade da Nova Era é a falta de cultivo da espiritualidade e mística cristã. Que muitas vezes nossas igrejas não focam no quesito místico e aprofundamento da vida de oração. O que leva as pessoas procurarem sanar esta sede intrínseca, colocada por Deus no coração humano, em outras religiões.

A Nova Era não tem nada de novo. Se trata de uma reforma moderna da antiga heresia gnóstica. O novo é a apresentação e implantação de forma estratégica bem planejada e subliminar, infiltrando-se em vários meios em todo o mundo, na política, na cultura, inclusive na religião.

O Cardeal Paul Poupard, na apresentação deste documento sobre a Nova Era disse claramente:  "O fenómeno da New Age, juntamente com muitos outros Movimentos religiosos, constitui um dos desafios mais urgentes para a fé cristã. Trata-se de um desafio religioso e, ao mesmo tempo, cultural:  a New Age propõe teorias e doutrinas sobre Deus, o homem e o mundo, que são incompatíveis com a fé cristã. Além disso, a New Age é o sintoma de uma cultura em profunda crise e, ao mesmo tempo, uma resposta errónea a esta situação de crise cultural:  às suas inquietações e interrogações, às suas aspirações e esperanças".

Ele ainda diz que este documento "trata-se do fruto de uma autêntica e longa colaboração interdicasterial, precisamente com vista a ajudar a responder "com docilidade e respeito", como já recomendava o Apóstolo Pedro (1 Pd 3, 15), a este desafio religioso e, ao mesmo tempo, cultural."

O Cardeal entre outras coisas denuncia: "...é digno de nota o facto de que, desde há muito tempo, existe muito interesse pelas religiões esotéricas nalguns círculos maçónicos que visam uma religião universal."

E continua: "O espírito desta nova religião universal é explicado mais claramente, de maneira muito popular, no "musical" Hair (1960) quando, ao público do mundo inteiro, se disse que "esta é a aurora da Era do Aquário", uma Era fundamentada sobre a harmonia, a compreensão e o amor. Em termos astrológicos, a Era dos Peixes foi identificada com o período em que o cristianismo teria predominado, mas esta Era, ao que parece, deveria terminar depressa, para dar lugar à Era do Aquário, quando o cristianismo perderia a sua influência, abrindo caminho para uma religião universal mais humana. Uma boa parte da moral tradicional deixaria de ter lugar na nova Era do Aquário. O modo de pensar das pessoas seria transformado completamente e já não existiriam as antigas divisões entre homens e mulheres." 

Nesta declaração de 3 de fevereiro de 2003 o Cardeal diz mais sobre o Documento: "O Documento que hoje vos é apresentado constitui uma resposta à necessidade sentida pelos Bispos e pelos fiéis em diversas regiões do mundo. Foram eles que pediram muitas vezes ajuda para responder melhor a este fenômeno, hoje omnipresente. O próprio título deste Documento esclarece, desde o começo, que o Aquário nunca poderá dar aquilo que Jesus Cristo pode oferecer." (...)
"Em última análise, este Documento é um ulterior fruto da atenção da Igreja pelo mundo. Ele nasce do dever que a Igreja tem de permanecer fiel à Boa Nova da vida, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo, que oferece verdadeiramente a água da vida a todos aqueles que se aproximam dele com a mente e o coração abertos."

Aí entra a necessidade de conhecermos tal conteúdo e o divulgarmos de todas as formas criativas possíveis. O Cardeal conclui: "Foi necessário um longo período de tempo, antes que o Documento fosse divulgado. Todavia, faço votos a fim de que ele suscite reflexões entre os Bispos e nas comunidades católicas e cristãs de todos  os  tipos.  Se  ele  for  substituído por um texto melhor e de índole mais definitiva, significará que alcançou a sua  finalidade,  estimulando  quantos estão comprometidos na pastoral e as pessoas que trabalham com eles, a reflectir sobre este tema de maneira teológica. O Documento quer encorajar os seus leitores a fazerem o melhor que puderem para entender correctamente o fenómeno da New Age. E isto exige uma atitude aberta..."


SOBRE O DOCUMENTO

Gostaria de trazer aqui alguns pequenos trechos que para mim foram os mais marcantes. Uma seleção especial de tudo que selecionei do documento.

O Documento abre dizendo da importância do mesmo: "As reflexões seguintes pretendem ser um guia para os católicos emprenhados na pregação do Evangelho e do ensinamento da fé, em todos os níveis, no seio da Igreja. (...) É um convite à compreensão desta corrente cultural e ao empenhamento de um diálogo autêntico com todos os que são influenciados pelo seu pensamento. (...) pretende ser um convite a todos os cristãos para levarem à sério a Nova Era e, como tal, exige dos seus leitores que entrem num diálogo crítico com pessoas que seguem perspectivas muito diferentes para enfrentar a mesma realidade. (...) As pessoas precisam de informações confiáveis sobre as diferenças entre Cristianismo e Nova Era".

Sobre se é possível acreditar tanto em Jesus Cristo quanto na Nova Era o Documento diz: "... se trata numa situação na qual, ou se está de um lado, ou do outro. 'Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há de aborrecer um e amar o outro ou dedicar-se a um e desprezar o outro' (Lc 16,13). (...) Nunca se deve esquecer que muitos dos movimentos que alimentaram a Nova Era são explicitamente anticristãos."

Acho que tudo dito até aqui já é o suficiente para despertar o interesse e a importância do estudo de tal problemática na nossa atual cultura. Lembro que a Nova Era é só um dos ramos principais de um grande plano arquitetado para a destruição do Cristianismo e implantação de um tempo anticristão.

Que Deus nos dê inteligência, sabedoria e parresia para conhecer, denunciar e lutar contra os males que o inimigo de Deus tem disseminado em nossa sociedade.

E agora? Não dá mais para os 'cristãozinhos light' continuar sustentando que tudo não passa de uma teoria de conspiração... para justificar uma vida vazia dos fundamentos evangélicos...

Como diz o teólogo Karl Rahner "O cristão de amanhã será um místico, alguém que experimentou alguma coisa, ou não será nada"; ou o Monsenhor Padre Jonas Abib: "Ou santos ou nada!".

É irmão! Acho que o Apocalipse estava certo: 'ou quente ou frio, porque o morno...' (Ver Ap 3,15-16)

Infelizmente este documento não se encontra em português no site do Vaticano. Temos somente em Inglês e Espanhol.

Para quem quiser ler em português terá que adquirir o livro. Recomendo o livro publicado pela Editora Cléofas do Professor Felipe Aquino. Segue o link:

http://loja.cleofas.com.br/a-nova-era-jesus-cristo-portador-da-agua-viva.html


Recomendo também a leitura do discurso do Papa João Paulo II sobre a Nova Era para os bispos americanos em 1993 neste link:

http://www.universocatolico.com.br/index.php?/nova-era-o-papa-fala-sobre-a-nova-era.html

Deus nos abençoe! Shalom!



24 fevereiro 2016

Oração Pessoal e Lectio Divinae


Irmãos, segue abaixo este vídeo que nos relata dicas essenciais para viver uma vida de oração frutuosa.

A Oração Pessoal com a Lectio Divinae feita de forma simples e profunda, como relatada neste vídeo, segundo o método simples do pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, nos mostra como ter um relacionamento com Deus e levar na vida prática a Palavra de Deus.

A Leitura orante (Lectio Divinae) é o método de oração e estudo dos santos e recomendado constantemente pelos Papas.

O vídeo ensina todo o passo a passo e dá orientações valiosas.

Deixe seu comentário e compartilhe!

Deus te abençoe!

27 janeiro 2016

Para estudar Teologia




Irmãos, há muito eu sempre quis estudar teologia numa faculdade católica. Mas não tive nenhuma oportunidade ainda. Desde então, nestes já 23 anos de caminhada me dediquei bastante à leitura e conhecimento da nossa fé na Igreja.

Neste ano específico senti um chamado a voltar a me dedicar mais intensivamente à leitura, estudo e interioridade. Por isso quis retomar minhas leituras espirituais, mas quis organizá-las para não me perder no caminho.

Fiz uma análise de várias ementas das disciplinas de Teologia em várias faculdades católicas do Brasil. Baseado nisso elaborei esta lista abaixo onde organizo quase todos os itens de estudo. Se alguém se interessa em iniciar um estudo sistemático de nossa fé, é muito importante analisar este "mapa" abaixo para que cada um possa se situar em quais matérias necessita conhecer ou aprofundar e planejar seus estudos de forma mais organizada.

Deu um trabalhinho, mas valeu à pena. Guarde esta lista e planeje suas leituras e estudos. O mundo de hoje necessita cada vez mais de pregadores e cristãos que detenham um conhecimento mínimo a respeito daquilo que creem.

Coloquei também algumas sugestões de quais materiais você pode estar adquirindo para o estudo. Nada muito profundo, mas que vai te direcionar bem numa introdução aos conhecimentos do nosso precioso depósito da fé.

(Atualização: Depois desta lista ter muito sucesso e repercussão, criamos o projeto "Quero Estudar Teologia - QET". Se quiser saber mais clique aqui.)

Segue abaixo:


Estudo das Sagradas Escrituras

Introdução às Sagradas Escrituras

História do Antigo Testamento

Pentateuco

Livros históricos

Livros proféticos

Livros sapienciais

História do Novo Testamento

Evangelho

Atos dos apóstolos

Cartas Paulinas

Cartas católicas

Apocalipse

Para estudar as Sagradas Escrituras sugiro os seguintes materiais:


História

=> Das origens até Cristo

=> História da Igreja

  • Idade antiga
  • Idade média
  • Idade moderna e contemporânea


=> América Latina e Brasil


Para estudar história recomendo: 




Teologia Sistemática

Introdução à Teologia

Teologia fundamental

Antropologia Teológica

Trindade

Cristologia

Pneumatologia

Eclesiologia (Sagr.Magistério)

Angeologia

Mariologia

Escatologia

Graça

Teologia dos Sacramentos (Liturgia)

Missiologia e Pastoral

Direito Canônico


Para vários temas acima recomendo:



Teologia Moral

Os 10 mandamentos

Introdução a Moral

Teologia do Corpo

Doutrina Social da Igreja


Para aprofundamento das questões morais propostas aqui recomendo:




Hagiografia

Patrística

Beneditinos

Carmelitas

Franciscanos

Recomendo aqui:




Espiritualidade

Teologia ascética e mística

Latim


Para aprofundar a espiritualidade e vida de oração recomendo:
  • Estudo da parte 4 do Catecismo da Igreja Católica a respeito do Pai nosso e a vida de oração do cristão. 


É claro que há muitos mais fontes de pesquisa e estudo a se citar aqui. Uma lista sem fim. Mas o objetivo principal desta postagem não é bibliográfica, mas apenas apresentar um mapa para pessoas que desconhecem as matérias no estudo da Teologia.

Depois seria interessante estudar Filosofia. Mas aí é outra postagem no futuro.


18 janeiro 2016

CARTA ENCÍCLICA DIVINUM ILLUD MUNUS



1ª Encíclica ao Espírito Santo:

CARTA ENCÍCLICA

DIVINUM ILLUD MUNUS

DO SUMO PONTÍFICE LEÃO XIII

SOBRE A PRESENÇA E

VIRTUDE ADMIRÁVEL DO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO
1. Aquela divina missão que, recebida do Pai em benefício do gênero humano, tão santamente desempenhou Jesus Cristo, tem como último fim fazer que os homens cheguem a participar de uma vida bem-aventurada na glória eterna; e, como fim imediato, que durante a vida mortal vivam a vida da graça divina, que ao final se abre florida na vida celestial.

Por isso, o Redentor mesmo não cessa de convidar com suma doçura a todos os homens de toda nação e língua para que venham ao seio de sua Igreja: Venham todos a mim; Eu sou a vida; Eu sou o bom pastor. Mas, segundo seus altíssimos decretos, não quis Ele completar por si só incessantemente na terra tal missão, mas que, como Ele mesmo a tinha recebido do Pai, assim a entregou ao Espírito Santo para que a levasse a perfeito término. Apraz, com efeito, recordar as consoladoras frases que Cristo, pouco antes de abandonar o mundo, pronunciou diante dos Apóstolos:

“Convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei”. (1)

E ao dizer assim, deu como razão principal de sua separação e de sua volta ao Pai o proveito que seus discípulos haveriam de receber com a vinda do Espírito Santo; ao mesmo tempo que mostrava com este era igualmente enviado por Ele e, portanto, que dEle procedia como do Pai; e que com advogado, como consolador e como mestre concluiria a obra por Ele iniciada durante sua vida mortal.

A perfeição de sua obra redentora estava providencialmente reservada à múltipla virtude desse Espírito, que na criação adornou os céus (2) e encheu a terra (3).

2. E Nós, que constantemente temos procurado, com o auxílio de Cristo Salvador, príncipe dos pastores e bispo de nossas almas, imitar seus exemplos, temos continuado religiosamente sua mesma missão, encomendada aos Apóstolos, principalmente a Pedro, cuja dignidade também se transmite a um herdeiro menos digno (4). Guiados por esta intenção, em todos os atos de nosso pontificado a duas coisas principalmente temos atendido e sem cessar atendemos. Primeiro, a restaurar a vida cristã tanto na sociedade pública como na familiar, tanto nos governantes como nos povos; porque somente de Cristo pode se derivar a vida para todos. Segundo, a fomentar a reconciliação com a Igreja daqueles que, por causa da fé ou por obediência, estão separados dela; pois a verdadeira vontade do mesmo Cristo é que haja só um rebanho sob um só Pastor. E agora, quando nos sentimos próximos do fim de nossa carreira mortal, apraz consagrar toda nossa obra, qualquer que tenha sido, ao Espírito Santo, que é vida e amor, para que a fecunde e a madure. Para cumprir melhor e mais eficazmente nosso desejo, em vésperas da solenidade de Pentecostes, queremos lhes falar da admirável presença e poder do mesmo Espírito; ou seja, sobre a ação que Ele exerce na Igreja e nas almas graças ao dom de suas graças e carismas celestiais. Resulte disso, como é nosso desejo ardente, que nas almas se reavive e se vigore a fé no augusto mistério da Trindade, e especialmente cresça a devoção ao divino Espírito, a quem de muito são devedores todos quanto seguem o caminho da verdade e da justiça; pois, como assinalou São Basílio, toda a economia divina ao redor do homem, se foi realizada por nosso Salvador e Deus, Jesus Cristo, tem sido levada a cumprimento pela graça do Espírito Santo (5).

O MISTÉRIO DA TRINDADE

27 fevereiro 2013

A última Catequese do Papa Bento XVI



Catequese 
Praça São Pedro
Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral.

Obrigado de coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo tempo belo que nos doa agora ainda no inverno.

Como o apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma se expande para abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos do ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu.

Sinto levar todos na oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho em cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).

Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.

26 julho 2012

Papa Bento XVI pede para imitar o exemplo de conversão de Santa Maria Madalena!


Em suas palavras prévias à oração do Ângelus, o Papa Bento XVI lançou um convite a que nos deixemos salvar por Jesus tal como experimentou Maria Madalena, quem após deixar que Deus entrasse em sua vida se livrou de todos os males e conheceu realmente a paz, o bem, a felicidade, e a realização.
Ao dirigir-se aos peregrinos reunidos no pátio do Palácio de Castel Gandolfo, o Santo Padre indicou que entre as ovelhas perdidas que Jesus salvou, Maria Madalena, cuja memória litúrgica celebramos hoje experimentou a Deus na própria vida e assim conheceu sua paz.
O Papa indicou que “o evangelista Lucas diz que dela Jesus expulsou sete demônios (cf. Lc 8,2), ou seja, a salvou de uma total escravidão ao mal. Em que consiste essa cura profunda que Deus realiza através de Jesus? Consiste em uma paz verdadeira, completa, fruto da reconciliação da pessoa consigo mesmo e com todas as suas relações: com Deus, com os outros e com o mundo”.
“Na verdade, o diabo tenta sempre arruinar a obra de Deus, semeando divisões no coração humano, entre corpo e alma, entre o homem e Deus, nas relações interpessoais, sociais, internacionais, e também entre o homem e a criação. O maligno semeia guerra; Deus cria a paz. Com efeito, como indicou São Paulo, Cristo «é a nossa paz: de dois povos fez um só povo, em sua carne derrubando o muro da inimizade que os separava», destacou.
“Para realizar esse trabalho de reconciliação radical Jesus, o Bom Pastor, tornou-se Cordeiro, “o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Apenas para que ele pudesse realizar a maravilhosa promessa do Salmo: «Felicidade e graça vão me acompanhar todos os dias da minha vida e vou morar na casa do Senhor por muitíssimos anos»”.
O Santo Padre sublinhou que a Palavra de Deus deste domingo, “nos propõe um tema fundamental e sempre fascinante da Bíblia: lembra-nos que Deus é o Pastor da humanidade. Isto significa que Deus quer para nós a vida, quer nos orientar a boas pastagens, onde poderemos nos alimentar e descansar; não quer que nos percamos e morramos, mas que cheguemos ao destino da nosso viagem, que é plenitude da vida”.
“Isso é o que todo pai e toda mãe quer para seus filhos: o bem, a felicidade, a realização. No Evangelho de hoje, Jesus se apresenta como o Pastor das ovelhas perdidas de Israel. Seu olhar é um olhar sobre as pessoas como se fosse “pastoral”.
O Papa assinalou que no Evangelho deste domingo se diz que “ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão e encheu-se de compaixão por eles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas”.
“Jesus encarna Deus Pastor com sua forma de pregar e com as suas obras, tendo o cuidado com os doentes e os pecadores, aqueles que estão “perdidos” (Cf. Lc 19,10), para trazê-los de volta em segurança, na misericórdia do Pai”, afirmou.
“Estas palavras fazem-nos vibrar o coração, porque expressam nosso desejo mais profundo, dizendo para o quê fomos feitos: a vida, a vida eterna! Estas são as palavras daqueles que, como Maria Madalena, experimentaram Deus na própria vida e conhecem a sua paz. Palavras mais verdadeiras do que nunca na boca da Virgem Maria, que já vive para sempre nas pastagens do Céu, onde a conduziu o Pastor Cordeiro”, acrescentou.
“Maria, Mãe de Cristo, nossa paz, rogai por nós!”, foram as palavras usadas pelo Papa para terminar sua alocução deste domingo.
Fonte: ACI Digital

22 junho 2011

PAPA NA AUDIÊNCIA GERAL: SALMOS NOS ENSINAM A FALAR COM DEUS

◊   Cidade do Vaticano, 22 jun (Rádio Vaticano) - Bento XVI acolheu, nesta quarta-feira, milhares de fiéis e peregrinos, na Praça São Pedro, no Vaticano, para a habitual Audiência Geral.

Continuando seu ciclo de catequeses sobre a oração cristã, o Papa se deteve hoje sobre os Salmos, livro de oração por excelência.

Os cento e cinqüenta cânticos que compõem o Livro dos Salmos expressam a riqueza da experiência humana e nos ensinam como falar com Deus. Em hebraico, os Salmos são chamados Tehellim ou cânticos de louvor. Duas idéias centrais resumem esta vasta gama de sentimentos: a súplica e o louvor, ambos profundamente unidos.

A oração de louvor é, na verdade, a nossa melhor resposta a Deus que mesmo nos momentos de provação permanece sempre ao nosso lado. "Muitos Salmos são atribuídos a Davi, grande Rei de Israel que, como o Ungido do Senhor, prefigurava o Messias. Em Jesus Cristo e no seu mistério pascal o Saltério encontra o seu significado mais profundo e o cumprimento profético" – ressaltou o Papa.

A seguir, o Santo Padre fez um resumo, em português, de sua catequese, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje iniciamos uma nova etapa no percurso das catequeses sobre a oração, ao entrar no "livro de oração" por excelência: o livro dos Salmos. Composto por cento e cinqüenta salmos, segundo diversas formas literárias, o Saltério se apresenta como uma manifestação das múltiplas experiências humanas que se fazem oração. E, dentre essas formas expressivas, há dois âmbitos que sintetizam toda a oração do saltério: a súplica e o louvor. Trata-se de duas dimensões correlacionadas e inseparáveis, pois toda a súplica é animada pela certeza de que Deus responderá, abrindo-se assim ao louvor; por sua vez o louvor brota da experiência da salvação recebida, que supõe a necessidade de ajuda, expressa pela súplica. Desta forma, os salmos ensinam a rezar, de modo análogo ao que acontece com a criança que aprende a falar, assimilando a língua de seus pais para poder expressar as suas sensações e emoções. Nos salmos, a própria Palavra de Deus se torna palavra de oração. Por fim, é com Jesus que os salmos encontram o seu cumprimento definitivo e o seu sentido mais pleno e profundo. De fato, o cristão recitando os salmos, reza ao Pai em Cristo e com Cristo.

Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular os brasileiros de Curitiba e os jovens portugueses que se organizaram sob o lema “Eu acredito” para unir seus coetâneos à volta do Sucessor de Pedro. Continuai a fazer da oração um meio para crescerdes nesta união. Cada dia, pedi a Jesus como os seus primeiros discípulos: "Senhor, ensinai-nos a rezar"! Que Deus vos abençoe!
No final da audiência, Bento XVI recordou que amanhã, quinta-feira, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), presidirá, em Roma, a celebração eucarística na Basílica Papal de São João de Latrão e a procissão eucarística, após a missa, até a Basílica Papal de Santa Maria Maior.

"Convido os fiéis romanos e todos os peregrinos a se unirem neste ato de profunda fé na Eucaristia, precioso tesouro da Igreja e da humanidade" – concluiu o Santo Padre. (MJ)

01 dezembro 2008

Bento XVI: fé não é idéia, mas amor

Intervenção durante a audiência geral

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir a catequese pronunciada nesta quarta-feira pelo Papa Bento XVI durante a audiência geral que aconteceu na Sala Paulo VI, na presença de Sua Santidade Aram I, Catholicos de Cilícia dos Armênios.
* * *
[Palavras de boas-vindas ao Catholicos Aram I]
Esta manhã saúdo com grande alegria Sua Santidade Aram I, Catholicos da Cilícia dos Armênios, junto com a distinta delegação que o acompanha, e os peregrinos armênios dos diferentes países. Esta visita fraternal supõe uma ocasião significativa para reforçar os laços de unidade que já existem entre nós, que caminhamos rumo à comunhão plena, que é tanto o objetivo fixado para todos os seguidores de Cristo, como um dom que se deve implorar diariamente ao Senhor.
Por esta razão, Santidade, invoco a graça do Espírito Santo sobre sua peregrinação aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo, e convido todos os presentes a rezarem fervorosamente ao Senhor para que sua visita e nossos encontros constituam um passo a mais no caminho rumo à unidade plena.
Santidade, desejo expressar-lhe minha gratidão particular por seu constante envolveimento pessoal no campo do ecumenismo, especialmente na Comissão Conjunta Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Orientais Ortodoxas, e no Conselho Mundial das Igrejas.
Na fachada exterior da Basílica Vaticana há uma estátua de São Gregório o Iluminador, fundador da Igreja Armênia, a quem um de vossos historiadores chamou «nosso progenitor e pai no Evangelho». A presença desta estátua evoca os sofrimentos que teve de suportar para levar o povo armênio ao cristianismo, mas também recorda os muitos mártires e confessores da fé cujo testemunho trouxe ricos frutos à história de seu povo. A cultura e espiritualidade armênias estão penetradas pelo orgulho desse testemunho de seus antepassados, que sofreram com fidelidade e coragem em comunhão com o Cordeiro morto para a salvação do mundo.
Bem-vindo, Santidade, queridos bispos e queridos amigos. Invoquemos juntos a intercessão de São Gregório o Iluminador e sobretudo a da Virgem Mãe de Deus, para que iluminem nosso caminho e nos guiem à plenitude dessa unidade que todos desejamos.
[Catequese]
Queridos irmãos e irmãs,
Na catequese de quarta-feira passada, falei da questão de como o homem se torna justo diante de Deus. Seguindo São Paulo, vimos que o homem não é capaz de tornar-se «justo» com suas próprias ações, mas pode realmente converter-se em «justo» diante de Deus só porque Deus lhe confere sua «justiça» unindo-o a Cristo, seu Filho. E esta união com Cristo, o homem obtém mediante a fé. Neste sentido, São Paulo nos diz: não são nossas obras, mas a fé a que nos torna «justos». Esta fé, contudo, não é um pensamento, uma opinião ou uma idéia. Esta fé é comunhão com Cristo, que o Senhor nos entrega e que por isso se converte em vida, em conformidade com Ele. Ou com outras palavras, a fé, se é verdadeira, real, converte-se em amor, em caridade, expressa-se na caridade. Uma fé sem caridade, sem este fruto, não seria verdadeira fé. Seria fé morta.
Encontramos, portanto, na última catequese, dois níveis: o da irrelevância de nossas obras para alcançar a salvação e o da «justificação» mediante a fé que produz o fruto do Espírito. A confusão entre estes dois níveis causou, no transcurso dos séculos, não poucos mal-entendidos na cristandade. Neste contexto, é importante que São Paulo, na mesma Carta aos Gálatas coloque, por uma parte, o acento, de forma radical, na gratuidade da justificação não por nossas forças, mas que, ao mesmo tempo, sublinhe também a relação entre a fé e a caridade, entre a fé e as obras: «Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente» (Gál 5, 6). Em conseqüência, estão, por uma parte, as «obras da carne» que são fornicação, impureza, libertinagem, idolatria...» (Gál 5, 19-21): todas as outras obras contrárias à fé; pela outra, está a ação do Espírito Santo, que alimenta a vida cristã suscitando «amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si» (Gál 5, 22): estes são os frutos do Espírito que surgem da fé.
Ao início desta lista de virtudes se cita o ágape, o amor, e na conclusão do domínio de si. Na realidade, o Espírito, que é o Amor do Pai e do Filho, infunde seu primeiro dom, o ágape, em nossos corações (cf. Rm 5,5); e o ágape, o amor, para expressar-se em plenitude, exige o domínio de si. Sobre o amor do Pai e do Filho, que nos alcança e transforma nossa existência profundamente, tratei também em minha primeira encíclica: Deus caritas est. Os crentes sabem que no amor mútuo se encarna o amor de Deus e de Cristo, por meio do Espírito. Voltamos à Carta aos Gálatas. Aqui São Paulo diz que, levando o peso uns de outros, os crentes cumprem o mandamento do amor (cf. Gál 6, 2). Justificados pelo dom da fé em Cristo, estamos chamados a viver no amor a Cristo ao próximo, porque é neste critério no qual seremos julgados ao final de nossa existência. Na realidade, Paulo nos faz outra coisa que repetir o que havia dito o próprio Jesus e que se nos recordou no Evangelho do domingo passado, na parábola do Juízo final. Na Primeira Carta aos Coríntios, São Paulo faz um famoso elogio ao amor. É o chamado hino à caridade: «Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor». O amor cristão é tão exigente porque surge do amor total de Cristo por nós: este amor que nos exige, nos acolhe, nos abraça, nos sustenta, até atormentar-nos, porque nos obriga a não viver mais para nós mesmos, fechados em nosso egoísmo, mas para «Aquele que morreu e ressuscitou por nós» (cf. 2 Cor 5, 15). O amor de Cristo nos faz ser n’Ele essa criatura nova (cf. 2 Cor 5, 17) que entra para fazer parte de seu Corpo místico, que é a Igreja.
Desde esta perspectiva, a centralidade da justificação sem as obras, objeto primário da pregação de Paulo, não entra em contradição com a fé que opera no amor; ao contrário, exige que nossa própria fé se expresse em uma vida segundo o Espírito. Com freqüência se viu uma contraposição infundada entre a teologia de São Paulo e São Tiago, que em sua carta escreve: «Assim como o corpo sem espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta» (2, 26). Na realidade, enquanto Paulo se preocupa antes de tudo em demonstrar que a fé em Cristo é necessária e suficiente, Tiago põe o acento nas relações de conseqüência entre a fé e as obras (cf. Tiago 2, 2-4). Portanto, para Paulo e para Tiago, a fé operante no amor testifica o dom gratuito da justificação em Cristo. A salvação, recebida em Cristo, necessita ser guardada e testemunhada «com respeito e temor. É Deus, de fato, quem age em vós o querer e o agir como bem lhe parece. Fazei tudo sem murmurações nem discussões... apresentando a palavra de vida», dirá ainda São Paulo aos cristãos de Filipos (cf. Flp 2, 12-14.16).
Com freqüência tendemos a cair nos mesmos mal-entendidos que caracterizaram a comunidade de Corinto: aqueles cristãos pensavam que, tendo sido justificados gratuitamente em Cristo pela fé, «tudo lhes era lícito». E pensavam, e com freqüência parece que o pensam os cristãos de hoje, que seja lícito criar divisões na Igreja, Corpo de Cristo, celebrar a Eucaristia sem ocupar-se dos irmãos mais necessitados, aspirar aos melhores carismas sem dar-se conta de que são membros uns de outros, etc. As conseqüências de uma fé que não se encarna no amor são desastrosas, porque se recorre ao arbítrio e ao subjetivismo mais nocivo para nós e para os irmãos. Ao contrário, seguindo São Paulo, devemos tomar consciência renovada do fato de que, precisamente porque fomos justificados em Cristo, não nos pertencemos mais a nós mesmos, mas nos convertemos em templo do Espírito e somos chamados, por isso, a glorificar a Deus em nosso corpo com toda nossa existência (cf. 1 Cor 6, 19). Seria um desprezo do inestimável valor da justificação se, tendo sido comprados ao caro preço do sangue de Cristo, não o glorificássemos com nosso corpo. Na realidade, este é precisamente nosso culto «razoável» e ao mesmo tempo «espiritual», pelo qual Paulo nos exorta a «oferecer nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus» (Rm 12, 1). A que se reduziria uma liturgia que se dirigisse só ao Senhor e que não se convertesse, ao mesmo tempo, em serviço aos irmãos, uma fé que não se expressara na caridade? E o apóstolo põe com freqüência suas comunidades frente ao juízo final, por ocasião do qual todos «seremos postos ao descoberto diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba conforme pelo que fez em sua vida mortal, o bem ou o mal» (2 Cor 5, 10; cf. Rm 2, 16). E este pensamento deve iluminar-nos em nossa vida de cada dia.
Se a ética que São Paulo propõe aos crentes não se traduz em formas de moralismo e se demonstra atual para nós, é porque, cada vez, volta sempre desde a relação pessoal e comunitária com Cristo, para verificar-se na vida segundo o Espírito. Isto é essencial: a ética cristã não nasce de um sistema de mandamentos, mas é conseqüência de nossa amizade com Cristo. Esta amizade influencia a vida: se é verdadeira, se encarna e se realiza no amor ao próximo. Por isso, qualquer deslize ético não se limita à esfera individual, mas ao mesmo tempo desvaloriza a fé pessoal e comunitária: dela deriva e sobre ela incide de forma determinante. Deixemos-nos, portanto, alcançar pela reconciliação, que Deus nos deu em Cristo, pelo amor «louco» de Deus por nós: nada nem ninguém nos poderá separar de seu amor (cf. Rm 8, 39). Vivemos nesta certeza. E esta certeza nos dá a força para viver concretamente a fé que age no amor.
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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