| "Espero poder encontrar-vos na próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro" (Bento XVI) |
29 agosto 2012
Inscrições para a JMJ Rio2013 foram abertas: Papa é o primeiro inscrito
08 fevereiro 2012
Definida Logomarca da JMJ 2013
Conceito
Com base no trecho da Palavra do Evangelho de São Mateus, percebe-se a necessidade de expressar uma referência direta à imagem de Jesus e ao sentido do discípulo. Neste episódio, Jesus se encontrou com seus discípulos em uma montanha, após sua ressurreição. Como símbolo da cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor também se encontra em uma montanha e é um monumento reconhecido no mundo inteiro. O tema é uma palavra de ordem proclamada pelo próprio Senhor Jesus, e assim a Sua imagem possui destaque no centro do símbolo.
Os elementos do símbolo formam a imagem de um coração. Na fé dos povos o coração assumiu papel central, assim como o Brasil será o centro da juventude na Jornada Mundial. Também designa o homem interno por inteiro, se tornando nesta composição a referência aos discípulos que possuem Jesus em seus corações.
Os braços do Cristo Redentor ultrapassam a figura do coração, como o abraço acolhedor de Deus aos povos e jovens que estarão no Brasil. Representa nossa acolhida, como povo de coração generoso e hospitaleiro.
A parte superior (em verde) foi inspirada nos traços do Pão de Açúcar, símbolo universal da cidade do Rio de Janeiro, e a cruz contida nela reforça o sentido do território brasileiro conhecido por Terra de Santa Cruz. As formas que finalizam a imagem do coração possuem a cor azul, representando o litoral, somada ao verde e amarelo que transmitem a brasilidade das cores da bandeira nacional.
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SETOR COMUNICAÇÃO JMJ RIO2013
08 setembro 2011
Veja o itinerário da peregrinação da Cruz da Jornada e do Ícone de Nossa Senhora pelo Brasil
03 setembro 2011
Bote Fé! JMJ Rio-2013: é a nossa vez!
25 agosto 2011
“Ide e evangelizai todos os povos” é lema escolhido por Bento XVI para JMJ 2013
22 agosto 2011
Lombardi comenta protestos contra JMJ em Madri
Qualifica-os como “fenômeno marginal” que não afetou realização do evento
13 agosto 2011
VATICANO CONFIRMA: RIO DE JANEIRO SERÁ ANFITRIÃ DA JMJ EM 2013
De acordo com o sacerdote jesuíta, que é também Diretor Geral da RV, a 23ª edição da Jornada, no Rio, será antecipada em um ano para não coincidir com a Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil.
O Rio de Janeiro será a segunda cidade da América Latina anfitriã da Jornada, depois da edição de Buenos Aires em 1987.
Seguiram-se encontros em Santiago de Compostela (Espanha), Czestochowa (Polônia), Denver (EUA), Manila (Filipinas), Paris (França), Roma (Itália), Toronto (Canadá), Colônia (Alemanha) e Sydney (Austrália).
Cerca de 20 milhões de jovens participaram destes encontros internacionais.
As Jornadas Mundiais da Juventude nasceram em 1984 por iniciativa do Papa João Paulo II. O primeiro teve lugar em Roma no Domingo de Ramos daquele ano, como parte das celebrações da Ano Jubilar da Redenção (1983-1984).
(CM)
29 julho 2011
PAPA PEDE QUE, NO MÊS DE AGOSTO, SE REZE PELOS JOVENS PARTICIPANTES DA JMJ 2011
Ele ressaltou que, segundo a vontade do beato João Paulo II, retomada por Bento XVI, a Jornada é primeiramente uma peregrinação missionária. “É o Papa que chama os jovens – missionários junto com ele – a acompanhá-lo na sua viagem apostólica à Espanha”, disse o sacerdote.
“A Igreja conta com vocês” é um convite feito pelo Papa aos jovens, para que – explicou Pe. Nicolò – eles não sejam somente os destinatários da obra pastoral da Igreja, mas também os protagonistas. Afirmou ainda que, na prática, isso já acontece muito, pois os jovens empenham-se bastante nas associações, nos oratórios, nos grupos juvenis, nas catequeses, na animação litúrgica.
Pe. Nicolò ressaltou ainda o surgimento de um renovado empenho sócio-político por parte dos jovens. O Papa e também os nossos bispos têm incentivado a formação de políticos católicos, de uma juventude comprometida com o social, afirmou o sacerdote, que completou: “acredito que, do ponto de vista dos sacerdotes e de toda a comunidade cristã, se possa fazer algo para dar, nas nossas comunidades cristãs, um espaço adequado aos jovens, talvez ouvindo as suas experiências, exigências, linguagem, o seu modo de traduzir o evangelho para as próprias vidas”. (ED)
29 junho 2011
Rio de Janeiro sediará a Jornada Mundial da Juventude em 2013
07 setembro 2010
JMJ 2011 - “eclipse de Deus” O Papa pede aos jovens que construam sua vida em Cristo
19 setembro 2008
Os três pedidos de Alexandre Magno e de Bento XVI
2.330 anos depois, Bento XVI faz aos jovens outros três pedidos
Não sei se o amigo leitor já pensou nos três últimos desejos que terá na hora da morte. Se não pensou, podemos, por enquanto, conhecer quais eram os de Alexandre Magno, por muitos considerado um dos grandes líderes da humanidade.
Nascido no dia 21 de julho de 356, em Pella, e falecido com 33 anos, em 323, em Ba-bilônia, o mais célebre conquistador do mundo antigo teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se rei da Macedônia aos vinte anos, após o assassinato de seu pai, Felipe.
Não é preciso falar de seus feitos militares: seria como jogar água ao mar. Conquistou um império que ia dos Bálcãs à Índia, o maior e mais rico da antiguidade. Em sua breve existência – e mais breve ainda carreira militar – não perdeu nenhuma batalha, a não ser a última, da vida. E quem o derrotou foi um insignificante mosquito, que o picou e lhe impingiu uma febre que o levou, em poucos dias, à sepultura.
Conta-se que, à beira da morte, Alexandre teria convocado seus generais para lhes fazer três pedidos:
1. Que seu caixão fosse transportado pelos melhores médicos da época.
2. Que todos os tesouros conquistados (ouro, prata, pedras preciosas, etc.) fossem espalhados ao longo do percurso, até o seu túmulo.
3. Que suas mãos fossem deixadas fora do caixão, à vista de todos, balançando no ar.
Admirado com desejos tão insólitos, um dos seus generais lhe perguntou o que queria dizer com isso. Ao que, Alexandre respondeu:
1. Quero que os médicos carreguem o meu caixão para demonstrar que eles não têm poder sobre a morte.
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que todos entendam que os bens materiais aqui conquistados, aqui também permanecem.
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que se veja que, de mãos vazias viemos ao mundo, e de mãos vazias partimos.
Aproximadamente 2.330 anos depois, no dia 18 de julho de 2008, em Sydney, onde participava da Jornada Mundial da Juventude, Bento XVI pediu aos jovens que não se deixassem enganar por três falsos deuses, os mesmos que haviam sido detectados por Alexandre Magno, em 323: «Independentemente do nome, da imagem ou da forma que lhes atribuímos, esses falsos deuses estão sempre ligados a três realidades: os bens materiais, o amor possessivo e o poder».
Detendo-se sobre cada um deles, o Papa começou pelos bens materiais: «Não poderíamos sobreviver por muito tempo sem dinheiro, sem vestuário, sem alimento, sem uma casa. Mas, se formos glutões, se recusarmos partilhar o que temos com o faminto e o pobre, transformaremos esses bens numa falsa divindade. Quantas vozes se levantam em nossa sociedade materialista dizendo-nos que a felicidade consiste em acumular a maior quantidade possível de bens e de objetos de luxo! Mas isso significa transformar os bens em falsas divindades. Ao invés de nos trazer a vida, eles nos levam à morte».
«Quanto ao amor – continuou o Santo Padre –, é certamente algo bom. Ele plenifica nossas carências mais profundas e, sem ele, a vida não seria digna de ser vivida. Todavia, pode-se facilmente transformar numa falsa divindade. Quantas pessoas pensam que estão amando, quando, na verdade, nada fazem senão manipular o outro, como se fosse um objeto para satisfazer as próprias necessidades! É fácil deixar-se enganar por tantas vozes que defendem um uso permissivo da sexualidade, sem qualquer consideração pela modéstia, pelo respeito de si mesmo e pelos valores morais que conferem qualidade às relações humanas!».
Por fim, referindo-se ao poder, o Papa o vê como um dom «dado por Deus para plasmar o mundo que nos rodeia. Utilizado de modo apropriado e responsável, ele nos permite transformar a vida das pessoas. Todas as comunidade precisam de guias capacita-dos. Como é forte, porém, a tentação de se agarrar a ele para dominar os outros e explo-rar o ambiente natural, sujeitando-os aos interesses egoístas de cada um!».
Como aconteceu para Alexandre Magno – infelizmente, só na hora da morte - tam-bém para Bento XVI «o culto dos bens materiais, do amor possessivo e do poder leva as pessoas a comportar-se como se fossem Deus: pretendem o controle total, sem qualquer consideração pela sabedoria ou pelos mandamentos que Deus nos deu. É um caminho que leva à morte. Pelo contrário, adorar o único Deus verdadeiro significa reconhecer nele a fonte de tudo o que é bem, confiando-nos a Ele, abrindo-nos à força regeneradora de sua graça e obedecendo a seus mandamentos: este é o caminho de quem escolhe a vida».
Dom Redovino Rizzardo, cs
domredovino@terra.com.br
Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11149
Não sei se o amigo leitor já pensou nos três últimos desejos que terá na hora da morte. Se não pensou, podemos, por enquanto, conhecer quais eram os de Alexandre Magno, por muitos considerado um dos grandes líderes da humanidade.
Nascido no dia 21 de julho de 356, em Pella, e falecido com 33 anos, em 323, em Ba-bilônia, o mais célebre conquistador do mundo antigo teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se rei da Macedônia aos vinte anos, após o assassinato de seu pai, Felipe.
Não é preciso falar de seus feitos militares: seria como jogar água ao mar. Conquistou um império que ia dos Bálcãs à Índia, o maior e mais rico da antiguidade. Em sua breve existência – e mais breve ainda carreira militar – não perdeu nenhuma batalha, a não ser a última, da vida. E quem o derrotou foi um insignificante mosquito, que o picou e lhe impingiu uma febre que o levou, em poucos dias, à sepultura.
Conta-se que, à beira da morte, Alexandre teria convocado seus generais para lhes fazer três pedidos:
1. Que seu caixão fosse transportado pelos melhores médicos da época.
2. Que todos os tesouros conquistados (ouro, prata, pedras preciosas, etc.) fossem espalhados ao longo do percurso, até o seu túmulo.
3. Que suas mãos fossem deixadas fora do caixão, à vista de todos, balançando no ar.
Admirado com desejos tão insólitos, um dos seus generais lhe perguntou o que queria dizer com isso. Ao que, Alexandre respondeu:
1. Quero que os médicos carreguem o meu caixão para demonstrar que eles não têm poder sobre a morte.
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que todos entendam que os bens materiais aqui conquistados, aqui também permanecem.
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que se veja que, de mãos vazias viemos ao mundo, e de mãos vazias partimos.
Aproximadamente 2.330 anos depois, no dia 18 de julho de 2008, em Sydney, onde participava da Jornada Mundial da Juventude, Bento XVI pediu aos jovens que não se deixassem enganar por três falsos deuses, os mesmos que haviam sido detectados por Alexandre Magno, em 323: «Independentemente do nome, da imagem ou da forma que lhes atribuímos, esses falsos deuses estão sempre ligados a três realidades: os bens materiais, o amor possessivo e o poder».
Detendo-se sobre cada um deles, o Papa começou pelos bens materiais: «Não poderíamos sobreviver por muito tempo sem dinheiro, sem vestuário, sem alimento, sem uma casa. Mas, se formos glutões, se recusarmos partilhar o que temos com o faminto e o pobre, transformaremos esses bens numa falsa divindade. Quantas vozes se levantam em nossa sociedade materialista dizendo-nos que a felicidade consiste em acumular a maior quantidade possível de bens e de objetos de luxo! Mas isso significa transformar os bens em falsas divindades. Ao invés de nos trazer a vida, eles nos levam à morte».
«Quanto ao amor – continuou o Santo Padre –, é certamente algo bom. Ele plenifica nossas carências mais profundas e, sem ele, a vida não seria digna de ser vivida. Todavia, pode-se facilmente transformar numa falsa divindade. Quantas pessoas pensam que estão amando, quando, na verdade, nada fazem senão manipular o outro, como se fosse um objeto para satisfazer as próprias necessidades! É fácil deixar-se enganar por tantas vozes que defendem um uso permissivo da sexualidade, sem qualquer consideração pela modéstia, pelo respeito de si mesmo e pelos valores morais que conferem qualidade às relações humanas!».
Por fim, referindo-se ao poder, o Papa o vê como um dom «dado por Deus para plasmar o mundo que nos rodeia. Utilizado de modo apropriado e responsável, ele nos permite transformar a vida das pessoas. Todas as comunidade precisam de guias capacita-dos. Como é forte, porém, a tentação de se agarrar a ele para dominar os outros e explo-rar o ambiente natural, sujeitando-os aos interesses egoístas de cada um!».
Como aconteceu para Alexandre Magno – infelizmente, só na hora da morte - tam-bém para Bento XVI «o culto dos bens materiais, do amor possessivo e do poder leva as pessoas a comportar-se como se fossem Deus: pretendem o controle total, sem qualquer consideração pela sabedoria ou pelos mandamentos que Deus nos deu. É um caminho que leva à morte. Pelo contrário, adorar o único Deus verdadeiro significa reconhecer nele a fonte de tudo o que é bem, confiando-nos a Ele, abrindo-nos à força regeneradora de sua graça e obedecendo a seus mandamentos: este é o caminho de quem escolhe a vida».
Dom Redovino Rizzardo, cs
domredovino@terra.com.br
Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11149
05 agosto 2008
JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

- A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de 1987 e depois, a cada dois anos, como regra geral, organiza-se a Jornada Mundial da Juventude em algum lugar determinado do mundo.
- Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires, onde 1 milhão de participantes escutaram as seguintes palavras do Papa: “Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja.” (...)
- Dois anos depois (1989), 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade espanhola de Santiago de Compostela.
- Em 1991, 1,5 milhão de participantes participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Depois da queda do Muro de Berlim, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento.
- Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade americana de Denver. Diante do impressionante cenário das Montanhas Rochosas.
- O maior encontro de todos os tempos teve lugar em 1995, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Manila nas Filipinas, 4 milhões de jovens aplaudiram o Papa que evocava a relação com o próximo.
- Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, que terminou com um evento reunindo quase um milhão de pessoas.
- O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das Jornadas Mundiais da Juventude. Cerca de 2,5 milhões de jovens (segundo a imprensa local) reuniram-se em Roma para um novo mega-encontro com o Papa.
- A cidade canadense de Toronto foi o palco do encontro de 2002 onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última Jornada com o peregrino João Paulo II. O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: “Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.”
- A Jornada entre os dias 16 e 21 de Agosto de 2005 em Colónia na Alemanha (XX Jornada Mundial da Juventude, XX Weltjugendtag Köln 2005 em alemão), foi a primeira após a morte do Papa João Paulo II. O evento foi presidido pelo Papa Bento XVI na que foi a primeira viagem internacional do seu pontificado, e em que mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com o Papa na vigília de 20 de agosto.
- Em 15 de julho de 2008, em Sydney na Austrália, iniciou-se a XXIII Jornada Mundial da Juventude sob o tema: “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas” (At 1, 8). Em 20 de julho, na missa de encerramento, ...
- ...o Papa convocou os jovens do mundo todo para a XXVI Jornada Mundial da Juventude de 2011 em Madri na Espanha.
31 julho 2008
O ROSÁRIO E MARIA!!! Palavra do Papa.

"Antes de morrer, Jesus oferece ao apóstolo João aquilo que Ele tem de mais precioso: sua Mãe, Maria. Estas são as últimas palavras do Redentor que, por este motivo, adquirem um carácter solene e constituem como que o seu testamento espiritual.
2. As palavras do anjo Gabriel em Nazaré: "Salve, ó cheia de graça!" (Lc 1, 28) iluminam também a cena do Calvário. Na Anunciação, Maria dá no seu seio a natureza humana ao Filho de Deus; aos pés da Cruz, em João, recebe no seu coração toda a humanidade. Mãe de Deus desde o primeiro instante da Encarnação, Ela torna-se Mãe dos homens nos últimos momentos da vida do Filho Jesus. Ela, que é imaculada, no Calvário "conhece" no seu próprio ser o sofrimento do pecado, que o Filho assume sobre si mesmo, para salvar os homens. Aos pés da Cruz, na qual está prestes a morrer Aquele que Ela concebeu com o "sim" da Anunciação, Maria recebe dele como que uma "segunda anunciação": "Mulher, eis o teu filho!" (Jo 19, 26).
Na Cruz, o Filho pode derramar o seu sofrimento no coração da Mãe. Cada filho que sofre, sente necessidade disto.
Prezados jovens, vós tendes mais ou menos a mesma idade de João, e o mesmo desejo de estar com Jesus. Hoje, é a vós que Cristo pede expressamente que recebais Maria "em vossa casa", que a acolhais "no meio dos vossos bens" para aprender dela, que "conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração" (Lc 2, 19), a disposição interior da escuta e a atitude de humildade e de generosidade que a caracterizaram como primeira colaboradora de Deus na obra da salvação. É Ela que, desempenhando o seu ministério maternal, vos educa e vos modela até que Cristo se forme plenamente em vós (cf. Rosarium Virginis Mariae, 15).
Maria é Mãe da divina graça, porque é Mãe do Autor da graça. Confiai-vos a Ela com plena confiança! Resplandecereis com a beleza de Cristo! Abertos ao sopro do Espírito, tornar-vos-eis apóstolos intrépidos, capazes de difundir à vossa volta o fogo da caridade e a luz da verdade. Na escola de Maria, haveis de descobrir o compromisso concreto que Cristo espera de vós, aprendereis a colocá-lo no primeiro lugar na vossa vida, orientando para Ele os vossos pensamentos e as vossas acções.
Estimados jovens, vós sabeis: o cristianismo não é uma opinião e não consiste em palavras vãs. O cristianismo é Cristo! É uma Pessoas, é Aquele que vive! Encontrar Jesus, amá-lo e fazer com que Ele seja amado: eis em que consiste a vocação cristã. Maria é-vos dada para vos ajudar a entrar numa relação mais verdadeira e pessoal com Jesus. Com o seu exemplo, Maria ensina-vos a fixar o vosso olhar de amor naquele que foi o primeiro a amar-nos. Com a sua intercessão, Ela forma em vós um coração de discípulos capazes de vos pordes à escuta do Filho, que revela o rosto autêntico do Pai e a verdadeira dignidade do homem.
5. No dia 16 de Outubro de 2002, proclamei o "Ano do Rosário" e convidei todos os filhos da Igreja a fazer desta antiga oração mariana um exercício simples e profundo de contemplação do rosto de Cristo. Com efeito, recitar o Rosário significa aprender a contemplar Cristo com os olhos da sua Mãe, amar Jesus com o coração da sua Mãe. Hoje, entrego-vos espiritualmente, também a vós, queridos jovens, a coroa do Rosário. Através da oração e da meditação dos mistérios, Maria orienta-vos com segurança para o seu Filho! Não tenhais vergonha de recitar o Rosário sozinhos, ao irdes para a escola, a universidade ou o trabalho, ao longo do caminho e nos meios de transporte público; habituai-vos a recitá-lo entre vós, nos vossos grupos, movimentos e associações, porque ele anima e revigora os vínculos entre os membros da família. Esta oração ajudar-vos-á a ser fortes na fé, constantes na caridade, alegres e perseverantes na esperança.
6. Caros jovens, só Jesus conhece o vosso coração e os vossos anseios mais profundos. Só Ele, que vos amou até à morte (cf. Jo 13, 1) é capaz de saciar as vossas aspirações. As suas palavras são de vida eterna, palavras que dão sentido à vida. Ninguém, senão Jesus, poderá dar-vos a verdadeira felicidade. Seguindo o exemplo de Maria, sabei dizer-lhe o vosso "sim" incondicionado.
29 julho 2008
Bento XVI lança vários desafios aos jovens em Sydney

O Papa Bento XVI deixou inúmeros desafios aos jovens peregrinos que se reuniram em Sydney para a XXIII Jornada Mundial da Juventude, que se encerrou nesse domingo, com o tema: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas».
No início das atividades públicas na Austrália, durante seu discurso na Government House de Sydney, na cerimônia oficial de boas-vindas, que aconteceu na quinta-feira, 17 de julho, o Santo Padre realizou já seu primeiro apelo: «Através da ação do Espírito, possam os jovens aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude ter a coragem de se tornarem santos! Mais do que qualquer outra coisa, o mundo precisa disto».
Depois, no mesmo dia, ao acolher os jovens no cais de Barangaroo, quis primeiramente lançar um chamado aos jovens não-católicos, para que se aproximem «do abraço amoroso de Cristo» e reconheçam a Igreja como sua casa». No mesmo discurso, voltando-se aos jovens cristãos, o Papa os chama a serem testemunhas da esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo, «uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa».
No dia seguinte, o Papa encontrou-se com jovens da comunidade de recuperação da Universidade Notre Dame de Sydney. Os jovens, apesar da pouca idade, já atravesaram duras experiências marcadas pelo álcool, as drogas ou pela tentação do suicídio. A eles, o pontífice lançou o encargo de serem «embaixadores de esperança para quantos se encontram em idênticas situações».
«Com a força do Espírito Santo, escolhei a vida, escolhei o amor e sede diante do mundo testemunhas da alegria que daí jorra», falou ao final do encontro.
Na manhã do sábado, dia 19, o Papa celebrou uma missa junto aos bispos, seminaristas, religiosos e religiosas australianos, e dirigindo-se especialmente aos jovens seminaristas e noviços, desafia-os a que «não tenhais medo! Acreditai na luz. Tomai a peito a verdade que ouvimos hoje na segunda leitura: ‘Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre’. A luz da Páscoa continua a afugentar as trevas.»
Já nesse mesmo dia, à noite, no hipódromo de Randwick, ao encontrar-se com 235 mil peregrinos reunidos para a Vigília de Oração da JMJ, o Santo Padre explica que «estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus. Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações». E conclui lançando o desafio: «Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza».
No último dia do evento que reuniu peregrinos do mundo todo, durante a Celebração Eucarística de encerramento da JMJ, o Santo Padre, em sua homilia, perguntou às mais de 400 mil pessoas ali presentes sobre «o que deixariam à próxima geração», e desafiou-as a serem «profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade».
Ainda na homilia, o bispo de Roma lançou um desafio especial àqueles que sentem um chamado de Deus a se dedicarem à vida sacerdotal: «Não tenhais medo de dizer o vosso ‘sim’ a Jesus, de encontrar a vossa alegria na realização da sua vontade, entregando-vos completamente para chegardes à santidade e pondo os vossos talentos a render para o serviço dos outros».
Por fim, logo após a oração mariana do Ângelus, na qual lembrou a proposta que Deus fez a Maria através do anúnio do Anjo, e para o qual ela disse sim, o Papa fez um apelo aos jovens, desejando que se encontrem na próxima Jornada Mundial da Juventude, que será em Madri, em 2011: «prestemos a Cristo o nosso jubiloso testemunho diante do mundo».
Por José Caetano - Fonte: Zenit
