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09 agosto 2021
596 - Para os que crêem no Crucificado abre-se a porta da vida
16 janeiro 2019
Ofício das Leituras em áudio
Irmãos, estamos executando esse ano um projeto que levará ao acesso de muitos a uma riqueza importantíssima.
Estamos disponibilizando diariamente o Ofício das Leituras da Liturgia das Horas em áudio mp3 e distribuindo gratuitamente pelo Telegram, Whatsapp, YouTube e Facebook.
Para quem não conhece, o Ofício das Leituras contém todos os dias um texto da "Sagrada Tradição da Igreja", ou seja, um texto, ou da Patrística, dos Santos na história da igreja ou do Magistério. Textos relacionados ao tempo litúrgico que estamos vivendo. Na maioria são textos do início do cristianismo, dos primeiros séculos.
São pequenos textos de grande profundidade. Se prestarmos bastante atenção a eles descobriremos ensinamentos riquíssimos.
Listo abaixo os canais aos quais esse trabalho está sendo compartilhado:
TELEGRAM
Canal no Telegram com 'áudios-leitura' diários dos riquíssimos textos da Patrística, Tradição e Magistério retirados do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas.
https://t.me/oficiodasleituras
Link para o grupo Ofício das Leituras I:
https://chat.whatsapp.com/EirqUBdQrPg5izRUAmNi5Y (LOTADO)
Link para o grupo Ofício das Leituras II:
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Link para o grupo Ofício das Leituras III:
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Link para o Canal Catholici que os distribui no YouTube:
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Página Catholici:
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Página Evangelizar Nossa Missão:
https://www.facebook.com/EvangelizarNossaMissao/
Estamos alcançando por meio destes canais milhares de pessoas.
Escolha o meio de sua preferência, entre, acompanhe, ouça e compartilhe. Deus te abençoe.
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Santos Doutores
01 julho 2018
São José, exemplo para homens Santos
Padre Peter Carota – Traditional Catholic Priest | Tradução: Sensus Fidei
As Escrituras deixam isso muito claro: São José era um homem justo. Ele era virgem, protegeu Jesus e Maria e exercia trabalho manual. Em um mundo onde os homens venderam suas almas ao “demônio do sexo”, somos profundamente gratos por ter São José auxiliando os jovens a preservar sua virgindade e socorrendo homens que são verdadeiros pecados vivos da carne resgatando-os de volta à pureza.
Com o flagelo pandêmico da pornografia, Deus continua a oferecer-nos um auxílio para sairmos desta escravidão terrível em busca de prazer pecaminoso. Deus dispõe pessoas e santos em nossas vidas para nos ajudar a chegar ao Céu. Uma vez que São José é o “Terror dos Demônios”, ele é perfeito para nos socorrer a nos libertar de todas as atividades pecaminosas.
Cada vez que um homem olha para a pornografia, ele está permitindo que legiões de demônios entrem em sua alma, em sua casa e família. São José sabe como satanás opera e está sempre pronto para proteger os homens que supõem proteger suas esposas e filhos. Eles devem, então, protegê-los dos demônios e do mal, ao invés de convidar esses demônios para suas casas assistindo pornografia.
São José é um homem de oração. Ele não era um espetáculo de homem, mas sempre foi fiel às leis de Deus que exigem uma vida de oração e união com Deus. Ele rezou no templo, na sinagoga e em casa. Ele sabia que, sem oração, não seria capaz de cumprir a grande missão que Deus lhe confiara. Basta imaginar essa sua missão: proteger a Deus tornado criança e Sua Santa Mãe Maria.
Como trabalhador, São José era humilde e bem fazia todas as coisas por amor a Deus. Ele confiava que Deus providenciaria o necessário para Jesus, para Maria e para si mesmo. Ele nunca foi preguiçoso. Mas ele também sabia desfrutar sua vida com Maria e Jesus. Isso significa que ele sabia como priorizar as coisas mais importantes. Ele não era materialista.
Peçamos a São José que nos ajude a retomar o humilde caminho da união com Jesus através de Maria. Reserve algum tempo para pensar sobre as mudanças que você pode fazer para ser mais parecido com São José e para ser capaz de, mais tarde, ser glorificado eternamente com ele no céu.
São José é também patrono dos moribundos. Que ele nos ajude a morrer uma morte santa, confessada e em oração.
Para todos nós que presenciamos tantos ataques à Igreja, vindo de dentro e de fora, podemos nos tranquilizar sabendo que São José é o Protetor da Igreja Católica. Quando ficarmos com medo e tristes, vamos, em vez disso, recobrarmos o nosso ânimo e rezar a São José para que auxilie a amada Igreja de Deus.
Publicado originalmente em 19 de março de 2014, Pe. Peter Carota, in memoriam
Fonte: www.sensusfidei.com.br via www.rainhamaria.com.br
19 abril 2018
Novena à Santa Gianna Bereta Molla
Irmãos, em janeiro eu fiz um podcast sobre a maravilhosa vida de Santa Gianna Bereta Molla, uma médica pediatra que nos deixou um grande exemplo de luta pela vida. Hoje é o dia de começarmos a novena pedindo sua intercessão por nossas famílias e as famílias do mundo inteiro que passam pro grandes tribulações. Deixo abaixo dois links. Um para o podcast para você baixar o áudio e escutar sobre a vida dela e outro sobre uma linda novena do site da Comunidade Shalom. Vamos viver este tempo forte de oração pelas famílias. Acompanhe e compartilhe divulgando para seus contatos:
27 fevereiro 2018
165 - Santa Francisca Romana
Irmãos, continuando a proposta de apresentar em áudio, no Podcast CEFAScast, cada mês desse ano, um santo, beato ou servo de Deus com grandes exemplos de vida matrimonial, trago desta vez para contemplação deste mês de março a vida maravilhosa de Santa Francisca Romana. Uma mulher de grande exemplo de dedicação à família, aos pobres e amor à Deus.
Acesse:
03 fevereiro 2018
Como São José pode ajudar a salvar o nosso século?
Oxalá abríssemos os nossos olhos e compreendêssemos, como São José entendeu, que sempre o mais urgente a fazer é orar!
Para ler a matéria completa clique aqui!
03 janeiro 2018
A importância de valorizar textos riquíssimos
Conta-se que em certa ocasião, voltando de Saint Denis juntamente com alguns frades de sua ordem, São Tomás de Aquino viu de longe a imensa cidade de Paris. Um de seus companheiros comentou como seria de grande proveito para a obra de São Domingos, serem possuidores da cidade de Paris. O Doutor Angélico, atônito, perguntou-lhe, então, o que haveriam de fazer com ela. O frade deu-lhe a idéia de vendê-la ao Rei da França e, com o dinheiro, mandar construir mosteiros para que a Ordem pudesse receber mais vocações. Porém, para o espanto do frade, São Tomás respondeu-lhe que preferia antes os comentários de São João Crisóstomo sobre o evangelho de São Mateus, por serem eles de grande valor teológico e de enorme benefício às almas.
05 novembro 2017
O CORDÃO DE SÃO JOSÉ
Repasso este excelente texto que encontrei na internet.
ORIGEM, FINALIDADE, MODO DE USAR E BENEFÍCIOS
A devoção ao Cordão de São José teve a sua origem na cidade de Anvers, na Bélgica, em 1659, em conseqüência de uma cura milagrosa feita pelo uso deste precioso cinto. Nessa época vivia lá uma freira agostiniana de grande piedade, chamada Irmã Elizabeth, que vinha sofrendo há três anos com lancinantes dores ocasionadas por uma enfermidade cruel (mal das pedras - cálculo renal). Ela chegou a tal estágio que os médicos, não vendo nenhuma possibilidade de reverter o quadro, declararam sua morte como inevitável e iminente. Irmã Elizabeth se voltou para o Céu e tendo sempre sido particularmente dedicada a São José, ela pediu-lhe sua intercessão junto a Nosso Senhor por sua recuperação. Ela tinha um cordão abençoado por um Sacerdote em honra do santo e cingiu-se com ele. Alguns dias depois (10 de junho de 1659), quando rezava diante da imagem de São José, ela sentiu-se subitamente livre da dor. Aqueles que estavam familiarizados com a doença declararam sua recuperação milagrosa. Um ato de autenticidade foi elaborado por um notário público, e o médico, que era um protestante, concordou. O milagre foi registrado e publicado em Verona, na Igreja de São Nicolau, por ocasião dos piedosos exercícios do mês de São Paulo, e Roma, entre 1810-42. Durante o mês de março de 1842, a devoção ao Cordão veio a se tornar conhecida, causando grande repercussão e muitas pessoas enfermas cingiram-se com o cordão bento e experimentaram o valioso auxílio do Glorioso Patriarca, o Santíssimo José.O uso do Cordão de São José foi crescendo cada vez mais e, hoje, ele é procurado não só para alívio das enfermidades corporais, mas, também, e com igual sucesso, para os perigos da alma. Devemos, também, salientar que, o Cordão de São José é utilizado como uma arma poderosa, contra o demônio da impureza.
Em 14 de janeiro de 1859, o Bispo de Verona peticionou junto à Sagrada Congregação dos Ritos, a qual, em 19 de setembro seguinte, aprovou a fórmula da Bênção do Cordão de São José. Devido à sua comprovada eficácia contra os males corporais, espirituais e morais, a Santa Sé autorizou a Devoção do Cordão de São José, permitindo que fosse usado privada e solenemente. Permitiu, também, a Santa Sé a fundação (1865) da Confraria e Arquiconfraria do Cordão de São José, em Verona, elevando uma delas à categoria de PRIMÁRIA. Outras confrarias nasceram depois na Itália e na Europa. O Papa Pio IX enriqueceu esta fácil e benéfica devoção, com várias indulgências plenárias e parciais, que veremos a seguir.
GRAÇAS ASSOCIADAS AO USO DO CORDÃO
Preciosas graças para a devoção dos servos de São José estão ligadas ao uso de este cordão. Eles são:
1. Proteção especial de São José;
2. Pureza da alma;
3. A graça da castidade;
4. Perseverança final;
5. Assistência especial na hora da morte.
NATUREZA DO CORDÃO DE SÃO JOSÉ E FORMA DE USÁ-LO
O Cordão de São José deve ser de linho ou algodão. A pureza e a alvura desses materiais nos hão de indicar a candura e a virginal pureza de São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, Mãe de Deus. Numa das extremidades, o Cordão tem sete nós, que representam as sete tristezas e as sete alegrias do Glorioso São José. Ele é usado como um cinto para indicar a pureza ou castidade e humildade e ao redor dos ombros para indicar a obediência.
Deve ser abençoado por um padre com as faculdades para esta bênção. Pio IX aprovou uma fórmula especial para a bênção do Cordão de São José [Veja no Ritual Romano, infelizmente não temos um aqui].
QUANDO VOCÊ RECEBE SEU CORDÃO, SERÁ UM CORDÃO LONGO, COM UM NÓ EM CADA EXTREMIDADE. DE UM LADO, VOCÊ DEVE FAZER 6 NÓS, PARA ADICIONÁ-LOS AO QUE JÁ ESTÁ LÁ. ESTA É A PARTE DO CORDÃO QUE PENDE LIVRE DEPOIS DE AMARRAR NA CINTURA OU NO OMBRO.
O Cordão de São José, desde que esteja bento, também pode ser usado das seguintes formas: Usá-lo cingido à cintura sob a roupa ou nos ombros (o cordão maior), no pulso (o cordão menor) ou tê-lo bem guardado para ser usado por ocasião de dores e sofrimentos físicos, aplicando-o com fé na parte enferma do corpo, como costumamos fazer com medalhas do Senhor Jesus e de Nossa Senhora, rezando, então, a São José, sete vezes o Glória ao Pai. Pode, também, ser usado no carro, nos livros escolares, na carteira de documentos, na carteira de motorista, no travesseiro etc. Pode, também, ser colocado na cabeceira do doente e no pulso. O Cordão de São José pode e deve ser usado pelas gestantes que o levarão cingido à cintura, protegendo-as do perigo de aborto, nos partos difíceis etc, como comprovam centenas de fatos.
As pessoas que usarem, habitualmente, o Cordão de São José terão a graça da boa morte. Aqueles que o trouxerem, constantemente, consigo, terão proteção, especialmente, na guarda e na defesa da sublime virtude da castidade, em qualquer de seus três graus e categorias.
INDULGÊNCIAS
CONDIÇÕES PARA A AQUISIÇÃO AS INDULGÊNCIAS
1. Seja verdadeiramente contrito, confessar-se e comungar no dia de investidura ou quando for usá-lo pela primeira vez.
2. Se possível, visitar a Igreja da Associação ou um outro oratório, se não; e rezar pela paz entre os príncipes cristãos ou governantes, pela extirpação das heresias, pela exaltação da Santa Madre Igreja.
3. Deve ser filiado à Igreja de San Rocco, em Roma. [não sei como se faz isso.]
Todas as indulgências são aplicáveis às Santas Almas.
DIAS NOS QUAIS SE LUCRAM INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS TRAZENDO CONSIGO O CORDÃO
No dia do recebimento do Cordão;
No dia da entrada na Associação;
No Natal (25/12);
Na festa de Nossa Senhora Mãe de Deus e Circuncisão (01/01);
Na festa de Reis (06/01);
No dia da Festa dos Esponsais da Virgem e São José (23/01)
Na Festa de São José (19/03) e em um dos sete dias que imediatamente se seguem ;
Na festa de São José Operário (01/05);
Nas festas da Páscoa, da Ascensão, de Pentecostes e na festa de Corpus Christi;
Na festa do Patrocínio de São José (3 º domingo depois da Páscoa); Na Festa do Sagrado Coração de Jesus;
Na festa do Imaculado Coração de Maria (22/08);
Na Festa da Assunção de Nossa Senhora (15/08);
Em perigo de morte;
Na hora da morte de membros da Associação que são verdadeiramente penitente, tenham confessado seus pecados e recebido o Sagrado Viático, ou não sendo capaz de fazê-lo, tendo invocado pela boca ou no coração, o Nome de Jesus.
ORAÇÕES ASSOCIADAS AO USO DO CORDÃO
Deve-se rezar diariamente sete Glórias ao Pai em honra das sete dores e das sete alegrias de São José, junto com a seguinte oração, que é a ORAÇÃO PARA A PUREZA:
Ó Guarda das Virgens, Pai São José, a cuja fiel proteção foram confiados Jesus Cristo, a própria Inocência, e Maria, Virgem das Virgens, em nome de Jesus e de Maria, esse duplo depósito que tão caro vos foi, vos rogo e suplico que me conserveis isento(a) de toda a impureza, para que, com espíritoe coração puro e corpo casto, sempre sirva fielmente a Jesus e a Maria. Amém.
SOMOS TAMBÉM INCENTIVADOS A MEDITAR SOBRE AS SETE DORES E SETE ALEGRIAS, ACRESCENTANDO UM PAI NOSSO, AVE MARIA, E GLÓRIA APÓS CADA MEDITAÇÃO:
1) Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim, como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima Esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação.
Por esta tristeza e por esta alegria, vos pedimos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte, semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
2) Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para ser o Pai adotivo do Verbo emanado, a tristeza que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus menino, se vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a Angélica harmonia e ao contemplardes a glória daquela brilhantíssima noite.
Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar os resplendores de glória celeste.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
3) Ó obedientíssimo executor das divinas Leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na Circuncisão derramou o Redentor-Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento.
Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expirar cheios de júbilo com o nome de Jesus no coração e na boca.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
4) Ó fidelíssimo Santo, que tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria teriam de padecer, vos causou mortal angústia, também vos encheu de suma alegria pela salvação e gloriosa ressurreição que, igualmente, predisse teria de resultar para inumeráveis almas.
Por esta tristeza e por esta alegria, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da SS. Virgem, sua Mãe, têm de ressuscitar gloriosamente.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória.
5) Ó vigilantíssimo custódio, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto sofrestes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga com Ele para o Egito. Mas, qual não foi também vossa alegria o por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos egípcios.
Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos que, afastando para longe de nós o infernal tirano, especialmente, com a fuga das ocasiões perigosas, sejam extirpados do nosso coração todos os idílios de afetos terrenos e que, inteiramente dedicados ao serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e, na alegria do seu amor, expiremos.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
6) Ó anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso a vossos mandados, se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor de Arquelau, contudo, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria.
Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos a graça de desterrar do nosso coração todo temor nocivo, de gozar a paz da consciência, de viver seguros com Jesus e Maria e também de morrer assistidos por eles.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória.
7) Ó exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdeste, sem culpa vossa, o Menino Jesus, e com grande angústia houvestes de procurá-lo por três dias até que, com sumo júbilo, gozastes do que era vossa vida, achando-o no Templo entre os doutores.
Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca se suceda perder a Jesus por culpa grave; mas, se por desgraça o perdermos, com tão grande dor o procuremos que o achemos favorável, especialmente em nossa morte, para passarmos a gozá-la no céu e lá cantarmos convosco suas divinas misericórdias.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Rogai por nós, Santíssimo José. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Ó Deus, que por Vossa inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de Nossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Assim seja.
CORDÕES DE DEVOÇÃO
Além do Cordão de São José, há outros em honra do Senhor, de Nossa Senhora, De Sçao Francisco de Paula, de São Francisco de Assis, de São Tomás de Aquino etc. Diferentemente do cordão litúrgico, são chamados de cordões de devoção, dos quais o Ritual dá fórmulas de benção.
Fonte:
http://verdadeiraresistencia.blogspot.com.br/2013/09/o-cordao-de-sao-jose.html
14 agosto 2017
São Maximiliano Maria Kolbe, O Cavaleiro da Imaculada
Um santo para nossos dias: utilizando os progressos técnicos a serviço da Fé, montou um portentoso apostolado pela imprensa para difundir a devoção a Maria. E ainda morreu mártir da caridade, como sempre desejou
Sobre a trágica morte de São Maximiliano Kolbe no campo de extermínio de Auschwitz, muito se sabe e se comenta. Menos conhecida, entretanto, é sua existência cheia de inteligentes e ousados empreendimentos apostólicos, fruto de um espírito de grandes horizontes iluminado por entranhada devoção à Virgem Santíssima.
Talis vita, finis ita,1 diz um conhecido adágio romano. Se Maximiliano teve, no fim da sua existência, o heroico gesto que o conduziria ao martírio, foi porque Maria Imaculada o inspirou. E ele soube corresponder inteiramente, já desde menino, a tão bela e elevada vocação.
Nascido na era do progresso
A Polônia dos anos finais do século XIX e iniciais do XX, como toda a Europa e a América, achava-se em plena prosperidade material. A sociedade de então se deliciava na euforia e no esplendor da Belle Époque, na fartura e no conforto, mais preocupada com o gozo da vida do que com o que se relacionava com a Religião. O laicismo dominava as mentes e os costumes.
Nesse contexto histórico, nasceu Raimundo Kolbe, em 8 de janeiro de 1894, na cidade polonesa de Zdu?ska Wola, recebendo no mesmo dia as águas batismais. Seus pais, Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, eram lídimos cristãos e devotíssimos da Virgem Maria. De seus cinco filhos, dois faleceram quando ainda crianças, e os outros três abraçaram a vida religiosa.
Uma visão que deu rumo à sua vida
Criança muito viva e travessa, Raimundo recebeu certo dia uma repreensão de sua mãe que lhe marcou a vida:
– Se aos dez anos você é tão mau menino, briguento e malcriado, como será mais tarde?
Essas palavras calaram fundo na alma do pequeno. Ficou aflito e pensativo. Queria mudar de vida e recorreu a Nossa
Senhora. Ajoelhado aos pés de uma bela imagem da igreja paroquial, perguntou-Lhe:
– Que vai acontecer comigo?
Qual não foi sua surpresa, quando lhe apareceu a Mãe de Deus, trazendo em Suas mãos duas coroas, uma branca e outra vermelha. Sorrindo maternalmente, perguntou-lhe qual escolhia. A branca significava que perseveraria na castidade e a vermelha, que seria mártir. Grande alma, ele escolheu as duas.
A vocação religiosa
Nasceu-lhe, então, por graça da Imaculada, a vocação religiosa. Decidiu ser capuchinho franciscano, e aos 14 anos começou os estudos em ?ód?, no seminário menor dos frades conventuais, junto com seu irmão Francisco.
Aos 16 anos, foi admitido no noviciado, escolhendo o nome de Maximiliano, em honra do grande mártir africano. Quiçá pensasse já em seu futuro…
No ano seguinte, pronunciou os votos simples. Por sua privilegiada inteligência, decidiram os superiores mandá-lo para a Cidade Eterna, a fim de continuar os estudos no Colégio Seráfico Internacional, dos franciscanos, e em seguida cursar filosofia na famosa Universidade Gregoriana.
Ouvindo falar das especiais dificuldades que havia para se manter a pureza na Roma de então, o jovem frade pediu para não ir. Mas, em nome da santa obediência, partiu para a Capital da Cristandade onde, além de completar seus estudos, fez sua profissão solene a 1 de novembro de 1914, acrescentando ao seu nome religioso o de Maria, a Virgem Imaculada.
Começam os anos de luta
Em Roma, Maximiliano chocou-se com a insolência com que os inimigos da Igreja a atacavam, sem a proporcionada reação dos católicos. Resolveu então entrar na luta antes mesmo de receber a ordenação presbiteral. Reunindo em torno de si seis condiscípulos, fundou em 1917 a associação apostólica Milícia de Maria Imaculada, cujos estatutos começavam por declarar seus objetivos: a conversão dos pecadores, inclusive dos inimigos da Igreja, e a santificação de todos os seus membros, sob a proteção de Maria Imaculada. Nela aceitou apenas jovens destemidos e verdadeiramente dispostos a acompanhá- lo nessa empresa, com o título de Cavaleiros de Vanguarda.
Sua sede de almas ficou gravada nas atas de sua ordenação sacerdotal, que se deu em 28 de abril de 1918. Na manhã seguinte, quis celebrar sua primeira Missa no altar da Madonna del Miraccolo, na igreja de Sant’Andrea delle Fratte, porque aí se dera o célebre episódio com Afonso Maria Ratisbonne: ante a aparição da Santíssima Virgem, ajoelhara-se judeu e levantara católico, numa conversão miraculosa e instantânea, em 1842. E na agenda das Missas de seus primeiros dias de sacerdote, o padre Kolbe escreveu que queria celebrar o Santo Sacrifício para “impetrar a conversão dos pecadores e a graça de ser apóstolo e mártir”.2
Progresso a serviço da Fé
Voltando à Polônia em 1919, esteve internado em um sanatório devido a sérios problemas de saúde. Tão logo se restabeleceu, fundou o jornal mensal da sua associação – Cavaleiro da Imaculada – pondo o progresso técnico do seu tempo em matéria gráfica, a serviço da Fé.
Na véspera do lançamento, reuniu os operários, colaboradores e redatores – ao todo 327 pessoas -, e passaram o dia em jejum e oração. Nessa noite, foi organizada uma grande vigília de Adoração ao Santíssimo Sacramento e de oração à Santíssima Virgem, para que abençoassem esse empreendimento. Na noite seguinte, as rotativas imprimiram o primeiro número do jornal, “filho” dessas orações. Um grande impulso à sua obra ocorreu em 1927, quando o príncipe João Drucko-Lubecki cedeu ao padre Maximiliano um terreno situado a 40 quilômetros de Varsóvia. Aí, homem de grandes horizontes, começou ele a construir uma Niepokalanów – Cidade de Maria. Planejava a edificação de um enorme convento e novas instalações de sua obra de imprensa. Com que dinheiro? “Maria proverá – dizia o santo varão – este é um negócio dEla e de seu Filho!”.
E não foi defraudado em sua confiança. Em 1939, o jornal tinha já a surpreendente tiragem de um milhão de exemplares, e a ele se haviam juntado outros dezessete periódicos de menor porte, além de uma emissora de rádio. A Cidade de Maria contava então com 762 habitantes, sendo 13 sacerdotes, 18 noviços, 527 irmãos leigos, 122 seminaristas menores e 82 candidatos ao sacerdócio. Nela habitavam também médicos, dentistas, agricultores, mecânicos, alfaiates, construtores, impressores, jardineiros e cozinheiros, além de um corpo de bombeiros.
O que alimentava o dinamismo de sua obra apostólica era a sólida piedade incutida por ele nos seus discípulos. Sua mola propulsora era o amor entusiasta e militante a Maria Imaculada, da qual ele se sentia, mais do que um escravo, uma simples propriedade. E na Eucaristia estava a fonte da fecundidade de seus empreendimentos. Instituiu a Adoração Perpétua em Niepokalanów, e ele mesmo iniciava todos os seus trabalhos com um ato de Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Incursão pelo Oriente
Em seu anelo de expandir por todo o orbe sua obra evangelizadora, decidiu fazer uma incursão pelo Oriente, pois queria editar sua revista nos mais diversos idiomas para atingir milhões de almas em todo o globo. Aspirava ter uma Cidade de Maria em cada país.
De início, conseguiu fundar uma em Nagasaki, no Japão. Em 1930, a Niepokalanów japonesa dispunha já de uma tipografia onde foram impressos os primeiros dez mil exemplares de Cavaleiro da Imaculada no idioma dos samurais. Até os dias de hoje, mantém-se ali sua obra apostólica, com trabalhadores nativos e numerosos sacerdotes.
Mais tarde, antes dos trágicos acontecimentos da Guerra, contou a seus religiosos uma graça mística que recebera em terras nipônicas. Graça quiçá decisiva para sua fortaleza nas atribulações pelas quais teve de passar. No refeitório da Cidade de Maria, depois de um jantar, disse-lhes: “Eu vou morrer e vocês vão ficar. Antes de me despedir deste mundo, quero deixar- lhes uma lembrança […], contando- lhes algo, pois minha alma está transbordando de alegria: o Céu me foi prometido com toda segurança, quando estava no Japão. […] Lembrem-se disso e aprendam a estar prontos para os maiores sofrimentos”.3
A Segunda Guerra Mundial
Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, em 1939, a Cidade de Maria ficou muito exposta a riscos, pois se situava nas imediações da estrada de Potsdam a Varsóvia, rota provável de uma eventual invasão das tropas nazistas. Motivo pelo qual a prefeitura de Varsóvia ordenou sua pronta evacuação. Padre Maximiliano conseguiu lugar seguro para todos os irmãos, mas permaneceu ali, com cinquenta de seus colaboradores mais imediatos.
Em setembro, as tropas invasoras levaram-nos presos para Amtitz. Mas na festa da Imaculada, dia 8 de dezembro, foram todos libertados e voltaram para sua Niepokalanów, transformando- a em refúgio e hospital para feridos de guerra, prófugos e judeus.
Retomaram também o labor apostólico, pois os invasores permitiram ao padre Kolbe continuar com suas publicações, à espera de um pretexto para acabar com seu apostolado. Com grande coragem, escreveu ele no último número de Cavaleiro da Imaculada, as seguintes palavras, de admirável honestidade intelectual e integridade de convicções: “Ninguém no mundo pode mudar a verdade. O que podemos fazer é procurá-la e servi-la quando a tenhamos encontrado. O conflito real de hoje é um conflito interno. Mais além dos exércitos de ocupação e das hecatombes dos campos de extermínio, há dois inimigos irreconciliáveis no mais profundo de cada alma: o bem e o mal, o pecado e o amor. De que nos adiantam vitórias nos campos de batalha, se somos derrotados no mais profundo de nossas almas?”.4
A propósito disso, em fevereiro de 1941, a Gestapo irrompeu na Cidade de Maria e levou presos o padre Kolbe e outros quatro frades, os mais anciãos. Na prisão de Pawiak, em Varsóvia, foi submetido a injúrias e vexações, e depois trasladado para o campo de extermínio de Auschwitz.
No campo de Auschwitz
Começaram para o santo mártir as estações de sua via-crucis. Passou a primeira noite numa sala com outros 320 prisioneiros. Na manhã seguinte, foram todos desnudados, lavados com jatos de água gelada e recebendo cada qual uma jaqueta com um número. Coube-lhe o 16.670. Quando o oficial viu seu hábito religioso, ficou irritado. Arrancando com violência o Crucifixo de seu pescoço, gritou-lhe:
– E tu acreditas nisto?
Ante a categórica resposta afirmativa, deu-lhe uma “valente” bofetada! Por três vezes repetiu a pergunta e por três vezes o santo religioso confessou sua Fé, recebendo o mesmo bestial ultraje. A exemplo dos Apóstolos, São Maximiliano dava graças a Deus por ser digno de sofrer por Cristo: “Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus” (At 5, 41). Maria não o abandonou um instante sequer.
Ao entrar no campo de concentração, os guardas faziam uma revista minuciosa em todos os prisioneiros e lhes tiravam todos os objetos pessoais. Entretanto, o soldado que revistou o padre Kolbe devolveu-lhe o Rosário, dizendo:
– Tome seu Rosário. E vá lá para dentro! – Era um sorriso de Nossa Senhora, como a dizer-lhe que estaria com ele a cada momento.
Martírio no “‘bunker’ da morte”
São bem conhecidos os demais episódios que se deram no campo de Auschwitz: o comportamento do santo sacerdote franciscano, sua incansável atividade apostólica, em cada bloco para onde era mandado, etc.
No final de julho de 1941, foi transferido para o Bloco 14, cujos prisioneiros faziam trabalhos agrícolas. Tendo um deles conseguido fugir, dez outros, escolhidos por sorteio, foram condenados ao “bunker da morte”: um subterrâneo onde eles eram jogados desnudos, e permaneciam sem bebida nem alimento, à espera da morte.
Ante o desespero daqueles infelizes, São Maximiliano ofereceu-se para ficar em lugar de um deles, pai de família, e foi aceito por ser sacerdote. O ódio dos esbirros ao religioso era notório, mas ficaram estupefatos ao verificar até onde pode chegar a coragem, a fortaleza e o heroísmo de um padre católico, em cuja fisionomia se revelava um varão na força do termo. Sem dúvida, movia-o uma autêntica caridade para com seu conterrâneo, entretanto, outra razão também elevada o levou a tomar essa decisão: o desejo de ajudar aqueles condenados a terem uma boa morte, salvando suas almas.
Fechado o bunker, estava para sempre encerrado para eles o contato com o mundo exterior. Naquelas terríveis horas sem outra expectativa que a da morte, tratava-se de cada qual pôr em ordem sua consciência. Pode-se imaginar qual seria o medo da morte, do Juízo, do sofrimento, a tentação de desespero… Em tal situação, que privilégio poder ter por companheiro um sacerdote santo! Graças a ele, o bunker da morte se converteu em capela de oração e de cânticos… com vozes cada dia mais débeis. Três semanas depois, restavam vivos apenas quatro. Julgando que aquela situação se prolongava demasiado, decidiram as autoridades aplicar-lhes uma injeção letal de ácido muriático.
Padre Kolbe foi o último a morrer naquele pavoroso subterrâneo. Estendeu espontaneamente o braço para a injeção. Alguns momentos depois, um funcionário do campo o encontrou morto “com os olhos abertos e a cabeça inclinada. Seu rosto, sereno e belo, estava radiante”.5
Cumprira sua última missão: salvara a si próprio e aos demais. Era o dia 14 de agosto de 1941, véspera da Assunção de Maria.
A inspiração de sua vida foi a Imaculada
E no dia 10 de outubro de 1982, na Praça de São Pedro, uma multidão de mais de duzentas mil pessoas ouvia um Papa, também polonês, declarar mártir esse sacerdote exemplar que não só morreu para salvar uma vida, mas, sobretudo, viveu para salvar muitas almas. Ele que jamais se cansava de dizer: “Não tenham medo de amar demasiado a Imaculada; jamais poderemos igualar o amor que teve por Ela o próprio Jesus: e imitar Jesus é nossa santificação. Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus, Deus Pai, a Santíssima Trindade”.6
Pois, como afirmou João Paulo II ao canonizá-lo, “a inspiração de toda a sua vida foi a Imaculada, a quem confiava seu amor a Cristo e seu desejo de martírio”.7 (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2009, n. 92, p. 34 à 37)
----------------------------------------------
1 Conforme tenha sido a vida, assim também será a morte.
2 LLABRÉS Y MARTORELL, Pere- Joan. San Maximiliano María (Raimundo) Kolbe. Año Cristiano. Madrid: BAC, 2005, vol. 8, p.454.
3 KALVELAGE, FI, Pe. Francis M. Kolbe - Saint of the Inmaculate. Minnesota: Park Press, 2001, p. 77-78.
4 MLODOZENIEC, OFMConv, Fr. Juventino. Conheci o bem-aventurado Maximiliano Maria Kolbe. Exemplar mimeografado no Jardim da Imaculada, Missão Católica de São Maximiliano Kolbe. Cidade Ocidental, Goiás, 1980.
5 LLABRÉS Y MARTORELL, Op. cit., p. 459.
6 Idem, p. 456.
7 Homilia na Missa de canonização, 10/10/1982.
Fonte:
http://revistacatolica.com.br/ensinamentos/historia-dos-santos/sao-maximiliano-maria-kolbe/
08 agosto 2017
9º dia Novena Meditativa sobre Santa Benedita da Cruz (Edith Stein)
NOVENA MEDITATIVA SOBRE SANTA EDITH STEIN
SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ
9º dia da NOVENA – Hino ao Espírito Santo, de
Edith Stein
Num clima místico, poucos meses antes da sua deportação para Auschwitz,
nasce uma das mais belas orações de Edith Stein, Santa Benedita da Cruz. Um
hino ao Espírito Santo. Foi o seu «último pentecostes».
I
Quem és tu, Doce luz que me preenche e ilumina a obscuridade do
meu coração?
Conduzes-me como a mão de uma mãe; E se me soltasses, não saberia
nem dar mais um passo.
És o espaço que envolve todo meu ser e o encerra em si. Se Fosse
abandonado por ti,
cairia no abismo do nada, de onde tu o elevas ao Ser.
Tu, mais próximo de mim que eu mesmo, e mais íntimo que minha intimidade,
E, sem dúvida, permaneces inalcançável e incompreensível,
E que faz brotar todo nome: Espírito Santo — Amor eterno!
II
Não és Tu, O doce maná,
que do coração do Filho flui para o meu, alimento dos anjos e dos
bem aventurados?
Aquele que da morte à vida se elevou, Também a mim despertou a uma
nova vida
Do sono da morte. E nova vida me doa
Dia após dia. E um dia me cumulará de plenitude.
Vida de minha Vida. Sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, – Vida Eterna!
III
Tu és o raio, que cai do Trono do Juiz eterno
e irrompe na noite da alma, que nunca se conheceu a si mesma?
Misericordioso e impassível, penetras nas profundezas escondidas.
Se ela se assusta ao ver-se a si mesma, Concedes lugar ao santo
temor,
princípio de toda sabedoria, que vem do alto,
e no alto com firmeza nos unes à tua obra, que nos faz novos,
Espírito Santo — Raio penetrante!
IV
Tu és a plenitude do Espírito, e da força
com a qual o Cordeiro rompe o selo, do segredo eterno de Deus?
Impulsionados por ti, os mensageiros do Juiz
cavalgam pelo mundo, e com espada afiada separam
o reino da luz do reino da noite. Então surgirá um novo céu
E uma nova terra, e tudo retorna ao seu justo lugar
graças a teu alento: Espírito Santo — Força triunfante!
V
Tu és o mestre construtor da catedral eterna, que se eleva da
terra aos céus?
Por ti vivificadas as colunas se elevam, Para o alto e permanecem
imóveis e firmes.
Marcadas com o nome eterno de Deus, se elevam para a luz
sustentando a cúpula, que cobre, qual coroa,
a santa catedral, tua obra transformadora do mundo,
Espírito Santo — Mão criadora!
VI
Tu és quem criou o claro espelho, Próximo ao trono do Altíssimo,
como um mar de cristal, aonde a divindade se contempla amando?
Tu te inclinas, sobre a obra mais bela da criação,
e resplandecente te ilumina, com teu mesmo esplendor.
E a pura beleza de todos os seres, Unida à amorosa figura da
Virgem,
tua esposa sem mancha: Espírito Santo — Criador do Universo!
VII
Tu és o doce canto do amor, e do santo recato,
que eternamente ressoa, diante do trono da Trindade,
e desposa consigo os sons puros de todos os seres?
A harmonia, que une os membros com a Cabeça,
onde cada um encontra feliz, o sentido secreto de seu ser,
e jubilante irradia, livremente desprendido em teu fluir:
Espírito Santo — Júbilo eterno!
Fonte:
07 agosto 2017
8º dia Novena Meditativa sobre Santa Benedita da Cruz (Edith Stein)
NOVENA MEDITATIVA SOBRE SANTA EDITH STEIN
SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ
8º dia da NOVENA – «Edith Stein, mestra de espiritualidade»
- Entrevista com o carmelita Jesus Castellano
ROMA, sexta-feira, 26 de março de 2004 (ZENIT.org).- Edith Stein
(1891-1942), judia, filósofa, mártir, carmelita santa e co-patrona da Europa,
considerava-se «uma superlitúrgica». Quem explica isso a Zenit é o padre
carmelita Jesús Castellano, ocd, que nesta sexta-feira pela tarde ministra uma
conferência sobre liturgia no Centro de Estudos Edith Stein de Lanciano
(Itália).
«Era uma contemplativa sumamente ativa, antes e depois de seu
ingresso no Carmelo, como demonstra sua atividade e seus escritos», sublinha
este professor de espiritualidade na Faculdade Pontifícia Teológica Teresianum
de Roma. O padre Castellano é consultor, entre outros organismos vaticanos, da
Congregação para a Doutrina da Fé e colabora em diversas revistas de teologia,
liturgia e espiritualidade.
--Podemos
considerar Edith Stein como precursora da espiritualidade litúrgica do Vaticano
II?
Castellano: Podemos afirmar sem dúvidas. Ela vive na alvorada do
movimento litúrgico na Alemanha, conhece alguns protagonistas deste despertar
eclesial, como Romano Guardini e Odo Casel, tem como pátria espiritual um dos
centros propulsores do movimento litúrgico alemão, a abadia de Beuron, onde o
abade Rafael Walzer é seu diretor espiritual.
Vive o fervor das celebrações de Natal e Semana Santa. Participa,
como ela recorda, das «formas renovadas da piedade da Igreja» de seu tempo.
Considera-se «uma superlitúrgica» por sua sensibilidade ante o mistério e o
celebrar da liturgia. E contribui com seu livro «A oração da Igreja», um texto
clássico sobre a Eucaristia, suas raízes judaicas e sua dimensão espiritual.
--Por que
não se conhece a contribuição litúrgica de Edith Stein, ela que esteve na
vanguarda com Guardini e com outros grandes mestres da liturgia de seu tempo?
Castellano: Edith é uma figura polivalente. É admirada como
fenomenóloga e filósofa como intérprete de São Tomás, de Teresa de Jesus e de
João da Cruz. Seus escritos são numerosos.
Este fragmento de sua espiritualidade, que é um fragmento que
contém o todo, foi-se descobrindo pouco a pouco, sobretudo quando se tratou de
contextualizar seu itinerário espiritual, as raízes de sua educação na liturgia
judaica, seus influxos e sua participação na espiritualidade de sua época, e
quando se trata de descobrir alguns escritos seus onde se manifesta, sobretudo,
sua veia teológica e espiritual. Há ainda textos inéditos e outros não são
muito conhecidos como o diário de seu retiro espiritual em preparação para sua
profissão perpétua (10-21 de abril de 1938), uma verdadeira jóia de
espiritualidade do mistério pascal vivido com Maria.
--Edith,
antes de ser uma contemplativa, foi uma mulher de ação. Soube conjugar bem a
oração litúrgica com a oração pessoal?
--Castellano: Nela não há dicotomias: tudo o que vive e aborda tem
o toque de uma fenomenóloga que vai até o fundo vital da experiência.
Vive isso desde a profundidade de seu ser, mas com toda a
participação dos sentidos. Em um escrito de 1930, uma conferência para mulheres
de Speyr, sobre a educação à vida eucarística, sublinha a aplicação da
espiritualidade da Eucaristia à vida de cada um, tanto para os religiosos como
para a mulher casada, como para as que, como ela, vivem só.
E em seu livro «A oração da Igreja» faz uma maravilhosa apologia
da imprescindível dimensão da oração pessoal e de seu valor eclesial. Até
afirmar que toda oração pessoal é oração eclesial. Era uma contemplativa
sumamente ativa, antes e depois de seu ingresso no Carmelo, como demonstra sua
atividade e seus escritos.
--É exagero
ver em Edith Stein um modelo de espiritualidade litúrgica feminina?
--Castellano: É evidente que toda a experiência de Edith tem o
toque de seu olhar de mulher, seu coração e sua empatia feminina, com um toque
de delicadeza e de profundidade.
A seu modo, é um modelo de espiritualidade feminina se a
entendemos como personificação do feminino da Igreja esposa, de sua atitude
mariana, de seu recurso às mulheres santas, e valorizamos algumas expressões de
fina poesia e sensibilidade como suas invocações ao Espírito Santo. Em seus
escritos sobre a mulher e para a mulher nota-se esta peculiaridade em Edith,
sem complexos nem polêmicas, com toda naturalidade.
--O que é a
espiritualidade eucarística, segundo Edith Stein?
--Castellano: Algo tão simples como viver como resposta vital ante
a consciência do dom que supõe a Eucaristia: ante a presença responder com a
oração ante o Santíssimo e a eucaristia diária; ante o dom da comunhão com o
agradecimento a quem nos nutre com sua carne e seu sangue «como uma mãe a seu
filho», ante o sacrifício eucarístico acolhendo o dom e fazendo-o vida como
oferenda espiritual. Trata-se de uma espiritualidade que se alimenta, em Edith
Stein, com o exemplo e o testemunho, que se esclarece com o ensinamento e
iniciação às riquezas do mistério, e passa pouco a pouco à vida e aos costumes
até ser uma existência eucarística que impregna todo o ser e o viver.
--O que
ensina Edith Stein a suas irmãs Carmelitas com seu testemunho?
--Castellano: Ensina a sentir com a Igreja totalmente no que se
refere à liturgia, sem saudades do passado, com a alegria do presente e do
futuro.
Edith é modelo de seriedade na própria vocação contemplativa, tão
aberta à liturgia como à contemplação, tão vibrante pela novidade da renovação
litúrgica quanto ansiosa de transmitir a todos o viver e sentir com a Igreja.
No fundo Edith é, por co-naturalidade, uma discípula de Teresa de Jesus também
nisto, pois a Santa, em seu tempo, vibrava com a liturgia da Igreja e sua
experiência mística tem páginas belas de comunhão com os mistérios e de
entusiasmo pelas festas do Senhor, de Maria e dos Santos, de amor pela liturgia
eclesial e pelo decoro das celebrações. Edith Stein contribuiu em tudo isto com
a teologia de seu tempo e com a busca da excelência da celebração dos
mistérios.
(26 de Março de 2004) © Innovative Media Inc.
Fonte:
06 agosto 2017
7º dia Novena Meditativa sobre Santa Benedita da Cruz (Edith Stein)
NOVENA MEDITATIVA SOBRE SANTA EDITH STEIN
SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ
7º dia da NOVENA – CARTA DO PAPA SÃO JOÃO
PAULO II PROCLAMANDO SANTA EDITH STEIN COMO CO-PADROEIRA DA EUROPA
CARTA
APOSTÓLICA
EM FORMA DE "MOTU PROPRIO"
PARA A PROCLAMAÇÃO
DE SANTA BRÍGIDA DA SUÉCIA,
SANTA CATARINA DE SENA
E SANTA BENEDITA DA CRUZ
CO-PADROEIRAS DA EUROPA
EM FORMA DE "MOTU PROPRIO"
PARA A PROCLAMAÇÃO
DE SANTA BRÍGIDA DA SUÉCIA,
SANTA CATARINA DE SENA
E SANTA BENEDITA DA CRUZ
CO-PADROEIRAS DA EUROPA
JOÃO
PAULO PP. II
PARA PERPÉTUA MEMÓRIA
PARA PERPÉTUA MEMÓRIA
(...)
8. Com Edith Stein Santa Teresa
Benedita da Cruz encontramo-nos num diferente ambiente histórico-cultural. De
facto, ela conduz-nos ao centro deste século atormentado, apontando as
esperanças por ele acesas, mas também as contradições e as falências que o
caracterizaram. Edith não provém, como Brígida e Catarina, de uma família
cristã. Nela tudo indica o tormento da procura e a fadiga da
"peregrinação" existencial. Mesmo depois de ter alcançado a verdade
na paz da vida contemplativa, ela teve de viver o mistério da Cruz até ao
fundo.
Nasceu em 1891 de uma família
hebraica de Breslau, que nessa época era território alemão. O gosto que ela
desenvolveu pela filosofia, abandonando a prática religiosa inspirada pela sua
mãe, ter-lhe-ia sugerido, mais que um caminho de santidade, uma vida conduzida
pela nota do puro "racionalismo". A graça, porém, aguardava-a nos
meandros do pensamento filosófico: tendo percorrido o caminho da corrente
fenomenológica, ela soube recolher a instância de uma realidade objetiva que,
ao invés de reconduzir ao sujeito, precedia e determinava o conhecimento,
devendo ser examinada com um rigoroso esforço de objetividade. É necessário
escutá-la, fixando-a sobretudo no ser humano, devido àquela capacidade de
"empatia" expressão que lhe era muito querida que permite, de certo
modo, incorporar o que é vivido pelos demais (cf. E. Stein, O problema da empatia).
Foi nesta tensão de escuta que
ela se encontrou, por um lado com os testemunhos da experiência espiritual
cristã oferecida por Santa Teresa de Ávila e de outros grandes místicos, dos
quais se tornou discípula e propagadora, e por outro lado com a antiga tradição
do pensamento cristão, consolidada no tomismo. Por este caminho ela chegou
primeiro ao baptismo e, depois, à escolha da vida contemplativa na Ordem carmelitana.
Tudo se desenrolou no contexto de um itinerário existencial bastante
movimentado, marcado não só pela busca da vida interior, mas pelo empenhamento
no estudo e no ensino, que ela realizou com dedicação admirável. Foi de grande
apreço, sobretudo no seu tempo, a sua obra a favor da promoção social da
mulher, e são realmente penetrantes as páginas com as quais ela explorou a
riqueza da feminilidade e a missão da mulher do ponto de vista humano e
religioso (cf. E. Stein, A
mulher. A sua tarefa, segundo a natureza e a graça).
9. O encontro com o cristianismo
não foi motivo para ela repudiar as suas raízes hebraicas; pelo contrário,
ajudou-a a redescobri-las em plenitude. Isto, porém, não lhe poupou a
incompreensão por parte dos seus familiares. Sobretudo a desaprovação da
própria mãe lhe causou uma dor intensa. Na verdade, todo o seu caminho de
perfeição cristã se distinguiu não só pela solidariedade humana para com o seu
povo de origem, mas também por uma verdadeira partilha espiritual com a vocação
dos filhos de Abraão, designados pelo mistério da chamada e dos "dons
irrevogáveis" de Deus (cf. Rm 11, 29).
De modo particular, ela fez
próprio o sofrimento do povo judeu, na medida que este aumentava naquela feroz
perseguição nazista que permanece, juntamente com outras graves expressões do
totalitarismo, uma das mais obscuras e vergonhosas manchas da Europa do nosso
século. Sentiu então que, no extermínio sistemático dos judeus, a cruz de
Cristo era carregada pelo seu povo, e assumiu-a na sua pessoa com a sua
deportação e a execução no tristemente célebre campo de Auschwitz-Birkenau. O
seu grito funde-se com o de todas as vítimas daquela horrível tragédia, unido
porém ao brado de Jesus, que assegura ao sofrimento humano uma misteriosa e
perene fecundidade. A sua imagem de santidade permanece para sempre ligada ao
drama da sua morte violenta, ao lado de tantos que a padeceram juntamente com
ela. E permanece como um anúncio do evangelho da Cruz, com o qual ela se quis
identificar no seu mesmo nome de religiosa.
Hoje, vemos Teresa Benedita da
Cruz reconhecer no seu testemunho de vítima inocente, por um lado a imitação do
Cordeiro imaculado e a protesta levantada contra todas as violações dos
direitos fundamentais da pessoa e, por outro, o penhor daquele renovado
encontro de judeus e cristãos, que na linha auspiciada pelo Concílio Vaticano
II, está a conhecer uma prometedora fase de abertura recíproca. Declarar hoje
Edith Stein co-Padroeira da Europa significa colocar no horizonte do velho
Continente um estandarte de respeito, de tolerância e de hospitalidade que
convida os homens e as mulheres a entenderem-se e a aceitarem-se, para além das
diferenças étnicas, culturais e religiosas, formando assim uma sociedade
verdadeiramente fraterna.
(...)
Dado em Roma, junto de São
Pedro, a 1 de Outubro de 1999, vigésimo primeiro ano de Pontificado.
IOANNES PAULUS PP. II
Fonte:
05 agosto 2017
6º dia Novena Meditativa sobre Santa Benedita da Cruz (Edith Stein)
NOVENA MEDITATIVA SOBRE SANTA EDITH STEIN
SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ
6º dia da NOVENA – HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO
II NA CERIMÓNIA DE CANONIZAÇÃO DE EDITH STEIN
11 de Outubro de 1998
“1. Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso
Senhor Jesus Cristo (cf. Gl 6, 14).
As palavras de São Paulo aos Gálatas, que acabámos de escutar,
adaptam-se bem à experiência humana e espiritual de Teresa Benedita da Cruz,
que hoje é solenemente inscrita no álbum dos santos. Também ela pode repetir
com o Apóstolo: Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso
Senhor Jesus Cristo.
A cruz de Cristo! No seu constante florescimento, a árvore da Cruz
dá sempre renovados frutos de salvação. Por isso, os fiéis olham com confiança
para a Cruz, haurindo do seu mistério de amor a coragem e o vigor para caminhar
com fidelidade nas pegadas de Cristo crucificado e ressuscitado. Assim, a
mensagem da Cruz entrou no coração de muitos homens e mulheres, transformando a
sua existência. Um exemplo eloquente desta extraordinária renovação interior é
a vicissitude espiritual de Edith Stein. Uma jovem em busca da verdade, graças
ao trabalho silencioso da graça divina, tornou-se santa e mártir: é Teresa
Benedita da Cruz, que hoje repete do céu a todos nós as palavras que
caracterizaram a sua existência: «Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser
na cruz de Jesus Cristo».
2. No dia 1 de Maio de 1987, durante a minha visita pastoral na
Alemanha, tive a alegria de proclamar Beata, na cidade de Colónia, esta
generosa testemunha da fé. Hoje, a onze anos de distância aqui em Roma, na
Praça de São Pedro, é-me dado apresentar solenemente esta eminente filha de
Israel e filha fiel da Igreja como Santa perante o mundo inteiro. Assim como
nessa data, também hoje nos inclinamos diante da memória de Edith Stein,
proclamando o testemunho invicto que ela deu durante a vida e sobretudo com a
morte. Ao lado de Teresa de Ávila e de Teresa de Lisieux, esta outra Teresa vai
colocar-se no meio da plêiade de santos e santas que honram a Ordem
carmelitana.
Caríssimos Irmãos e Irmãs, que vos congregastes para esta solene
celebração, dêmos glória a Deus pela obra que realizou em Edith Stein.
3. Saúdo os numerosos peregrinos vindos a Roma, com um particular
pensamento para os membros da família Stein, que quiseram estar conosco nesta
feliz circunstância. Uma cordial saudação dirige-se também à representação da
Comunidade carmelitana, que se tornou a «segunda família» para Teresa Benedita
de Cruz. Depois, dou as minhas boas-vindas à delegação oficial da República
Federal da Alemanha, chefiada pelo Chanceler Federal resignatário, Helmut Kohl,
a quem saúdo com deferente cordialidade. Além disso, cumprimento os
representantes das regiões de Nordrhein-Westfalen e Rheinland-Pfalz, bem como o
Primeiro Presidente da Câmara Municipal de Colónia. Inclusivamente da minha
Pátria veio uma delegação oficial, guiada pelo Primeiro-Ministro Jerzy Buzek. Dirijo-lhe
uma cordial saudação. Depois, quero reservar uma especial menção aos peregrinos
das dioceses de Vratislávia, Colónia, Monastério, Espira, Cracóvia e
Bielsko-Žywiec, presentes com os seus Bispos e sacerdotes. Eles unem-se ao
numeroso grupo de fiéis vindos da Alemanha, dos Estados Unidos da América e da
minha Pátria, a Polónia.
4. Diletos Irmãos e Irmãs! Porque era judia, Edith Stein foi
deportada juntamente com a irmã Rosa e muitos outros judeus dos Países Baixos
para o campo de concentração de Auschwitz, onde com eles encontrou a morte nas
câmaras de gás. Hoje recordamo-nos de todos com profundo respeito. Poucos dias
antes da sua deportação, a quem lhe oferecia uma possibilidade de salvar a
vida, a religiosa respondera: «Não o façais! Por que deveria eu ser excluída? A
justiça não consiste acaso no facto de eu não obter vantagem do meu baptismo?
Se não posso compartilhar a sorte dos meus irmãos e irmãs, num certo sentido a
minha vida é destruída».
Doravante, ao celebrarmos a memória da nova Santa, não poderemos
deixar de recordar todos os anos também o Shoah, aquele atroz plano de
eliminação de um povo, que custou a vida a milhões de irmãos e irmãs judeus. O
Senhor faça brilhar o seu rosto sobre eles, concedendo-lhes a paz (cf. Nm 6,
25s.).
Por amor de Deus e do homem, lanço de novo um premente brado:
nunca mais se repita uma semelhante iniciativa criminosa para nenhum grupo
étnico, povo e raça, em qualquer recanto da terra! É um brado que dirijo a
todos os homens e mulheres de boa vontade; a todos aqueles que creem no Deus
eterno e justo; a todos aqueles que se sentem unidos em Cristo, Verbo de Deus
encarnado. Aqui, todos nós devemos ser solidários: é a dignidade humana que
está em jogo. Só existe uma única família humana. É isto que a nova Santa
afirmou com grande insistência: «O nosso amor pelo próximo - escrevia - é a
medida do nosso amor a Deus. Para os cristãos - e não só para eles - ninguém é
"estrangeiro". O amor de Cristo não conhece fronteiras».
5. Estimados Irmãos e Irmãs! O amor de Cristo foi o fogo que ardeu
a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de se dar conta, ela foi
completamente arrebatada por ele. No início, o seu ideal foi a liberdade.
Durante muito tempo, Edith Stein viveu a experiência da busca. A sua mente não
se cansou de investigar e o seu coração de esperar. Percorreu o árduo caminho
da filosofia com ardor apaixonado e no fim foi premiada: conquistou a verdade;
antes, foi por ela conquistada. De facto, descobriu que a verdade tinha um
nome: Jesus Cristo, e a partir daquele momento o Verbo encarnado foi tudo para
ela. Olhando como Carmelita para este período da sua vida, escreveu a uma
Beneditina: «Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a
Deus».
Embora sua mãe a tenha educado na religião hebraica, aos 14 anos
de idade Edith Stein, «consciente e propositadamente desacostumou-se da
oração». Só queria contar consigo mesma, preocupada em afirmar a própria
liberdade nas opções de vida. No fim do longo caminho, foi-lhe dado chegar a
uma surpreendente conclusão: só quem se une ao amor de Cristo se torna
verdadeiramente livre.
A experiência desta mulher, que enfrentou os desafios de um século
atormentado como o nosso, é para nós exemplar: o mundo moderno ostenta a porta
atraente do permissivismo, ignorando a porta estreita do discernimento e da
renúncia. Dirijo-me especialmente a vós, jovens cristãos, em particular aos
numerosos ministrantes reunidos em Roma nestes dias: evitai conceber a vossa
vida como uma porta aberta a todas as opções! Escutai a voz do vosso coração!
Não permaneçais na superfície, mas ide até ao fundo das coisas! E quando chegar
o momento, tende a coragem de vos decidirdes! O Senhor espera que coloqueis a
vossa liberdade nas suas mãos misericordiosas.
6. Santa Teresa Benedita da Cruz conseguiu compreender que o amor
de Cristo e a liberdade do homem se entretecem, porque o amor e a verdade têm
uma relação intrínseca. A busca da verdade e a sua tradução no amor não lhe
pareciam ser contrastantes entre si; pelo contrário, compreendeu que estas se
interpelam reciprocamente. No nosso tempo, a verdade é com frequência
interpretada como a opinião da maioria. Além disso, é difundida a convicção de
que se deve usar a verdade também contra o amor, ou vice-versa. Todavia, a
verdade e o amor têm necessidade uma do outro. A Irmã Teresa Benedita é
testemunha disto. «Mártir por amor», ela deu a vida pelos seus amigos e no amor
não se fez superar por ninguém. Ao mesmo tempo, procurou com todo o seu ser a
verdade, da qual escrevia: «Nenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes
sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro». A Irmã Teresa Benedita da
Cruz diz a todos nós: Não aceiteis como verdade nada que seja isento de amor. E
não aceiteis como amor nada que seja isento de verdade!
7. Enfim, a nova Santa ensina-nos que o amor a Cristo passa
através da dor. Quem ama verdadeiramente, não se detém diante da perspectiva do
sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada. Consciente do que
comportava a sua origem judaica, Edith Stein pronunciou palavras eloquentes a
este respeito: «Debaixo da cruz, compreendi a sorte do povo de Deus...
Efectivamente, hoje conheço muito melhor o que significa ser a esposa do Senhor
no sinal da Cruz. Mas dado que se trata de um mistério, isto jamais poderá ser
compreendido somente com a razão». Pouco a pouco, o mistério da Cruz impregnou
toda a sua vida, até a impelir rumo à oferta suprema. Como esposa na Cruz, a
Irmã Teresa Benedita não escreveu apenas páginas profundas sobre a «ciência da
cruz», mas percorreu até ao fim o caminho da escola da Cruz. Muitos dos nossos
contemporâneos quereriam fazer com que a Cruz se calasse. Mas nada é mais
eloquente que a Cruz que se quer silenciar! A verdadeira mensagem da dor é uma
lição de amor. O amor torna o sofrimento fecundo e este aprofunda aquele.
Através da experiência da Cruz, Edith Stein pôde abrir um caminho rumo a um
novo encontro com o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo. A fé e a cruz revelaram-se-lhe inseparáveis. Amadurecida na escola da
Cruz, ela descobriu as raízes às quais estava ligada a árvore da própria vida.
Compreendeu que lhe era muito importante «ser filha do povo eleito e pertencer
a Cristo não só espiritualmente, mas inclusive mediante um vínculo sanguíneo».
8. «Deus é espírito e
aqueles que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade» (Jo 4, 24).
Caríssimos Irmãos e Irmãs, com estas palavras o divino Mestre entretém-se com a
Samaritana junto do poço de Jacob. Quanto Ele deu à sua ocasional mas atenta
interlocutora, encontramo-lo presente também na vida de Edith Stein, na sua
«subida ao Monte Carmelo ». A profundidade do mistério divino tornou-se-lhe
perceptível no silêncio da contemplação. Ao longo da sua existência, enquanto
amadurecia no conhecimento de Deus adorando-O em espírito e verdade, ela
experimentava cada vez mais claramente a sua específica vocação de subir à cruz
juntamente com Cristo, de abraçá-la com serenidade e confiança, de amá-la
seguindo as pegadas do seu dilecto Esposo: hoje, Santa Teresa Benedita da Cruz
é-nos indicada como modelo em que nos devemos inspirar e como protectora à qual
havemos de recorrer. Dêmos graças a Deus por este dom. A nova Santa seja para
nós um exemplo do nosso compromisso no serviço da liberdade e na nossa busca da
verdade. O seu testemunho sirva para tornar cada vez mais sólida a ponte da
recíproca compreensão entre judeus e cristãos. Santa Teresa Benedita da Cruz,
ora por nós! Amém.
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CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.










