16 fevereiro 2012
O significado dos Sacramentos
Fonte: http://www.primeraluz.org
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Para começar, devemos retornar aos tempos da Reforma Protestante, quando milhares de cristãos abandonaram a Igreja Católica para fundar grupos eclesiais separados da autoridade de Roma. A ideia original dos autoproclamados reformadores era formar uma só igreja separada do Papa. Contudo, rapidamente suas discordâncias e desavenças resultaram em divisões que continuam até os nossos dias. Da longa lista de diferenças e separações, existe algo que sobressai em particular: a questão dos sacramentos. Escrevo assim, com inicial minúscula, porque não estou me referindo aos Sacramentos cristãos de sempre, mas das diferentes concepções e definições que surgiram na era que se seguiu à Reforma alemã. Pode-se afirmar, de maneira geral e sem medo de errar em demasia, que o Protestantismo considera os sacramentos como meras representações simbólicas de uma realidade espiritual. Repassemos os sete Sacramentos da Igreja Católica, que são:
- Batismo
- Confirmação
- Eucaristia
- Penitência (ou Reconciliação)
- Matrimônio
- Ordenação Sacerdotal
- Unção dos Enfermos
UMA BREVE HISTÓRIA E DEFINIÇÃO
A maioria dos grupos eclesiais protestantes mantém o batismo e o matrimônio. Alguns praticam a “ceia do Senhor” e certa espécie de ordenação para o ministério [pastoral]. Confirmação, penitência e unção dos enfermos são menos praticados entre os cristãos separados. Pode-se afirmar que estes grupos eclesiais consideram seus sacramentos como gestos, votos ou testemunhos, cujo valor reside em simbolizar uma realidade espiritual. A pergunta que surge é: em que se diferenciam os Sacramentos católicos dos seus equivalentes no Protestantismo? A definição clássica no Catolicismo é esta: “Os Sacramentos são sinais externos da graça interna, instituídos por Cristo para a nossa santificação” (Catecismo Tridentino, nº 4, ex S. Aug.”De catechizandis rudibus”). Esta definição sucinta nos transmite primeiramente o conceito de Sacramento como “sinal”, ou seja, um sinal que significa ou evidencia algo. Neste caso, o sinal sacramental evidencia uma realidade da graça de Deus que nem sempre está evidente aos sentidos.
A diferença entre o conceito católico e o protestante está na apreciação da realidade que subjaz ao sinal: para o católico, o sinal é a evidência de algo que não pode ser facilmente visto, como, por exemplo, as pintinhas vermelhas na face de uma criança nos dão a evidência de que está com sarampo, que é uma realidade à qual o sinal está sujeito, realidade que não pode existir separada do sinal. Para o protestante em geral, o sinal é puramente simbólico, como o uniforme desportivo que identifica um atleta em uma competição. Dessa maneira, para o protestante, o batismo é um testemunho ao mundo de sua fé em Cristo; para o católico, o Batismo não somente é testemunho como também o início de um processo regenerativo que conduz a pessoa à sua plenitude em Cristo. Tanto o sinal (isto é, a aspersão) quanto o processo de regeneração que se segue são partes inseparáveis do Sacramento.
AS RAÍZES DO SIGNIFICADO
Quando nos comunicamos, fazemos uso de sinais. Por exemplo: este mesmo artigo que você está lendo agora não poderia ser compreendido se não existissem vários sistemas de comunicação simbólica. Os dois mais evidentes são: o alfabeto latino e o idioma português. Ambos colaboram para que você e eu possamos nos comunicar neste momento. Também estamos usando a Internet e toda uma série de protocolos e meios de comunicação; mas, para não complicarmos muito, vamos reduzir ao mais essencial: o alfabeto e o idioma.
Quando eu descrevo um conceito, por exemplo, “Arco do Triunfo em Paris”, a imagem do famoso monumento nos vem à mente. Primeiro começamos com o “a”, que representa um som, e logo acrescentamos mais letras até completar uma palavra; a seguir vem outra; e mais outra… Assim, invocamos em umas tantas palavras a um objeto real que existe em Paris. Como é de se imaginar, nenhum de nós – espero! – acredita possuir um Arco do Triunfo dentro da cabeça. No entanto, somos capazes de recordar essa realidade que vimos antes em um livro, ou em filme, ou – para alguns felizes viajantes – pessoalmente. Em suma: invocamos a um símbolo que nos refere a uma realidade.
Poderíamos mudar um pouquinho e dizer desta vez: “O Arco do Planeta Marte”. Como nenhum de nós sabe [da existência] de semelhante Arco, resta à imaginação de cada um resolver como o veria na realidade. E por mais que falemos acerca desse monumento inexistente, nunca existirá em Marte, exceto que alguém o construa. Em poucas palavras: falta-nos o elemento comum a representar; a realidade que estamos tentando representar ainda não existe. Os humanos apenas podem usar a palavra para invocar algo já existente.
É esse o caso com Deus? Lemos em Gênesis: “E Deus disse: ‘Faça-se a luz’ e a luz se fez”. O maravilhoso disto que acabamos de ler é que a mera invocação por Deus de uma realidade inexistente faz com que essa realidade “seja”. De fato, nós, cristãos, cremos que Deus é tão real que Sua própria Palavra é uma Pessoa: Deus Filho. Na fé cristã, a Memrah da fé hebraica se torna manifesta ao mundo na pessoa de Cristo, o Logos, o Verbum Dei, a Palavra de Deus.
O que apreciamos aqui é a diferença entre Criador e criatura: Deus é e ao mesmo tempo causa com que outras coisas sejam, iniciando ex nihilo, a partir do nada. O “meio” que Deus emprega é sua Palavra – assim como nós, para invocarmos um conceito como o Arco do Triunfo, usamos primariamente o alfabeto – Deus se vale do Alfa e Ômega, Jesus Cristo.
Chegando neste ponto, você se perguntará por que trago tudo isto aqui. Todos nós sabemos que não podemos criar como Deus faz, mediante nomear algo e a partir do nada. Eis aí a diferença fundamental entre o Criador e a criação. Não aprendemos nada de novo, exceto, talvez, que podemos apreciar o seguinte: as representações de Deus não são apenas símbolos, mas ingressam na realidade como uma nova criação, sem a mediação anterior de algo que as represente. E o que isto tem a ver com os Sacramentos? Absolutamente tudo!
OS SACRAMENTOS: UM DOM DE DEUS
Quando nossos primeiros pais desobedeceram a ordem de Deus, toda a natureza começou a se degradar. A terra produziu cardos e espinhos; o corpo do homem e da mulher começaram sua lenta declinação à velhice e à morte. Pode-se dizer que o pecado original começa a destruir a criação que Deus havia declarado boa.
Após a desobediência, Deus se faz presente no Jardim que havia dado ao homem para viver. A visita não é de surpresa, pois constatamos na Escritura que Deus “passeava pelo Jardim na parte arejada do dia”. Deus aparece no horto à hora de costume. Não nos esqueçamos que Deus é Deus e que nada pode surpreendê-Lo. Ele já sabia que o homem havia desobedecido. O homem, no entanto, ao ouvir a voz de Deus no horto, se enconde porque algo lhe diz em seu interior que “está nu”, que não está com pureza suficiente para aparecer diante de Deus. A presença de Deus é real para o homem Adão e essa realidade deixa-o perturbado. Notemos isto na frase do homem: “Ouvi tua voz no horto e me escondi porque estava nu”. Novamente a voz de Deus, a Palavra proferida, tem um efeito direto no mundo natural – neste caso, o de tornar manifesta a falta de santidade do homem desobediente. Mas agora, inverte-se a função: a voz de Deus não cria coisas novas, mas coloca em evidência a desordem que ingressou na Criação através do pecado.
Refletindo um pouco na intenção de Deus, observamos que o pecado começou a revelar um aspecto da pessoa de Deus que o universo não conhecia: Sua misericórdia! Por que digo isto? Porque Deus, conhecendo a injustiça que havia sido cometida, não executa a justa sentença prometida, mas “pretende” por um instante, não saber de nada do que havia ocorrido até tornar-Se manifesto ao homem. A seu tempo, Deus deve expulsar o homem do Jardim, mas não sem antes dar-lhe peles para se abrigar e não sem prometer que, a partir desse mesmo momento, começa a trabalhar na Redenção da raça humana que está para nascer. De certa forma, estas duas ações de Deus são formas incipientes dos Sacramentos que virão muitos séculos depois, a partir da Cruz. A Misericórdia Divina provê abrigo e sobrevivência para os desobedientes do Éden. De maneira semelhante, os Sacramentos operam como um refúgio ao qual podemos acudir para nos sustentar; refúgio de Deus para aqueles que simplesmente não podem ser santos suficientemente para comparecer à Sua presença.
OS SACRAMENTOS: PODER DE DEUS
Frequentemente ouvimos dizer que os Sacramentos “levam a cabo o que significam e significam o que levam a cabo”. Esta definição parece-lhe familiar? Espero ter-lhe feito recordar da ação criadora de Deus no Gênesis quando disse: “‘Faça-se a luz’ e a luz se fez”. Os Sacramentos compartilham da ação criadora de Deus essa “efetividade imediata” que faz com que as coisas “sejam”, ainda que não tenham existido até então. Com a mesma efetividade, os Sacramentos são os instrumentos de Deus nesta nova criação em que o cristão é transformado em uma “nova criatura” capaz de herdar a Vida Eterna e ver Deus face a face sem perecer. Quando recebemos o Batismo, recebemos aquilo que os primeiros Padres da Igreja chamavam de “magnífico selo” da salvação. Nossa alma começa a ascensão a Deus, até então impossível. Quando recebemos do sacerdote a absolvição dos nossos pecados, um milagre ainda mais assombroso que o da ressurreição de Lázaro ocorre no confessionário: uma alma perdida por efeito do pecado é renovada e readmitida à presença divina. Coisas semelhantes podem ser ditas de cada um dos Sacramentos e é bom refletir sobre cada um deles e perceber como o poder e a misericórdia divinos agem em cada Sacramento em particular, transformando as almas dos fiéis, ordenando e limpando, regenerando e iluminando, para cumprir as palavras de Jesus a São João: “Observa! Estou fazendo novas todas as coisas!”. Algo muito mais espantoso que a primeira Criação material está ocorrendo dentro de nós mesmos: “O Reino dos Céus está entre vós!”
TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS
Encontramos esta frase no Novo Testamento, geralmente como reação a um milagre: “E os que estavam ali presentes davam glória a Deus por ter dado semelhante poder aos homens”. Deus, ao nos dar os Sacramentos na Igreja, tem querido que o homem participe na tarefa da Criação. Graça sobre graça, misericórdia sobre misericórdia, o homem perdido recebe outra vez sua volta ao abrigo divino, desta vez magnificado infinitamente, pois o mantém a salvo da morte eterna e não somente do frio.
É necessário meditar uma e outra vez sobre estás dádivas para não rejeitá-las de pronto e, com isso, deixar de prestar a Deus o agradecimento e a glória que Ele merece, por todo o bem que faz para nós. Aqueles que pensam – em sua ignorância – que podem reorganizar estas coisas a seu próprio gosto e prazer, se equivocam completamente. Os Sacramentos não são meros símbolos, mas são dons de Deus, poder de Deus, ação real de Sua graça que nos redime, educa, alimenta, forma e fortalece.
Ninguém espere um dia estar de pé na corte de Deus se quer se dar ao luxo de ignorar os Sacramentos que Deus nos tem dado em Sua Igreja.
“Observa! Estou fazendo novas todas as coisas!” (Apocalipse 21,5).
15 fevereiro 2012
Informativo Cléofas - 15/02/2012
Informativo Cléofas, 15 de fevereiro de 2012- ano VII- Número 206
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Para Meditar...
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” (Sl 126,1). Há um Salmo na Bíblia que nos dá um dos mais preciosos ensinamentos para a nossa vida: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, debalde vigiam as sentinelas” (Sl 126,1). Não é por acaso que o título desse salmo é “A fonte de todo bem”, isto é, a bênção de Deus. Muitas vezes, nosso trabalho não produz o que esperamos e nossas obras não dão o fruto que planejamos, porque confiamos apenas em nós mesmos e nos esquecemos de pedir a Bênção Daquele que é o Senhor de tudo e de todos, e que “tem o mundo em Suas mãos”. Tantas vezes Deus permite que nossos projetos fracassem para que aprendamos que sem a Sua Bênção nada podemos fazer. É próprio daquele que é humilde pedir a Bênção de Deus para sua vida e atividades. Da mesma forma, é próprio daquele que é orgulhoso e auto-suficiente contar apenas consigo mesmo e esquecer-se da graça de Deus. Muitos, após inúmeros sofrimentos e insucessos, acabam, pela própria graça de Deus, encontrando a face do Senhor entre os acontecimentos da vida. Outros, lamentavelmente, persistem em não querer ver a face daquele que tudo criou. “Deus não fala, mas tudo fala de Deus”. Basta olharmos a natureza e ouviremos Sua voz. “São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras” (Sb 13,1). Ser humilde é reconhecer que “toda dádiva boa e todo dom perfeito vem de cima: desce do Pai das luzes” (Tg 1,17) e que, portanto, não temos motivo algum para orgulho, vaidade e auto-suficiência. Da mesma forma, ser humilde é não se desesperar com a própria fraqueza, miséria ou impotência, uma vez que se reconhece que toda a força vem da bênção de Deus. O livro dos Provérbios ensina que “Deus despreza os soberbos mas concede a graça aos humildes” (Pr 3,34). Ele não ouve a oração do soberbo e, conseqüentemente, não lhe dá a Sua bênção. Por outro lado, Deus ama aquele que reconhece a própria fraqueza, e lhe dá a Sua graça. (...)
Pergunte e Responderemos Pode a alma sair do corpo e voltar?
Algumas pessoas narram certas experiências que teriam vivido, segundo as quais a sua alma teria deixado o corpo e viajado pelo espaço, de tal modo que a pessoa viu o seu corpo estando fora dele. Isto é real, pode acontecer?
Blog do Prof. Felipe Aquino
O que é a Teologia da Libertação? Em face da condenação de um livro de Jon Sobrinho, um dos teólogos líderes da teologia da libertação, pela Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, do Vaticano, a discussão sobre esta teologia voltou a campo. Um grupo de teólogos desta linha acaba de publicar um livro contestando a ação do Vaticano e do Papa. São eles: Marcelo Barros, Leonardo Boff, Teófilo Cabestrero, Oscar Campana, Víctor Codina, José Comblin , Confer de Nicaragua, Lee Cormie, Eduardo de la Serna, José Estermann, Benedito Ferraro, Eduardo Frades, Luis Arturo Garcia Dávalos, Ivone Gebara, Eduardo Hoornaert, Diego IrarrázavaI, Jung Mo Sung, Paul Kmitter, João Batista Libânio, María y José Ignacio López Vigil, Carlos Mesters, Ricardo Renshaw, Jean Richard, Pablo Richard, Luis Rivera Págan, José Sánchez, Stefan Silber, Ezequiel Silva, Afonso Mª Ligório Soares, José Sols, Paulo Suess, Luiz Carlos Susin, Faustino Teixeira, Tissa Balasuriya, e José María Vigil. Muitos perguntam, o que é afinal, esta teologia da libertação? Vou responder esta pergunta com a resposta que deu a ela a autoridade da Igreja Católica; o Cardeal Joseph Ratzinguer, escolhido pelo Papa João Paulo II, em 1981, para ser o Prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé; aquela que está encarregada de cuidar da “sã doutrina” (1Tm1,10; 4,6; Tt1,9; 2,1;2,7; 2Tm4,3), que com tanta ênfase São Paulo recomendava a Timóteo e a Tito. Hoje o então Cardeal Ratzinger é o Papa Bento XVI. A teologia da libertação surgiu, mais especificamente, na América Latina, na década de 60, e ganhou adeptos principalmente nas Comunidades Eclesiais de Base. A partir dos anos 80 pudemos sentir mais de perto a sua ação. Foi então que o Cardeal Ratzinger, escreveu um importante artigo intitulado “Eu vos explico a teologia da libertação” (Revista PR,n. 276, set-out, 1984, pp354-365), onde deixou claro todo o seu perigo. Analisando este artigo, D.Estevão Bettencourt, afirma: “O autor mostra que a teologia da libertação não trata apenas de desenvolver a ética social cristã em vista da situação socioeconômica da América Latina, mas revolve todas as concepções do Cristianismo: doutrina da fé, constituição da Igreja, Liturgia, catequese, opções morais, etc.(...) Livro da Semana OS DOGMAS DA FÉ
A palavra dogma quer dizer verdade. É uma verdade “revelada por Deus”, que pode estar na Bíblia ou na Tradição da Igreja. Não são verdades inventadas pela Igreja. Isso é feito por uma definição solene da Igreja (magistério extraordinário) por um Papa quando se expressa como “pastor e doutor supremo de todos os fiéis” (CIC §891), ou pelo ensinamento do magistério ordinário. A Igreja, “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15), recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de pregar a verdade da salvação. “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 3,15). Para a Igreja Católica, um dogma é uma verdade absoluta, definitiva, imutável, infalível e inquestionável; não uma “cadeia”, mas “Janelas abertas para o infinito” (Bento XVI). Nenhum dogma pode ser revogado ou negado, nem mesmo pelo Papa ou por um Concílio; e isto nunca aconteceu na História da Igreja. Eles são a base de toda a doutrina católica e a segurança para os teólogos em seus estudos. Ficha Técnica
Assista ao novo Programa do Prof.Felipe Aquino: PERGUNTE E RESPONDEREMOS Toda sexta-feira às 15h30 na TV Canção Nova Participe! Envie sua pergunta! Obs.:Nesta sexta-feira (17/02)não haverá programa. Você já conhece os podcasts do Prof. Felipe Aquino? Acesse o link e ouça o PODCAST da semana: Mandamentos, parte 03: Guardar domingos e festas de guarda
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13 perguntas comuns à respeito da Consagração Total
Três casos: Galileu, Lavoisier e Duhem
Fonte: http://www.arvo.net
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Às vezes, os ataques contra a Igreja provêm da presumida oposição entre Religião e Ciência. Por isso, é interessante considerar alguns dados a respeito.
Todo mundo já ouviu falar do “caso Galileu”, quase sempre de maneira deturpada. Porém, poucos sabem que Lavoisier, um dos fundadores da Química, foi guilhotinado pela Revolução Francesa. E quase ninguém sabe nada acerca de Pierre Duhem, físico importante, autor de uma monumental obra sobre História e Filosofia da Ciência. Tudo isto porque, quando se fala de “Ciência e Fé”, passa pela cabeça de muitos apenas duas palavras: “oposição” e “Galileu”. Poucos pensam em “colaboração” e ninguém [pensa] em Duhem. É lastimável!
Quando abordo Galileu em minhas aulas e palestras, costumo recordar que o sábio italiano faleceu de morte natural quando tinha 78 anos. Seguramente, muitos ouvintes pensam que Galileu foi queimado pela Inquisição. Quase sempre, ao encerrar, alguns me dizem: “É verdade? Eu pensava que Galileu tinha sido queimado”.
Me chamou especialmente a atenção o que ocorreu em janeiro de 1992: veio até mim um sacerdote que havia assistido à minha palestra. Estava indignado e com toda razão… Estávamos em Roma, onde ele trabalhava em sua tese de doutorado em Teologia e perguntou-me: “Como se explica que uma pessoa como eu, que sou sacerdote católico há vários anos e que estudou em um Seminário e em uma Pontifícia Universidade, fique sabendo só agora que não mataram Galileu?” E acrescentou: “Há alguns dias, um colega da minha residência esteve visitando o Palácio do Quirinal e nos contou que o guia, em certo momento da visita, apontou para um balcão bem visível e disse: ‘Foi daquele balcão que o Papa apontou o dedo polegar para baixo, para condenar Galileu à morte’”.
A FOGUEIRA QUE NÃO EXISTIU
Em 1633, ocorreu em Roma o famoso processo contra Galileu. Não foi condenado à morte, nem ninguém queria isso. Ninguém o torturou, nem o segurou, nem tocou-lhe sequer um dedo; não ocorreu nenhuma espécie de maus tratos físicos. Foi condenado à prisão mas, considerando suas boas disposições, a pena foi imediatamente comutada por prisão domiciliar. Desde o processo até a sua morte, viveu em casa; continuou trabalhando intensamente e publicou nesse período sua obra mais importante.
Três dos dez altos dignatários do Tribunal se recusaram a assinar a sentença. O Papa nada teve a ver oficialmente nem com o Tribunal, nem com a sentença. Para mim, lamentavelmente, desde logo o processo não deveria ter se produzido. Porém, os trabalhos de Galileu seguiram adiante.
Com efeito, já se passaram 350 anos desde a morte natural de Galileu. Concordo então com o meu ouvinte de Roma: parece mentira que, a estas alturas, quase todo mundo, inclusive clérigos católicos, estejam seriamente equivocados sobre importantes aspectos de um caso que é sempre usado para atacar a Igreja e para afirmar, como se fosse um fato histórico, que a religião em geral e a Igreja Católica em particular sempre foram contrárias ao progresso científico.
UMA GRANDE CABEÇA GUILHOTINADA
Antoine Laurent Lavoisier, nascido em 26 de agosto de 1743, em Paris, realizou muitos trabalhos científicos importantes. Na Academia de Ciências foram publicados mais de 60 comunicados seus. Foi um dos principais protagonistas da revolução científica que levou à consolidação da Química, razão pela qual é frequentemente considerado como “Pai” da Química moderna.
Seu grande pecado consistiu em trabalhar na cobrança de tributos. Por esse motivo, foi preso em 1793. Personagens importantes fizeram tudo o que podiam para salvá-lo. Parece que Halle expôs ao Tribunal todos os trabalhos feitos por Lavoisier (e diz-se que, a seguir, o presidente do Tribunal pronunciou a célebre frase: “A República não precisa de sábios”). Lavoisier foi guilhotinado em 8 de maio de 1794, quando contava com 51 anos. Joseph Louis Lagrange, famoso matemático cujo sobrenome é bastante conhecido por todos os matemáticos e físicos, disse no dia seguinte: “Bastou um [pequeno] instante para cortarem-lhe a cabeça. Passarão 100 anos antes que nasça outra [cabeça] igual”.
Evidentemente, Lavoisier não foi guilhotinado pela fé. E não estou me empenhando em atacar a Revolução [Francesa], nem a República, nem a ninguém. Simplesmente fico muito surpreso que exista tanta desproporção no que diz respeito ao que chega à opinião pública sobre os casos Galileu e Lavoisier.
Mas nesta vida ocorrem curiosas coincidências. Quando eu acabara de escrever o parágrafo acima, um amigo procurou-me, professor de Biologia e bom católico. Falamos sobre o que eu estava escrevendo e disse-me que um colega seu, de outro país, havia comentado pouco tempo antes: “Você é biólogo e, ainda por cima, católico? Que coisa rara! Você é o primeiro caso que eu conheço!”.
Esse fato acaba sendo “a cereja do bolo”. É um pouco estranho, mas real. Provavelmente, por razões que os historiadores e sociólogos poderiam investigar, durante muito tempo se tem pensado, em muitos ambientes, que a Ciência e a Religião se opõem. Mas a verdade é que isso não é verdade! Os grandes pioneiros da Ciência Moderna eram cristãos. Galileu sempre foi católico. Entre os cientistas de todas as épocas, não poucos são cristãos convictos. Atualmente, os cientistas não-crentes costumam reconhecer que o seu agnosticismo nada tem a ver com a Ciência e que inexiste qualquer dificuldade objetiva para se ser bom cientista e também bom cristão.
DUHEM: FÍSICO, FILÓSOFO, HISTORIADOR E… CATÓLICO
Pierre Duhem foi um físico francês de notável intelectualidade. Nasceu em 1861 e morreu em 1916. A relação de seus artigos e obras ocupa 17 páginas de um livro de tamanho considerável. Escreveu muito sobre temas científicos bem especializados e ainda se ocupou da Filosofia e História da Ciência. Algumas de suas obras são livros em vários volumes e uma delas possui 10 volumes de 500 páginas cada um. Sem dúvida, foi um dos físicos mais importantes de sua época. Foi também católico convicto e levou uma vida realmente exemplar em todos os aspectos.
Pelo que eu saiba, nenhuma obra de Duhem, ao menos as mais importantes, foi traduzida para a nossa língua. Existem, ao contrário, algumas traduzidas para outros idiomas, inclusive uma delas, “A Teoria Física”, foi traduzida para o alemão dois anos depois de seu surgimento, com um prefácio bastante favorável redigido por Ernst Mach, outro importante físico-filósofo cujas ideias pouco tinham de católicas.
A ORIGEM DA CIÊNCIA MODERNA
Duhem é o pioneiro dos estudos históricos acerca da Ciência Medieval, tema que possui uma importância cada vez maior na atualidade. Este é o aspecto em que vou me deter agora.
Duhem era um trabalhador incansável que, apesar de sua grande competência, não chegou a ser professor em Paris, talvez em razão de obstáculos ideológicos. Isto, porém, permitiu que trabalhasse muito por conta própria. Estava interessado na História da Ciência e pôs-se a investigar o passado. Surpreso, foi encontrando nos arquivos franceses muitos manuscritos antigos jamais publicados, que lançavam novas luzes sobre o nascimento da Ciência Moderna.
Segundo o clichê geralmente admitido, a Ciência Moderna parecia ter nascido no século XVII, praticamente a partir do nada. A Idade Média teria sido uma época obscurantista, dominada pela Teologia e inimiga da Ciência. O nascimento da Ciência Moderna teria se produzido apenas quando o livre pensamento se emancipou da Igreja e da Teologia. Pois bem: Duhem encontrou abundantíssima documentação que desfazia esse mito e foi publicando, comentando-a nos dez grandes tomos de sua obra “O Sistema do Mundo”.
Para compreender a situação, convém considerarmos que não existia imprensa até o século XVI. As obras anteriores e, portanto, as obras medievais, eram manuscritas. Quando a imprensa foi descoberta, muitos manuscritos foram relegados ao esquecimento nos arquivos. Os pioneiros da “Nova Ciência” não se preocuparam em apontar as suas dívidas intelectuais para com os autores anteriores e preferiram mais sublinhar a “novidade” dos seus trabalhos. A Idade Média caiu assim na penumbra.
Duhem trabalhou diretamente com muitos manuscritos medievais inéditos. Seu trabalho o levou a convencer-se de que a Idade Média – especialmente na Universidade de Paris, bem como na de Oxford e outros centros intelectuais – foi uma época em que, paulatinamente, se foram desenvolvendo os conceitos que permitiram o nascimento sistemático da Ciência Experimental Moderna no século XVII.
A MATRIZ CULTURAL CRISTÃ
Os trabalhos de Duhem abriram um enorme campo de pesquisa, que foi continuado por importantes historiadores de toda espécie de ideologias e países.
Um deles é Stanley Jaki. Nascido em 1924 na Hungria, estabeleceu-se nos Estados Unidos em 1951. É doutor em Física e Teologia, professor da Universidade Seton Hall, Nova Jérsei. Foi convidado a ministrar cursos nas Universidades de Edimburgo, Oxford, Princeton, Sidney e muitas outras em todo o mundo. Publicou cerca de 30 livros sobre as relações entre a Ciência e a Filosofia e Cultura. Em 1987, recebeu das mãos do príncipe Felipe da Grã-Bretanha o prêmio “Templeton”, em reconhecimento das suas publicações.
Jaki escreveu a primeira grande biografia sobre Pierre Duhem, publicada em 1984 pela Editora Nijhoff de La Haya. Continuou e ampliou os trabalhos de Duhem sobre o nascimento da Ciência Moderna e suas relações com a Religião.
Jaki afirma que nas grandes culturas da Antiguidade (Babilônia, Egito, Grécia, Roma, Índia, China etc.), a Ciência Experimental não encontrou um terreno propício. Isto é, as raras tentativas de “nascimento” resultaram em sucessivos “abortos”. Um fator determinante foi que nessas culturas a natureza era representada como submissa a certas divindades caprichosas, ou era imaginada de maneira panteísta. Jaki examina esses problemas a partir do ponto de vista histórico e conclui que o nascimento da Ciência Moderna só foi possível na Europa cristã, quando ocorreu o que denomina de “matriz cultural cristã”.
Essa matriz cultural incluía a crença em um Deus pessoal Criador, que criou livremente o mundo. E porque a Criação é livre, o mundo é contingente e apenas podemos conhecê-lo se o estudarmos com o auxílio da observação e experimentação. Como Deus é infinitamente sábio, o mundo é racional e segue leis. Como afirma repetidamente a Revelação cristã, o mundo está repleto de ordem. Porque Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, o homem participa da inteligência divina e é capaz de conhecer o mundo.
De fato, é fácil comprovar que os grandes pioneiros da Ciência Moderna compartilhavam destas convicções, que possuíam porque eram cristãos e viviam dentro de uma matriz cultural cristã; e, em alguns casos, eles mesmos afirmaram a importância que estas ideias tinham para o seu trabalho científico.
Por exemplo: Kepler fez muitas tentativas, durante anos, até que encontrou suas famosas leis, convencido de que deveriam existir em um universo criado pela Sabedoria divina e que deveriam concordar com os dados observacionais estabelecidos pelo astrônomo danês Tycho Brahe.
Logicamente, não basta ser cristão para se fazer Ciência; Ciência se faz com matemática e experiências. Contudo, a Ciência Moderna nasceu e se desenvolveu durante séculos em um Ocidente cristão, que lhe proporcionou uma matriz adequada.
Compreendo que estas afirmações possam fazer que alguns estranhem, afinal as obras de Duhem, de Jaki e de outros autores semelhantes não costumam a ser traduzidas para o nosso idioma. Ademais, durante muito tempo se tem apresentado a Ciência como se estivesse em perpétua luta contra a Religião, mesmo que isto não condiga com a realidade. Porém, se a Ciência nos ensina algo é que devemos nos ater aos fatos e superar os boatos.
O COMPROMISSO PESSOAL
Chegamos, por fim, a uma terceira diferença entre a Fé e a Razão: concretamente, as verdades da Fé Cristã comprometem seriamente a vida pessoal, o modo de se comportar.
Talvez esta seja a principal dificuldade que experimentamos diante das verdades da fé. O Cristianismo não é uma simples teoria, mas algo que afeta diretamente a vida.
Os primeiros cristãos, que viviam em um mundo pagão, quando se convertiam ao Cristianismo viam-se obrigados a mudar não poucos de seus costumes. E assim o faziam.
Não é de se estranhar que atualmente ocorra algo semelhante. Na verdade, sempre foi assim. Ser bom cristão sempre supõe um esforço sério. Não é compatível com uma vida fácil. Exige agir com consciência e, frequentemente, “nadar contra a corrente”. Jesus Cristo nos advertiu disto com grande clareza e em diversas ocasiões. Contudo, continua sendo certo o que Ele prometeu: quem perder a sua vida por amá-Lo, a encontrará; e quem o seguir de perto obterá 100 por 1 nesta vida e também, depois, a vida eterna.
O amor autêntico, a retidão dos corações e a generosidade carregam consigo certos sacrifícios; porém, obtêm-se bens muito maiores, que são os únicos que preenchem realmente a vida humana. O profundo conhecimento da Fé Cristã reserva muitas surpresas agradáveis. E não é assim tão difícil: se dedicássemos a esse assunto um pouco do esforço que naturalmente dispensamos a muitas coisas que têm uma importância muito menor, comprovaríamos que vale a pena de verdade!
14 fevereiro 2012
Federico Lombardi esclarece suposto atentado contra Bento XVI Federico Lombardi esclarece suposto atentado contra Bento XVI
Fonte : Canção Nova
Mirticeli Medeiros
Da Redação
Esses e outros assuntos foram esclarecidos pelo Padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa vaticana, que em nota publicada pela Rádio Vaticana em italiano, na noite de ontem, 13, aborda cada assunto, parte por parte. Lombardi, que citou, já no início, o possível ataque a Bento XVI, foi firme nas palavras.
"É evidente que a estória do complô contra o Papa, como eu disse, é um boato e não merece ser levada a sério", enfatizou.
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.: NA ÍNTEGRA: Nota de esclarecimento de Padre Federico Lomardi 13/02/2012
Em relação ao Conclave, o diretor da Sala de Imprensa Vaticana também combateu a mentalidade errônia que interpreta a eleição de um novo papa como um jogo de interesses e de poder.
" A leitura de luta interna de poder depende em grande parte da ignorância moral de quem prova e de quem a faz, que geralmente não é capaz de ver outra coisa. (...) as verdadeiras preocupações de quem traz responsabilidades na Igreja estão votladas para os problemas graves da humanidade de hoje e de amanhã. Não por nada cremos e falamos também de assistência do Espírito Santo", afirmou.
Dom Bosco – Santo dos Jovens
“Dai-me almas e ficai com o resto o que me importa é juventude santa.”
Dom Bosco nasceu em 16 de Agosto no Colle dos Becchi, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco).
Ele veio de uma família muito pobre. Entre muitos obstáculos, preparou-se trabalhando e estudando para a missão que lhe tinha sido indicada através de um sonho tido aos 9 anos, onde anteviu sua futura missão de educador da juventude pobre e abandonada.
Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.
Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens. Criança ainda, já se ocupava de dar aulas de catecismo para os coleguinhas e, para atraí-los mais facilmente, aprendeu a fazer mágicas e dar espetáculos de circo, lutando contra todas as dificuldades inerentes á vida de pobre.
Estudou em Chieri, a poucos quilómetros de Turim. Todos os dias João Bosco frequentava a igreja de Santa Maria della Scala, de manhã e à tarde. Rezando e refletindo diante do altar da capela da Senhora das Graças, ele decidiu o seu futuro.
Aos 19 anos queria fazer-se franciscano. “Informado da sua decisão, o pároco de Castelnuovo, Pe. Dassano, avisou mãe de João Bosco com estas palavras muito claras: “Tenta afastá-lo dessa ideia. Tu não és rica e já estás idosa. Se o teu filho for para o convento, como te poderá ajudar na tua velhice?”.
Sua mãe vestiu um xale negro, desceu a Chieri e falou com João Bosco: “O pároco veio dizer-me que queres entrar no convento. Ouve-me bem. Eu quero que tu penses bem nisso. Quando tiveres decidido, segue o teu caminho e mais nada. O mais importante é que tu faças a vontade do Senhor. O pároco queria que eu te fizesse mudar de idéia, porque no futuro poderia precisar de ti. Mas eu lhe digo: Nestas coisas a tua mãe não entra. DEUS ESTÁ ANTES DE TUDO. De ti eu não quero nada. Nasci pobre, vivi pobre e quero morrer pobre. Aliás, se te fizeres padre e por desgraça te tornares rico não porei mais os pés em tua casa. Lembra-o bem.”
João Bosco nunca mais esqueceria aquelas palavras.
Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.
Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.
Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.
Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.
Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.
Entre alguns exemplos, “Dai-me almas e ficai com o resto o que me importa é juventude santa.”, “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.”
De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.
Oração: Ó Pai, pela vossa misericórdia, São João Bosco anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no vosso conhecimento e viver na vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Fonte: Shalom e Canção Nova
