26 julho 2009

Shalom – a Paz que é tão sonhada.

É interessante como o tempo todo nos percebemos em marcha à procura da Paz. Nossa história anda no compasso desta procura. Não precisa ir muito longe para confirmar este pressuposto; basta olharmos um pouco para nós mesmos, e percebermos quantas vezes sofremos uma espécie de divisão e guerra interior. É a condição humana revelando-se em seus limites de conflitos. É pensando nisso, e também a partir das reflexões da CF – 2009 que me permitir debruçar no seio da Paz e inclinar-me no seio da Shalom, a fim de colher dos seus ensinamentos.

Gosto sempre de explorar o universo das palavras, ainda que nos meus limites, porque acredito que elas nos possibilitam uma gama de significados acerca das coisas e do seu fim último. E, etimologicamente, por exemplo, o significado mais profundo do vocábulo “SHALOM” não é paz, como costumeiramente acreditamos. Shalom significa muito mais que a ausência de guerra, violência. Em hebraico a palavra Shalom tem sua raiz numa outra chamada “SHALEM” – que significa “estar inteiro”, completo. Isso é muito rico e revelador, porque a partir desta compreensão, concluímos que muitas pessoas não estão em paz, porque não estão inteiras, estão divididas “em si e entre si”. Para alcançarmos a paz em nossos espaços, lugares, no seio da nossa família e por conseguinte em toda humanidade, é preciso portanto, que cada um esteja “inteiro”.

É fascinante minha gente trilharmos os caminhos sugeridos a partir desta compreensão sobre a Shalom com a inteireza, porque os desdobramentos desta relação tem sua gênesis em Deus, já me explico: Verificamos nos textos Sagrados a tentativa humana de se estabelecer a paz, e ao mesmo tempo a incapacidade humana de conseguir e mantê-la. Deste modo, fica-nos evidenciado que a última garantia para a paz não reside tão somente em Instituições humanas, mas em Deus. Um exemplo disso encontramos no Profeta Isaías 54, 10 em que a promessa de Deus a seu povo é bem clara: "As montanhas podem desaparecer, os montes podem se desfazer, mas o meu Amor por você não acabará nunca, e a minha aliança de PAZ como você nunca será quebrada." Eis que a promessa se cumpre com o Messias, porque ainda segundo o Autor Sagrado, "Aquele que será enviado para nós será chamado Conselheiro Admirável, Deus Poderoso, Príncipe da Paz" ( Is 9, 6 ss).

Observemos que é do coração de Deus, portanto, que brota a verdadeira Paz, a Shalom esperada, isto é, a bonita possibilidade de nos tornamos inteiros em Deus, em nós mesmos e no outro. O cultivo deste broto se dá em Jesus, porque "Ele de fato é a nossa paz: do que era dividido, Ele fez uma unidade" (Ef 2, 14). E é bonito como Ele próprio, o Príncipe da Paz, nos convence disso ao afirmar com docilidade: "Deixo-vos com vocês a Paz. É a minha Paz que eu lhes dou; não lhes dou a Paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo" (Jo 14, 27). "Eu digo isso para que, por estarem unidos a mim, vocês tenham a Paz" (Jo, 16, 33 a).

Muito mais teriámos a refletir sobre a Shalom. A reflexão em Deus nunca sem esgota. A cada dia contemplamos novos horizontes. Todavia, de tudo isso resta-nos a certeza que precismos nos nutrir da Paz que está enraizada em Jesus; precisamos o tempo todo nos dispor dela e cultivá-la naqueles momentos em que ficamos fragmentados, divididos, separados, a fim de que em nós o "homem inteiro" se manifeste e "triunfe em nossos corações a Paz de Cristo, para a qual fomos chamados" (Cl 3, 15 a). Shalom!!!



Grato, Jerônimo Lauricio
www.jeronimolauricio.com

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 26 de Julho de 2009
17º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum (semana I do saltério)
Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário : «Este é na verdade o Profeta que devia vir ao mundo!»

Leituras

2 Reis 4,42-44.
Veio um homem de Baal-Salisa, que trazia ao homem de Deus, como oferta de
primícias, vinte pães de cevada e trigo novo, no seu saco. Disse Eliseu:
«Dá-os a esses homens para que comam.»
O seu servo respondeu: «Como poderei dar de comer a cem pessoas com isto?»
Insistiu Eliseu: «Dá-os a esses homens para que comam. Pois isto diz o
Senhor: 'Comerão e ainda sobrará.'»
Ele colocou os pães diante deles. Todos comeram e ainda sobejou, como o
Senhor tinha dito.


Salmos 145(144),10-11.15-16.17-18.
Louvem-te, SENHOR, todas as tuas criaturas; todos os teus fiéis te
bendigam.
Dêem a conhecer a glória do teu reino e anunciem os teus feitos poderosos,
Todos têm os olhos postos em ti, e, a seu tempo, Tu lhes dás o alimento.
Abres com largueza a tua mão e sacias os desejos de todos os viventes.
SENHOR é justo em todos os seus caminhos e misericordioso em todas as suas
obras.
SENHOR está perto de todos os que o invocam, dos que o invocam
sinceramente.


Efésios 4,1-6.
Eu, o prisioneiro no Senhor, exorto-vos, pois, a que procedais de um modo
digno do chamamento que recebestes;
com toda a humildade e mansidão, com paciência: suportando-vos uns aos
outros no amor,
esforçando-vos por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz.

Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a
uma só esperança;
um só Senhor, uma só fé, um só baptismo;
um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece
em todos.


João 6,1-15.
Depois disto, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de
Tiberíades.
Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que
realizava em favor dos doentes.
Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos.
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele,
Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente
comer?»
Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe
respondeu-lhe:
«Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.»
Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é
isso para tanta gente?»
Jesus disse: «Fazei sentar as pessoas.» Ora, havia muita erva no local. Os
homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que
estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram.
Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: «Recolhei os pedaços que
sobraram, para que nada se perca».
Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de
cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer.
Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: «Este
é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!»
Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei,
retirou-se de novo, sozinho, para o monte.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Hilário (c. 315-367), Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de S. Mateus, 14, 11; PL 9, 999 (a partir da trad. Matthieu commenté, DDB 1985, p. 98 rev.; cf SC 258, p. 23)

«Este é na verdade o Profeta que devia vir ao mundo!»

Os discípulos dizem que têm apenas cinco pães e dois peixes. Os cinco pães
significavam que estavam ainda submetidos aos cinco livros da Lei, e os
dois peixes que eram alimentados pelos ensinamentos dos profetas e de João
Baptista. [...] Eis o que os apóstolos tinham para oferecer em primeiro
lugar, uma vez que ainda se encontravam ali; e foi dali que partiu a
pregação do Evangelho. [...]

O Senhor tomou os pães e os peixes. Ergueu os olhos ao céu, abençoou-os e
partiu-os. Dava graças ao Pai por estar encarregado de os alimentar com a
Boa Nova, após os séculos da Lei e dos profetas. [...] Os pães também são
dados aos apóstolos: era por eles que os dons da graça divina deviam ser
espalhados. Em seguida, as pessoas são alimentadas com os cinco pães e os
dois peixes. Uma vez saciados os convivas, os bocados de pão e de peixe que
sobejaram eram de tal forma abundantes que encheram doze cestos. Isto
significa que a multidão fica saciada com a palavra de Deus, que provém do
ensinamento da Lei e dos profetas. É a abundância do poder divino,
reservado para os povos pagãos, que transborda na sequência do serviço do
alimento eterno. Ela realiza uma plenitude, a do número doze, como o número
dos apóstolos. Ora acontece que o número dos que comeram é o mesmo que o
dos crentes vindouros: cinco mil homens (Mt 14, 21; Act 4, 4).




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25 julho 2009

É na fragilidade que o Amor revela sua força!

Um dado antropológico é que todos os corações ora outra recebem a visita da fragilidade. Isto é um dado da condição humana. Curioso é perceber quanta gente parece ter dificuldade de cultivar no terreno de suas vidas os frutos desta condição. Contudo, compreendemos que não poderia ser diferente, porque a vida é um eterno aprendizado. Todo amanhecer desponta trazendo consigo o horizonte de novas lições.

É interessante também a gente refletir como a fragilidade e a fraqueza nas mãos de Deus assumem outra expressão. Parece contradição, mas o que nas mãos humanas se apresenta como um solo infértil, nas de Deus se torna um verdadeiro canteiro de possibilidades de se cultivar a força. De modo que, o resultado é que de alguma forma se cumpre o que o Apóstolo Paulo diz em uma de suas cartas: “que é na fraqueza que Cristo manifesta a sua força” (II Cor 12, 9-10).

O secularismo tem propagado a cultura de uma força que se inicia e se encerra no próprio homem. E eu diria que aí está a raiz de tantos não saberem administrar seus momentos de fragilidade. Buscam em si aquilo que naturalmente não tem. Consideram fracos e tolos os que de alguma forma não lutam por conta própria diante das adversidades, e por ai se segue...

É bem verdade que forte é o ser humano que sabe o que quer, e que continua em busca de sua meta. Que firmemente prossegue na realização daquilo que reconhece como certo e julga como importante. Todavia, vale considerar que os que fazem a experiência de Deus e realiza o sonho salvífico de Jesus em sua história, considera que tudo isso é como pano de fundo do cenário, onde o protagonista é o próprio Deus com a manifestação de sua força. “Omne possum in eo qui me confortat” – Tudo posso Naquele que me fortalece (Fl 4,13): Aqui se traduz literalmente a nossa força. Tantos cantaram e rezaram este fragmento Paulino porque reconheceram em suas fraquezas a manifestação da força do Amor de Deus.

A cada dia Ele mesmo escolhe os terrenos mais frágeis e mais tocados da condição humana, a fim de cultivar as sementes do seu Amor. Quisera cada coração frágil se convencer deste desejo. Penso que é tempo de deixar o Garimpeiro cumprir seu ofício, porque em cascalhos aparentemente disformes e frágeis Ele vê escondidos verdadeiros e belos diamantes. Basta confiar e deixar a força do seu Amor nos lapidar!
Grato, Jerônimo Lauricio.
http://www.jeronimolauricio.com/

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 25 de Julho de 2009
S. Tiago, apóstolo – festa

S. Tiago, Apóstolo
S. Tiago Maior, apóstolo, mártir



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Eusébio de Cesareia : O martírio do Apóstolo São Tiago

Leituras

2 Cor. 4,7-15.
Trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que este
extraordinário poder é de Deus e não é nosso.
Em tudo somos atribulados, mas não esmagados; confundidos, mas não
desesperados;
perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados.
Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que também a vida de
Jesus seja manifesta no nosso corpo.
Estando ainda vivos, estamos continuamente expostos à morte por causa de
Jesus, para que a vida de Jesus seja manifesta também na nossa carne
mortal.
Assim, em nós opera a morte, e em vós a vida.
Animados do mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: Acreditei e
por isso falei, também nós acreditamos e por isso falamos,
sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, também nos há-de
ressuscitar com Jesus, e nos fará comparecer diante dele junto de vós.
E tudo isto faço por vós, para que a graça, multiplicando-se na comunidade,
faça aumentar a acção de graças, para a glória de Deus.


Salmos 126(125),1-2.3.4-5.6.
Quando o SENHOR mudou o destino de Sião, parecia-nos viver um sonho.
nossa boca encheu-se de sorrisos e a nossa língua de canções. Dizia-se,
então, entre os pagãos: «O SENHOR fez por eles grandes coisas!»
Sim, o SENHOR fez por nós grandes coisas; por isso, exultamos de alegria.
Transforma, SENHOR, o nosso destino, como as chuvas transformam o deserto
do Négueb.
Aqueles que semeiam com lágrimas, vão recolher com alegria.
ida vão a chorar, carregando e lançando as sementes; no regresso cantam de
alegria, transportando os feixes de espigas.


Mateus 20,20-28.
Aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus
filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido.
«Que queres?» perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois
filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.»
Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu
estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.»
Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à
minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para
quem meu Pai o tem reservado.»
Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos.
Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam
como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder.
Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se
grande, seja o vosso servo; e
quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo.
Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a
sua vida para resgatar a multidão.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Eusébio de Cesareia (c. 265-340), bispo, teólogo, historiador
História Eclesiástica, II, 3, 9 (a partir da trad. SC 31, pp. 54ss. rev.)

O martírio do Apóstolo São Tiago

Se a doutrina da salvação iluminou de repente toda a terra como um raio de
sol, foi certamente graças à força e à ajuda do céu. Com efeito, de acordo
com a Sagrada Escritura, a voz dos evangelistas e dos apóstolos ressoou por
toda a terra «e a sua palavra até aos confins do mundo» [Sl 19 (18), 5]. E,
na verdade, em cada cidade, em cada burgo, qual eira cheia de trigo,
constituíam-se em massa Igrejas fortes e repletas de milhares de fiéis.
[...]
Mas, sob o reinado do imperador Cláudio, «o rei Herodes maltratou alguns
membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João» (Act 12,
1-2).

Clemente [de Alexandria] faz de Tiago uma narrativa digna de memória, de
acordo com a tradição dos seus predecessores: aquele que o levou ao
tribunal ficou emocionado ao ver o testemunho que dava e confessou que
também ele era cristão. Segundo Clemente, foram ambos conduzidos ao
suplício e, pelo caminho, ele pediu a Tiago que lhe perdoasse. Tiago
reflectiu um instante e abraçou-o, dizendo: «Que a paz seja contigo!»
Assim, foram os dois decapitados ao mesmo tempo.

Então, diz a Sagrada Escritura, vendo que a iniciativa que tomara para
matar Tiago tinha agradado a alguns, Herodes atacou igualmente a Pedro e
lançou-o no cárcere. Por pouco este não morreu também. Mas, graças a uma
manifestação divina, um anjo apresentou-se ao Apóstolo durante a noite e
soltou-o miraculosamente das cadeias: libertou-o para o ministério de
pregação (Act 12, 4-17).




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24 julho 2009

PROJETO CEFAS

Estamos com este projeto de evangelização. Estaremos atualizando continuamente as informações aqui.

MISSÃO DO PROJETO
"Através das 5 Pedrinhas e de instrumentos proféticos e criativos, levar os irmãos a viverem frutuosamente os 5 Propósitos Bíblicos, desenvolvendo eficazmente as 5 Áreas do Cristão".

OS 5 PROPÓSITOS
  • Unidade (União c/ Outro)
  • Nascer de novo (Conversão)
  • Instrução (Formação)
  • Apostolado (Missão)
  • Oração
AS 5 ÁREAS A SEREM TRABALHADAS
  • Meio Familiar
  • Aprendizado
  • Profissional
  • Evangelização
  • Área Espiritual
PROJETOS EM MONTAGEM

Você Comunga com Cristo?

Por João Batista Passos

Esta é uma pergunta que devemos nos fazer: comungamos com Cristo, com Seu pensamento, com sua forma de agir, com a sua forma de amar, com as suas palavras, com a sua Verdade?



Um cristão precisa racionalizar a sua Fé, precisa se questionar se caminha como Jesus e com Jesus, se caminhamos do modo que ele nos envia a caminhar. Precisamos fazer este exame de consciência de forma constante, e sempre levar em consideração que Ele não é apenas um modelo de pessoa que deve ser imitado, mas sim que Ele é o nosso objetivo, estar e encontrá-LO de forma definitiva é a meta do ser humano, que se torna Cristão ao ouvir e colocar as Palavras de Jesus Cristo em prática.

Praticamos, exercitamos a nossa identidade de Cristãos?

No inicio da Igreja, em sua era primitiva, os Cristãos seguiam um pensamento muito interessante, não se consideravam mais cidadãos deste mundo e sim cidadãos do Céu. A realidade do Cristão é aberta ao horizonte divino. Este pensamento os tornavam diferentes, os tornavam fortes ao enfrentar as questões deste mundo, por mais difíceis que fossem, o que não poderia ocorrer é perderem o Céu aberto por Jesus, não poderiam perder esta cidadania que Cristo veio nos chamar e nos confirmar.

O Batismo é o carimbo deste passaporte rumo a Terra Prometida, a Nova Jerusalém. Porém, cientes de que este carimbo apenas não lhes dava o direito da passagem a Casa do Senhor, e que teriam que adquiri-la com um caminhar em Cristo e Dele não se desviar. Valia tudo para que este caminho não fosse fechado, inclusive confirmá-lo com a própria vida, seja vivendo cotidianamente em busca da Santidade que nos leva até Deus ou mesmo dando a sua vida para recebê-la em dobro em Cristo. Estes são os mártires, ou seja, as testemunhas que davam a vida pelo amigo, não apenas por um amigo, mas pelo melhor amigo que se pode ouvir dizer, davam a vida pela amizade de Cristo, pois Nele confiavam e depositavam todas as suas esperanças.

Hoje, em nossa realidade* não temos mais as antigas formas de martírios violentos como em outros tempos e lugares, mas há uma nova forma de martírio, daqueles que não tentam matar o corpo (pois sabem que o sangue dos mártires é a semente dos cristãos), então procuram matar a alma, martirizar a Fé, martirizar a Igreja de Cristo e aqueles que nela congregam. Por isso precisamos parar e nos perguntar se estamos firmes em Cristo, com Cristo e por Cristo.

Precisamos exercitar a nossa Fé com muita propriedade, com muita convicção, para que aqueles que tentam martirizar as nossas almas e a nossa Fé tenham de nós uma resposta firme e decidida, não apenas com medo de que eles vençam e tenhamos a nossa alma morta por eles, mas para que eles também sintam a força dos cristãos, conheçam a grandeza de suas almas e saibam que a identidade que os define vem do Espírito Santo de Deus.

Como estamos fracos, como estamos titubeantes frente aos caminhos inversos deste mundo e desta hora, como estamos passíveis frente as ofensas dos que tentam matar a Fé e a alma de nosso povo. O horizonte de Cristo em nossa vida parece ter se tornado apenas um caminho incerto e pessoal e não temos uma opinião certa para afirmar a ninguém, mostrando assim a falta de ardor em nosso coração.

Para que reajamos com coragem frente a tudo isso, precisamos nos perguntar, comungamos verdadeiramente com Cristo, queremos estar constantemente na sua presença, amá-Lo, gostamos de pensar em Cristo, sentimos a doçura de seu amor por nós?

Não queiramos ser Cristãos para rebelar com aqueles que ainda não crêem em Deus, em Cristo e na Igreja de Cristo, mas queiramos ser Cristãos para que assumindo a nossa identidade de fato, cravada em nosso coração pelo Santo Sacrifício de Cristo na Cruz, sejamos Sal e Luz do mundo.

Nos interroguemos hoje, como Cristãos batizados, com coragem, sem medo de perder o Céu, confessemos a nós mesmos as nossas limitações, as nossas fraquezas, as nossas omissões, a tibieza de nossos corações, que nossos joelhos se dobram menos do que deveriam ou já não se dobram frente a grandeza de Deus. Coragem, se interrogue, ponha a questionar-se.

No inicio da caminhada da Igreja, cada cristão era tido como um “outro Cristo na terra”. Veja, esta realidade de nossa condição de batizados não é uma realidade comunitária, mas é uma realidade pessoal, você tem sido um “outro Cristo na terra”? Não se decepcione se chegar a conclusão de que não, pois até isso é uma graça divina, pois onde aparece as nossas faltas a graça se sobrepõe sobremaneira, abundantemente.

Você é Cristão, resgatado por Cristo e por Ele amado, é guiado pelo Espírito Santo, vive desde já integrado ao Corpo de Cristo que é a Santa Igreja, então, tome consciência daquilo que és (parafraseando Santo Agostinho).

És Cristão.


Obs: *Sabemos bem que ainda há sim as formas de martírios violentos em alguns lugares do mundo e que não esquecemos deles, mas a realidade que eu cito aqui é a nossa realidade, onde um clima de descrença na Revelação assola os nossos ambientes paroquiais, familiares e sociais. Apesar de fazermos referência a nossa realidade onde os cristãos são simplesmente desmerecidos por sua Fé, jamais esqueceremos dos mártires do México, da Espanha, da China e de outras partes da Ásia e da África.

Sociedade Católica

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 24 de Julho de 2009
Sexta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Santa Cristina, a Admirável, religiosa, +1224, S. Charbel (Sarbélio) Makhluf, presbítero, +1898, Beato João Soreth, presbítero, +1471



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Cem, sessenta e trinta por um»

Leituras

Ex. 20,1-17.
Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo:
«Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egipto, da casa da
servidão.
Não haverá para ti outros deuses na minha presença.
Não farás para ti imagem esculpida nem representação alguma do que está em
cima, nos céus, do que está em baixo, na terra, e do que está debaixo da
terra, nas águas.
Não te prostrarás diante dessas coisas e não as servirás, porque Eu, o
Senhor, teu Deus, sou um Deus zeloso, que castigo o pecado dos pais nos
filhos até à terceira e à quarta geração, para aqueles que me odeiam,
mas que trato com bondade até à milésima geração aqueles que amam e guardam
os meus mandamentos.
Não usarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não deixa
impune aquele que usa o seu nome em vão.
Recorda-te do dia de sábado, para o santificar.
Trabalharás durante seis dias e farás todo o teu trabalho.
Mas o sétimo dia é o sábado consagrado ao Senhor, teu Deus. Não farás
trabalho algum, tu, o teu filho e a tua filha, o teu servo e a tua serva,
os teus animais, o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que está
neles, mas descansou no sétimo dia. Por isso, o Senhor abençoou o dia de
sábado e santificou-o.
Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias sobre a
terra que o Senhor, teu Deus, te dá.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não responderás contra o teu próximo como testemunha mentirosa.
Não desejarás a casa do teu próximo. Não desejarás a mulher do teu próximo,
o seu servo, a sua serva, o seu boi, o seu burro, e tudo o que é do teu
próximo.»


Salmos 19,8.9.10.11.
A lei do SENHOR é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do SENHOR são
firmes, dão sabedoria ao homem simples.
Os mandamentos do SENHOR são rectos, alegram o coração; os preceitos do
SENHOR são claros, iluminam os olhos.
O temor do SENHOR é puro, permanece para sempre. As sentenças do SENHOR são
verdadeiras, todas elas são justas.
São mais desejáveis que o ouro, o ouro mais fino; são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.


Mateus 13,18-23.
«Escutai, pois, a parábola do semeador.
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e
apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a
semente à beira do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e
a acolhe, de momento, com alegria;
mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a
perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os
cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por
isso, não produz fruto.
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a
compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja
Sermão 101

«Cem, sessenta e trinta por um»

A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é o próprio
Senhor que semeia. É o próprio Senhor que está presente neles, pois foi o
próprio Senhor que fez a colheita. Porque, sem Ele, eles não são nada,
enquanto que Ele, sem eles, permanece na Sua perfeição. Com efeito, Ele
disse-lhes: «Sem Mim nada podeis fazer» (Jo 15, 5). Semeando portanto entre
as nações, que disse Cristo? «Um semeador saiu para semear» (Mt 13, 3).
Noutro texto, os semeadores foram enviados para colher; agora, o semeador
sai para semear, e não se queixa do trabalho. Com efeito, que importa que o
grão de trigo caia à beira do caminho, sobre as pedras ou entre os
espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por estes lugares ingratos, não
avançaria até à boa terra! [...]

É de nós que se trata: seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos?
Queremos ser a boa terra? Dispomos o nosso coração a produzir trinta vezes
mais, sessenta vezes mais, cem vezes, mil vezes mais? Trinta vezes, mil
vezes, sempre trigo e apenas trigo. Não sejamos mais esse caminho onde a
semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo a agarra como os
pássaros. Nem essas pedras onde uma terra pouco profunda faz germinar
rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais
esses espinhos, as ambições deste mundo, este hábito de fazer o mal. Com
efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma
vida que impede de chegar à vida? Que coisa mais infeliz que escolher a
vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para
sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno,
recebamos a semente, aguentemos até à colheita, aspiremos a ser arrecadados
nos celeiros.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.